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Governo do Espírito Santo lança nova marca turística e anuncia investimento de R$ 26,7 milhões

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O governo do Estado do Espírito Santo, por meio da Secretaria de Estado do Turismo, apresentou uma nova marca turística integrada a um plano de investimento de R$ 26,7 milhões para o setor em 2026. Desenvolvida sob a coordenação do Sebrae/ES e em parceria com entidades empresariais, a identidade visual adota o conceito de “lugar de encontro” para reposicionar o destino no mercado nacional e internacional. A iniciativa substitui a antiga assinatura de busca ativa por um modelo focado em experiências integradas entre o litoral, as montanhas e o ambiente rural capixaba.

A construção da nova identidade de mercado foi executada pela Prósper, agência que integra a holding de comunicação Beta Rede, tomando como base o plano de marketing estratégico elaborado pela Lab.turismo Consultoria. O processo de formulação envolveu uma articulação institucional que reuniu a Fecomércio-ES, por meio da Câmara Empresarial de Turismo do Espírito Santo (CET-ES), e o Conselho Estadual de Turismo (Contures).

Diferente de ações publicitárias convencionais de caráter estritamente institucional, a proposta foi estruturada como uma marca de território. O desenho conceitual foi planejado para desvincular a imagem turística de terminologias de gestões políticas específicas, transformando a identidade visual em um patrimônio permanente do estado para acompanhar as transformações na demanda global por turismo de experiência.

O aporte anunciado de R$ 26,7 milhões será direcionado para a operacionalização das diretrizes de marketing e para a promoção do estado em feiras e eventos setoriais ao longo do ano. No entanto, o direcionamento de recursos públicos para o fortalecimento da imagem turística impõe desafios sobre o retorno socioeconômico real para as comunidades locais.

Embora o projeto busque atrair fluxos de maior poder aquisitivo para nichos como a gastronomia e o turismo rural, o sucesso do investimento depende de como o estado enfrentará as assimetrias na infraestrutura urbana e de transporte que ligam o litoral ao interior. Sem políticas complementares de fixação da renda nas pequenas propriedades da agricultura familiar e nos serviços comunitários, o avanço estatístico do setor corre o risco de concentrar os ganhos nas grandes redes de hotelaria e operadoras consolidadas, aprofundando desigualdades regionais.

Os responsáveis pelo projeto enfatizam que a transição estética responde às novas exigências dos consumidores por vivências autênticas. O diretor-executivo da agência Prósper, Fernando Lisboa, aponta que o foco do design foi estruturado para evitar elementos datados: “O posicionamento foi estruturado com base em um plano de marketing estratégico, conduzido pela empresa Lab.turismo Consultoria, considerando pilares de valor e as mudanças no comportamento do consumidor global, que hoje busca ‘pausa, conexão e reencontro’.”

O superintendente do Sebrae/ES, Pedro Rigo, defende a união de esforços entre o setor privado e o poder público para gerar efeitos na economia capixaba: “O trabalho conjunto entre o poder público e as agências de comunicação especializadas, como a Prósper, é fundamental para transformar o potencial turístico do Estado em resultados econômicos práticos e sustentáveis.”

As próximas etapas confirmadas envolvem a aplicação direta do orçamento de R$ 26,7 milhões nas campanhas de promoção e na inserção da nova marca nas feiras de turismo de 2026. A Secretaria de Estado do Turismo iniciará a distribuição dos materiais técnicos e informativos para os agentes de viagens, visando consolidar a transição do antigo slogan de descoberta para a nova assinatura focada em convergência de terroirs e atrativos.

O lançamento estabelece a nova tipografia e o conceito de território como as diretrizes oficiais de promoção do Espírito Santo. O desempenho do plano de marketing e o impacto da liberação da verba governamental nas cidades capixabas serão monitorados pelas entidades do setor ao longo do ano para avaliar o cumprimento das metas de fluxo turístico.
Por Redação Notícia10

BA: Aeroportos registram alta de 9,2% no fluxo de passageiros no primeiro quadrimestre

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Os principais aeroportos da Bahia registraram a circulação de quase quatro milhões de passageiros no primeiro quadrimestre de 2026, consolidando um crescimento de 9,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O balanço da Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA) aponta que o avanço foi puxado por terminais regionais do interior e do litoral, além da capital. No segmento internacional, o desembarque de estrangeiros no estado cresceu 24,8% entre janeiro e março, acumulando 84,8 mil visitantes, desempenho que supera a média nacional de expansão do setor no período.

Os dados consolidados pela Setur-BA, com respaldo em registros do Ministério do Turismo e da Polícia Federal, revelam uma descentralização no ritmo de crescimento do setor aéreo baiano. O terminal de Vitória da Conquista liderou a expansão percentual com uma alta de 51% no fluxo de passageiros.

Na sequência, figuram os aeroportos de Porto Seguro, com 19,8% de aumento, e Ilhéus, com 15,5%. Salvador, que funciona como o centro de conexões de voos do estado, apresentou um crescimento de 4,5% no período.

O incremento no transporte também se refletiu nos modais terrestres. A nova Rodoviária da Bahia, instalada na capital, movimentou dois milhões de passageiros de janeiro a abril, o que representa 11,5% a mais do que o volume registrado no antigo terminal desativado no primeiro quadrimestre de 2025. Paralelamente, o fluxo de veículos nas praças de pedágio das rodovias estaduais subiu 2,4%.

A expansão dos indicadores de transporte gerou reflexo direto no setor de serviços, elevando a média de ocupação hoteleira em Salvador para 71,5% nos primeiros quatro meses do ano. No entanto, o crescimento acelerado da atividade turística impõe pressões sobre a infraestrutura urbana e expõe assimetrias regionais.

A disparidade entre o crescimento de 24,8% na chegada de estrangeiros à Bahia e a estagnação de 0,1% no restante do Brasil evidencia como a atividade econômica local consegue se isolar da marcha lenta do setor em nível federal. Por outro lado, a concentração dos fluxos de investimento e de visitantes nas zonas litorâneas e nos principais polos urbanos mantém o desafio de distribuir a renda gerada pelo turismo para os pequenos municípios do interior baiano, onde a dependência de empregos informais e sazonais na cadeia de serviços continua elevada.
A gestão estadual projeta a continuidade dos resultados positivos devido ao calendário cultural dos próximos meses. O titular da Setur-BA, Maurício Bacelar, argumenta que o desempenho atual decorre do planejamento logístico e promocional:

“O Governo do Estado atua na preparação da Bahia para a conquista de resultados exitosos no turismo, com investimentos em infraestrutura, qualificação de serviços e promoção dos destinos, além de fazer a captação de voos. Estamos confiantes que seguiremos em rota de crescimento, com a expectativa de um São João histórico, baseados na forte divulgação da festa nos principais mercados emissores de viajantes nacionais, associada à diversificação da oferta de novos produtos e experiências, nas 13 zonas turísticas baianas.”

As ações governamentais confirmadas para o próximo período concentram-se na campanha de divulgação dos festejos juninos para atrair o público nacional. O plano operacional prevê o fortalecimento das atividades turísticas nas 13 zonas delimitadas pelo estado, articulando a captação de novas frequências aéreas temporárias para absorver a demanda projetada para o mês de junho.

O fechamento do primeiro quadrimestre estabelece um patamar elevado para a movimentação de passageiros nos modais aéreo e rodoviário da Bahia em 2026. O monitoramento das taxas de ocupação e do fluxo nas rodovias continuará a cargo das secretarias estaduais para avaliar o impacto real do calendário de eventos na economia local.
Por Redação Notícia10

Mucuri intensifica vigilância sanitária contra a monilíase para proteger cadeia produtiva do cacau

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A Secretaria Municipal de Agropecuária e Pesca de Mucuri (SEMAP), em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), concluiu nesta quinta-feira (7) uma ofensiva estratégica de educação sanitária para conter o avanço da monilíase do cacaueiro. A 5ª Caravana de Educação Sanitária mobilizou produtores rurais, técnicos e lideranças comunitárias em distritos como Itabatan e assentamentos rurais, focando na biossegurança e no manejo preventivo. A iniciativa ocorre em um momento crítico para a agricultura baiana, que busca consolidar barreiras sanitárias em suas fronteiras agrícolas para evitar que a doença desestruture a geração de emprego e renda no campo.

