Home Blog Page 13

Teixeira de Freitas inaugura nova Escola Municipal Recreio com capacidade para 450 alunos

0

A Prefeitura de Teixeira de Freitas entrega, no próximo dia 24, às 16h, as novas instalações da Escola Municipal Recreio. A unidade, que funcionava na comunidade há duas décadas, foi inteiramente reconstruída para substituir a estrutura anterior por um prédio planejado do zero. Com capacidade para atender cerca de 450 estudantes do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, a obra foca na ampliação de vagas e na modernização do ambiente pedagógico, integrando recursos de acessibilidade e climatização para garantir condições adequadas de ensino na rede pública municipal.

O novo prédio escolar foi dimensionado para superar as limitações de infraestrutura que unidades antigas costumam apresentar em municípios de médio porte. A escola agora conta com oito salas de aula equipadas com televisores e sistemas de ar-condicionado, além de mobiliário novo. O projeto incluiu ambientes específicos para o suporte pedagógico e inclusivo, como a sala de recursos e a sala de multimeios, espaços fundamentais para o atendimento de alunos com necessidades educacionais especiais e para o desenvolvimento de atividades que extrapolam o modelo tradicional de lousa e caderno.

A área administrativa e de suporte também foi reformulada, abrangendo secretaria, diretoria, coordenação e sala dos professores. Para o cotidiano dos alunos, a estrutura oferece refeitório, cozinha estruturada e banheiros adaptados, assegurando que o prédio cumpra as normas vigentes de funcionalidade e acessibilidade, eliminando barreiras arquitetônicas para crianças com deficiência.

A entrega de uma escola com esse padrão técnico impacta diretamente o desenvolvimento integral dos estudantes ao oferecer áreas de convivência que estimulam a socialização e o lazer educativo. O novo pátio inclui paisagismo, parquinho e uma miniquadra, elementos que, embora pareçam secundários, são essenciais para combater a evasão escolar e promover o bem-estar no ambiente de ensino.

Do ponto de vista da gestão pública, a ampliação para 450 vagas em uma unidade com 20 anos de história reflete a necessidade de acompanhar o crescimento demográfico dos bairros periféricos. Ao investir em uma estrutura robusta “do zero”, o poder público sinaliza uma tentativa de reduzir as desigualdades educacionais, oferecendo na rede municipal um padrão de conforto térmico e tecnológico muitas vezes restrito a instituições privadas.

Com a inauguração confirmada para o dia 24, o próximo desafio da gestão municipal será garantir a manutenção contínua dos novos equipamentos, especialmente o sistema de climatização e os espaços de lazer, que sofrem desgaste natural com o uso intenso. A transição dos alunos para o novo prédio deve ocorrer imediatamente após a entrega oficial, liberando as salas para o início das atividades pedagógicas no novo ambiente.

A nova Escola Municipal Recreio torna-se um marco para a comunidade local, que aguardava pela modernização do espaço há anos. A substituição da estrutura antiga por um complexo educacional moderno é um passo concreto na tentativa de fortalecer o ensino básico em Teixeira de Freitas, unindo o aporte financeiro em infraestrutura ao objetivo de oferecer um acolhimento digno para a infância e para o corpo docente.
Por Redação Notícia10

ES: Tess conclui compra da Ala Pescados e expande atuação no mercado de gestão

0

A empresa de contabilidade e gestão Tess, sediada em Linhares (ES), finalizou a aquisição de 100% do capital da Ala Pescados, companhia especializada no beneficiamento e distribuição de pescados para o Sudeste. O processo, iniciado em agosto de 2025 com a compra de uma fatia de 25%, resultou na saída dos sócios fundadores da distribuidora. A transação consolida a estratégia da Tess de atuar como gestora ativa de negócios com potencial de escala, utilizando sua expertise em planejamento tributário e CRM para reestruturar companhias e preparar a Ala para o mercado de exportação.

A aquisição da Ala Pescados representa o segundo movimento relevante da Tess dentro de sua tese de private equity. Em 2024, o grupo já havia incorporado a Do It Growth, plataforma focada em CRM e planejamento, sinalizando um distanciamento do modelo tradicional de escritório de contabilidade para se transformar em um hub de gestão empresarial.

Com mais de 50 anos de mercado, a Tess agora aplica modelos de desempenho validados internamente para impulsionar empresas que apresentam lacunas estruturais. Arísio Tessarolo, CEO da Tess, pontuou que o modelo de gestão foi testado durante o período de participação minoritária, apresentando indicadores que aceleraram a decisão pela compra total.

A Ala Pescados possui uma operação robusta, processando atualmente 100 toneladas de peixe por mês. No campo econômico, a empresa registrou um faturamento de R$ 15 milhões em 2024 e, sob a nova gestão, estima encerrar o ano de 2025 com uma receita de R$ 18 milhões. O aporte da Tess visa não apenas o crescimento financeiro, mas a adequação da companhia a demandas contemporâneas de consumo, como rastreabilidade e sustentabilidade, elementos essenciais para a entrada no mercado internacional e no segmento de alimentação saudável.

O movimento fortalece o ecossistema de negócios de Linhares, uma vez que a Tess é fundadora do Espírito Hub, clube que reúne mais de 50 empresas sócias. Essa rede de colaboração é vista como estratégica para a expansão da Ala, permitindo sinergias logísticas e comerciais que podem elevar a competitividade da distribuidora frente a grandes players do setor de alimentos. “Buscamos negócios com potencial de crescimento, mas que ainda necessitam de estruturação. A Ala se encaixa exatamente nesse perfil”, afirmou Arísio Tessarolo.

Com a integração total concluída, a próxima etapa da Ala Pescados foca na internacionalização. O planejamento estratégico da Tess prevê o início das exportações, aproveitando a estrutura de beneficiamento já instalada para atender ao rigoroso mercado externo. O foco na qualidade e na sustentabilidade do pescado deve ser o principal argumento de venda para atingir novos mercados no food service e no atacado.

A saída dos sócios fundadores marca o fim de um ciclo familiar na Ala e o início de uma governança corporativa profissionalizada. Em um cenário onde a eficiência tributária e a gestão de dados se tornam diferenciais competitivos, a Tess aposta na fusão entre a contabilidade tradicional e a gestão agressiva de ativos para garantir a perenidade e a expansão dos negócios investidos no Espírito Santo.
Por Redação Notícia10

Bahia recebe 800 toneladas de equipamentos para início das obras da ponte Salvador-Itaparica

0

O Governo da Bahia confirmou a chegada de um navio com mais de 800 toneladas de equipamentos na segunda quinzena de maio para dar início à construção da Ponte Salvador-Itaparica. A carga, composta por 44 contêineres, será utilizada na montagem de uma plataforma provisória no mar, estrutura logística fundamental para sustentar as fases iniciais da obra em Vera Cruz e no vão central. Com 12,4 quilômetros de extensão, o projeto é considerado o maior eixo rodoviário sobre o mar da América Latina, visando integrar o Recôncavo à capital e descentralizar o desenvolvimento econômico do estado.

A implantação da plataforma provisória utiliza tecnologia já consolidada em grandes projetos de engenharia global. O objetivo dessa estrutura é otimizar o cronograma de execução ao reduzir a dependência de embarcações de apoio constantes, criando uma base fixa de suporte operacional em pleno mar. Segundo a Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste (SVPonte), as atividades em campo estão programadas para começar em junho, amparadas por licenças ambientais já obtidas para esta etapa específica.

O projeto total não se limita à travessia marinha; ele abrange a construção de novos acessos viários, túneis e viadutos, além de uma via expressa na Ilha de Itaparica. A complexidade técnica exige um acompanhamento contínuo dos trâmites legais junto aos órgãos ambientais e de controle para garantir a segurança jurídica das fases subsequentes.

