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Congresso do Paraguai aprova impeachment de Santiago Peña após colapso de banco privado

Decisão unânime do Senado retirou imunidade do ex-presidente, que foi colocado em prisão domiciliar por suspeita de crimes financeiros.

07/11/2026 16:42

O Senado do Paraguai aprovou a destituição do presidente Santiago Peña por má conduta e negligência no cumprimento do dever na sexta-feira. Minutos após a votação, Peña foi colocado em prisão domiciliar pelas autoridades locais. A crise política foi motivada pelo colapso do Banco Ueno, instituição financeira na qual o ex-mandatário deteve ações até o ano passado. A derrocada da entidade deixou cerca de três milhões de pessoas — mais da metade da população do país — sem acesso a contas bancárias, poupanças e pensões.

Antes do julgamento político, Peña havia apresentado um pedido de renúncia na quinta-feira. Os parlamentares rejeitaram o requerimento e optaram pelo impeachment para retirar a imunidade parlamentar concedida a ex-presidentes. A votação terminou com 44 votos favoráveis entre os 45 senadores, contando com o apoio de membros do próprio partido do ex-mandatário. O presidente do Senado, Basilio Núñez, confirmou que a decisão baseou-se no reconhecimento formal de negligência no exercício do cargo.

Peña responderá a interrogatórios judiciais por acusações de quebra de confiança, tráfico de influência e apropriação indevida de recursos. As investigações apuram denúncias de conflito de interesses, manipulação da fiscalização regulatória, desvio de fundos de pensão e acobertamento de irregularidades com a participação do banco central. Em pronunciamento publicado na rede social X, Peña negou ter cometido ilegalidades e declarou que não teve a intenção de trair a confiança da população.

Com a destituição, o vice-presidente Pedro Alliana assumiu a presidência interina do país, com mandato previsto até 2028. Em seu primeiro pronunciamento no cargo, Alliana comprometeu-se a ressarcir integralmente os depositantes prejudicados pela paralisação das operações bancárias.

A impossibilidade de movimentação financeira gerou uma onda de protestos em diversas regiões do Paraguai. Manifestantes entraram em confronto com forças policiais durante atos promovidos para cobrar a liberação de valores retidos e a responsabilização dos envolvidos na gestão do banco.

Por Redação Notícia10

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