A monilíase é uma praga severa que ataca os frutos do cacaueiro, podendo causar perdas totais na produção se não for controlada. Diante do risco, a caravana priorizou a formação de multiplicadores capazes de identificar precocemente os sinais da doença. As atividades tiveram início oficial no dia 4 de maio, em Teixeira de Freitas, na sede da Ceplac, unindo gestores municipais e o governo estadual em um esforço de mobilização regional.

Para além do aspecto técnico, a ação em Mucuri sinaliza uma tentativa de aproximar o conhecimento científico das comunidades que historicamente possuem menor acesso à extensão rural. A programação percorreu pontos estratégicos, incluindo a Subprefeitura de Itabatan no dia 5, o Assentamento Paulo Freire e Nova Brasília no dia 6, e associações de produtores locais no dia 7 de maio.

A preservação da lavoura cacaueira não é apenas uma questão de produtividade agrícola, mas um imperativo de estabilidade social para o Extremo Sul da Bahia. A economia de Mucuri depende diretamente da capacidade dos pequenos e médios produtores de manterem suas colheitas livres de ameaças biológicas. O treinamento em práticas de biossegurança — que inclui o controle rigoroso da circulação de frutos e mudas — funciona como um seguro coletivo contra o desemprego rural.

No entanto, a eficácia dessas medidas depende da continuidade do suporte técnico. Embora a mobilização tenha superado as expectativas de alcance, o desafio estrutural reside na manutenção dessa vigilância de forma permanente, garantindo que o pequeno produtor não seja o elo mais frágil diante de crises fitossanitárias.

O secretário de Agricultura da Bahia, Vivaldo Góes, enfatizou que a capacitação é o principal instrumento de defesa das fronteiras agrícolas baianas. Em consonância, o secretário municipal de Mucuri, Jucélio Oliveira Brito, destacou a adesão dos produtores como fator determinante para a eficiência do combate às pragas.

“A grande quantidade de pessoas alcançadas demonstra o quanto temos atuado para combater essas doenças, garantindo mais eficiência e segurança para a geração de renda e de emprego em Mucuri”, afirmou o secretário municipal Jucélio Oliveira Brito.

Com o encerramento da caravana, os produtores das associações ACRABES, Pré-Orgânico e Renascer, entre outras, passam a atuar como vigilantes diretos de suas propriedades. O próximo passo confirmado pela gestão municipal é a continuidade do monitoramento em escolas e comunidades rurais, visando transformar a conscientização sanitária em uma prática cultural consolidada no município. A vigilância epidemiológica nas fronteiras do estado permanece em regime de alerta para evitar o ingresso da monilíase em território baiano.
Por Redação Notícia10

Eunápolis inicia obra de drenagem para combater alagamentos na Avenida das Nações

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A Secretaria Municipal de Infraestrutura de Eunápolis iniciou a implantação de uma nova rede de drenagem na Avenida das Nações, importante corredor logístico que interliga os bairros Sapucaieira, Antônio Batista e Juca Rosa à rodovia BR-101. A obra utiliza mais de 200 metros de tubos de polietileno de alta densidade (PEAD corrugado), tecnologia escolhida pela resistência e eficiência no manejo de águas pluviais. A intervenção é uma resposta direta aos constantes alagamentos que comprometem a mobilidade urbana no bairro Nova Eunápolis, afetando o tráfego de veículos e a segurança de pedestres em uma área de fluxo intenso.

A Avenida das Nações funciona como uma artéria vital para a zona urbana de Eunápolis, mas a ausência de um sistema de escoamento adequado transformava a via em um ponto crítico durante períodos chuvosos. O uso do material PEAD corrugado busca garantir uma vida útil maior ao sistema de drenagem, reduzindo custos de manutenção e prevenindo a erosão do pavimento asfáltico.

Historicamente, a falta de planejamento em obras de drenagem em municípios de rápido crescimento resulta em transtornos recorrentes para as periferias. Esta etapa da obra foca na correção desses passivos estruturais, permitindo que a conexão com a BR-101 permaneça operacional mesmo sob condições climáticas adversas, o que favorece o desenvolvimento econômico local ao facilitar o escoamento de bens e o deslocamento de trabalhadores.

Para os moradores dos bairros Juca Rosa e Sapucaieira, a conclusão da rede de drenagem representa a recuperação do direito à trafegabilidade. Alagamentos em corredores urbanos não apenas causam danos materiais a veículos, mas também isolam comunidades e dificultam o acesso a serviços básicos. A intervenção atual visa estabilizar o solo e evitar o acúmulo de lama e detritos, fatores que elevam o risco de acidentes e prejudicam a saúde pública.

O secretário municipal de Infraestrutura, Robson Lopez, avalia que a medida é uma solução definitiva para a região. Segundo o gestor, a nova rede garante “mais segurança e trafegabilidade para todos”, fortalecendo a infraestrutura de uma região que serve de elo direto com a principal rodovia do país.

Com a instalação da tubulação em andamento, as próximas etapas preveem o fechamento das valas e a recomposição do pavimento na Avenida das Nações. A administração municipal monitora o cronograma para minimizar o impacto no trânsito durante as escavações. No momento, o canteiro de obras segue ativo, e a finalização do sistema de drenagem é o pré-requisito necessário para futuros projetos de urbanização e valorização imobiliária nos bairros atendidos pela via.
Por Redação Notícia10

Hospital Costa das Baleias completa dois anos com 290 mil atendimentos no Extremo Sul

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Inaugurado em 10 de maio de 2024, o Hospital Estadual Costa das Baleias (HECB), em Teixeira de Freitas, consolidou-se como o principal polo de média e alta complexidade para mais de 800 mil habitantes do Extremo Sul baiano. Em dois anos de operação, a unidade alcançou a marca de 290.830 atendimentos médicos e multiprofissionais, realizando 18.750 cirurgias e mais de 641 mil exames. O balanço reflete uma mudança estrutural na oferta pública de saúde regional, historicamente marcada pela carência de serviços especializados e pela dependência de transferências para grandes centros urbanos.

Um dos avanços mais significativos do HECB foi a implementação do serviço de radioterapia, suprindo uma lacuna histórica na assistência oncológica regional. Antes da unidade, pacientes da região enfrentavam viagens exaustivas para realizar tratamentos básicos. Atualmente, o hospital já contabiliza mais de 11.650 atendimentos na área de oncologia, permitindo que moradores de cidades como Porto Seguro e Teixeira de Freitas realizem o acompanhamento completo próximo de suas residências.

A infraestrutura do hospital também introduziu serviços inéditos na região, como a Hemodinâmica e a Neurocirurgia, além da primeira UTI pediátrica do Extremo Sul da Bahia. Essa especialização é fundamental para reduzir a pressão sobre o sistema de regulação estadual, garantindo que casos graves de trauma ou patologias infantis recebam intervenção imediata sem os riscos impostos pelo transporte inter-hospitalar de longa distância.

A qualidade do serviço 100% público é ratificada por índices de aprovação que superam 90% nas pesquisas de satisfação interna. Para além dos números, o impacto é sentido no acolhimento de pacientes como Nelmir Silva, 56 anos, morador de Porto Seguro, que aponta a atenção da equipe e a segurança da estrutura como diferenciais no cuidado. A percepção é compartilhada por Marli Costa, de Teixeira de Freitas, que destaca o acompanhamento constante da equipe oncológica.

Kamayura Carvalho, diretora geral do HECB, avalia que o propósito da unidade é aliar tecnologia e resolutividade a um atendimento humanizado. A gestão foca em manter a agilidade dos procedimentos para sustentar o fluxo de uma demanda que abrange dezenas de municípios vizinhos, assegurando que o hospital cumpra seu papel de garantidor de direitos sociais básicos.

O fortalecimento da rede de saúde em Teixeira de Freitas sinaliza uma etapa de maturação das políticas públicas de descentralização na Bahia. O desafio para os próximos anos reside em manter o ritmo de investimentos para que a capacidade operacional acompanhe o crescimento da demanda regional.