A ponte é apresentada como uma ferramenta de desconcentração econômica, afetando diretamente cerca de 10 milhões de pessoas em mais de 250 municípios — o que representa aproximadamente 70% da população baiana. Atualmente, a economia do estado sofre com uma saturação produtiva na Região Metropolitana de Salvador; a nova conexão promete reduzir custos logísticos e encurtar distâncias para o escoamento de produtos e circulação de pessoas.

No âmbito do trabalho, a estimativa é de que a obra gere 7 mil postos de emprego, entre diretos e indiretos. Há uma diretriz de priorizar a contratação de mão de obra local e o uso de insumos produzidos no Brasil, buscando converter o investimento público em renda imediata para as comunidades do entorno do Sistema Viário Oeste.
“A Ponte Salvador–Itaparica é um dos nossos principais projetos estruturantes, pois será um novo eixo de integração territorial e produtiva na Bahia”, afirmou o secretário Mateus Dias (SVPonte).

Embora a chegada dos equipamentos marque um avanço físico, o projeto segue sob rigoroso escrutínio de planejamento. Enquanto a plataforma provisória avança em junho, as demais etapas da construção dependem da conclusão de trâmites burocráticos e da validação técnica de cada fase. O governo estadual reforça que a transparência no cumprimento do cronograma é essencial para viabilizar o projeto, aguardado há décadas.

Com a logística de transporte de equipamentos em curso para maio, o projeto da Ponte Salvador-Itaparica sai definitivamente da fase estritamente burocrática para a operacional. O sucesso da empreitada dependerá agora da eficiência na montagem da plataforma marítima e da manutenção do ritmo de licenciamento para as fases mais complexas do vão central.
Por Redação Notícia10

Espírito Santo amplia leitos de oncologia e apresenta tecnologia de alta precisão em Vitória

0

O governador Ricardo Ferraço anunciou, nesta segunda-feira (20), a ampliação da rede de assistência oncológica no Hospital Santa Rita de Cássia, em Vitória. A unidade, referência no tratamento de câncer no Espírito Santo, passa a contar com 34 novos leitos, sendo 24 destinados à clínica cirúrgica e 10 à clínica médica para adultos. O investimento estadual de aproximadamente R$ 676 mil mensais visa reduzir as filas de espera e descentralizar o acesso a terapias complexas, integrando o aporte em infraestrutura à chegada de um novo acelerador linear de altíssima precisão para radioterapia.

Com a nova remessa de vagas, o Hospital Santa Rita de Cássia totaliza 144 leitos dedicados exclusivamente ao atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), abrangendo internações clínicas e procedimentos cirúrgicos. A estrutura atualizada da unidade, mantida pela Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer, agora dispõe de 78 leitos de clínica médica, 49 cirúrgicos, 10 de UTI e 5 salas vermelhas.

A ampliação responde a uma demanda crescente por cuidados especializados em um cenário onde o diagnóstico precoce e a agilidade na intervenção cirúrgica são determinantes para o prognóstico dos pacientes. O secretário de Estado da Saúde, Kim Barbosa, pontuou que a unidade possui papel estratégico inter-regional, recebendo pacientes de diversas partes do estado que dependem da expertise tecnológica concentrada na capital.

Além dos novos leitos, o hospital apresentou o acelerador linear Versa HD Full, equipamento de radioterapia que utiliza visualização em quatro dimensões (4D). A tecnologia permite ajustes em tempo real com precisão milimétrica, preservando tecidos saudáveis e acelerando a aplicação das doses. A modernização do parque tecnológico hospitalar busca tornar a radioterapia estereotáxica — método mais ágil e seguro — um procedimento padrão para os usuários da rede pública capixaba.

Sob uma perspectiva de saúde coletiva, a integração entre o aumento de leitos e a inovação técnica ataca um dos principais gargalos do tratamento oncológico: o tempo de espera. Para o governo estadual, a medida representa a utilização da tecnologia como ferramenta de dignidade, garantindo que o acesso a tratamentos de última geração não seja um privilégio da rede privada.
“Estamos aliando investimento direto em infraestrutura hospitalar com tecnologia de ponta para humanizar o tratamento oncológico no Espírito Santo”, afirmou o governador Ricardo Ferraço.

A abertura dos leitos ocorre de forma imediata, integrando-se ao fluxo de regulação estadual para absorver pacientes que aguardam por cirurgias e tratamentos clínicos. O custeio mensal assegurado pelo Estado visa garantir a manutenção das equipes multidisciplinares e dos insumos necessários para a operação plena da nova ala.

A consolidação do Hospital Santa Rita como polo tecnológico reforça a rede de proteção social do Espírito Santo. O cenário atual aponta para a continuidade de investimentos que buscam equilibrar a alta complexidade médica com o acolhimento necessário às famílias, em uma tentativa de reduzir o impacto devastador do câncer na vida produtiva e social da população capixaba.
Por Redação Notícia10

Governo da Bahia entrega UBS e autoriza obras de R$ 17 milhões em rodovia

0

O governador Jerônimo Rodrigues entregou, na última segunda-feira (20), um pacote de investimentos em saúde e infraestrutura no município de Coronel João Sá. Entre as principais ações estão a inauguração da Unidade Básica de Saúde (UBS) Clarice Dórea Sobral e a assinatura da ordem de serviço para a pavimentação de 13,5 quilômetros da rodovia BA-084, com orçamento estimado em R$ 17 milhões. A agenda visa descentralizar o acesso a serviços públicos essenciais e dinamizar a economia regional ao reduzir distâncias logísticas entre povoados e o mercado consumidor.

A nova UBS, localizada no bairro Sanharol, recebeu um aporte superior a R$ 1,4 milhão, somando-se construção e aparelhagem. O investimento foca na atenção primária, estratégica para cidades de pequeno porte onde o acompanhamento de pré-natal, doenças crônicas e vacinação evita o sobrecarregamento de hospitais regionais. Para complementar o atendimento, o Estado entregou uma ambulância e uma van para Tratamento Fora do Domicílio (TFD), avaliada em R$ 277 mil, destinada ao transporte de pacientes que dependem de serviços especializados em outros centros urbanos.

Do ponto de vista social, a instalação de equipamentos de saúde em áreas periféricas reduz o custo de deslocamento das famílias e gera expectativas de fomento ao emprego local. Moradores relatam que a proximidade do atendimento elimina barreiras geográficas que historicamente dificultavam o cuidado preventivo.

A pavimentação de trechos da BA-084, entre os povoados de Gasparino, Tinguí e as sedes municipais, representa um ganho estrutural para o escoamento da produção agrícola. A nova via deve reduzir em cerca de 60 quilômetros o trajeto atualmente realizado pela BR-235, otimizando o tempo de viagem e o custo do frete para pequenos produtores.

“Essa obra vai garantir melhores condições de tráfego, principalmente no período de chuvas. Com isso, a produção local vai conseguir chegar mais rápido ao mercado consumidor”, afirmou o secretário de Infraestrutura, Saulo Pontes.

Além das obras físicas, a agenda contemplou a implantação do programa Conecta Bahia, que disponibiliza sinal de Wi-Fi gratuito em praças públicas, e a autorização para novas construções, como uma creche no bairro Penharol e um Centro de Atenção Psicossocial (Caps). O conjunto de medidas também prevê intervenções em drenagem pluvial, buscando mitigar problemas crônicos de infraestrutura urbana durante as chuvas.

