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Eunápolis: Tecnologia de reconhecimento facial resulta na prisão de sete foragidos na Eunaagro

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O sistema de reconhecimento facial da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) localizou sete pessoas com mandados de prisão em aberto na noite de sábado, 23 de maio, durante a Feira de Agricultura de Eunápolis. A identificação ocorreu por meio de uma Plataforma Elevada de Observação (POE), uma estrutura de monitoramento itinerante posicionada na área do evento. Os detidos respondem a acusações de homicídio, tráfico de drogas, violência doméstica e inadimplemento de pensão alimentícia. A operação expõe o avanço da vigilância digital em eventos populares no interior do estado.

A mobilização policial baseou-se no cruzamento de dados biométricos em tempo real fornecidos pela tecnologia de captação de imagens. Ao passarem pelos pontos de triagem eletrônica da plataforma móvel, cinco suspeitos, uma mulher e quatro homens, foram apontados pelo banco de dados da segurança pública com ordens de prisão pendentes por crimes de alta gravidade, incluindo assassinatos e agressões no âmbito de violência contra a mulher.

Na mesma noite, a varredura digital identificou outros dois indivíduos com mandados expedidos por varas de família devido ao não pagamento de pensão alimentícia. Todos foram interceptados pelas equipes de campo e conduzidos à delegacia local para a formalização das prisões.

Os registros de Eunápolis integram um balanço mais amplo divulgado pela SSP-BA, que aponta que a tecnologia de reconhecimento facial superou a marca de mil prisões efetuadas no estado entre janeiro e maio de 2026. A expansão do modelo combina câmeras fixas em vias públicas a estruturas móveis itinerantes, permitindo o policiamento preditivo e a filtragem populacional em festas e feiras agropecuárias.

Embora o uso desse aparato apresente resultados quantitativos na captura de foragidos, a centralização de dados biométricos de cidadãos em espaços de lazer gera debates estruturais acerca dos limites da privacidade, do controle estatal sobre a circulação pública e do risco de estigmatização de minorias em sistemas automatizados de segurança, desafios frequentes na implementação dessas ferramentas nas periferias e cidades médias do país.

Após a identificação pelas câmeras e a abordagem policial, os sete detidos passaram por exames periciais obrigatórios e foram encaminhados ao sistema prisional baiano, onde permanecem à disposição do Poder Judiciário. A SSP-BA mantém o cronograma de uso das plataformas móveis em eventos de grande porte programados para a região ao longo do ano, sem divulgar o mapeamento prévio das próximas coberturas por questões de estratégia operacional.
Por Redação Notícia10

Bahia: Governador Jerônimo Rodrigues e embaixada da Índia debatem investimentos comerciais e setor farmacêutico

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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, reuniu-se nesta segunda-feira, 25 de maio de 2026, com o embaixador da Índia no Brasil, Dinesh Bhatia, para articular investimentos estrangeiros e cooperações tecnológicas no estado. A agenda dá continuidade às negociações iniciadas em fevereiro deste ano, durante missão internacional do Executivo baiano a Nova Deli. O foco central das tratativas comerciais envolve a atração de capital para o projeto estatal Bahia Farma, além de parcerias nos setores de mineração, transição tecnológica e turismo. A aproximação busca descentralizar os investimentos industriais no Nordeste.

O diálogo institucional em Salvador ocorre em um cenário de expansão das trocas comerciais entre as duas nações. De acordo com balanço apresentado pelo embaixador Dinesh Bhatia, o comércio bilateral entre Índia e Brasil atingiu a cifra de US$ 15 bilhões em 2025. Atualmente, o país asiático ocupa o posto de quinto maior parceiro comercial do mercado brasileiro no segmento de combustíveis naturais, com projeções oficiais que indicam uma nova escalada de crescimento entre 20% e 25% nos fluxos de importação e exportação.

Para a administração baiana, a consolidação desses índices macroeconômicos representa uma oportunidade para viabilizar o projeto de reestruturação da Bahia Farma. O laboratório público, estratégico para o Sistema Único de Saúde (SUS), necessita de transferência tecnológica e insumos farmacêuticos ativos (IFAs), mercado no qual a Índia detém liderança global de produção e exportação.

A atração de laboratórios e indústrias indianas possui impacto direto na geração de empregos qualificados na Bahia e no barateamento de insumos médicos para a população. Contudo, analistas de relações internacionais apontam que o principal desafio do estado reside em transformar os protocolos de intenção em fábricas reais, superando gargalos históricos de infraestrutura logística e de incentivos fiscais em comparação com as regiões Sul e Sudeste do Brasil.

O embaixador Dinesh Bhatia ressaltou o fortalecimento acelerado dos laços econômicos: “No ano passado, em 2025, o comércio bilateral chegou a US$ 15 bilhões. Atualmente, a Índia é o quinto maior parceiro do Brasil na área de combustíveis naturais, e as projeções indicam um crescimento entre 20% e 25%.”

Em contrapartida, o governador Jerônimo Rodrigues sinalizou a abertura do mercado local para o recebimento de plantas industriais: “Esperamos contar com o apoio nessa relação com as empresas e com o governo indiano e, da mesma forma, colocamos nossa disposição para que as empresas indianas que desejarem investir na Bahia possam ser bem acolhidas e acompanhadas no que for necessário.”

As próximas etapas confirmadas entre a gestão estadual e o corpo diplomático indiano preveem a criação de canais diretos de facilitação de negócios para aproximar empresários baianos e comitivas asiáticas. O governo baiano pretende detalhar os incentivos fiscais disponíveis para os setores de tecnologia e mineração nas próximas semanas, embora o cronograma para o início de operações de eventuais novas companhias no estado ainda dependa de estudos de viabilidade técnica.
Por Redação Notícia10

Obras do Hospital Regional da Costa do Dendê avançam após superação de falhas no terreno

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A construção do Hospital e Maternidade Regional da Costa do Dendê atingiu 12% de execução no bairro da Jaqueira, em Valença, após o consórcio operante superar instabilidades geológicas e a presença de rochas no terreno. Financiada com um aporte de R$ 154 milhões provenientes do Novo PAC, a estrutura de duas edificações interligadas projeta a abertura de 255 novos leitos para a região do Baixo Sul da Bahia. A entrega da infraestrutura física está prevista para o primeiro semestre de 2027, com o objetivo de descentralizar o atendimento de alta complexidade.

A engenharia do projeto precisou ser adaptada devido às características do solo de Valença, composto por rochas densas em grande parte de sua extensão e camadas de baixa sustentação mecânica. Para contornar o atraso potencial na fase de fundação, a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) autorizou a substituição da moldagem tradicional por uma superestrutura de sistema pré-moldado de concreto armado, que utiliza pilares, vigas e lajes alveolares fabricadas fora do canteiro.

O modelo jurídico adotado para a execução é o de licitação semi-integrada, cujo contrato e ordem de serviço foram assinados em julho de 2025. Sob esse regime, a construtora assumiu o desenvolvimento dos projetos básico e executivo. Durante os primeiros 60 dias de elaboração técnica, os operários realizaram os trabalhos preliminares de topografia, sondagem, limpeza do lote e fixação dos tapumes da área, que soma mais de 22 mil metros quadrados de área construída.

A consolidação do hospital impactará diretamente a dinâmica de deslocamentos de pacientes no interior baiano. Atualmente, a escassez de vagas de alta complexidade força moradores a percorrerem longas distâncias rumo à capital ou a grandes centros. O novo complexo absorverá essa demanda por meio de uma estrutura que contará com:
• Unidades de Crise: 45 leitos destinados a Unidades de Terapia Intensiva (UTI) divididos entre os segmentos adulto e neonatal, além de serviço de pronto-socorro para urgência e emergência.
• Bloco Cirúrgico: Centro cirúrgico regular e obstétrico equipado com 8 salas integradas.
• Rede de Diagnóstico: Setor de imagem com salas para exames de tomografia, radiografia, ultrassonografia e endoscopia.

Para além da assistência geral, a unidade abrigará uma maternidade de Porte II — classificação estatal atribuída a instalações de maior capacidade resolutiva —, estruturada com quartos PPP (Pré-parto, Parto e Pós-parto), Banco de Leite Humano e a Casa da Gestante, Bebê e Puérpera. A criação desse polo ataca um dos principais índices de desigualdade regional: a falta de assistência neonatal especializada, que vulnerabiliza famílias de baixa renda vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

O engenheiro Alexandre Lima, da Conder, detalhou os desafios técnicos enfrentados pelas equipes na fase inicial da obra: “Temos rocha na maior parte da extensão deste terreno, além de outros materiais de suporte ruim. Isso dificultou a execução e por isso adotamos a solução de superestrutura em sistema pré-moldado de concreto armado, com pilares, vigas e lajes alveolares já pré-fabricadas.”