Com a estrutura de radioterapia e serviços estratégicos consolidados, o cenário atual do HECB retira o Extremo Sul do isolamento assistencial e reafirma a importância de investimentos robustos no Sistema Único de Saúde para mitigar desigualdades regionais e garantir a dignidade dos pacientes no interior do estado.
Por Redação Notícia10

Rendimento médio do brasileiro atinge recorde de R$ 3.367 e consolida recuperação

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O rendimento médio mensal de todas as fontes no Brasil alcançou R$ 3.367 em 2025, o maior valor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (8) pelo IBGE. O resultado representa um crescimento real de 5,4% em comparação ao ano anterior, marcando o quarto período consecutivo de expansão após os impactos da pandemia. Embora o avanço sinalize o fortalecimento do mercado de trabalho e a relevância de transferências de renda, o índice de Gini estagnado em 0,491 revela que a estrutura de desigualdade permanece resiliente.

O levantamento detalha que o rendimento médio do trabalho acompanhou a tendência de alta, fixando-se em R$ 3.560. Do total de 212,7 milhões de habitantes, cerca de 143 milhões (67,2%) possuem algum tipo de rendimento. Na composição da renda domiciliar per capita, o trabalho responde por 75,1%, enquanto fontes como aposentadorias e pensões representam 16,4% do orçamento das famílias.

A diversificação das fontes de renda, que inclui desde programas sociais até rendimentos de aplicações financeiras e aluguéis, elevou o rendimento domiciliar per capita para R$ 2.264. Esse indicador é fundamental para medir o bem-estar social, pois distribui a massa de rendimentos pelo total de moradores nos domicílios, refletindo uma melhora na capacidade de consumo das famílias brasileiras no último ano.

Apesar dos recordes numéricos, o crescimento da renda não foi acompanhado por uma desconcentração de riqueza proporcional. O índice de Gini do trabalho, que mede a desigualdade em uma escala de 0 a 1, registrou 0,491 — uma estabilidade estatística em relação aos 0,487 de 2024. O dado aponta que, embora a economia esteja gerando mais renda, a distribuição desses ganhos entre a base e o topo da pirâmide social mantém distâncias históricas.

A clivagem geográfica reforça esse cenário de contrastes:
• Centro-Oeste: Registra o maior rendimento médio do país (R$ 4.052), impulsionado pela dinâmica econômica regional.
• Nordeste: Apresenta o menor rendimento (R$ 2.282) e o maior nível de desigualdade (0,507 no índice de Gini).
• Sul: Mantém o menor índice de desigualdade do Brasil, com 0,445.

Para a parcela dos 40% da população com menores rendimentos, o valor médio chegou a R$ 663 em 2025. Embora seja o patamar mais elevado da série para esse grupo, o IBGE identificou uma desaceleração no ritmo de crescimento desses ganhos. Esse fenômeno sugere que, para manter a trajetória de redução da pobreza extrema e da vulnerabilidade, políticas de valorização real de salários e redes de proteção social seguem sendo determinantes.

Os desdobramentos dos dados divulgados pelo IBGE agora servem de base para o planejamento de políticas públicas em 2026, especialmente no que tange ao ajuste de benefícios previdenciários e estratégias de desenvolvimento regional para reduzir o abismo entre o Norte-Nordeste e as demais regiões do país.
Por Redação Notícia10

Brasil: mentiram pra você esse tempo todo, a corrupção no país tem um lado ideológico, mas, não é o que te disseram

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Durante anos, o Brasil assistiu à construção de uma narrativa poderosa: a corrupção teria lado político, cor ideológica e endereço partidário. Na televisão, nos palanques, nas redes sociais e nas operações transformadas em espetáculo, consolidou-se a ideia de que a esquerda — especialmente o Partido dos Trabalhadores — seria a origem estrutural da corrupção nacional. A direita, em contraste, vendeu-se como guardiã da moralidade pública.

Os números, porém, contam uma história muito menos confortável.
Hoje, quem domina o poder local brasileiro não é a esquerda. São partidos de direita, extrema direita e centrão. Juntos, PSD, MDB, PP, União Brasil, PL e Republicanos controlam 4.331 das 5.569 prefeituras do país — quase 80% dos municípios brasileiros. O PT, transformado durante décadas em sinônimo absoluto de corrupção no debate público, administra 252 cidades.

A discrepância escancara uma contradição raramente debatida fora das bolhas políticas: se a máquina pública brasileira está majoritariamente nas mãos da direita, por que a corrupção continua sendo tratada como um “problema ideológico da esquerda”?

A resposta passa menos pelos fatos e mais pela forma como o imaginário político nacional foi moldado.
Nos últimos anos, setores conservadores construíram uma operação narrativa eficiente: transformar corrupção em arma eleitoral seletiva. Quando escândalos atingiam governos de esquerda, falava-se em “projeto de poder corrupto”, “organização criminosa” e “ameaça institucional”. Quando operações policiais passaram a alcançar prefeitos, deputados e governadores da direita, o discurso mudou de tom. Viraram “casos isolados”, “falhas individuais” ou “perseguição política”.

Em Santa Catarina, um dos estados mais identificados com o conservadorismo brasileiro e com o discurso bolsonarista anticorrupção, a realidade explodiu sobre a retórica.
Desde agosto de 2020, 29 prefeitos catarinenses foram presos. Quase 10% dos 295 municípios do estado tiveram gestores detidos em operações policiais. A principal delas, a Operação Mensageiro, revelou um esquema sistêmico de fraudes em contratos milionários de coleta de lixo. Dezessete prefeitos foram presos.

O detalhe politicamente explosivo está na filiação dos envolvidos: grande parte orbitava partidos de centro-direita, direita ou alinhados ao bolsonarismo — justamente o campo político que mais se apresentou ao país como representante da “nova política” e da “faxina ética”.
O caso desmontou uma das principais farsas do debate público brasileiro: a ideia de que conservadorismo e moralidade administrativa caminham automaticamente juntos.

No Rio de Janeiro, o roteiro ficou ainda mais brutal.
O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, do União Brasil, acabou preso após investigações que aprofundaram a crise política fluminense. Pouco antes, o Tribunal Superior Eleitoral havia cassado seu mandato. A decisão também tornou inelegível o ex-governador Cláudio Castro, do PL, por abuso de poder econômico e político nas eleições de 2022.

Ao mesmo tempo, o deputado estadual TH Joias, do MDB, passou a ser investigado sob suspeitas de relações indiretas com interesses ligados ao Comando Vermelho.

Os episódios atingem em cheio um dos pilares centrais do moralismo político brasileiro recente: a ideia de que a corrupção estaria concentrada em um único espectro ideológico.

Os dados eleitorais tornam essa contradição ainda mais difícil de esconder.
Dos 60.311 vereadores eleitos no Brasil, cerca de 39.732 pertencem a partidos de direita, extrema direita e centrão — aproximadamente 70% das câmaras municipais do país. MDB lidera com 8.113 vereadores. PP tem 6.953. PSD, 6.624. União Brasil soma 5.490. O PL aparece com 4.961 cadeiras.

Na prática, isso significa que o campo político que mais vocaliza o discurso anticorrupção também controla a maior parte das estruturas responsáveis por contratos públicos, licitações, fiscalização municipal e execução de orçamento.

A realidade produz uma pergunta incômoda: se corrupção fosse um fenômeno “natural da esquerda”, como sustentar o crescimento de escândalos justamente nos setores que concentram hoje o maior volume de poder institucional do país?

O problema é que a corrupção brasileira nunca funcionou como fenômeno ideológico. Ela acompanha orçamento, influência política, fragilidade de fiscalização e concentração de poder. A história recente mostra que partidos mudam de discurso com facilidade; já as estruturas de clientelismo, favorecimento e captura da máquina pública sobrevivem a quase todas as eleições.

O que se consolidou no Brasil não foi exatamente uma cruzada ética. Foi uma seletividade moral profundamente eficiente.
Criou-se um ambiente em que parte do eleitorado reage à corrupção menos pelos fatos e mais pela identidade política de quem é acusado. A indignação tornou-se segmentada. Escândalos são amplificados ou relativizados conforme o lado envolvido.

Enquanto isso, a corrupção segue atravessando governos, parlamentos, partidos e administrações municipais de diferentes correntes ideológicas — protegida, muitas vezes, pelo mesmo moralismo que prometia destruí-la.

Talvez a maior fraude política brasileira das últimas décadas não tenha sido apenas a corrupção em si. Talvez tenha sido convencer milhões de pessoas de que ela tinha um único lado.