Com as ordens de serviço assinadas, o cronograma agora avança para o início do canteiro de obras da drenagem e da pavimentação rodoviária. A construção da creche e do Caps seguirá trâmites de licitação e execução técnica supervisionados pelas secretarias estaduais competentes, com previsão de entrega conforme o fluxo de medições das obras.
Por Redação Notícia10

Santa Leopoldina recebe investimento de R$ 12,7 milhões em infraestrutura e preservação histórica

0

O governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, autorizou neste domingo (19) o início de intervenções estruturais em Santa Leopoldina durante as celebrações de 139 anos do município. O pacote de investimentos contempla a pavimentação de 5,82 quilômetros pelo programa Caminhos do Campo, com aporte de R$ 11,8 milhões, e a transferência de R$ 963 mil para a preservação de bens tombados. As medidas buscam equilibrar o desenvolvimento logístico da agricultura familiar com a proteção da identidade cultural de uma das cidades mais históricas da região serrana capixaba.

A obra de pavimentação do programa Caminhos do Campo conectará o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), em Santa Maria de Jetibá, à rodovia ES-368 e à divisa com Domingos Martins. Este trecho é vital para o escoamento da produção agrícola da região, majoritariamente composta por pequenas propriedades rurais. Além de reduzir o custo logístico para o produtor familiar, a pavimentação atende a uma demanda por segurança no trajeto escolar dos estudantes do Ifes Centro-Serrano.

Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Carlos Tesch, a iniciativa visa aumentar a competitividade no interior. Contudo, o desafio das obras rurais reside na manutenção contínua e na adaptação às condições climáticas da serra, para que o investimento público não se perca em curtos ciclos de deterioração.

No campo simbólico e urbanístico, a adesão ao programa Fundo a Fundo da Cultura permitirá a elaboração de projetos executivos para restaurar edificações centrais da história local. Entre os imóveis contemplados estão a Igreja do Divino Espírito Santo e a sede da Prefeitura Municipal. O projeto prevê, inclusive, o aterramento da fiação aérea na Avenida Presidente Vargas, medida que visa despoluir o cenário arquitetônico e potencializar o turismo histórico-cultural.

A preservação do patrimônio material é frequentemente vista sob a ótica do custo, mas, neste caso, o aporte de quase R$ 1 milhão funciona como indutor econômico. Ao conservar prédios públicos e religiosos, o Estado busca manter Santa Leopoldina como um destino atrativo, gerando renda indireta para o comércio e o setor de serviços local.

“Estamos assinando a autorização para que a Prefeitura contrate projetos que vão nos permitir conservar nosso patrimônio histórico e valorizar ainda mais a nossa história”, afirmou o governador Ricardo Ferraço.

A ordem de serviço para a pavimentação em Caramuru já permite o início imediato do canteiro de obras. Já no setor cultural, a fase é de contratação dos projetos executivos; somente após a conclusão desses estudos técnicos é que as obras de restauro e o aterramento de fios poderão ser licitados.

O conjunto de ações em Santa Leopoldina reafirma a prioridade estadual em infraestrutura básica e na manutenção de ativos históricos. Embora o asfalto traga a promessa de progresso imediato para o agronegócio familiar, a eficácia total desses investimentos dependerá da celeridade do município em executar os recursos da cultura e da qualidade técnica da obra rodoviária para suportar o tráfego pesado de carga.
Por Redação Notícia10

Bahia lidera expansão da mobilidade sobre trilhos e se consolida como 3º maior polo do país

0

Enquanto o transporte sobre trilhos no Brasil enfrenta uma lenta recuperação, com crescimento de apenas 0,8% em 2025, a Bahia desponte como um ponto fora da curva no cenário nacional. Com a terceira maior participação no tráfego de passageiros do país (4,5%), atrás apenas dos eixos consolidados de São Paulo e Rio de Janeiro, o estado vive um ciclo de expansão sem precedentes. O governo baiano acelera frentes de trabalho simultâneas no metrô de Salvador e na implantação do VLT, somando investimentos que visam transformar a mobilidade urbana em uma ferramenta de inclusão social e eficiência logística.

O sistema metroviário de Salvador, já reconhecido pela sua modernidade, entra em uma fase estratégica com a expansão da Linha 1. A obra, que ligará a Estação da Lapa ao Campo Grande, prevê um investimento de R$ 1,5 bilhão em apenas um quilômetro de túnel e estação.

A relevância desse trecho vai além da engenharia: ele representa a chegada do transporte de alta capacidade ao coração cultural e administrativo da cidade. A integração permitirá que moradores de bairros periféricos acessem com rapidez áreas como Vitória, Garcia e o Circuito Histórico, reduzindo o tempo de deslocamento e fortalecendo o comércio e o turismo no centro.

O projeto do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) é a aposta mais ambiciosa para democratizar o acesso ao transporte de qualidade. Com 43,7 quilômetros de extensão e 50 paradas, o sistema está sendo implantado para sanar um hiato histórico de mobilidade no Subúrbio Ferroviário.

Diferente do antigo sistema de trens urbanos, o VLT será um modal moderno e silencioso, dividido em três trechos fundamentais:
• Conexão Subúrbio: Ligando a Ilha de São João à Calçada e ao Comércio.
• Integração Águas Claras: Unindo Paripe ao novo Terminal de Águas Claras, onde o passageiro poderá acessar o metrô sem pagar nova tarifa.
• Acesso à Orla: O trecho que segue até Piatã, aproximando o trabalhador das oportunidades de emprego e lazer na orla marítima.

O avanço baiano contrasta com o cenário de “novo normal” do restante do país, onde a demanda parece ter estagnado. Ao apostar na integração tarifária e na capilaridade dos trilhos, a Bahia busca não apenas manter seus números, mas elevar o patamar de passageiros transportados em dias úteis, que hoje já contribui para que o estado figure entre os três maiores do setor no Brasil.

“A Bahia demonstra que o investimento em trilhos é o caminho para reduzir as desigualdades territoriais. Estamos levando tecnologia de ponta para onde a população mais precisa”, destaca a análise técnica do cenário de expansão em 2026.

Com cerca de 138 quilômetros de novas obras projetadas para todo o país até 2028 pela ANPTrilhos, a Bahia detém uma fatia significativa desse crescimento. A expectativa é que, com a conclusão dos primeiros trechos do VLT e a nova estação do Campo Grande, Salvador se torne a capital brasileira com a rede de transportes mais integrada do Norte e Nordeste, servindo de modelo para o desenvolvimento urbano sustentável.
Por Redação Notícia10

900 mulheres são agredidas por dia e sistema de saúde vira última barreira antes do feminicídio

0

O Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) registrou, ao longo do último ano, uma média de 900 atendimentos diários a meninas e mulheres vítimas de violência em unidades de saúde brasileiras, totalizando 330 mil notificações. O volume de registros evidencia uma crise de saúde pública estrutural, em que a rede hospitalar atua como sentinela de conflitos domésticos que muitas vezes não chegam ao sistema de segurança pública. Entre 2015 e 2025, o país somou 2,3 milhões de casos, revelando que a violência interpessoal é um fenômeno sequencial e com perfil demográfico e social persistente.

A análise dos dados da última década expõe a gravidade da violência contínua: 53% das mulheres atendidas no sistema de saúde já haviam buscado assistência médica anteriormente pelo mesmo motivo. Essa reincidência funciona como um indicador de risco para o feminicídio. Segundo a professora Deborah Carvalho Malta, da UFMG e doutora em saúde coletiva pela Abrasco, a violência por parceiro íntimo não é um evento isolado, mas uma escalada que frequentemente começa com agressões psicológicas e pode culminar na morte da vítima.

Apesar dos números elevados, a realidade pode ser ainda mais severa devido à subnotificação. De acordo com a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo Senado, estima-se que apenas 34% das vítimas buscam assistência em unidades de saúde. Diferente das delegacias, onde a denúncia é o foco, o atendimento médico prioriza o acolhimento, permitindo que profissionais identifiquem danos que nem sempre são físicos, como traumas psicológicos e patrimoniais.