Por outro lado, o presidente da Conder, José Trindade, argumentou que o ritmo das atividades foi mantido apesar dos entraves meteorológicos registrados na Costa do Dendê: “O hospital e a maternidade serão unidades de referência para toda a região do Baixo Sul, ampliando a oferta de serviços de saúde e fortalecendo a assistência à população. Mesmo com os desafios impostos pelo período chuvoso, a Conder segue empenhada em garantir o avanço das obras com qualidade, responsabilidade e no menor tempo possível.”

Superadas as fases de sondagem e fundação, os operários iniciam o içamento e a montagem das peças de concreto pré-moldado que darão forma às paredes e pavimentos dos dois blocos interligados. A gestão estadual informou que o cronograma financeiro está assegurado pelas parcelas do Governo Federal, restando monitorar o impacto das frentes de chuva do litoral baiano sobre os trabalhos de acabamento previstos para o próximo ano.
Por Redação Notícia10

Bahia atrai R$ 3,5 bilhões em investimentos industriais com foco na descentralização econômica

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A Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE) registrou a assinatura de 46 protocolos de intenções entre janeiro e maio de 2026, somando uma previsão de R$ 3,5 bilhões em investimentos privados. O balanço, divulgado nesta segunda-feira, 25 de maio, no Dia da Indústria, aponta que R$ 3,4 bilhões desse montante serão direcionados a municípios fora da Região Metropolitana de Salvador. A estratégia visa mitigar as históricas disparidades socioeconômicas regionais por meio da interiorização fabril, prevendo a abertura de mais de 6 mil postos de trabalho diretos e indiretos no estado.

A concentração de 35 dos 46 novos protocolos no interior do estado reflete um esforço estrutural para descentralizar a atividade econômica, tradicionalmente retida no Recôncavo e na capital. No setor farmoquímico e farmacêutico, o município de Santo Antônio de Jesus receberá a ampliação da Natulab, projeto orçado em R$ 58 milhões que projeta gerar 197 empregos diretos.

Já no extremo oeste baiano, a cidade de Luís Eduardo Magalhães absorveu a impliação de uma unidade da Inpasa Agroindustrial, inaugurada em abril. A biorrefinaria demandou um aporte estimado em R$ 1,3 bilhão para viabilizar o processamento anual de 1 milhão de toneladas de grãos na região do Matopiba. O empreendimento gerou 2.500 vagas temporárias durante a construção e prevê manter 450 postos fixos na operação regular.

Atualmente, o monitoramento de longo prazo da SDE abrange 362 projetos em fase de implantação ou ampliação, acumulando uma estimativa de R$ 253 bilhões e previsão de 48.236 empregos diretos — dos quais 282 estão no interior. No segmento de empresas já consolidadas, a pasta acompanha 1.012 empreendimentos que respondem por R$ 78,4 bilhões em investimentos realizados e 135.187 postos de trabalho formais ativos.

Apesar do volume bilionário de anúncios, o avanço industrial em direção ao interior impõe desafios severos aos municípios receptores. A chegada de grandes complexos, como biorrefinarias e parques eólicos, pressiona os serviços públicos locais, a malha rodoviária e a demanda por habitação. O grande desafio reside em garantir que a arrecadação tributária se reverta em bem-estar social para as populações tradicionais e periféricas, evitando cenários de exclusão ou de migração desordenada.

O secretário em exercício da SDE, Aécio Moreira, defendeu a descentralização como ferramenta de equidade: “O fortalecimento da indústria é fundamental para o crescimento econômico da Bahia, especialmente quando conseguimos ampliar oportunidades para o interior do estado, promovendo geração de emprego, renda e desenvolvimento regional equilibrado.”

Por outro lado, o debate sobre a sustentabilidade operacional ganhou espaço com os dados de descarbonização da petroquímica Braskem, que reduziu mais de 1,3 milhão de toneladas de gás carbônico em suas operações globais em 2025, sendo a Bahia responsável por mais de 200 mil toneladas desse total. A redução associa-se a parques eólicos instalados em Urandi, Jacaraci, Licínio de Almeida e Campo Formoso.

Magnólia Borges, gerente de Relações Institucionais da Braskem na Bahia, detalhou as metas corporativas vigentes: “A descarbonização se consolidou como um dos pilares estratégicos da Braskem. A Bahia possui contribuição relevante nesse processo, especialmente por meio de iniciativas de eficiência energética, digitalização industrial e investimentos em energia renovável.”

A conversão dos 46 protocolos de intenções em instalações industriais efetivas dependerá, nos próximos meses, da concessão de licenças ambientais e do cumprimento de contrapartidas sociais pelas empresas assinantes. A SDE informou que manterá as vistorias técnicas e o acompanhamento dos cronogramas de obras previstos para o segundo semestre de 2026, priorizando a contratação de mão de obra originária das próprias comunidades do interior baiano.
Por Redação Notícia10

Agronegócio capixaba gera R$ 4,6 bilhões em exportações e reduz dependência histórica do café

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As exportações do agronegócio do Espírito Santo movimentaram R$ 4,6 bilhões no primeiro quadrimestre de 2026, comercializando produtos para 110 países. Os dados, compilados pela Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), revelam uma mudança estrutural na balança comercial camponesa. Embora o café permaneça como a principal força econômica do setor, a ascensão da pimenta-do-reino e a abertura de mercados no Oriente Médio indicam uma diversificação da pauta produtiva. A estratégia alivia a vulnerabilidade dos pequenos produtores capixabas frente às oscilações de preços internacionais.

O balanço financeiro do período aponta que três grupos de produtos concentraram 95,4% de todo o valor exportado pelo agronegócio capixaba. O complexo café liderou as transações ao movimentar US$ 464 milhões, o que equivale a 51,1% do faturamento total do setor. A celulose apareceu na segunda posição, com US$ 243 milhões arrecadados e fatia de 26,8%, seguida pela pimenta-do-reino, que gerou US$ 158,8 milhões e consolidou uma participação inédita de 17,5% na receita global do comércio exterior agrícola.

A expansão da pimenta-do-reino surge em um momento de retração nos volumes embarcados das duas principais commodities capixabas. Entre janeiro e abril de 2026, houve recuo no volume exportado do complexo café (-1,3%) e, de forma mais acentuada, no segmento de celulose (-10,7%). A alta de 17,4% no valor e de 15,8% no volume da pimenta-do-reino em relação ao primeiro quadrimestre de 2025 funcionou como um amortecedor econômico, impedindo uma queda generalizada nas divisas do estado.

Os Estados Unidos mantêm-se como o principal destino dos produtos capixabas, absorvendo US$ 189,1 milhões (20,8% do total), seguidos pela Turquia, com US$ 67,9 milhões (7,5%), e pela Colômbia, com US$ 54,7 milhões (6%). Essa forte dependência de poucos mercados centrais historicamente expõe a economia agrícola local a crises geopolíticas e políticas tarifárias externas, penalizando as famílias que vivem da agricultura familiar no interior.

A tentativa de descentralização geográfica comercial registrou avanços no Oriente Médio, para onde os embarques somaram US$ 56,87 milhões de janeiro a abril, um crescimento de 12,3% comparado ao mesmo intervalo do ano anterior. O resultado foi impulsionado pelo café, que faturou US$ 40,46 milhões (alta de 59,3%) e enviou 6,88 milhões de quilos para a região (alta de 50,1% em volume). Em contrapartida, a pimenta-do-reino recuou 8,6% em receita (US$ 16,26 milhões) e 11,5% em volume (2,74 milhões de quilos) para o bloco árabe, evidenciando as oscilações específicas de cada mercado consumidor.

O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, analisou a nova composição das forças produtivas no campo: “O café continua sendo a principal força da pauta, mas a pimenta-do-reino vem ganhando espaço de forma consistente e já responde por uma fatia inédita das exportações do setor. O Espírito Santo está ampliando sua capacidade de gerar divisas com cadeias diversas. Para o Estado, esse é um sinal positivo, porque reduz dependências do café, abre novas oportunidades comerciais e fortalece a renda no campo.”