Países progressistas avançam na regulação digital enquanto direita brasileira prioriza engajamento sobre proteção

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A ausência de um marco regulatório robusto para as redes sociais no Brasil tem permitido que influenciadores e políticos de direita utilizem o conceito de “libertação da censura” para expandir a monetização de conteúdos adultos, jogatinas e padrões estéticos nocivos. Sob o pretexto de combater uma suposta “ditadura de esquerda”, esses setores promovem o engajamento desenfreado que expõe crianças e adolescentes a materiais de consumo adulto. Em contraste, nações com orientações progressistas ou de planejamento centralizado, como França e China, avançam em legislações rigorosas para subordinar o lucro das plataformas ao bem-estar coletivo e à saúde pública.

A França consolidou-se como referência na Europa ao aprovar uma legislação pioneira que equipara influenciadores digitais a agentes publicitários. A medida proíbe terminantemente a promoção de procedimentos médicos, cirurgias estéticas e produtos de emagrecimento extremos. O foco legislativo é mitigar o aumento de transtornos alimentares, ansiedade e depressão entre adolescentes, frequentemente bombardeados por padrões de beleza inalcançáveis e publicidade enganosa.

A lei francesa estabelece sanções severas, incluindo multas elevadas e penas de prisão para quem desrespeitar as normas. Além da estética, a legislação restringiu a publicidade de tabaco, nicotina e modalidades específicas de apostas esportivas, removendo a “zona cinzenta” jurídica que permitia a exploração comercial de públicos vulneráveis sem qualquer prestação de contas.

No cenário asiático, a China intensificou novamente o cerco contra plataformas de monetização de conteúdo adulto e exposição pessoal online. O serviço OnlyFans retornou ao centro do debate governamental, sendo classificado por autoridades como uma influência estrangeira que corrói valores culturais e promove a busca por “fama rápida” em detrimento do desenvolvimento social produtivo.

Mesmo com restrições já severas, o governo chinês argumenta que a superexposição e a comercialização da imagem pessoal geram impactos psicológicos negativos e desestruturam o comportamento digital da juventude. Para Pequim, a regulação não é vista como censura de pensamento, mas como uma política de proteção contra o que consideram “imoralidades” importadas que visam apenas o lucro de corporações tecnológicas.

Enquanto o debate global evolui para a proteção dos direitos humanos no ambiente digital, o Brasil enfrenta um paradoxo: uma população majoritariamente conservadora que, paradoxalmente, vê suas lideranças políticas de direita defenderem a desregulação total. Esse posicionamento permite que redes sociais se tornem terreno fértil para a pornografia velada e a jogatina, afetando diretamente a formação de jovens brasileiros. A retórica da “liberdade de expressão” é utilizada como escudo para evitar que influenciadores sejam responsabilizados por danos sociais, transformando o espaço público digital em um mercado sem regras.

As experiências internacionais demonstram que a regulação das redes sociais é uma tendência de soberania nacional e proteção à infância. No Brasil, o debate permanece travado por interesses de engajamento político, mas a pressão por normas que limitem a publicidade abusiva e a exposição de menores tende a crescer à medida que os danos à saúde mental da juventude se tornam estatisticamente evidentes. A conclusão factual é que, sem regras claras, a “liberdade” defendida acaba por servir apenas à concentração de capital das plataformas e ao capital político de grupos que lucram com a desinformação.
Por Redação Notícia10

Mucuri: Aguinaldo Sem Teto oficializa apoio a Carlos Muniz Filho pra federal e amplia arco de alianças na região

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O ex-vereador de Mucuri, Aguinaldo Moreira, ampliou a base de sustentação da pré-candidatura de Carlos Muniz Filho (PSDB) à Câmara Federal com a inclusão de novas lideranças estratégicas do Extremo Sul baiano. Através de sua articulação direta, Aguinaldo trouxe para o grupo o também ex-vereador Amaral, consolidando uma frente que une a militância pela habitação urbana ao setor produtivo rural. O anúncio ocorre após agendas na região, onde foram estabelecidas prioridades para o distrito de Itabatan e da sede de Mucuri, focando em demandas de saneamento e infraestrutura que afetam o desenvolvimento social local e a logística do campo.

A trajetória de Aguinaldo é marcada pela defesa da habitação digna, com histórico de intervenções que resultaram no acesso à casa própria para mais de 1.500 famílias em Mucuri. A chegada de Amaral ao grupo adiciona uma camada de representatividade voltada ao interior do município. Com forte trânsito entre pequenos agricultores rurais, Amaral detém o potencial de mobilizar o setor da agricultura familiar, essencial para a economia regional, ao pautar políticas de escoamento de produção e assistência técnica para as comunidades do campo.

Durante os encontros realizados no Extremo Sul, o grupo apresentou um diagnóstico das carências urgentes em áreas periféricas e rurais. O foco recai sobre a infraestrutura dos bairros Beira Rio, na sede, e Jardim Madureira, em Itabatan. Outro ponto crítico é o déficit de esgotamento sanitário nos bairros Cidade Nova e Triângulo Leal, além do fortalecimento da rede de saúde, área de atuação primária de Carlos Muniz Filho.

A convergência busca equilibrar a experiência de campo das lideranças locais com a formação técnica do pré-candidato, visando destravar recursos federais para serviços básicos que historicamente sofrem com a negligência estatal.

“A importância de formarmos essa corrente de forças em prol de Mucuri e de toda a nossa região reside na renovação através de jovens lideranças. Meu vínculo direto com Carlos Muniz Filho facilitará a cobrança e o acompanhamento das demandas que apresentamos. Não se trata apenas de política, mas de garantir que as vozes de quem mais precisa cheguem com força ao Congresso”, afirmou Aguinaldo Sem Teto.

Para Carlos Muniz Filho, filho do presidente da Câmara de Salvador, Carlos Muniz, a adesão de figuras como Aguinaldo e Amaral é estratégica para capilarizar sua campanha em um território distante da capital, unindo as pautas de moradia popular e agricultura familiar.

“É uma grande satisfação contar com o perfil e a história do Aguinaldo e agora também com a força do Amaral no nosso arco de lideranças. Para mim, é fundamental começar essa caminhada com o pé direito, agindo de forma correta. Somar esforços com quem possui uma relação direta com causas tão sublimes e urgentes é exatamente o que tem movido essa nossa caminhada”, destacou Carlos Muniz Filho.

Com a aliança oficializada, o grupo deve intensificar as visitas técnicas às áreas mencionadas para detalhar os projetos de viabilidade. Carlos Muniz já tem agenda pra Mucuri nos próximos dias, inclusive deve participar de uma ação de mobilização de saúde em que Aguinaldo irá promover. O tabuleiro está posto e os movimentos estão cada vez mais intensos, pontos positivo pra Muniz, que agrega ao seu time lideranças que podem ampliar sua base de atuação.
Por Redação Notícia10

Encontro de motociclistas reúne representantes de 40 motoclubes e movimenta turismo em Mucuri

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A cidade de Mucuri sediou, no último sábado (2), a celebração do 9º aniversário do Motoclube Legionários, reunindo cerca de 300 participantes de diversas regiões do Brasil. O encontro contou com o apoio da gestão municipal e atraiu motociclistas de cidades como Belo Horizonte, Vitória e Itabuna, representando mais de 40 agremiações do setor. Além da programação cultural, que incluiu shows de rock e integração entre os grupos, o evento serviu como indutor econômico para o comércio local, ocupando leitos da rede hoteleira e movimentando o setor de serviços em um período fora da alta temporada convencional.

O evento consolidou-se como um ponto de convergência para o motociclismo regional, atraindo delegações de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia. A presença de grupos tradicionais, como o Abutre’s, organização com sedes internacionais, e o T-Rex, de Vitória, demonstra a capacidade de Mucuri em articular o chamado “turismo de nicho”.

Diferente de eventos massivos e impessoais, a proposta do encontro em Mucuri focou na hospitalidade e na organização técnica, elementos destacados pelos visitantes como diferenciais para a escolha do destino. O fluxo de mais de 300 pessoas impactou diretamente restaurantes, bares e o comércio de rua, evidenciando como eventos segmentados podem ser ferramentas eficazes de desconcentração da renda turística.