Os registros do Sinan convergem para um perfil específico que reflete as desigualdades estruturais do Brasil. A maioria das vítimas é composta por mulheres negras (pretas e pardas), com idade entre 20 e 49 anos e baixa escolaridade, tendo interrompido os estudos antes da conclusão do ensino médio. O ambiente doméstico permanece como o local de maior vulnerabilidade, sendo o parceiro ou ex-parceiro íntimo o principal agressor.

Este cenário é corroborado por um estudo publicado na revista The Lancet em 2025, que posiciona a violência por parceiro íntimo como o terceiro maior fator de risco para morte prematura e invalidez de mulheres na faixa de 15 a 49 anos no Brasil. A violência sexual na infância ocupa a segunda posição neste ranking de letalidade e perda de qualidade de vida.

Embora o Ministério da Saúde reconheça a violência como problema de saúde pública há 25 anos, persistem lacunas operacionais. Lia Cruz Vaz da Costa Damásio, médica da Febrasgo, ressalta que apenas cerca de 40 hospitais públicos no país estão devidamente cadastrados para realizar o protocolo completo de atendimento à violência sexual, incluindo profilaxias e interrupção de gestação nos casos previstos em lei.

“A gente não notifica para a rede policial porque, se o profissional de saúde faz isso sem a concordância da mulher, ele pode colocá-la em risco”, explica Deborah Carvalho Malta.

O protocolo atual visa o empoderamento da vítima. Ao identificar a violência, o profissional aciona uma cadeia que inclui assistência social e orientação sobre medidas protetivas, sem a obrigatoriedade de acionamento imediato da polícia para mulheres adultas, visando preservar a segurança da paciente frente ao agressor.

Especialistas defendem que o enfrentamento ao problema exige mais do que o tratamento dos ferimentos físicos. Para a doutora Malta, a solução depende de uma abordagem intersetorial que combata a gênese cultural e estrutural da violência. Isso inclui políticas voltadas para a redução da desigualdade social, o aumento da escolaridade feminina e investimentos robustos na proteção à infância, visando romper o ciclo que transforma traumas precoces em vulnerabilidades permanentes.
Por Redação Notícia10

Soberania e tecnologia: blindados exclusivos colocam a Bahia no topo da eficiência em segurança pública

0

Desde 2025, a segurança pública da Bahia opera com exclusividade no Brasil quatro unidades do blindado IAG Guardian APC, tecnologia de ponta produzida nos Emirados Árabes. A incorporação desses veículos 4×4 de 8,5 toneladas às forças de elite da Polícia Militar (PMBA) é apontada pela gestão estadual como um dos fatores determinantes para as sucessivas reduções nos índices de mortes violentas e para o avanço no combate ao crime organizado. Com proteção balística de nível EN B7, os equipamentos permitem incursões em áreas de altíssimo risco com preservação da vida dos agentes e maior precisão operacional.

A aquisição dos blindados rompeu com o modelo de policiamento convencional em zonas de conflito. Equipados com motor Ford Power Stroke V8 6.7L, os veículos Guardian APC foram projetados para transpor barreiras físicas e garantir a mobilidade de até 10 operadores em ambientes onde o poder de fogo de facções criminosas costumava impedir a presença do Estado.

O diferencial do equipamento reside na capacidade de resistir a armamentos de alto calibre, o que reduz a necessidade de confrontos abertos e desprotegidos. Na prática, a segurança oferecida pela blindagem permite que as equipes de intervenção realizem o cumprimento de mandados e prisões estratégicas com menor letalidade, uma vez que a imposição física do veículo desencoraja o enfrentamento direto.

A correlação entre o investimento em tecnologia e a queda na violência é um dos eixos da narrativa de segurança do governo baiano. Ao garantir que as tropas cheguem ao núcleo de territórios conflagrados sem sofrer baixas imediatas, o Estado tem conseguido desarticular lideranças do crime organizado de forma mais incisiva.

A presença dessas unidades em operações em áreas urbanas críticas tem resultado em um controle territorial mais eficaz. Diferente de incursões baseadas apenas em efetivo humano, o uso dos blindados permite o transporte protegido de tropas e o resgate de feridos em cenários hostis, fatores que contribuem diretamente para a redução das estatísticas de óbitos decorrentes de intervenção policial e conflitos entre grupos rivais.

Apesar do êxito técnico, a utilização de veículos de padrão militar em centros urbanos impõe desafios de governança. A eficácia na redução de mortes depende não apenas do “poder de choque” do equipamento, mas da inteligência embarcada e do treinamento dos operadores para atuar em comunidades densamente povoadas. O desafio permanece em equilibrar a necessária imposição de força contra o crime com a preservação dos direitos e da segurança dos cidadãos que residem nessas áreas.

O governo estadual mantém os quatro veículos em rotação constante em operações especiais, monitorando o impacto tático de cada intervenção. A exclusividade da Bahia no uso desta tecnologia árabe coloca o sistema de segurança local em um patamar diferenciado de proteção balística no cenário nacional, servindo de modelo para discussões sobre a modernização de frotas policiais em outros estados brasileiros que enfrentam dinâmicas similares de violência organizada.
Por Redação Notícia10

Senado aprova lei que estabelece maior quantidade mínima de cacau no chocolate que favorece a indústria e o produto nacional

0

O Senado Federal aprovou o Projeto de Lei nº 1.769/2019, que regulamenta a produção e a comercialização de derivados do cacau no território nacional. A medida, que agora aguarda sanção da Presidência da República, estabelece parâmetros técnicos inéditos, como a obrigatoriedade de ao menos 32% de sólidos de cacau no chocolate em pó e 15% em achocolatados. A nova legislação visa proteger a cadeia produtiva brasileira, liderada pela Bahia, ao garantir maior transparência ao consumidor por meio da rotulagem obrigatória do percentual de cacau presente nos produtos industriais.

A proposta surge como resposta institucional aos desafios enfrentados pela cacauicultura nacional, como a volatilidade de preços e a concorrência de grandes exportadores globais, a exemplo da Costa do Marfim. Além dos percentuais mínimos de sólidos e manteiga de cacau, a lei fixa um limite de 9% de umidade no cacau em pó. O texto contou com a articulação direta da Secretaria da Agricultura da Bahia (Seagri) e de representantes do setor, focando na valorização de um mercado que hoje coloca o Brasil na sexta posição do ranking mundial de produção.

A obrigatoriedade de informar o teor de cacau nos rótulos é vista como um mecanismo de defesa da qualidade. Atualmente, a ausência de normas rígidas permitia a comercialização de produtos com baixo valor nutricional e reduzida presença da amêndoa, o que prejudicava tanto a saúde do consumidor quanto a remuneração dos produtores de base.

Para a Bahia, estado responsável por mais de 137 mil toneladas da produção nacional, a regulamentação fortalece um setor que deve atingir R$ 6,5 bilhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2025. O impacto é especialmente relevante para a agricultura familiar e para o sistema “cabruca” — modelo de cultivo sob a sombra da Mata Atlântica —, que agrega valor ambiental e sustentabilidade ao produto. Dados do IBGE indicam que, apenas em março de 2026, a colheita superou as 125 mil toneladas, sinalizando um crescimento projetado de 5,3% para este ano.

“A iniciativa representa um avanço importante diante dos desafios enfrentados pelos produtores, como os baixos preços internacionais”, afirma Vivaldo Gois, secretário da Seagri.

A nova fronteira agrícola no oeste baiano, aliada ao polo tradicional do sul do estado, consolida o cacau como motor do agronegócio regional. A estratégia de centro-esquerda de fortalecer o pequeno produtor ganha tração com a iminente criação da Indicação Geográfica (IG) do Cacau Cabruca, o que deve elevar a competitividade do chocolate baiano em nichos de alto valor agregado.