Ao avaliar o comportamento das vendas para o mercado asiático e árabe, o secretário destacou a resiliência das exportações diante das tensões internacionais: “Mesmo em um cenário de conflitos, o Oriente Médio ampliou as compras do agro capixaba, com crescimento de 12,3% em divisas no período. O café puxou esse avanço, enquanto a pimenta-do-reino teve recuo nesse mercado específico, embora siga crescendo na média geral das exportações do Estado. Cada mercado responde de forma diferente, por isso é importante diversificar destinos e produtos para reduzir riscos e aproveitar oportunidades.”

A Gerência de Dados e Análises da Seag prevê a continuidade do acompanhamento das safras de gengibre, mamão, pimenta e derivados de cacau para avaliar se a tendência de desconcentração do café se sustentará nos próximos trimestres. As cooperativas agrícolas aguardam a estabilização das rotas marítimas para consolidar os novos contratos firmados com os compradores do Oriente Médio, enquanto os produtores locais monitoram o impacto do clima sobre o volume de colheita previsto para o segundo semestre de 2026.
Por Redação Notícia10

Governo do Espírito Santo anuncia R$ 91 milhões em investimentos urbanos e escolares em Vila Velha

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O Governo do Espírito Santo formalizou o repasse de mais de R$ 91 milhões para o município de Vila Velha no sábado, 23 de maio, durante as celebrações do aniversário da cidade. O pacote econômico foca na urbanização da orla marítima, na construção de um mercado pesqueiro e na expansão da infraestrutura educacional e de saúde básica. Os recursos, geridos por meio de convênios estaduais, integram um ciclo de investimentos municipais que atinge R$ 650 milhões em mais de 40 obras simultâneas. A iniciativa tenta atenuar gargalos de mobilidade e atendimento social na periferia urbana.

A maior fatia do montante anunciado, superando R$ 62 milhões, será coordenada pela Secretaria de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb). Os convênios autorizam o início da segunda etapa das obras de urbanização da Orla de Vila Velha, no trecho situado entre a Praia dos Recifes e a Ponte da Madalena. O projeto prevê intervenções de drenagem pluvial, pavimentação, instalação de ciclovias e reforma de praças públicas, medidas necessárias para conter alagamentos históricos na região costeira.

O segundo projeto estruturante de engenharia pesqueira é a construção do novo Mercado de Pescado, localizado no Parque da Prainha. A estrutura contará com peixarias, fábrica de pescado, restaurante e áreas de convivência. A obra visa integrar a cadeia produtiva dos trabalhadores artesanais da pesca ao circuito comercial e turístico local, oferecendo infraestrutura técnica para o manejo adequado do pescado.

Na área da educação, o Fundo Estadual de Apoio à Ampliação e Melhoria das Condições de Oferta da Educação Infantil no Espírito Santo (Funpaes) liberou R$ 30 milhões para a rede municipal. O recurso financia a construção das unidades UMEF Deolindo Perim e Luiz Malizeck, além de reformas em quadras e ampliação de creches. O planejamento pedagógico inclui a ampliação do atendimento educacional especializado, saltando de 139 para até 360 vagas para crianças e adolescentes com necessidades específicas.

Os serviços de saúde pública absorverão a implantação de dois equipamentos do SERDIA Tipo III na unidade “Casa de Pedra”, focados na assistência a pessoas com deficiência intelectual e Transtorno do Espectro Autista (TEA). Com capacidade para 400 atendimentos mensais, o serviço contará com equipes multiprofissionais, respondendo a uma demanda histórica de famílias trabalhadoras que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) e enfrentam longas filas de espera por terapias integradas.
O governador Ricardo Ferraço defendeu o alinhamento orçamentário entre o Estado e a gestão municipal: “Estamos realizando investimentos para dar continuidade ao que queremos, que é ser um Governo municipalista, que trabalha em parceria com os municípios, e aqui em Vila Velha não é diferente. Somente hoje são anúncios que ultrapassam R$ 91 milhões, especialmente nas áreas de educação e infraestrutura.”

Em contrapartida, o prefeito Arnaldinho Borgo enfatizou o volume global de intervenções em andamento na cidade: “Vila Velha vive um dos maiores ciclos de investimentos da sua história, fruto de muita união, diálogo e parcerias. São mais de R$ 650 milhões em investimentos, com mais de 40 obras e ações em andamento. Estamos preparando a cidade para o presente e para o futuro.”

O ato oficial também abrangeu a promoção funcional de 147 militares pertencentes à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros, acompanhada de uma reorganização administrativa da estrutura operacional dos bombeiros em Vila Velha. No campo cultural, as comemorações cívicas contaram com um desfile de mil estudantes na Praia de Itaparica e estendem-se até domingo, 24 de maio, com a conclusão de shows e apresentações artísticas na Prainha, abrindo os prazos para os processos licitatórios das novas edificações escolares autorizadas.
Por Redação Notícia10

Eunápolis: Prefeito Robério Oliveira escala Pablo e Xand Avião para o maior São Pedro do mundo

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O prefeito de Eunápolis, Robério Oliveira, começou a montar o que a gestão municipal já trata como uma das maiores edições da história do Pedrão, evento consolidado no calendário junino brasileiro, sendo “o maior São Pedro do mundo”. As primeiras atrações confirmadas para a edição de 2026 são os cantores Pablo e Xand Avião, nomes de peso nacional que abrem a chamada “primeira convocação” da festa marcada para acontecer entre os dias 1º e 4 de julho.

A estratégia de divulgação antecipada reforça o tom de grandiosidade adotado pela prefeitura para o evento do próximo ano. Nos bastidores políticos e culturais da cidade, a narrativa construída pela gestão é a de um verdadeiro “time” artístico sendo escalado por Robério para transformar Eunápolis novamente em polo regional de turismo, entretenimento e circulação econômica durante o período junino.

Pablo chega embalado pelo forte apelo popular registrado nas últimas festas da cidade. Durante os festejos dos 38 ano de Eunápolis, o público chegou a puxar coro pedindo a presença do cantor no Pedrão 2026. O artista, um dos principais nomes do arrocha no país, passa agora a integrar a linha de frente da programação.

Já Xand Avião amplia o peso nacional da grade inicial. O cantor cearense se consolidou como um dos maiores expoentes do forró eletrônico brasileiro e costuma figurar entre as principais atrações dos grandes festejos nordestinos. Sua inclusão sinaliza que Robério não está pra brincadeira e pretende manter o Pedrão em disputa direta com eventos juninos e julinos de cidades maiores da Bahia e de outros estados do Nordeste.

Embora a programação ainda esteja incompleta, a movimentação inicial já provoca expectativa entre comerciantes, ambulantes, rede hoteleira e trabalhadores informais da cidade. Em Eunápolis, o Pedrão ultrapassa o caráter cultural e se tornou também um evento de forte impacto econômico, especialmente para setores ligados ao comércio e serviços.

A prefeitura ainda não divulgou o número oficial de atrações nem detalhes sobre investimentos em estrutura e segurança para 2026. A expectativa, no entanto, é de que novas “convocações” sejam anunciadas ainda essa semana, ampliando o elenco artístico da festa. Com a montagem do evento ainda em andamento, Robério Oliveira aposta novamente na força do Pedrão como vitrine regional e instrumento de mobilização popular.
Por Redação Notícia10

Prefeitura de Mucuri conclui reforma de escola e obras de posto médico no Assentamento Jequitibá

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A Prefeitura de Mucuri, por meio das secretarias de Obras e de Saúde, finalizou a revitalização estrutural da extensão da Escola Municipal Carolina Silva de Moraes e a construção de um novo posto médico no Assentamento de Reforma Agrária Jequitibá, localizado na zona rural do município. As medidas atendem a reivindicações antigas dos moradores locais, que enfrentavam dificuldades de acesso a serviços públicos básicos devido à distância da sede municipal. Com a entrega dos prédios e do novo mobiliário, a administração local projeta a fixação de estudantes no campo e a ampliação da cobertura de exames e consultas na região.

Historicamente afastadas dos investimentos concentrados nos centros urbanos, as comunidades rurais e os assentamentos de reforma agrária dependem diretamente de estruturas locais para garantir a permanência de famílias no campo. No Assentamento Jequitibá, as deficiências na infraestrutura escolar e a falta de atendimento médico próximo sobrecarregavam o deslocamento dos moradores. A intervenção na unidade de ensino focou na resolução de problemas crônicos de manutenção, como goteiras e falhas nas instalações elétricas, que afetavam a rotina de alunos e professores.