Sob a ótica do desenvolvimento regional, o apoio institucional a este tipo de confraternização ultrapassa o entretenimento. Para cidades que buscam reduzir a dependência da sazonalidade do verão, o intercâmbio cultural promovido pelos motoclubes estabelece uma agenda recorrente.

A estrutura montada para o 9º aniversário incluiu atrações como as bandas Tim Cruz e Terminal V8, além de serviços de alimentação, integrando a comunidade local aos visitantes. Esse modelo de “ação transversal” entre prefeitura e sociedade civil fortalece a imagem da cidade como destino acolhedor, criando uma percepção de segurança e infraestrutura necessária para o turismo familiar.

A recepção foi o ponto alto para os veteranos da estrada. Luís Pinto, do motoclube T-Rex (ES), comparou a experiência a grandes centros: “Aqui em Mucuri, embora seja algo mais intimista, o que chama a atenção é a organização impecável e a hospitalidade”.

Já Jairo Martins, do motoclube Abutre’s, destacou a gestão do evento ao cumprimentar o presidente Ronaldo Menegatti (Tim) e a diretoria do Legionários pela receptividade. “Essa festa já ficou para a história”, afirmou o motociclista, ressaltando o valor dos laços estabelecidos durante a década de fundação do clube.

Diante dos resultados práticos na economia e na projeção do município a nível nacional, a administração municipal sinalizou a intenção de formalizar o encontro. O prefeito Roberto Carlos Figueiredo Costa, o “Robertinho” (UB), manifestou o desejo de integrar a data ao calendário fixo de eventos tradicionais.

O objetivo agora é preparar a cidade para o 10º aniversário do grupo em 2027, elevando o patamar da infraestrutura para acolher um contingente maior de estados. No cenário atual, a comemoração encerra-se com o fortalecimento dos vínculos comunitários e a confirmação de Mucuri como polo de eventos temáticos no extremo sul baiano.
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Eunápolis: Robério sanciona reajuste de 8% para servidores com pagamento retroativo em maio

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O prefeito de Eunápolis, Robério Oliveira, sancionou o reajuste salarial de 8% destinado aos servidores do quadro geral do município, estabelecendo o pagamento com efeito retroativo a 1º de fevereiro. Como o processamento da folha de abril já havia sido finalizado e antecipado para a última terça-feira (28), a administração municipal confirmou que a diferença financeira será creditada na conta dos trabalhadores nas primeiras semanas de maio, por meio de uma folha complementar. A medida foi baseada em análises do cenário fiscal e no limite de despesas com pessoal estabelecido pela legislação vigente.

A definição do índice de 8% ocorre em um momento de pressão sobre o poder de compra do funcionalismo. Ao fixar o reajuste acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado, a gestão municipal efetiva um ganho real para a categoria, superando a barreira da mera reposição inflacionária. Esse movimento é fruto de uma negociação que considerou a capacidade de arrecadação do município frente às obrigações da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

A secretária de Gestão, Janis Alves, pontuou que o percentual foi construído sob critérios técnicos para evitar o comprometimento do equilíbrio das contas públicas. “Conseguimos avançar com um percentual acima da inflação, mantendo a saúde financeira da prefeitura”, afirmou a secretária, destacando o esforço em harmonizar o reconhecimento do servidor com a prudência fiscal.

A valorização do funcionalismo público tem repercussões diretas na qualidade dos serviços prestados à população e na dinamização da economia local. Em cidades de médio porte como Eunápolis, a massa salarial dos servidores municipais representa uma fatia significativa do consumo no comércio e setor de serviços. O ganho real, portanto, atua como um mecanismo de redistribuição que beneficia indiretamente outros setores produtivos da cidade.

Entretanto, o desafio da gestão reside em manter essa política de valorização em longo prazo. O reajuste exige um monitoramento rigoroso das receitas correntes líquidas, uma vez que o aumento da folha de pagamento é uma despesa continuada e rígida. O uso da folha complementar em maio surge como a solução operacional para garantir que o direito retroativo chegue ao bolso do trabalhador sem atrasar o calendário regular de pagamentos.

Com a sanção da lei e a publicação do decreto, o setor de recursos humanos trabalha agora na finalização dos cálculos individuais dos servidores do quadro geral. A expectativa é que o depósito da folha complementar ocorra até a primeira quinzena de maio.

O governo municipal reforçou que a antecipação do salário de abril para o dia 28 foi uma estratégia de fluxo de caixa, mas que impediu a inclusão imediata dos novos valores no contracheque deste mês. O cenário atual aponta para a normalização dos vencimentos com os novos valores já integrados à folha principal a partir do mês de competência de maio.
Por Redação Notícia10

Teixeira de Freitas amplia programação da festa da Cidade com Nadson Ferinha e La Fúria

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A Prefeitura de Teixeira de Freitas confirmou a inclusão de quatro novas atrações musicais para a Festa da Cidade, que este ano passa a ser denominada Teixeira Festival. Os nomes de Nadson O Ferinha, Piseiro do Barão, La Fúria e Filipe Escandurras somam-se a artistas já anunciados, como Marcelo Falcão e Léo Santana. A mudança de formato para festival indica uma tentativa da gestão municipal de profissionalizar o evento e ampliar o apelo turístico na região do Extremo Sul baiano. Com a programação dividida entre sexta-feira, sábado e domingo, o evento busca diversificar gêneros musicais, transitando do rock ao pagode e ao arrocha.

A adoção do nome “Teixeira Festival” sinaliza uma mudança na estratégia de fomento cultural e lazer do município. Ao contrário das celebrações tradicionais e episódicas, o formato de festival geralmente pressupõe uma estrutura de logística e curadoria mais complexa, visando atrair não apenas o público local, mas visitantes de cidades vizinhas e estados limítrofes, como Minas Gerais e Espírito Santo.

A grade de atrações anunciada até o momento reflete essa tentativa de abrangência nacional. A presença de Marcelo Falcão, ex-vocalista d’O Rappa, e Tony Salles, veterano do pagode baiano, estabelece uma base de apelo geracional e rítmico variada. As novas confirmações buscam preencher lacunas de popularidade imediata, especialmente com o fenômeno do arrocha e do piseiro.

Grandes eventos públicos em municípios de médio porte operam como indutores da economia local. O fluxo de pessoas durante os três dias de festival impacta diretamente a rede hoteleira, o comércio de alimentos e bebidas e o setor de transportes. Em uma perspectiva progressista, a promoção de eventos gratuitos com artistas de renome nacional funciona como um mecanismo de democratização do acesso à cultura e ao entretenimento, direitos frequentemente restritos por barreiras financeiras em circuitos privados.

Contudo, a viabilização de um line-up com nomes de peso como Léo Santana exige um planejamento fiscal rigoroso por parte da administração municipal para garantir que o investimento retorne à cidade em forma de arrecadação indireta e fortalecimento do comércio. A diversidade de atrações confirmadas é o principal ativo para garantir a lotação máxima do espaço de eventos.

De acordo com o anúncio oficial da Secretaria de Cultura, a distribuição das novas atrações seguirá o seguinte calendário:
• Sexta-feira: Apresentação de Nadson O Ferinha;
• Sábado: Shows de Piseiro do Barão e La Fúria;
• Domingo: Encerramento com Filipe Escandurras.

A prefeitura informou que a programação ainda está em fase de construção. Isso significa que o orçamento para contratações ainda permite novas adições, e o anúncio de mais nomes é esperado para os próximos dias. A gestão municipal mantém a estratégia de divulgar as atrações em blocos para sustentar o engajamento digital e a expectativa do público até a data oficial do evento.

O Teixeira Festival projeta-se, assim, como o principal evento de entretenimento do calendário municipal em 2026, com o desafio de equilibrar a entrega de uma estrutura de grande porte com a manutenção dos serviços públicos essenciais. O sucesso da iniciativa será medido tanto pela adesão popular quanto pelo balanço financeiro pós-festividade.
Por Redação Notícia10

São Mateus recebe unidades móveis para expandir atendimento odontológico em áreas vulneráveis

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A rede municipal de saúde de São Mateus iniciou o processo de integração de novas Unidades Odontológicas Móveis (UOMs) à sua frota de atendimento básico. Os equipamentos foram entregues formalmente no último dia 30 de abril, em cerimônia realizada em Governador Valadares com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e do secretário municipal da pasta, Roberto Borgo. Viabilizadas por meio do Novo PAC Saúde, as unidades funcionam como consultórios itinerantes estruturados para realizar procedimentos que variam de ações preventivas a restaurações. A iniciativa busca mitigar barreiras geográficas e socioeconômicas que historicamente dificultam o acesso de populações rurais e de bairros periféricos ao tratamento dentário regular.