Com um consumo médio de 3,9 kg de chocolate por habitante em 2024, segundo a Abicab, a demanda interna permanece sólida. A expectativa é que, com a sanção da lei, o mercado interno passe por um processo de requalificação, incentivando a indústria a elevar o padrão de seus insumos. Após a sanção presidencial, os fabricantes terão prazos para adequar suas embalagens e composições às novas exigências legais, sob pena de sanções administrativas.
Por Redação Notícia10

Bahia iniciou a construção da maior mina subterrânea de níquel da América Latina

0

A Atlantic Nickel e a Appian Capital Brazil iniciaram, em março de 2026, as obras de transição para a lavra subterrânea na Mina Santa Rita, em Itagibá, no sul da Bahia. O projeto de R$ 3,3 bilhões (US$ 630 milhões) reverte a iminente exaustão das reservas a céu aberto e projeta elevar a produção anual de 19 mil para 30 mil toneladas de níquel. A iniciativa busca consolidar o estado na cadeia global de minerais críticos, essenciais para a fabricação de baterias de veículos elétricos, enquanto tenta assegurar a estabilidade econômica de uma região dependente da atividade mineral.

A transição para o modelo underground ocorre em um momento decisivo para a economia local. A operação a céu aberto aproximava-se do fim de sua viabilidade técnica, o que ameaçava postos de trabalho e a arrecadação de municípios do entorno. Com o novo aporte, a vida útil da mina é estendida de 8 para mais de 30 anos, garantindo a manutenção da cadeia produtiva de fornecedores e serviços que orbitam a unidade.

O projeto também atraiu o interesse de organismos internacionais, com a possibilidade de um aporte adicional de US$ 50 milhões do Banco Mundial voltado ao desenvolvimento de minerais estratégicos. Essa movimentação financeira sinaliza a pressão global por fontes de níquel que atendam aos critérios de sustentabilidade exigidos pelo mercado de tecnologia verde.

A abertura oficial do Portal Sul, que marca o início do desmonte de rochas para as galerias subterrâneas, contou com a presença da diretoria da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM). A articulação entre o setor privado e o poder público tem sido apresentada como um pilar para mitigar os impactos sociais da mineração, focando na longevidade dos empregos.

“A produção de níquel no estado caminhava para se exaurir com o fim da lavra a céu aberto. A prioridade foi proteger empregos e assegurar oportunidades para quem depende direta e indiretamente da atividade”, afirmou Henrique Carballal, presidente da CBPM.

Para a Appian Capital Brazil, a viabilidade do projeto depende da integração entre tecnologia de extração e protocolos socioambientais. “Essa colaboração contribui para o desenvolvimento do projeto na Bahia, alinhando mineração responsável com preservação ambiental”, destacou Milson Mundim, country manager da companhia, reforçando a adoção de padrões ESG (Environmental, Social, and Governance).

O níquel produzido em Itagibá insere o Brasil em uma disputa geopolítica por recursos necessários à descarbonização da economia global. O aumento de mais de 50% na capacidade produtiva da mina coloca o sul baiano como um polo estratégico frente à crescente demanda por armazenamento de energia.

Os próximos passos do projeto incluem a conclusão das galerias de acesso e a implementação de infraestrutura de ventilação e segurança interna. No cenário atual, a operação subterrânea não é apenas uma expansão industrial, mas uma medida de sobrevivência econômica para a região de Itagibá, transformando uma reserva em vias de esgotamento em um ativo de longo prazo.
Por Redação Notícia10

BA: Forças de segurança do Estado tem asfixiado o crime organizado com apreensão recorde de 7,6 mil armas e 138 fuzis

0

As forças de segurança da Bahia registraram um crescimento de 50% na apreensão de armas de fogo em 2025, totalizando 7.633 unidades recolhidas ao longo do ano. O desempenho coloca o estado entre os três que mais localizaram armamentos no Brasil, conforme levantamento que comparou os índices atuais com os de 2022, quando haviam sido contabilizadas 5.097 apreensões. O avanço estatístico coincide com a incorporação de 9.500 novos servidores na segurança pública e o endurecimento das táticas de inteligência voltadas ao desmonte da logística bélica de organizações criminosas que atuam no território baiano.

A trajetória ascendente das apreensões reflete uma mudança estrutural iniciada nos últimos anos. Em 2022, os indicadores mostravam um cenário de menor eficácia na interceptação de arsenais; contudo, a contratação em massa de policiais, peritos e bombeiros permitiu maior capilaridade operacional.

Um dado central deste balanço é o número recorde de fuzis retirados de circulação: 138 unidades em 2025. O recolhimento de armas de alto calibre é um indicador crítico, pois estes equipamentos costumam ser o pilar da territorialização do crime organizado, sendo utilizados tanto para o controle de comunidades quanto para confrontos diretos que vitimam a população civil e agentes públicos.

A retirada de mais de 7,6 mil armas das ruas interfere diretamente na redução do potencial letal dos conflitos urbanos. Sob a perspectiva do interesse público, o controle de armas é uma ferramenta de preservação da vida, embora o volume recorde de apreensões também sinalize a persistente facilidade com que o crime organizado consegue reabastecer seus arsenais.

A estratégia adotada pelo estado prioriza o chamado “Policiamento Orientado pela Inteligência”. Esse modelo busca asfixiar as rotas de tráfico e os depósitos das facções em vez de se limitar a operações de baixa resolutividade. Entretanto, o desafio estrutural permanece: a segurança pública enfrenta um cenário de alta complexidade, onde o aumento do efetivo precisa ser acompanhado por políticas sociais que reduzam a vulnerabilidade nas periferias.

O comando da Segurança Pública atribui os resultados à integração entre as forças estaduais e federais. O foco na chamada “repressão qualificada” tem como objetivo principal enfraquecer o poder de fogo das facções, que frequentemente utilizam o estado como rota estratégica.

“Com o reforço do efetivo e seguindo a doutrina do Policiamento Orientado pela Inteligência, as Forças Estaduais e Federais intensificaram a repressão qualificada contra o crime organizado, alcançando esse resultado”, afirmou o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner.

A manutenção da Bahia no “Top 3” nacional de apreensões deve balizar as próximas fases do planejamento de segurança para 2026. As autoridades confirmaram que a prioridade seguirá sendo a interceptação de armas de grosso calibre e o fortalecimento das unidades de inteligência. Contudo, o cenário demanda vigilância sobre o fluxo migratório de armas, que atravessa fronteiras estaduais e nacionais até chegar aos centros urbanos baianos.
Por Redação Notícia10

Rota do Descobrimento: 128 km de trekking profissional consolidam o sul da Bahia no mapa do ecoturismo global

0

Entre os dias 7 e 15 de abril de 2026, um grupo de trilheiros concluiu uma travessia de 128 quilômetros pela Costa do Descobrimento, marcando um avanço na estruturação do ecoturismo no litoral baiano. Conduzida por guia especializado, a jornada de sete dias efetivos de caminhada conectou Porto Seguro a Prado, atravessando vilarejos como Arraial d’Ajuda, Trancoso, Caraíva e Cumuruxatiba. A iniciativa sinaliza a transição de um modelo de mochilagem informal para um produto turístico organizado, capaz de gerar renda para comunidades tradicionais e preservar o patrimônio histórico nacional sob uma lógica de baixo impacto ambiental.

Diferente de roteiros convencionais, a Rota do Descobrimento exige um planejamento rigoroso que vai além do preparo físico. Sob a liderança de Daniel Isidoro, presidente do Sindicato dos Guias e responsável pela condução técnica, o percurso foi estruturado a partir da leitura das marés e do mapeamento de pontos de apoio. A logística é crucial, visto que o trajeto alterna trechos de areia fofa, travessias de rios — como o dos Frades e o Corumbau — e passagens por falésias e remanescentes de Mata Atlântica.