A consolidação de equipamentos públicos em áreas de reforma agrária atua como um mecanismo de redução de desigualdades regionais. No setor educacional, a melhoria do ambiente físico com acessibilidade e segurança reflete-se diretamente no rendimento pedagógico e no combate à evasão escolar na zona rural. No âmbito da saúde pública, a entrega do posto médico descentraliza a atenção básica, aliviando a demanda sobre os hospitais centrais e assegurando assistência preventiva para trabalhadores rurais e comunidades ribeirinhas adjacentes, como os moradores da região do rio Baeta.

O diretor municipal de obras, Jonas Verdiano dos Santos, pontuou que a intervenção no prédio escolar seguiu o cronograma de planejamento urbano da atual gestão municipal: “A escola recebeu uma intervenção ampla e necessária dentro do planejamento da gestão do prefeito Robertinho. A unidade agora oferece condições dignas de funcionamento, garantindo mais qualidade no ambiente escolar e melhores condições de trabalho aos profissionais que atuam na instituição.”

A respeito da nova estrutura de saúde, o secretário municipal da pasta, Fernando Jardim, explicou que o foco imediato está na operacionalização do espaço físico que já foi edificado: “O próximo passo da administração municipal será a designação da equipe de profissionais que atuará na unidade. O objetivo da gestão é ampliar o acesso da população rural a um atendimento eficiente, humanizado e mais próximo das famílias que vivem em localidades distantes.”

Com as obras civis encerradas, o cronograma da prefeitura prevê o início das atividades médicas no posto assim que a equipe de servidores for formalmente designada e alocada na unidade do assentamento. A escola reformada já se encontra apta a operar com a nova rede elétrica instalada e os banheiros modificados. A manutenção contínua e a garantia de insumos para os dois novos polos de atendimento no Assentamento Jequitibá permanecem como os principais desafios para a consolidação dessas políticas públicas no interior do município.
Por Redação Notícia10

Prefeitura de São Mateus instala sinalização para delimitar Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Barra Nova

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A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de São Mateus, com suporte da Secretaria de Obras, instalou cinco novas placas de sinalização com quatro metros de altura na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Municipal de Barra Nova. A ação, concluída no litoral norte capixaba, demarca os limites da unidade de conservação e atua como ferramenta de ordenamento territorial. A medida é considerada urgente para conter pressões imobiliárias e atividades predatórias na região, além de servir como guia educativo para pescadores e turistas que frequentam os ecossistemas protegidos da reserva.

Criada em 2013, a RDS Barra Nova abrange uma área protegida de mais de 3 mil hectares, caracterizada por ecossistemas costeiros e extensas faixas de manguezais essenciais para a reprodução marinha. O modelo de Reserva de Desenvolvimento Sustentável difere de parques de proteção integral por prever a permanência de comunidades tradicionais. A sustentabilidade dessas populações depende diretamente do manejo controlado dos recursos naturais e da contenção de interferências externas nas fronteiras da reserva.

A demarcação física das fronteiras ecológicas protege as áreas de extrativismo das quais dependem os pescadores artesanais locais, contrapondo-se à expansão urbana desordenada no litoral. Embora a sinalização reforce o potencial de Barra Nova para o turismo sustentável e de isolamento, a eficácia da barreira visual depende de fiscalização contínua. Sem monitoramento permanente contra invasões e crimes ambientais, o impacto das estruturas de quatro metros de altura restringe-se ao caráter informativo e pedagógico.

De acordo com as diretrizes da Secretaria de Meio Ambiente, o ordenamento territorial com a fixação das normas de uso da reserva balizará as próximas etapas de licenciamento e fiscalização na zona costeira. As estruturas instaladas permanecem como o marco visual mais recente do plano de manejo da unidade. O desafio central do município reside agora em articular essa sinalização a um programa contínuo de vigilância e apoio socioeconômico às famílias tradicionais que habitam o entorno dos manguezais capixabas.
Por Redação Notícia10

Prefeitura de Teixeira de Freitas entrega certificados a mulheres qualificadas por projeto social

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A Secretaria de Promoção Social de Teixeira de Freitas realizou, na última sexta-feira (22), a entrega de 67 certificados para mulheres que concluíram as oficinas do projeto “Caminhando Para o Futuro”. A ação encerra o primeiro ano de atividades da iniciativa municipal, voltada à capacitação profissional e geração de renda de famílias em situação de vulnerabilidade social inscritas em programas assistenciais. Os cursos focaram em mulheres que exercem a chefia de seus lares e residem em bairros periféricos, buscando mitigar distorções socioeconômicas por meio do estímulo à inserção no mercado de trabalho formal e ao empreendedorismo.

Mulheres que chefiam famílias monoparentais nas periferias urbanas enfrentam historicamente barreiras severas de inserção no mercado de trabalho, decorrentes da escassez de vagas qualificadas e da tripla jornada de cuidados. O projeto “Caminhando Para o Futuro” foi estruturado há 12 meses justamente para descentralizar o acesso à capacitação em Teixeira de Freitas. Ao longo deste período, os módulos formativos foram levados diretamente aos bairros mais distantes do centro da cidade, reduzindo custos de deslocamento e facilitando a permanência das alunas nas salas de aula.

Ao direcionar recursos para a formação de mulheres inscritas em programas de assistência, o poder público atua na base do desemprego estrutural e da dependência econômica local. O conteúdo programático uniu aulas práticas de culinária e produção de alimentos a noções de direitos trabalhistas e ética profissional. Esse arranjo metodológico fomenta a inclusão produtiva imediata, gerando pequenos negócios de subsistência e complementação de renda que movimentam o comércio nos próprios bairros, embora a eficácia de longo prazo dependa de linhas de microcrédito complementares para essas novas empreendedoras.

Com a formação desta turma, as 67 profissionais certificadas passam a dispor de ferramentas técnicas para atuar de forma autônoma na cadeia produtiva de alimentos ou buscar vagas formais de emprego no município. A Secretaria de Promoção Social absorveu o balanço deste primeiro ano para planejar o cronograma e a captação de novos públicos para os próximos meses de atuação. O desafio da administração municipal se concentra agora em articular a rede de assistência social para monitorar o ingresso efetivo dessas mulheres formadas nas frentes de trabalho.
Por Redação Notícia10

Mucuri atinge liderança isolada em avaliação de fluência leitora no extremo sul baiano

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O município de Mucuri consolidou, pelo segundo ano consecutivo, a liderança regional na avaliação de Fluência Leitora do Parceria de Alfabetização em Regime de Colaboração (PARC). Na primeira fase de 2026 da Plataforma de Avaliação e Monitoramento da Educação no Estado da Bahia, a cidade atingiu 100% de taxa de participação e sincronização educacional entre os estudantes. O resultado posiciona o município de forma isolada no topo do ranking entre as 13 localidades que integram a região da Costa das Baleias, superando vizinhos como Nova Viçosa, que registrou 97%.

A avaliação de Fluência Leitora é realizada pelo PARC em parceria com o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd), vinculando-se às diretrizes do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA) do Ministério da Educação (MEC). O processo afere a capacidade de estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental de ler textos com ritmo, entonação e compreensão adequados.

O histórico recente do município já apontava para a Mobilização das comunidades escolares. Em dezembro de 2025, Mucuri havia dividido o primeiro lugar do Núcleo Territorial de Educação (NTE 07) com Itanhém, ao cravar 98% de engajamento em exames contínuos que envolveram mais de 1.900 alunos distribuídos por 14 unidades escolares da rede pública.

Os índices censitários de 100% em Mucuri contrastam com o panorama fragmentado do extremo sul baiano, onde Caravelas e Itamaraju dividiram a terceira colocação regional com 94% de aproveitamento operacional. A disparidade evidencia como fatores de gestão local e suporte pedagógico geram assimetrias no ambiente escolar, mesmo sob normativas federais unificadas.

Para além da celebração estatística e das manifestações públicas que mobilizaram a comunidade rual e urbana no ano anterior, o monitoramento por plataformas digitais expõe o desafio estrutural de reverter o déficit de letramento. O foco técnico da ferramenta centraliza-se na recomposição da aprendizagem de alunos do 3º, 4º e 5º ano, cujos ciclos de alfabetização regular foram afetados pelas restrições sanitárias e pelo fechamento de escolas durante a pandemia de covid-19. A fixação dessas metas em áreas de vulnerabilidade social é determinante para evitar o abandono escolar precoce e garantir a autonomia de crianças de baixa renda.

Os profissionais de ensino apontam que o fornecimento de dados individualizados por escola permite intervenções diretas em sala de aula. A consultora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, professora Clarissa Magalhães, detalha a função social do programa: “A alfabetização é uma etapa fundamental do percurso escolar de qualquer estudante. Somente alfabetizada a criança será capaz de se comunicar com autonomia, adquirir novos conhecimentos e desenvolver habilidades em diferentes áreas e, em Mucuri, esta missão tem sido encarada com muita seriedade e dedicação.”