A chegada das UOMs ocorre em um cenário onde a saúde bucal frequentemente é negligenciada por falta de infraestrutura física próxima às moradias ou por custos de deslocamento impeditivos para famílias de baixa renda. Ao adotar o modelo itinerante, a gestão municipal tenta inverter a lógica tradicional de espera, levando a estrutura técnica do Sistema Único de Saúde (SUS) diretamente aos territórios de maior vulnerabilidade social.

O projeto está vinculado ao programa Brasil Sorridente, que fundamenta a retomada de investimentos federais na área. Para cidades com extensas zonas rurais, como São Mateus, a mobilidade dessas unidades é estratégica para garantir que a prevenção não seja interrompida, reduzindo a demanda por procedimentos complexos e extrações que sobrecarregam os centros de especialidades.

O impacto de um consultório móvel ultrapassa o ato clínico; ele representa a presença do Estado em localidades onde a rede física de saúde é escassa. A expectativa é que, com a circulação das unidades, haja uma melhora nos indicadores de saúde bucal do município, priorizando o atendimento humanizado e a redução da desigualdade no acesso a serviços essenciais.

“O recebimento dessas unidades reforça o compromisso com o fortalecimento do SUS. Nosso objetivo é descentralizar os serviços e garantir um cuidado integral para todas as comunidades”, pontuou o secretário Roberto Borgo. Sob a perspectiva da gestão, a medida é uma ferramenta para consolidar a atenção básica como porta de entrada eficiente, evitando que problemas simples evoluam para quadros clínicos graves por falta de assistência precoce.

Com a entrega realizada em 30 de abril, a próxima etapa consiste na definição dos cronogramas de rotas e na alocação das equipes técnicas que atuarão nos veículos. As UOMs são equipadas para funcionar de forma autônoma, permitindo que a prefeitura cubra áreas que não possuem unidades básicas de saúde (UBS) com gabinetes odontológicos fixos.

A meta da administração é que as unidades comecem a operar nos bairros e distritos mapeados como prioritários nas próximas semanas. A estratégia de “saúde sobre rodas” será monitorada para avaliar o aumento na cobertura de consultas e a efetividade na redução de filas para tratamentos básicos no município.
Por Redação Notícia10

Itanhém realiza reforma em abrigo institucional para adequar acolhimento de crianças e adolescentes

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A Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social de Itanhém realizou uma vistoria técnica nas obras da nova sede do Abrigo Institucional para crianças e adolescentes. A inspeção, conduzida pela secretária Lidiane Guimarães e pelo coordenador da unidade, Marcos Paraíso, acompanhou o andamento das intervenções físicas que buscam solucionar deficiências históricas de infraestrutura. O projeto foca na ampliação da ventilação natural e na readequação dos ambientes internos para atender aos parâmetros de proteção social. A medida é um desdobramento das políticas de assistência do município para qualificar o atendimento a públicos sob medida protetiva.

A reforma da nova sede surge como uma resposta à necessidade de ambientes que superem a lógica meramente depositária, frequentemente observada em instituições de acolhimento com estruturas precárias. As intervenções avaliadas durante a visita técnica contemplam a reorganização dos espaços para garantir privacidade e bem-estar, respeitando as particularidades de cada faixa etária atendida pelo serviço.

Ao priorizar a ventilação e a iluminação dos dormitórios e áreas comuns, a gestão municipal busca alinhar o equipamento público às diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A adequação física é lida como um componente essencial para o processo socioeducativo e para o desenvolvimento emocional dos usuários, que já se encontram em contextos de fragilidade social.

O fortalecimento do Abrigo Institucional integra um pacote de ações de proteção social especial no município. No cenário de assistência social de Itanhém, a migração para uma sede reestruturada indica um esforço para descentralizar e qualificar o cuidado, retirando-o de ambientes improvisados que possam comprometer a segurança dos acolhidos.

Lidiane Guimarães reforçou que a entrega de um espaço físico adequado é o ponto de partida para um atendimento humanizado. “Essa reforma representa um avanço importante na qualidade do serviço, porque entendemos que cuidar bem de quem mais precisa é uma responsabilidade que deve ser tratada com prioridade”, afirmou a secretária. Segundo a pasta, o foco é garantir que o ambiente ofereça não apenas abrigo, mas segurança e respeito durante o período de permanência institucional.

As próximas etapas da obra incluem a finalização das adequações hidrossanitárias e o acabamento dos novos ambientes ventilados. Embora o material de referência não especifique a data exata da inauguração, a vistoria técnica sinaliza que a nova sede está em estágio avançado de execução.

A conclusão desta etapa estrutural permitirá que a equipe técnica do abrigo, composta por assistentes sociais e psicólogos, possa atuar em um cenário que favoreça a reintegração familiar ou o encaminhamento para famílias substitutas, conforme prevê a legislação. A gestão mantém o acompanhamento direto das intervenções para assegurar que o cronograma de entrega não sofra interrupções, consolidando o espaço como referência de proteção em Itanhém.
Por Redação Notícia10

Eunápolis inicia reformas em ginásio municipal e praça para recuperar espaços de lazer

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A Prefeitura de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, iniciou nesta semana um cronograma de obras focado na recuperação de equipamentos públicos de uso coletivo. O pacote de intervenções prioriza a reestruturação do Ginásio Antônio Carlos Magalhães, no bairro Centauro, e a reforma da Praça do Colibri, no bairro Gusmão. Segundo a Secretaria de Infraestrutura, as ações visam sanar problemas crônicos de manutenção, como infiltrações e falhas na iluminação, que limitavam o uso dos espaços pela comunidade. As obras no ginásio incluem a revisão total das instalações hidrossanitárias e elétricas, enquanto a praça recebe sua primeira grande revitalização após anos de desgaste estrutural.

O Ginásio Antônio Carlos Magalhães, principal sede de competições escolares e campeonatos amadores do município, apresentava sinais de deterioração que comprometiam a segurança dos atletas e do público. O projeto de reforma atual concentra-se na recuperação do telhado e na limpeza de calhas, medidas essenciais para interromper o processo de degradação causado por chuvas.

Além do aspecto estrutural, a intervenção abrange a recuperação de esquadrias e ferragens, além de nova pintura. De acordo com o secretário de Infraestrutura, Robson Lopez, a revisão das instalações elétricas e de drenagem é estratégica para reduzir custos futuros de manutenção e prolongar a vida útil do equipamento público.

Simultaneamente, a Praça do Colibri entrou na fase inicial de obras, atendendo a uma demanda reprimida dos moradores do bairro Gusmão. O espaço sofria com a falta de iluminação adequada e passeios danificados, o que afastava o convívio social no local. O cronograma de trabalho começou com a retirada de entulhos e demolições de estruturas condenadas.
A nova configuração da praça prevê a instalação de itens de acessibilidade e equipamentos de uso diário, incluindo:
• Instalação de novo alambrado e pavimentação em concreto nos trechos de terra;
• Implantação de quadra de areia e parquinho infantil;
• Reforço na iluminação pública interna e nas vias do entorno.

A revitalização desses espaços reflete uma necessidade de ocupação ordenada do solo urbano e de garantia de direitos ao lazer e ao esporte. Em comunidades periféricas ou bairros residenciais consolidados, a ausência de iluminação e de infraestrutura básica em praças frequentemente resulta na degradação da segurança pública e no isolamento dos moradores.

Para o prefeito Robério Oliveira, a intervenção no Gusmão é uma resposta direta à expectativa da comunidade. “Com estrutura, iluminação e organização, o espaço volta a ser utilizado com frequência e passa a integrar a rotina das famílias”, afirmou o gestor, ressaltando que a funcionalidade é o objetivo central da reforma.