Essa profissionalização busca mitigar riscos comuns ao trekking de longa distância e garantir que a circulação de visitantes beneficie estabelecimentos locais de hospedagem e alimentação. A presença de guias credenciados é o que permite a viabilidade do percurso para diferentes perfis de participantes, elevando o padrão de segurança em uma região cujas condições naturais impõem limites rígidos à circulação desacompanhada.

Para além do esforço atlético, a travessia se posiciona como um instrumento de educação histórica e inclusão social. O trajeto inclui a Barra do Cahy, em Prado, reconhecida como o primeiro ponto de contato dos portugueses com o território brasileiro. Ao percorrer estas áreas, o roteiro promove a interação direta com aldeias indígenas e comunidades pesqueiras, oferecendo uma alternativa ao turismo de massa que historicamente concentra recursos nos grandes centros hoteleiros de Porto Seguro.

O impacto público reside na diversificação econômica. Ao incentivar o turismo de base comunitária ao longo de 128 quilômetros, a rota distribui o fluxo financeiro por localidades menores, como Curumbau e Praia do Espelho. Essa dinâmica fortalece a identidade regional e oferece uma contrapartida à exploração turística predatória, valorizando a sociobiodiversidade e o conhecimento das populações locais que atuam como guardiãs do território.

A consolidação deste modelo de trekking coloca o litoral baiano em uma rota de competitividade internacional, atraindo turistas de experiência que buscam sustentabilidade. O sucesso da travessia de abril confirma o potencial da Costa do Descobrimento para expandir sua oferta para além do binômio “sol e praia”.

Para o setor, o próximo passo envolve a manutenção de investimentos em infraestrutura de apoio e a capacitação contínua de guias locais. A continuidade dessas expedições estruturadas depende, fundamentalmente, da preservação ambiental das áreas de falésias e rios, elementos que constituem o principal ativo econômico e histórico desta nova fronteira do ecoturismo nacional.
Por Redação Notícia10

Teixeira de Freitas instala galerias de concreto para conter alagamentos na Avenida Padre Anchieta

0

A Prefeitura de Teixeira de Freitas intensificou, nesta semana, a instalação de aduelas de concreto no novo sistema de drenagem pluvial da Avenida Padre Anchieta. A intervenção busca solucionar problemas históricos de escoamento que comprometiam a segurança e a mobilidade urbana na via, uma das principais artérias da cidade. Utilizando equipamentos de grande porte e tecnologia de galerias subterrâneas, o projeto encontra-se com cronograma adiantado. A expectativa das equipes técnicas é que o trecho seja liberado para o fluxo de veículos em cerca de um mês e meio, após a conclusão das etapas de aterro e pavimentação.

A Avenida Padre Anchieta sofria há anos com a precariedade do escoamento pluvial, resultando em alagamentos recorrentes que prejudicavam o comércio local e a rotina dos moradores. A substituição de estruturas paliativas por galerias de aduelas de concreto representa uma mudança na lógica de manutenção da cidade, priorizando a durabilidade. O processo exige guindastes para o posicionamento milimétrico das peças, garantindo que o sistema suporte o volume de chuvas esperado para a região sem colapsar a malha viária.

Além da capacidade hídrica, a obra atua na estabilização do terreno por meio de aterros técnicos. Para pedestres e condutores, o impacto imediato será a instalação de dispositivos de proteção, como guarda-corpos, em áreas que antes ofereciam risco de acidentes devido à erosão e à falta de contenção adequada nas margens da via.

A intervenção é lida como uma tentativa de recuperação do espaço público em uma área de fluxo intenso. De acordo com a vereadora Rose, que realizou visita técnica ao canteiro, a transformação reflete diretamente na valorização imobiliária e na qualidade de vida dos residentes. Em termos de saúde pública, a drenagem eficiente reduz a estagnação de águas, minimizando a proliferação de vetores de doenças e os prejuízos materiais causados por inundações em residências e estabelecimentos comerciais.

“Estamos focados em entregar uma solução definitiva, e não apenas um paliativo”, explicou o prefeito Dr. Marcelo Belitardo durante acompanhamento da execução. O discurso institucional converge para a necessidade de obras estruturantes que resistam à sazonalidade climática, embora o período de execução ainda imponha desvios e transtornos temporários ao trânsito local.

Com a instalação das aduelas em fase avançada, o próximo passo da engenharia municipal concentra-se na recomposição do pavimento e na sinalização viária. Se as condições meteorológicas permitirem a manutenção do ritmo atual, a liberação total da pista ocorrerá dentro dos próximos 45 dias.

A conclusão desta etapa de drenagem é considerada o marco crítico do projeto. Uma vez seladas as galerias subterrâneas, a urbanização da superfície deve prosseguir sem as interrupções que marcaram as gestões anteriores, consolidando a Avenida Padre Anchieta como um corredor seguro para o desenvolvimento urbano de Teixeira de Freitas.
Por Redação Notícia10

BNDES destina R$ 7,2 milhões para proteção de corais e fomento à economia azul na Bahia

0

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou o aporte de R$ 7,2 milhões para a conservação marinha na região entre o sul da Bahia e o Espírito Santo. A iniciativa, denominada Abrolhos/Trindade + Resiliente, conta com um investimento total de R$ 14,4 milhões e será executada pela Conservação Internacional (CI-Brasil). O projeto foca na mitigação dos danos causados pelo aquecimento das águas e pelo turismo desordenado em uma das áreas de maior biodiversidade do Atlântico Sul, integrando pesquisa científica à geração de renda para 725 beneficiários diretos em comunidades costeiras.

A região de Abrolhos-Trindade, que concentra o maior complexo recifal do Atlântico Sul, enfrenta uma pressão crescente decorrente do branqueamento dos corais, fenômeno intensificado pelas mudanças climáticas. Além dos fatores térmicos, o ecossistema sofre com a sobrepesca e a poluição. O novo aporte financeiro, oriundo do Fundo Socioambiental do BNDES, integra o programa BNDES Corais, maior esforço nacional voltado especificamente para a recuperação dessas estruturas biológicas.

O plano de ação, com duração prevista de três anos, abrange o monitoramento de 183 quilômetros de litoral e o apoio direto a seis unidades de conservação. No Espírito Santo, o foco será o mapeamento científico de corais de profundidade na cadeia Vitória-Trindade, áreas ainda pouco exploradas pela ciência nacional, o que deve orientar futuras políticas de manejo marinho.

Na Bahia, o projeto incide sobre territórios vulneráveis e estratégicos, como as Reservas Extrativistas (Resex) de Corumbau, Cassurubá e Canavieiras. A proposta busca desviar a lógica da exploração predatória para a chamada “economia azul”, incentivando o turismo de base comunitária e o cultivo de algas marinhas. A meta é fortalecer cerca de 100 pequenos negócios locais ligados à sociobiodiversidade, oferecendo uma alternativa econômica viável que reduza a dependência da pesca de escala sobre os recifes.

A dimensão social do investimento prevê a capacitação de 100 moradores locais, transformando-os em agentes ativos da conservação e do monitoramento ambiental. Ao estruturar cadeias produtivas de baixo impacto, o projeto tenta equilibrar a preservação de habitats críticos com a necessidade de subsistência de populações tradicionais que dependem diretamente da saúde do oceano.

A CI-Brasil, parceira executiva do banco, será responsável pela implementação das metas de restauração ecológica e planejamento costeiro. O financiamento está inserido no contexto do programa BNDES Azul, que trata o mar territorial brasileiro, a “Amazônia Azul”, como um ativo econômico e ambiental indissociável do desenvolvimento nacional.