O secretário municipal de Educação, professor Dalmo Costa, atribuiu a liderança ao corpo docente e defendeu que as métricas servem como orientadores de políticas públicas locais, associando os resultados à gestão do prefeito Robertinho: “Esses índices não representam apenas números ou estatísticas, mas o reflexo de um trabalho coletivo construído diariamente dentro das salas de aula, com dedicação, planejamento e compromisso com o futuro das nossas crianças. Quando uma criança aprende a ler com qualidade, ela amplia horizontes, conquista autonomia e transforma a própria realidade.”

O planejamento pedagógico do município prevê o uso dos relatórios da plataforma para modular os itinerários formativos de professores e aplicar o acervo de práticas de leitura nas unidades participantes. O monitoramento foi realizado em instituições polo como o Colégio Municipal de 1º e 2º Graus de Itabatan e as escolas municipais Antônio Câmara Ribeiro, Antônio João Carletti, Carolina Silva de Moraes, Cristiano Lopes Soares, Deputado Prisco Viana, Edivaldo Machado Boaventura, Gustavo Antunes Saúde, Gustavo da Costa Machado, Hernani Saúde Ribeiro, Luiz de Castro, Raul Gazzinelli e Ruth Nascimento de Jesus.

Com as metas de participação integral atingidas no primeiro semestre de 2026, a rede pública de Mucuri passa a aplicar os Cadernos de Boas Práticas fornecidos pelo sistema PARC/MEC. O desempenho escolar continuará sob acompanhamento dos órgãos estaduais para verificar a evolução dos níveis de leitura até o encerramento do ano letivo.
Por Redação Notícia10

Linhares: Obras da ponte entre os bairros Interlagos e Aviso atingem 40% de execução

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As obras da nova ponte sobre os bairros Interlagos e Aviso, em Linhares, atingiram 40% de execução física neste mês de maio. O projeto viário, orçado em R$ 42.346.176,61, é financiado por meio de um convênio firmado entre o Governo do Estado do Espírito Santo e a Prefeitura Municipal. A estrutura terá 155 metros de extensão e possui um prazo contratual de execução estipulado em 720 dias (24 meses). O objetivo central do investimento é reconfigurar a mobilidade urbana local, encurtando distâncias e interligando os eixos residenciais e comerciais da cidade.

A execução do projeto executivo, gerenciada pela Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos, superou a etapa inicial de fundações profundas. No atual estágio de engenharia, os operários finalizaram o processo de estaqueamento e concentram os trabalhos na concretagem dos blocos de sustentação na base do terreno.

Paralelamente, os pilares verticais e as travessas de apoio estrutural já estão em fase de edificação. No canteiro de obras, as equipes também iniciaram a moldagem e a concretagem das vigas que servirão de suporte para a futura laje por onde circularão os veículos.

A intervenção urbana de R$ 42,3 milhões incide diretamente sobre o cotidiano de trabalhadores e moradores das periferias de Linhares, historicamente submetidos a congestionamentos nos gargalos viários tradicionais. Ao conectar os bairros Interlagos e Aviso, a ponte ligará a sede do município à rodovia de acesso aos distritos litorâneos de Pontal do Ipiranga e Povoação.

Se por um lado a redução no tempo de viagem favorece o setor de serviços e a circulação de mercadorias rumo ao litoral, por outro, a centralização de grandes aportes financeiros em infraestrutura cinza tensiona o orçamento público. O principal desafio da administração local reside em garantir que a dinamização imobiliária decorrente da obra não resulte na gentrificação das áreas vizinhas, assegurando que o benefício da mobilidade atenda, prioritariamente, as populações dependentes do transporte coletivo e dos deslocamentos interbairros.

O Executivo local defende a celeridade dos trabalhos como resposta a uma demanda histórica de planejamento urbano da cidade. O prefeito de Linhares, Lucas Scaramussa, destacou o andamento das frentes de trabalho: “Estamos num ritmo acelerado, o cronograma da obra já atingiu 40% de execução. Vamos fazer uma conexão sonhada há muitos anos, que conecta dois importantes bairros do nosso município, o Interlagos e o Aviso. Estamos acompanhando cada detalhe desta importante obra para fazer com que seja mais uma grande obra de infraestrutura e mobilidade entregue à população de Linhares.”

As próximas etapas confirmadas no cronograma físico-financeiro incluem a conclusão da moldagem das vigas principais e o posterior içamento das estruturas para a montagem da laje superior da pista. O consórcio executor e os fiscais da prefeitura manterão vistorias regulares para adequar o ritmo das frentes de trabalho ao prazo final estabelecido no contrato de 24 meses.

A construção da ponte de 155 metros avança para a metade do cronograma previsto com o encerramento das etapas de fundação. O andamento financeiro e a liberação das parcelas conjuntas entre estado e município continuam condicionados ao cumprimento das metas técnicas medidas pela Secretaria de Obras.
Por Redação Notícia10

Caminhada em Eunápolis mobiliza rede pública contra abuso e exploração de menores

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A Prefeitura de Eunápolis, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), realizou uma caminhada na manhã da última sexta-feira, 15 de maio, para marcar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, oficialmente celebrado em 18 de maio. A mobilização teve início às 9h com concentração no antigo Posto Nossa Senhora d’Ajuda, percorrendo as principais vias do centro até a Praça da Bandeira. O ato visou cobrar o engajamento coletivo no enfrentamento a crimes que frequentemente ocorrem de forma subnotificada.

A atividade integra o calendário de mobilizações em torno do 18 de maio, data instituída para dar visibilidade às redes de proteção infantojuvenil em todo o território nacional. Em Eunápolis, o percurso mobilizou servidores das secretarias de Assistência Social, Saúde e Educação, além de estudantes de escolas locais.

A caminhada também contou com o suporte institucional e operacional de corporações de segurança, incluindo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Militar, a Guarda Municipal e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), articulando o poder público e a sociedade civil organizada em vias públicas de grande circulação comercial.

As ações de conscientização de rua tentam romper o isolamento que caracteriza os crimes de violência sexual praticados contra crianças e adolescentes, que muitas vezes ocorrem no ambiente doméstico ou por pessoas próximas às vítimas. Ao deslocar o debate para o centro da cidade e divulgar canais de denúncia, como o serviço telefônico Disque 100, a mobilização joga luz sobre as falhas estruturais que impedem o acolhimento imediato de menores em situação de vulnerabilidade social.

No entanto, atos públicos e caminhadas sazonais encontram limites severos se não forem acompanhados do fortalecimento contínuo e do financiamento regular do CREAS, dos Conselhos Tutelares e dos serviços de saúde mental da região. A real efetividade da proteção social depende de repasses orçamentários permanentes para que as equipes técnicas consigam monitorar, identificar sinais de violência e dar andamento jurídico e psicológico aos casos suspeitos, evitando o silenciamento das vítimas após o encerramento do calendário de campanhas.

A necessidade de atenção permanente por parte da comunidade foi o eixo dos pronunciamentos das autoridades presentes, que incluíram as secretárias Lívia Souza (Governo) e Janis Souza (Gestão). O secretário municipal de Assistência Social, pastor Bené, alertou para o caráter silencioso dessas violações de direitos: “Essa caminhada representa a união de forças em defesa daquilo que temos de mais precioso: nossas crianças e adolescentes. O abuso e a exploração sexual muitas vezes acontecem de forma silenciosa, dentro de ambientes próximos, e por isso precisamos estar atentos aos sinais, ouvir nossas crianças e agir com responsabilidade. Proteger é dever de todos nós. Não podemos nos calar diante de qualquer suspeita de violência. Denunciar é um ato de coragem e amor.”

As próximas etapas confirmadas pelas equipes da Assistência Social e do CREAS consistem na continuidade do monitoramento e no acolhimento de denúncias encaminhadas pelos canais nacionais e locais. O município prevê a manutenção dos fluxos de atendimento integrados com as áreas de saúde e educação para acolher os casos notificados durante o período da campanha.
Por Redação Notícia10

Prefeitura de Almenara aplica ações do Programa Saúde na Escola na rede municipal

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O Programa Saúde na Escola (PSE) realizou atividades de orientação preventiva e cuidados de bem-estar na Escola Municipal São José, em Almenara, no Vale do Jequitinhonha. A ação intersetorial mobilizou equipes locais para promover debates sobre hábitos saudáveis e desenvolvimento integral de crianças e adolescentes no ambiente escolar. Coordenada de forma conjunta pelas pastas de saúde e educação, a iniciativa integra uma política nacional que busca rastrear vulnerabilidades e democratizar o acesso à informação básica em comunidades escolares da rede pública.

