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PF intima Flávio Bolsonaro a entregar passaportes por ordem de Alexandre de Moraes

Decisão do STF proíbe senador de se comunicar com investigado por lavagem de dinheiro e impõe entrega de documentos diplomático e comum em até 24 horas.

26/10/2026 20:58

A Polícia Federal intimou o senador Flávio Bolsonaro (PL) a entregar seus passaportes, comum e diplomático, no prazo de 24 horas. A ordem atende a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito de um processo que investiga a prática de lavagem de dinheiro. Além da retenção dos documentos de viagem, a decisão judicial proíbe o parlamentar de manter qualquer tipo de comunicação com o advogado Willer Tomaz, também investigado no mesmo processo.

A determinação de Moraes tem como base apurações da Polícia Federal que apontam que Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz dividiam uma conta conjunta no banco Santander. O advogado já havia sido alvo de um mandado de busca e apreensão em agosto, sob a suspeita de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro desviado de fundos de aposentadoria.

A medida restritiva contra o senador ocorre após declarações do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), irmão de Flávio, durante entrevista ao programa norte-americano Louder with Crowder, apresentado por Steven Crowder, em 23 de outubro. Na ocasião, Eduardo sugeriu que o irmão deixasse o Brasil caso fosse derrotado nas eleições, fala que fundamentou a avaliação do STF sobre o risco de fuga.

Na última sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes já havia determinado o cancelamento do passaporte de Willer Tomaz. Como o advogado se encontra atualmente fora do território nacional, os efeitos práticos da invalidação do documento ocorrerão no momento em que ele retornar ao país.

Em vídeo publicado em suas redes sociais nesta segunda-feira, Flávio Bolsonaro confirmou o recebimento da intimação, relatando ter sido abordado por agentes da PF no meio da rua após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador criticou a medida restritiva e afirmou que cumprirá a determinação judicial.

"Nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar", declarou o parlamentar no vídeo. "A Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele. No meio da rua, eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país. A decisão de Alexandre de Moraes se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro, que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição", completou Flávio.

As defesas do senador Flávio Bolsonaro e do advogado Willer Tomaz negam as acusações de lavagem de dinheiro e irregularidades na movimentação bancária.

Por Redação Notícia10

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