Após a conclusão das demolições na Praça do Colibri, as equipes devem avançar para a terraplanagem e a recuperação do paisagismo. No ginásio, os trabalhos seguem com a pintura geral e os testes finais nas redes elétricas. O governo municipal não detalhou o montante total do investimento ou o prazo exato para a entrega definitiva de ambos os equipamentos, mas confirmou que as equipes técnicas mantêm o cronograma de trabalho diário.
Por Redação Notícia10

Sooretama articula chegada de gigante do setor para consolidar polo industrial de café

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O município de Sooretama, no Norte do Espírito Santo, negocia a instalação de uma das dez maiores empresas de beneficiamento de café do Brasil. A articulação prevê a construção de um parque logístico de 1 milhão de metros quadrados voltado ao armazenamento, compra, venda e distribuição do grão. O movimento ocorre em um momento de transição econômica para a região, que busca superar a condição de fornecedora de matéria-prima para se consolidar como centro industrial de alto valor agregado, aproveitando a proximidade com Linhares e o acesso estratégico à BR-101.

A negociação em curso, cujos detalhes sobre a identidade da empresa permanecem sob sigilo contratual, sinaliza uma mudança na dinâmica econômica do Norte capixaba. Historicamente dependente da lavoura, a região passa a atrair investimentos que verticalizam a produção. O interesse da gigante do setor em Sooretama é impulsionado por fatores competitivos objetivos: o custo da terra, ainda inferior ao de municípios vizinhos como Linhares e Aracruz, e a infraestrutura logística que conecta o interior aos portos da Grande Vitória.

Este cenário de industrialização ganhou tração em setembro de 2025, com a inauguração da fábrica da DM Descafeinadores do Brasil. Com um investimento de R$ 150 milhões, a unidade ocupa 9.526 metros quadrados e projeta a compra anual de 250 mil sacas de café de produtores locais. A operação não apenas processa o grão, mas extrai cafeína para abastecer indústrias farmacêuticas e de cosméticos, destinando 80% da produção ao mercado externo.

Para os cafeicultores capixabas, responsáveis por 70% da produção nacional de conilon, a concentração de indústrias no território altera a correlação de forças no mercado. A presença de mais compradores de grande porte aumenta o poder de barganha do produtor e reduz a dependência de intermediários distantes.

No âmbito social, a transição para um polo de beneficiamento diversifica o mercado de trabalho. A demanda deixa de ser estritamente sazonal e agrícola, exigindo profissionais para funções técnicas em laboratórios de qualidade e operações industriais complexas. “Estamos no centro da maior concentração de coffea canephora do ocidente, que é fundamental para a indústria do solúvel. A vocação logística do Espírito Santo é indiscutível”, afirma Carlos Santana, diretor da DM Descafeinadores.

A consolidação do eixo Sooretama-Linhares como polo industrial ataca um gargalo histórico da economia capixaba: a exportação de valor. Ao processar o café localmente, o estado retém uma margem maior de lucro por tonelada embarcada. Com 49 mil propriedades rurais e 286 mil hectares plantados no estado, a integração entre campo e fábrica é vista como o caminho para garantir a sustentabilidade econômica das pequenas e médias propriedades frente às oscilações das commodities globais.

As próximas etapas dependem da conclusão das tratativas fundiárias e ambientais para o novo parque logístico. Caso a instalação seja confirmada, Sooretama deve dobrar sua capacidade de movimentação de carga cafeeira nos próximos anos, consolidando a transição de município produtor para centro de inteligência logística do café.
Por Redação Notícia10

BA: Governo do Estado entrega primeira fase da reforma do Hospital Geral de Itaparica com foco em obstetrícia

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O Governo da Bahia inaugurou, nesta segunda-feira (4), a primeira etapa das obras de reforma e ampliação do Hospital Geral de Itaparica (HGI). Com um aporte inicial superior a R$ 6,3 milhões destinados a infraestrutura e equipamentos, a unidade de médio porte recebeu uma nova maternidade e a modernização do centro cirúrgico. A iniciativa busca fortalecer a regionalização do Sistema Único de Saúde (SUS), transferindo a complexidade de procedimentos obstétricos e cirúrgicos para fora do núcleo central da capital, visando reduzir deslocamentos de pacientes e democratizar o acesso à assistência especializada.

A intervenção entregue nesta fase priorizou a saúde da mulher e a capacidade operacional crítica. A nova maternidade foi estruturada com oito leitos de enfermaria, três de observação obstétrica e uma sala integrada de pré-parto, parto e pós-parto (PPP), modelo que segue diretrizes de humanização do atendimento. No bloco cirúrgico, a estrutura passa a contar com farmácia satélite e uma Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA) equipada com quatro leitos.

Atualmente, o HGI funciona como referência na Região de Saúde de Salvador, oferecendo desde pronto-atendimento em saúde mental até especialidades como ortopedia e ginecologia. A atualização tecnológica das salas cirúrgicas permite que o hospital absorva demandas que, anteriormente, pressionavam as unidades de alta complexidade do continente.

A ampliação do HGI reflete uma tentativa de corrigir desigualdades geográficas no acesso à saúde pública. Ao estruturar unidades de médio porte com centros cirúrgicos modernos, o estado tenta fixar o atendimento especializado no território de origem do cidadão. Para a população de Itaparica e municípios vizinhos, a oferta de serviços próximos à residência significa maior segurança clínica em urgências obstétricas e redução do tempo de espera por cirurgias eletivas.

“Estamos qualificando a assistência e ampliando a capacidade de atendimento do hospital, garantindo mais resolutividade para os usuários do SUS”, afirmou Karlos Figueredo, superintendente de Atenção Integral à Saúde da Sesab, durante o ato de entrega ao lado do vice-governador Geraldo Júnior.

As intervenções no Hospital Geral de Itaparica não se encerram com esta entrega. O projeto total prevê um investimento global de aproximadamente R$ 6,5 milhões, com conclusão agendada ainda para 2026. O cronograma restante inclui a implantação de uma segunda sala operatória no centro cirúrgico, além de áreas de suporte logístico fundamentais para a rotina hospitalar.

Estão previstas a construção de uma nova Central de Material e Esterilização (CME), cozinha com refeitório, guarita e espaços de convivência para os profissionais de saúde. Embora o avanço físico seja evidente, o desafio estrutural permanece na manutenção do fluxo de insumos e na fixação de equipes médicas especializadas em unidades descentralizadas, ponto crucial para que a ampliação física se traduza, efetivamente, em eficiência epidemiológica.
Por Redação Notícia10

Minas Gerais instala kits solares para garantir abastecimento de água em comunidades rurais

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O Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (IDENE) finalizou a instalação de quatro kits fotovoltaicos em poços artesianos nas zonas rurais de Machacalis e Josenópolis. A tecnologia utiliza energia solar para o bombeamento de água, substituindo o sistema elétrico convencional que gerava custos fixos para moradores e administrações municipais. Em Machacalis, o projeto atende cerca de 100 famílias das comunidades de Esperança dos Vales e Santa Fé, onde o racionamento financeiro da água era uma barreira cotidiana. Já em Josenópolis, a medida foca na redução de gastos públicos e na proteção de equipamentos contra oscilações na rede elétrica, beneficiando diretamente agricultores familiares e o caixa da prefeitura.

A realidade das comunidades rurais no Vale do Mucuri e no Norte de Minas é marcada por um paradoxo estrutural: a presença de poços artesianos que, embora funcionais, tornavam-se subutilizados devido ao custo da tarifa de energia. Em comunidades como Esperança dos Vales, em Machacalis, o rateio mensal das contas de luz forçava as famílias a estabelecerem horários rígidos para o bombeamento, restringindo o acesso ao recurso essencial.

Para contornar a limitação financeira, muitos moradores recorriam a cacimbas e rios da região. Contudo, como aponta Tiago Botelho de Souza, secretário de Agricultura de Machacalis, essa alternativa expunha a população a riscos sanitários, uma vez que a água captada nessas fontes não é potável. A transição para a matriz solar elimina o custo de operação e, consequentemente, a necessidade de racionamento por questões de renda.

A substituição da matriz energética gera um impacto em cadeia que fortalece a permanência do homem no campo. Para os agricultores familiares atendidos, a maior oferta de água reflete diretamente na produtividade das lavouras de subsistência e comercialização. Além do ganho produtivo, há uma redução drástica na manutenção corretiva.