O Programa Saúde na Escola baseia-se na articulação entre a rede de atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS) e as unidades de ensino fundamental e médio. Historicamente, a política pública visa preencher lacunas de assistência em regiões que enfrentam barreiras socioeconômicas estruturais, utilizando as salas de aula como polos de triagem e promoção social.

Na Escola Municipal São José, o cronograma incluiu dinâmicas interativas focadas na saúde física e na estabilidade emocional dos alunos. As atividades pedagógicas foram estruturadas para traduzir conceitos de autocuidado e qualidade de vida para a rotina de estudantes de diferentes faixas etárias, estimulando a formação de uma consciência crítica sobre saúde coletiva desde a infância.

A inserção de ações de saúde na rotina escolar de Almenara incide diretamente sobre as condições de aprendizado de populações historicamente marginalizadas pelo subfinanciamento de serviços básicos. Ao levar orientações de prevenção para dentro da Escola Municipal São José, o programa atua como um atenuante das desigualdades de acesso a exames e diagnósticos precoces, fatores que frequentemente geram absenteísmo e evasão escolar no interior mineiro.

Contudo, a eficácia de programas intersetoriais como o PSE enfrenta limites severos quando desvinculada de investimentos contínuos na infraestrutura das próprias escolas e postos de saúde locais. Sem a garantia de saneamento básico adequado, alimentação escolar balanceada e equipes de saúde da família com contratos estáveis, as palestras educativas correm o risco de se tornarem intervenções isoladas, transferindo para o comportamento individual do estudante a responsabilidade por determinantes sociais que exigem mudanças estruturais do poder público.

A Prefeitura de Almenara confirmou a continuidade do cronograma de expansão das atividades do PSE para outras unidades de ensino localizadas nas zonas urbana e rural do município. As próximas fases preveem o mapeamento de demandas específicas de cada comunidade escolar para direcionar a distribuição de materiais informativos e o acompanhamento dos alunos assistidos pelas equipes de atenção primária.

As atividades encerradas na Escola Municipal São José consolidam mais uma etapa do ciclo de monitoramento do Programa Saúde na Escola no município. O impacto real das orientações sobre os indicadores de saúde infantojuvenil de Almenara dependerá da regularidade das visitas técnicas e da capacidade de articulação permanente entre os profissionais das redes de ensino e assistência social ao longo do ano.
Por Redação Notícia10

Pedro Canário recebe R$ 47 milhões para obras de saneamento, urbanização e educação

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O governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, inaugurou nesta sexta-feira (15), em Pedro Canário, um conjunto de intervenções estruturais que somam mais de R$ 47 milhões em investimentos públicos. Financiadas por fundos estaduais em parceria com o município, as obras englobam redes de esgotamento sanitário, pavimentação urbana, combate a alagamentos e a entrega de duas unidades escolares de ensino fundamental e infantil. As ações concentram-se em bairros periféricos historicamente desprovidos de serviços básicos essenciais, com o objetivo de atenuar as desigualdades regionais no extremo norte capixaba.

A destinação de aportes financeiros a Pedro Canário ocorre por meio de instrumentos específicos de descentralização fiscal do Estado, como o Fundo Cidades – Adaptação às Mudanças Climáticas e o Funpaes. Essas ferramentas têm sido utilizadas pela administração estadual para repassar verbas diretamente aos fundos municipais, contornando a baixa capacidade de endividamento e de arrecadação própria das prefeituras do interior.

As frentes de trabalho entregues nesta jornada incluem a pavimentação de 18 ruas e de uma avenida nos bairros Canarinho, Leonório e Colina, além da ampliação do sistema de tratamento de resíduos biológicos. Na zona rural, o foco se deslocou para a infraestrutura de transporte, com a autorização de projetos de calçamento que visam facilitar o tráfego em áreas de produção agrícola isoladas.

As obras de drenagem pluvial e pavimentação, que receberam um aporte superior a R$ 7,1 milhões, cobrem 13,7 mil metros quadrados com blocos de concreto e implantaram mais de 3,2 quilômetros de galerias. O sistema, planejado para escoar águas de chuva em áreas de risco de erosão, afeta diretamente as condições de moradia de aproximadamente 6,5 mil residentes urbanos.

Na área de segurança sanitária, a ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) absorveu o maior montante, superando R$ 28 milhões. A nova estrutura eleva a vazão para 40,2 litros por segundo — mais de 3,4 milhões de litros diários —, sustentada por 12 quilômetros de novas redes coletoras e seis estações elevatórias. Embora o município atinja 87,3% de cobertura de esgotamento, o deficit restante ainda penaliza habitações sem ligações prediais e intradomiciliares concluídas.

No setor educacional, os R$ 12,1 milhões despendidos no ensino básico dividem-se entre a EMEF São João Batista (R$ 7,5 milhões) e o CEIM Amélia Lucas Faria (R$ 4,6 milhões). A nova creche viabiliza a manutenção de 151 vagas antigas e a abertura de 40 novas matrículas, totalizando 191 vagas destinadas a famílias de baixa renda que necessitam de suporte institucional para o cuidado na primeira infância.

Durante as vistorias técnicas, as declarações dos gestores públicos enfatizaram a descentralização dos recursos como estratégia de desenvolvimento econômico local: “Essas ações mostram o nosso compromisso em ser um Governo municipalista, que trabalha em parceria com as prefeituras e investe diretamente na melhoria da qualidade de vida da população. É assim que seguimos transformando o Espírito Santo”, declarou o governador Ricardo Ferraço.

O secretário de Estado do Governo, Pedro Caçador Netto, defendeu a proteção patrimonial das famílias vulneráveis por meio das obras de drenagem: “Com investimento em drenagem e pavimentação, a população obtém mais qualidade de vida e tem seus bens patrimoniais protegidos”, apontou o secretário.

A representação técnica da Companhia Espírito-Santense de Saneamento (Cesan), por meio da diretora Kátia Côco, ressaltou o caráter civilizatório do acesso à rede coletora: “O saneamento transforma realidades. Esse investimento amplia a capacidade operacional do município, contribui para a preservação ambiental e leva mais dignidade e saúde para a população”, afirmou a engenheira.

A secretária estadual da Educação, Andréa Guzzo Pereira, contextualizou o impacto dos prédios novos no rendimento pedagógico dos alunos do interior: “A inauguração das unidades representa um avanço importante para a educação do município. São investimentos que ampliam vagas, qualificam os espaços escolares e garantem melhores condições para que crianças e estudantes sejam atendidos em ambientes mais adequados”, pontuou a secretária.

O próximo estágio das ações governamentais na região transfere-se para a zona rural, com a abertura do planejamento técnico para o programa de Calçamento Rural na comunidade de Taquaras. O projeto, sob responsabilidade da Secretaria da Agricultura (Seag), possui orçamento preliminar estimado em R$ 1,6 milhão para a futura doação de blocos de concreto estrutural.

O encerramento das atividades oficiais em Pedro Canário transfere para a municipalidade a obrigação de manutenção predial das novas escolas e a fiscalização das ligações domésticas na rede de esgoto ampliada. A efetividade dos investimentos dependerá, a partir de agora, da capacidade local de garantir a operação regular desses novos equipamentos urbanos.
Por Redação Notícia10

São Mateus: Ricardo Ferraço destina R$ 35 milhões de indenização de Mariana para obras no município

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O governador do Estado, Ricardo Ferraço, assinou nesta sexta-feira (15), em São Mateus, três convênios que somam mais de R$ 35 milhões em investimentos urbanos e sanitários. Executadas por meio da Secretaria de Estado de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedurb), as intervenções incluem pavimentação de ruas, drenagem e a reforma de uma escola municipal. A maior fatia dos recursos provém do acordo judicial de reparação pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), direcionada à recuperação socioambiental e à redução de desigualdades estruturais nas periferias da cidade do norte capixaba.

A aplicação das verbas indenizatórias do desastre de Mariana em São Mateus expõe a complexa engenharia de reparação que envolve os municípios da bacia do Rio Doce. O aporte financeiro gerido pela Secretaria de Recuperação do Rio Doce (Serd) tenta mitigar impactos socioambientais crônicos que afetam a região desde o colapso da barragem em 2015.