O projeto estabelece que a criação de planos de manejo e o monitoramento científico contínuo são as etapas confirmadas para o primeiro ciclo da iniciativa. O resultado esperado é a consolidação de um modelo de gestão que possa ser replicado em outras áreas da costa brasileira, garantindo que o uso dos recursos marinhos não comprometa a estabilidade dos ecossistemas recifais a longo prazo.
Por Redação Notícia10

cacauicultura da Bahia e Pará enfrentam a hegemonia africana com regulação e valor agregado ao produto

0

Nesta quinta-feira (16/04), produtores de cacau da Bahia e do Pará, principais polos do setor no Brasil, enfrentam um cenário de pressão econômica acentuada pela importação de amêndoas e pela hegemonia de países africanos no mercado global. Apesar da safra expressiva na Bahia, que registrou 137.028 toneladas em 2024, a entrada de matéria-prima estrangeira mais barata tem reduzido a competitividade nacional. O setor aposta agora na transição para o “cacau fino” e em mudanças na legislação de alimentos para assegurar a sustentabilidade econômica da cadeia produtiva e o escoamento das colheitas locais.

O Brasil ocupa atualmente a sexta posição no ranking global de produção de cacau, mas encontra-se em uma posição vulnerável frente à Costa do Marfim e Gana. Estes dois países detêm cerca de 70% da produção mundial, segundo dados da Bolsa de Nova York, e conseguem ofertar amêndoas com custos operacionais inferiores aos brasileiros, abastecendo a indústria nacional e pressionando os preços internos.

A valorização recente da arroba, que chegou a superar R$ 1 mil no mercado interno, foi um fenômeno circunstancial impulsionado por crises climáticas em outras regiões produtoras. Com a normalização da produção global, os preços tendem a se estabilizar em patamares mais baixos, expondo os gargalos estruturais das fazendas brasileiras que ainda operam em modelos de baixa agregação de valor.

Um dos entraves críticos identificados pelos produtores é a redução gradual do teor de cacau em produtos industrializados, o que desestimula a busca por amêndoas de qualidade superior. Como resposta, o setor aguarda a implementação dos parâmetros do Projeto de Lei 1769/2019, aprovado no Congresso Nacional.

A nova regra estabelece exigências mínimas para a composição do chocolate vendido no país:
• 35% de sólidos totais de cacau no produto final;
• 25% de cacau no chocolate ao leite;
• 14% de sólidos totais de leite.
A expectativa é que a regulamentação force a indústria a elevar a demanda por matéria-prima nacional qualificada, beneficiando diretamente quem investe em processos de pós-colheita mais rigorosos.

Para enfrentar a commodity africana, o Sebrae e a Ecoagro iniciaram o circuito de oficinas “Do fruto ao aroma: produção de cacau fino”. O foco é qualificar o manejo em municípios baianos como Presidente Tancredo Neves, Gandu e Valença. “O projeto vai além da capacitação técnica, configurando-se como uma estratégia estruturante para reposicionamento da cacauicultura regional”, afirma Luanildo Silva, analista do Sebrae.

O diferencial estratégico reside no sistema Cabruca, modelo agroflorestal onde o cacau cresce sob a sombra da Mata Atlântica. Segundo a Ceplac, este sistema ocupa 60% da área cultivada na Bahia. Além da conservação ambiental, o modelo oferece um ativo de “sustentabilidade” que o mercado internacional premium remunera com preços superiores aos da Bolsa de Nova York.

Thiago Fernandes, diretor do Consórcio Cabruca de exportação, reforça que o cenário de pressão já era previsível e demanda “adaptação estratégica e inovação produtiva” para que o produtor não dependa apenas das oscilações de preço da amêndoa comum.

As capacitações técnicas, que abrangem desde a fermentação até a análise sensorial, seguirão com encontros programados até junho de 2026. O objetivo é criar uma base produtiva resiliente no Baixo Sul e Vale do Jiquiriçá, integrando o pequeno produtor a mercados de exportação de chocolate fino, menos suscetíveis à volatilidade das commodities globais.
Por Redação Notícia10

Semiárido nordestino redesenha economia com foco em sustentabilidade e energias renováveis

0

O Semiárido nordestino, que abrange 1.477 municípios e cerca de 15% do território nacional, atravessa uma mudança de paradigma ao consolidar-se como polo de desenvolvimento sustentável e inovação climática. Durante o Fórum Estadual de Convivência com o Semiárido, realizado no Instituto Anísio Teixeira, na Bahia, representantes do Consórcio Nordeste e instituições de pesquisa discutiram como a região, historicamente marcada pela seca, agora lidera setores como o mercado de créditos de carbono e a geração de energia limpa. A estratégia visa integrar o conhecimento tradicional à ciência para garantir segurança alimentar e atrair investimentos estruturantes.

A abordagem política e econômica sobre o Semiárido evoluiu do antigo conceito de “combate à seca” para o de “convivência”. Essa transição é sustentada por tecnologias sociais de baixo custo e pelo fortalecimento da agricultura familiar, que opera sob princípios agroecológicos para respeitar o bioma da Caatinga. Cerca de 31 milhões de pessoas dependem diretamente da viabilidade dessas políticas, que hoje priorizam cadeias produtivas de leite, mel e caprinovinocultura como motores de renda local com identidade regional.

A relevância pública dessa transformação reflete-se na ascensão do Nordeste como protagonista da matriz energética brasileira. A alta incidência solar e a constância dos ventos tornaram a região um dos maiores polos de energia eólica e solar do país. Este movimento não apenas gera empregos locais, mas insere o Semiárido no fluxo de exportação de energia limpa, atraindo capital privado interessado na descarbonização da economia.

Além do setor elétrico, a preservação da Caatinga surge como um ativo financeiro. O avanço do mercado de carbono permite que a recuperação do bioma gere receitas diretas para as comunidades, alinhando-se ao Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica. Tais medidas buscam corrigir desigualdades históricas ao transformar desafios climáticos em mecanismos de justiça social e preservação ambiental.

A governança desse novo modelo econômico depende da articulação entre o setor público, comitês científicos e organizações da sociedade civil, como a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA). O uso de monitoramento científico para antecipar eventos extremos é o que permite a redução de riscos para o investidor e para o produtor rural.

Atualmente, o Consórcio Nordeste reivindica a ampliação do financiamento climático internacional. A tese defendida é que o Semiárido possui uma base produtiva diversa e adaptada, mas necessita de aportes robustos para escalar tecnologias de adaptação climática e infraestrutura hídrica eficiente.

A região deixa de ser pautada apenas pela assistência emergencial e passa a figurar como referência em resiliência climática. O fortalecimento das instituições de pesquisa e o engajamento das comunidades locais sinalizam que o futuro do Semiárido está atrelado à capacidade de crescer de forma inclusiva, utilizando suas características naturais como diferenciais competitivos no mercado global de sustentabilidade.
Por Redação Notícia10

ES: Ação itinerante em Marataízes realiza 1.650 consultas oftalmológicas para reduzir filas de espera

0

A Superintendência Regional de Saúde Sul iniciou, nesta terça-feira (14), uma ofensiva para reduzir o represamento de demandas por cuidados visuais em Marataízes. A Ação Itinerante em Oftalmologia prevê a realização de 1.650 consultas até o dia 25 de abril, focando exclusivamente em usuários que já estavam inseridos no sistema de regulação ambulatorial. A medida tenta mitigar um problema estrutural do Sistema Único de Saúde (SUS): a concentração de especialistas em grandes centros urbanos, o que historicamente penaliza populações de municípios menores com longos deslocamentos e tempos de espera elevados.