Em Josenópolis, a 240 quilômetros de Montes Claros, as quedas constantes na rede elétrica convencional causavam a queima frequente das bombas d’água. “A instalação dos kits traz um alívio grande para o caixa, pois as comunidades são pobres e a prefeitura arca com manutenção de estradas e preparo da terra”, explica Orlando Fidelis Pereira, secretário de Agricultura de Josenópolis. A economia gerada com o fim das contas de luz e dos consertos de equipamentos permite o redirecionamento de recursos para outros serviços sociais básicos em áreas de alta vulnerabilidade.

Do ponto de vista técnico, o uso de kits fotovoltaicos aproveita a alta incidência solar do semiárido mineiro para garantir autonomia aos sistemas de abastecimento. A solução descentralizada é estratégica para regiões onde a infraestrutura de rede elétrica é instável ou de difícil manutenção. Os sistemas instalados funcionam como microgeradores que alimentam as bombas de forma direta, reduzindo a complexidade técnica e a dependência de concessionárias de energia.

O Idene mantém o cronograma de monitoramento das unidades instaladas para garantir a eficiência do bombeamento solar no longo prazo. A expectativa é que o modelo seja replicado em outras localidades do Norte e Nordeste mineiro que enfrentam desafios similares de custo energético e escassez hídrica.

A consolidação dessa infraestrutura é um passo necessário para garantir a segurança hídrica sem onerar as populações mais pobres. No cenário atual, as comunidades de Caeté, Jataí, Esperança dos Vales e Santa Fé passam a ter o fornecimento de água desvinculado de variáveis financeiras externas, assegurando o direito básico ao consumo de água potável e à produção agrícola.
Por Redação Notícia10

Bahia consolida segundo lugar em investimentos no país com R$ 50 bilhões em dez anos

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A Bahia aportou R$ 50,02 bilhões em investimentos públicos entre 2015 e 2025, consolidando-se como o segundo estado brasileiro que mais destinou recursos para obras e infraestrutura na última década. Segundo dados da Secretaria da Fazenda (Sefaz-Ba), baseados no Tesouro Nacional, o volume financeiro superou os montantes de Minas Gerais (R$ 38,61 bilhões) e Rio de Janeiro (R$ 36,11 bilhões). O desempenho é marcado por uma eficiência proporcional, visto que o governo baiano executou quase metade do valor investido por São Paulo utilizando um orçamento cinco vezes menor que o da gestão paulista.

O levantamento realizado via Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi) revela uma trajetória de priorização do gasto público na Bahia. Enquanto São Paulo liderou o acumulado da década com R$ 118,42 bilhões, o governo baiano chegou a ocupar a liderança nacional temporariamente em 2025. O contraste com outros estados de grande peso econômico é nítido: o Rio Grande do Sul, por exemplo, investiu R$ 15,91 bilhões no mesmo período, não figurando entre os dez maiores investidores do país.

Essa capacidade de desembolso ocorreu simultaneamente a um processo de desalavancagem financeira. Em 2015, a relação entre a Dívida Consolidada Líquida e a Receita Corrente Líquida do estado era de 59,4%, patamar que recuou para 36% ao final de 2025. Somente no último ano, o estoque da dívida caiu de R$ 35,3 bilhões para R$ 34,7 bilhões, uma redução real de 6% quando ajustada pela inflação.

A alocação desses R$ 50 bilhões reflete uma estratégia de fortalecimento da rede de serviços públicos e infraestrutura produtiva. O avanço inclui a construção de hospitais, policlínicas regionais e escolas de tempo integral, além de intervenções em mobilidade e segurança hídrica. Para a administração estadual, o investimento direto funciona como um indutor de emprego e renda, preparando o território para receber grandes projetos da iniciativa privada.

De acordo com o secretário da Fazenda, Manoel Vitório, a estruturação do estado foi determinante para atrair empreendimentos inovadores, citando como exemplo a fábrica da BYD em Camaçari. A tese defendida pela gestão é que a melhoria das condições de vida e da malha rodoviária cria um ambiente de negócios mais competitivo, reduzindo custos logísticos e elevando o padrão de atendimento à população.

“Os investimentos são recursos injetados diretamente na economia, criando empregos e fomentando a renda. Além disso, reforçam a prestação de serviços e ampliam a infraestrutura”, afirma Manoel Vitório.

A redução do endividamento, mesmo com a contratação de novas operações de crédito, sugere um controle rigoroso do fluxo de caixa que permite ao estado manter o ritmo de entregas sem comprometer as contas futuras. A queda nominal de 1,5% na dívida no último exercício reforça a viabilidade desse modelo de gestão, que prioriza o investimento público como motor de desenvolvimento regional.

A continuidade dessa política dependerá da manutenção do equilíbrio entre a arrecadação e a capacidade de novos financiamentos. No cenário atual, a Bahia se posiciona não apenas como um polo receptor de recursos federais ou privados, mas como um ente federativo que utiliza recursos próprios de forma estratégica para mitigar desigualdades regionais frente ao Sul e Sudeste.
Por Redação Notícia10

BA: Avanços do Bahia Pela Paz é discutido pelo Comitê de Governança que destaca redução de mortes violentas o Estado

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A 14ª reunião do Comitê de Governança do programa Bahia Pela Paz, realizada nesta terça-feira (5) em Salvador, consolidou os indicadores de redução da criminalidade letal no estado e o cronograma de expansão das ações sociais. Com a presença da cúpula dos três Poderes, o encontro apresentou o balanço de abril de 2026, que atingiu o menor patamar de mortes violentas em 14 anos, com 256 ocorrências. O programa, que articula segurança pública e garantia de direitos para jovens vulneráveis, recebeu aportes superiores a R$ 340 milhões desde o final de 2024 para custeio de ações e implantação de coletivos territoriais.

O Bahia Pela Paz funciona como um eixo estratégico que busca desvincular a segurança pública de uma atuação estritamente repressiva, integrando o sistema de Justiça e a rede de assistência social. O comitê gestor reúne o Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública para acompanhar a execução orçamentária e a capilaridade das políticas nos territórios. Entre novembro de 2024 e abril de 2026, o governo destinou R$ 270 milhões para a execução direta da política pública, somados a R$ 70 milhões específicos para os chamados Coletivos Bahia Pela Paz.

Essa estrutura colegiada foca prioritariamente em crianças e adolescentes em situação de risco, tentando romper ciclos de violência por meio da promoção da cidadania. Segundo o governador Jerônimo Rodrigues, a maturidade do fórum permite que as polícias, o sistema prisional e os órgãos de Justiça alinhem críticas e sugestões para garantir a efetividade das operações.

Os dados apresentados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) revelam uma retração sensível nos índices de letalidade. No primeiro quadrimestre de 2026, os crimes graves contra a vida caíram de 1.449 para 1.119 casos, uma redução de 23% em comparação ao mesmo período de 2025. O recuo estatístico coincide com a expansão do uso de câmeras corporais em 17 unidades policiais e o estudo para a criação do Comitê de Monitoramento de Mortes por Intervenção Legal de Agentes do Estado (MILAE), medida voltada ao controle da letalidade policial.

No campo social, os 12 Coletivos Bahia Pela Paz, distribuídos entre a capital e o interior, realizaram mais de 30,9 mil atendimentos em 2025. A atuação resultou na inclusão de mais de 14 mil pessoas em redes de proteção governamentais. “São equipamentos públicos voltados para políticas de juventude e suas famílias”, pontuou o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, ao reforçar que a continuidade dessas ações é o que sustenta a queda dos índices criminais a longo prazo.

Apesar dos indicadores favoráveis, o programa ainda enfrenta o desafio de consolidar o Curso de Atuação Qualificada para as forças de segurança, cujos conteúdos estão em fase de elaboração. Além disso, a análise de impacto financeiro para o monitoramento de mortes decorrentes de intervenção estatal é um ponto de tensão necessário para garantir a transparência da política de segurança.

A coordenação dos coletivos no interior projeta a ampliação do atendimento territorial para os próximos meses, buscando qualificar a assistência em municípios com altos índices de vulnerabilidade social. O comitê deve se reunir novamente para avaliar o impacto das novas câmeras corporais e o progresso da inclusão socioeconômica nas comunidades atendidas, mantendo o foco na redução da violência por meio da presença do Estado.
Por Redação Notícia10