Além da destinação desses fundos, o governo estadual assumiu o recapeamento de vias públicas urbanas e anunciou a demolição de uma antiga estrutura prisional no Centro, conhecida como Cadeião, que será substituída por uma praça pública. A iniciativa estadual absorve demandas que originalmente competem à gestão municipal, evidenciando uma centralização de investimentos para suprir gargalos de arrecadação e execução local.

As obras têm como alvo direto bairros periféricos afetados por alagamentos constantes e pela ausência de saneamento básico. No bairro Vila Nova, o investimento de R$ 26,3 milhões prevê a instalação de 1.500 metros de galerias de concreto no prazo de 12 meses. O projeto visa eliminar o esgoto a céu aberto e conter enchentes que penalizam a população de menor renda, além de prever a construção de ciclovia, praça e iluminação pública.

A pavimentação asfáltica da Avenida João Nardoto e de ruas no bairro Santa Tereza consumirá R$ 2,1 milhões, totalizando 18 mil metros quadrados de asfalto. Em paralelo, outros R$ 7 milhões serão aplicados na pavimentação em blocos de concreto de 26 ruas distribuídas pelos bairros Bela Vista, SEAC, Jaqueline, Km 41 – Maria Preta, Morada do Lago e Nova São Mateus. Essas intervenções totalizam mais de 32 mil metros quadrados de vias recuperadas e 10 quilômetros de meio-fio, alterando a dinâmica de mobilidade e a salubridade das comunidades atendidas.

No setor educacional, a entrega da reforma da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Ouro Negro transfere para a rede municipal uma estrutura renovada, amenizando deficits crônicos de infraestrutura pedagógica que prejudicam o aprendizado nas periferias urbanas.

Durante o ato em São Mateus, as declarações das autoridades enfatizaram a necessidade de desburorocratizar o atendimento às demandas da população, independentemente das divisões de competência entre o Estado e o Município: “Para nós, pouco importa se essas vias eram responsabilidade da Prefeitura. O que mais importa é cuidar dos capixabas. Quem mora na cidade não quer saber de quem é a responsabilidade, quer sua rua drenada e pavimentada”, afirmou o governador Ricardo Ferraço.

A secretária de Recuperação do Rio Doce, Margareth Saraiva, ressaltou o papel redistributivo das verbas de reparação da bacia hidrográfica: “Esta é mais uma ação que visa à melhoria da qualidade de vida, da segurança sanitária e da infraestrutura urbana, além de contribuir para a redução das desigualdades e para a recuperação socioambiental dos municípios impactados”, destacou Margareth Saraiva.

Complementando a visão técnica sobre as demandas reprimidas, o secretário da Sedurb, Marcos Soares, pontuou: “São obras que impactam diretamente a vida das pessoas, levando mais infraestrutura, dignidade e segurança para quem mais precisa. São Mateus recebe investimentos estratégicos que resolvem problemas históricos e melhoram a mobilidade e os espaços urbanos”, declarou Marcos Soares.

No âmbito educacional, a secretária de Estado da Educação, Andréa Guzzo Pereira, vinculou a melhoria física ao ambiente pedagógico: “Quando uma escola é entregue à comunidade, ampliamos as condições para o desenvolvimento das atividades pedagógicas e para o processo de ensino e aprendizagem dos estudantes”, acrescentou Andréa Guzzo.

A assinatura dos convênios estipula o início imediato dos trâmites licitatórios e de engenharia, com destaque para o prazo contratual de 12 meses fixado para o complexo de macrodrenagem do bairro Vila Nova. O governo estadual também confirmou o recebimento do projeto de revitalização do Mercado Municipal, sinalizando a possibilidade de futuras parcerias financeiras com a prefeitura local.
Por Redação Notícia10

Porto Seguro assina termo para construção de marina orçada em R$ 400 milhões

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A Prefeitura de Porto Seguro assinou, na manhã de quinta-feira, um Termo de Compromisso com um grupo empresarial italiano para implantar uma marina voltada ao turismo náutico no município. O empreendimento prevê um aporte financeiro privado superior a R$ 400 milhões para erguer uma estrutura de abrigo a barcos, iates e lanchas de lazer. A formalização definitiva do acordo está agendada para ocorrer ainda neste mês, mas o avanço prático do cronograma depende de órgãos federais de proteção patrimonial, uma vez que o local exato da construção está condicionado à análise de restrições históricas e ambientais.

A implantação de complexos náuticos de grande porte na Costa do Descobrimento é uma demanda antiga do setor imobiliário e hoteleiro de luxo. Segundo o secretário municipal da Casa Civil, Josemar Siquara, as articulações para este projeto específico ocorrem há cerca de 12 anos, intermediadas por um empresário da Itália radicado em Porto Seguro.

A assinatura do termo inicial tenta destravar um processo burocrático complexo que envolve o ordenamento da faixa litorânea. Embora a gestão municipal tente acelerar o projeto, a localização definitiva da estrutura à beira-mar esbarra na necessidade de autorização expressa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), devido ao tombamento histórico e à fragilidade paisagística da orla da cidade.

O aporte de R$ 400 milhões injetado por investidores estrangeiros direciona as atenções para o modelo de desenvolvimento turístico adotado na região. Projetos desse perfil segregam frações do espaço litorâneo para o atendimento de frotas de alto padrão, tensionando o debate sobre o uso democrático da orla e o acesso de pescadores artesanais e moradores locais às praias tradicionais.

Por outro lado, o município argumenta que a infraestrutura tem potencial para diversificar o fluxo de visitantes de alto poder aquisitivo no extremo sul baiano. A execução da obra, estimada para durar até dois anos após o início efetivo das construções, deve movimentar o mercado de trabalho da construção civil, embora a sustentabilidade dos postos de trabalho gerados após a inauguração costume se concentrar em serviços especializados de hotelaria e manutenção náutica.

O próximo passo administrativo está fixado para o dia 20 de maio, data em que representantes da equipe técnica italiana chegam a Porto Seguro. O objetivo da comitiva é dar andamento às tratativas burocráticas e iniciar a abertura de um escritório local de consultoria e negócios para centralizar as operações financeiras e jurídicas do grupo.

Simultaneamente, as secretarias municipais devem encaminhar os estudos de viabilidade técnica para a avaliação das superintendências de patrimônio, aguardando os pareceres que determinarão os limites físicos e os impactos estruturais permitidos na área costeira.

O Termo de Compromisso assinado estabelece a intenção de investimento, mas a consolidação da marina de Porto Seguro continua atrelada à superação das barreiras regulatórias federais. O cenário atual exige que o corpo técnico do grupo italiano e os gestores locais apresentem projetos que respeitem o perímetro protegido pelo Iphan, sob o risco de paralisação ou revisão total da proposta de engenharia apresentada.
Por Redação Notícia10

Governo da Bahia assina convênio de R$ 2,9 milhões para apoiar produtores de leite

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A Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) assinou, na última quarta-feira durante a Expo Guanambi, um convênio de R$ 2,9 milhões com o Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Alto Sertão (CDS Alto Sertão) para implantar o projeto Mais Leite no Sertão. O acordo beneficia diretamente 760 famílias da agricultura familiar dedicadas à bovinocultura de leite nos territórios de identidade Sertão Produtivo e Velho Chico. A ação conjunta visa estruturar a cadeia produtiva regional por meio de melhoria genética, assistência técnica e ampliação do acesso de pequenos produtores ao mercado formal de laticínios.

O projeto Mais Leite no Sertão integra o programa governamental Parceria Mais Forte – Juntos para Alimentar a Bahia. A execução financeira e operacional ocorre por meio da CAR, empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em cooperação direta com a associação de municípios que formam o consórcio do Alto Sertão.

O plano foi desenhado a partir de diagnósticos prévios de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) que identificaram gargalos históricos na produção leiteira do semiárido baiano. As ações aprovadas contemplam os municípios de Caculé, Caetité, Guanambi, Ibiassucê, Igaporã, Iuiú, Jacaraci, Lagoa Real, Licínio de Almeida, Malhada, Matina, Palmas de Monte Alto, Pindaí, Riacho de Santana, Rio do Antônio, Sebastião Laranjeiras, Tanque Novo, Tanhaçu e Urandi.

A dependência de canais informais de comercialização e a vulnerabilidade climática que afeta as pastagens representam entraves tradicionais para os pequenos criadores de gado leiteiro da região. O aporte de R$ 2,9 milhões tenta descentralizar o suporte tecnológico e sanitário, direcionando recursos para o manejo e a infraestrutura básica, elementos essenciais para que pequenos produtores cumpram as exigências do mercado regulado de alimentos.