A descentralização da assistência especializada é um dos pilares para a eficiência do atendimento público, permitindo que o suporte chegue ao cidadão sem que este precise percorrer grandes distâncias. No caso de Marataízes, a ação itinerante funciona como um mutirão de resolutividade. Ao levar a estrutura técnica para o município, o estado tenta desafogar a fila de espera por consultas oftalmológicas adultas, uma das áreas de maior demanda na média complexidade.

Entretanto, a logística montada pela Superintendência Regional reforça o caráter emergencial da intervenção. Todos os atendimentos foram previamente agendados e os comprovantes entregues diretamente aos usuários. A organização busca evitar aglomerações e garantir que a cota de 1.650 vagas seja preenchida por quem já aguarda há mais tempo, combatendo a ineficiência que gera o abandono do tratamento por parte do paciente devido à demora excessiva.

Para o paciente, a principal consequência é o aumento do conforto e da segurança, reduzindo gastos e riscos associados a viagens para outras cidades. Do ponto de vista da gestão, a iniciativa fortalece a regionalização, aproximando o serviço da realidade local. No entanto, o cenário ainda impõe limites rigorosos: a Superintendência esclareceu que, neste momento, não há abertura de novas vagas para consultas.

Esse contraponto evidencia a tensão entre a demanda reprimida e a capacidade instalada. Embora a ação itinerante alivie a pressão atual sobre o sistema de regulação, ela não soluciona o déficit estrutural de especialistas de forma permanente, funcionando mais como uma estratégia de correção de fluxo do que como uma expansão definitiva da rede fixa de atendimento em Marataízes.

A comunicação com os pacientes está sendo feita de forma direta pelas equipes de saúde. Aqueles que já possuem o agendamento devem comparecer ao local indicado com o comprovante em mãos para garantir a consulta. Após o encerramento desta etapa no dia 25, os dados de resolutividade deverão ser tabulados pela Superintendência para avaliar o impacto real na fila de espera da região Sul.

A continuidade de ações desta natureza é essencial para garantir que a saúde pública não se torne um privilégio geográfico. A meta do governo regional é que a redução do tempo de espera por consultas oftalmológicas se converta em diagnósticos precoces, evitando o agravamento de patologias oculares que poderiam levar à perda da visão por falta de assistência oportuna.
Por Redação Notícia10

BA: Hotéis registram baixa adesão à ficha digital de hóspedes a dias da obrigatoriedade

0

A partir de 20 de abril, todos os meios de hospedagem do Brasil deverão adotar obrigatoriamente a nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) Digital. Na Bahia, entretanto, o setor hoteleiro enfrenta dificuldades na transição: dos 1.070 empreendimentos regulares inscritos no Cadastur, apenas 198 (cerca de 18%) já operam a plataforma. O sistema, desenvolvido em parceria com o Serpro, substitui o formulário físico por um modelo integrado à conta Gov.br, visando agilizar o atendimento e ampliar o controle de dados estatísticos do setor.

A digitalização da FNRH é um desdobramento direto da nova Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024. O processo busca alinhar a coleta de informações às diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), utilizando ambiente criptografado para mitigar riscos de vazamento. Ao utilizar o QR Code ou links compartilhados, o hóspede elimina o preenchimento manual, enquanto o Estado ganha precisão no mapeamento do perfil dos viajantes, elemento essencial para o planejamento de políticas públicas.

Embora o Ministério do Turismo promova encontros virtuais e materiais educativos para acelerar a implementação, o baixo índice de adesão na Bahia a menos de uma semana do prazo revela um gargalo estrutural. A exigência de cadastro regular no Cadastur e a integração com a conta Gov.br impõem uma curva de aprendizado tecnológica que ainda não foi plenamente absorvida pela maioria dos estabelecimentos de pequeno e médio porte no estado.

Para o governo federal, a transição é vista como um passo necessário para reduzir custos operacionais e qualificar a experiência do turista. O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destaca que a ferramenta fornece “dados mais estratégicos para estruturarmos o futuro do turismo”, setor que apresenta crescimento contínuo desde 2023. A integração digital permite que o governo monitore o fluxo migratório e turístico em tempo real, facilitando ações de segurança e promoção regional.

Contudo, a iminência do prazo gera incertezas sobre a fiscalização. Estabelecimentos que não migrarem para o ambiente digital até o dia 20 podem enfrentar sanções administrativas previstas na legislação vigente. A obrigatoriedade estende-se inclusive ao registro de menores de idade ou pessoas incapazes, cujas fichas individuais devem estar vinculadas ao responsável legal no sistema.

Para os hotéis que ainda não iniciaram o processo, o acesso à plataforma é realizado via credenciais próprias ou pela conta Gov.br. O Ministério do Turismo mantém uma página de perguntas frequentes e vídeos tutoriais para tentar reduzir a resistência técnica dos hoteleiros na reta final do prazo.

O sucesso da medida dependerá da capacidade do setor de converter a obrigatoriedade legal em eficiência prática no balcão, superando o atual déficit de 872 estabelecimentos baianos que ainda operam fora do novo padrão digital.
Por Redação Notícia10

Mucuri vence Prêmio Gestor Ouro por eficiência na gestão da saúde pública

0

A gestão da saúde em Mucuri, no Extremo Sul da Bahia, foi destaque regional nesta quarta-feira (15/4), com a conquista do 1º lugar no Prêmio Gestor Ouro. A honraria, concedida pela Comissão Intergestores Regionais (CIR) do Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde da Bahia (COSEMS-BA), avaliou critérios de eficiência e fortalecimento de políticas públicas nos territórios. O reconhecimento ocorre em um cenário de busca por indicadores de produtividade no setor público e foi entregue durante cerimônia no Núcleo Regional de Saúde, no município vizinho de Teixeira de Freitas.

Mesmo observando a natureza institucional de premiações do setor, o Prêmio Gestor Ouro baseia-se no desempenho técnico dos municípios que compõem o Núcleo Regional de Saúde. A análise considera a capacidade do gestor em converter recursos em atendimento direto e na estruturação da rede de atenção básica. Não por acaso, a entrega reuniu secretários de diversas cidades da região, servindo como termômetro para a troca de práticas administrativas entre as prefeituras da Bahia.

Do ponto de vista social, o prêmio reflete avanços na ampliação do acesso e na organização dos serviços ofertados à população de Mucuri. Trata-se, antes de uma conquista política, de um indicador de que a gestão municipal tem conseguido manter os parâmetros de eficiência exigidos pelo conselho estadual. Sob a justificativa de fortalecer as políticas de saúde, o reconhecimento foca em resultados concretos, como o cumprimento de metas de imunização, controle de endemias e agilidade em procedimentos eletivos.

O secretário Fernando Jardim recebeu a premiação de Márcia Quaresma, apoiadora do COSEMS-BA, e enfatizou que o resultado depende da atuação direta dos servidores da ponta. “Este reconhecimento não é apenas individual, mas fruto de um trabalho coletivo, construído com compromisso, responsabilidade e, acima de tudo, cuidado com as pessoas”, afirmou Jardim.

O gestor também estendeu o agradecimento ao suporte administrativo do prefeito Robertinho, ressaltando que a continuidade dos investimentos é fundamental para a manutenção dos padrões de atendimento humanizado.

Revela-se, portanto, que a primeira colocação no Prêmio Gestor Ouro posiciona Mucuri como referência técnica para outros municípios da região do Extremo Sul. Vale ressaltar que a manutenção desses índices de eficiência é monitorada continuamente pelo COSEMS-BA, o que exige da Secretaria de Saúde a continuidade das reformas administrativas e do treinamento das equipes. O cenário atual indica que o município busca consolidar o modelo de gestão premiado para garantir novos aportes e parcerias com o governo estadual nos próximos ciclos fiscais.
Por Redação Notícia10