Contudo, a transição para padrões rigorosos de qualidade e a inserção em mercados institucionais exigem regularidade de fornecimento que desafia o regime da agricultura familiar. A eficácia do gasto público dependerá da continuidade do fornecimento de insumos e do suporte técnico contínuo diante das oscilações climáticas sazonais do sertão baiano.

A cooperação técnica foi defendida pelos representantes políticos como um passo para consolidar a bacia leiteira regional. O diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, ressaltou o desenho técnico da proposta: “Esse projeto foi construído coletivamente, discutido intensamente com toda a equipe técnica, e traz uma ação muito importante de melhoramento genético do rebanho bovino para a produção de leite. Hoje, o Governo da Bahia autoriza esse convênio, que vai impulsionar a atividade econômica nos municípios consorciados e fortalecer ainda mais a bacia leiteira da região.”

O presidente do CDS Alto Sertão e prefeito do município de Urandi, Warlei Oliveira de Souza, apontou o ineditismo da gestão descentralizada do recurso pelo órgão intermunicipal: “É uma alegria muito grande receber esse respaldo do Governo do Estado, por meio da CAR. Também é uma grande responsabilidade, porque este é o primeiro projeto voltado para a cadeia produtiva do leite executado pelo consórcio. Todos os prefeitos estão comprometidos com essa iniciativa.”

As próximas etapas confirmadas pelo plano de trabalho envolvem o início das capacitações e dos treinamentos operacionais das famílias beneficiadas nos 19 municípios abrangidos. O cronograma estabelece a entrega física de novos equipamentos de refrigeração e ordenha, o enfrentamento compartilhado de desafios sanitários locais e a introdução de técnicas de melhoramento genético no rebanho bovino, focadas no aumento da produtividade do leite.
Por Redação Notícia10

ES: Exposição sobre cafés com indicação geográfica inicia circuito em Linhares

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Linhares, no Norte do Espírito Santo, recebe a partir desta quinta-feira, 21 de maio, a exposição itinerante “BRASIS Cafés de Origem”. Sediada na Faculdade Anhanguera até o dia 1 de junho com visitação gratuita, a mostra cultural utiliza os registros fotográficos de Marcelo Coelho para mapear a diversidade de terroirs e as regiões brasileiras que detêm o selo de Indicação Geográfica (IG). O evento de abertura ocorre na Sala Araçá, a partir das 16h, com debates sobre o desenvolvimento das comunidades produtoras e os arranjos produtivos locais da cafeicultura.

A mostra é inspirada no livro “A Revolução do Café Brasileiro – Regiões com Indicação Geográfica” e projeta percorrer 14 regiões cafeicultoras que se diferenciam pela identidade territorial. O projeto iniciou o circuito na cidade de Franca, na Região Alta Mogiana paulista, em abril deste ano, e já passou por municípios mineiros e capixabas, como Guaçuí e Venda Nova do Imigrante.

O selo de Indicação Geográfica, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), funciona como um instrumento de proteção jurídica e valorização cultural, atestando que as características da bebida estão vinculadas a fatores humanos e ambientais específicos de seu local de cultivo.

A escolha de Linhares como sede reflete o peso do município, que ocupa o posto de maior produtor estadual de café conilon e o terceiro maior do país. O Espírito Santo, por sua vez, lidera a produção nacional dessa variedade e abriga a maior região em extensão territorial com Denominação de Origem (DO) do Brasil, que abrange 78 municípios sob a gestão da Federação dos Cafés do Estado do Espírito Santo (Fecafés).

Embora o avanço técnico em irrigação de precisão e mecanização eleve a produtividade regional, a discussão em torno das IGs esbarra em desafios estruturais para os pequenos produtores. A necessidade de certificação exige investimentos em rastreabilidade que nem sempre acompanham o retorno financeiro imediato das famílias agricultoras, evidenciando distâncias entre o mercado de cafés finos e a realidade da base produtiva de commodities.
A curadoria da exposição destaca a centralidade do fator humano na consolidação das marcas territoriais. O engenheiro agrônomo e diretor-executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Juliano Tarabal, defende que a certificação vai além da métrica comercial.

“A Indicação Geográfica é um selo de origem e qualidade que transcende o produto. Ela certifica que o café possui características únicas, moldadas pelo clima, solo, altitude e pelo saber-fazer das comunidades locais”, afirma Tarabal.

Marcela Ribeiro, diretora da Pink Produções e cocriadora do projeto, pontua que a iniciativa tenta aproximar o consumidor urbano dessa cadeia de valor, funcionando como “um portal para um novo olhar sobre o café brasileiro”.

Do ponto de vista do financiamento, o projeto é viabilizado pela Lei Rouanet com patrocínio do Sicoob. O diretor de Coordenação Sistêmica e Sustentabilidade da instituição financeira, Enio Meinen, argumenta que o apoio busca impulsionar a economia regional: “Valorizamos o impacto positivo da cultura cafeeira, que, para além da repercussão econômica, é aliada da sustentabilidade e transforma a realidade de milhares de famílias brasileiras”.
Por Redação Notícia10

Nordeste lidera capital cultural do país mas tem baixa reputação entre estrangeiros

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A região Nordeste registra o maior capital cultural do país na avaliação dos próprios brasileiros, mas amarga um dos menores índices de reputação e notoriedade entre os estrangeiros. O diagnóstico consta no estudo Marca Brasil, produzido pela consultoria OnStrategy após ouvir 192.400 brasileiros e 278.200 cidadãos de outros países entre outubro de 2025 e março de 2026. A discrepância expõe as barreiras de comunicação internacional da região, que atinge notas consideradas vulneráveis no exterior em indicadores econômicos e de inovação, contrastando com o potencial turístico local.

A pesquisa Marca Brasil mediu o peso reputacional de todas as unidades da federação por meio de entrevistas pela internet que envolveram cidadãos comuns, executivos, jornalistas, influenciadores digitais e autoridades públicas. Para classificar as percepções sobre dez dimensões do país, o levantamento utilizou uma escala de pontuação dividida em cinco categorias: fraca (0,0 a 3,9), vulnerável (4,0 a 5,9), moderada (6,0 a 6,9), robusta (7,0 a 7,9) e excelente (8,0 a 10,0).

Historicamente vinculada a estereótipos que negligenciam sua diversidade econômica, a região Nordeste obteve a nota 6,6 em capital cultural no ambiente doméstico, a liderança nacional, mas obteve apenas 4,3 em notoriedade no olhar externo, superando apenas a região Norte, que registrou 4,1 pontos.

A desconexão entre a realidade cultural nordestina e a imagem transmitida ao mercado global afeta diretamente a atração de investimentos produtivos, o financiamento de projetos estruturais e o fluxo turístico internacional. O levantamento indica que o olhar externo sobre o Nordeste é puxado para baixo pelas notas nos quesitos “Admiração e Confiança” (4,1), “Exposição e Relevância Internacional” (4,7) e “Inovação e Diferenciação” (4,9), todas situadas na faixa classificada como vulnerável.

A melhor avaliação consolidada fora do Brasil concentra-se no eixo “Beleza, Valores, Cultura e Tradições” (6,5). Essa centralização revela um limite na promoção externa das marcas estaduais, que tendem a ser associadas exclusivamente a atributos paisagísticos ou festivos, ocultando polos de desenvolvimento tecnológico, transição energética e cadeias de serviços consolidadas.

Há ainda uma acentuada desigualdade na percepção individual dos estados. Enquanto a Bahia atinge o nível robusto com 7,2 pontos em “Imagem e Reputação”, o Piauí registra 4,6 pontos, figurando entre os piores desempenhos do território nacional e evidenciando a concentração de visibilidade mesmo dentro do bloco regional.

O relatório da consultoria OnStrategy indica a necessidade de orientar campanhas institucionais e ações comerciais para mercados europeus que possuam afinidade histórica com a formação social do Nordeste. A análise técnica aponta que os indicadores negativos não decorrem de fragilidades estruturais concretas da região, mas sim de uma defasagem de narrativa e de posicionamento de mercado. O país apresenta dificuldades regulares em internacionalizar suas marcas e comunicar de forma profissional os avanços internos em sustentabilidade e diversidade econômica.

A pesquisa consolida um cenário no qual o Nordeste precisa converter seu capital cultural interno em ativos tangíveis de comércio exterior e turismo qualificado. Os dados de imagem e reputação mapeados até março de 2026 servirão como parâmetro para governos estaduais e agências de promoção de negócios revisarem as estratégias de captação de recursos externos e comunicação pública.
Por Redação Notícia10