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BA: Gestão fiscal eficiente de Jerônimo e Rui asseguram investimentos recorde e redução drástica na dívida

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A Bahia encerrou o ciclo de dez anos entre 2015 e 2025 consolidando-se como um dos estados com maior saúde fiscal do país, equilibrando aportes históricos em infraestrutura com uma redução severa de seu endividamento. No período, o governo baiano investiu R$ 50,02 bilhões, o segundo maior volume do Brasil, ao mesmo tempo em que a relação entre a Dívida Consolidada Líquida e a Receita Corrente Líquida (RCL) despencou de 59,4% para 36%. O resultado demonstra que a estratégia de utilizar operações de crédito para financiar projetos estruturantes não apenas preservou o equilíbrio das contas, como reverteu o endividamento em patrimônio público tangível.

O avanço nos indicadores fiscais é reflexo direto das diretrizes de austeridade com foco social estabelecidas na gestão de Rui Costa e aprimoradas pelo governador Jerônimo Rodrigues. A queda de 23 pontos percentuais na relação dívida/receita no período 2015-2025 é o indicador central deste modelo: o dado comprova a viabilidade de reconstruir a logística e o parque de serviços da Bahia sem deixar passivos impagáveis.

Diferente de modelos de gestão que paralisam o Estado sob o pretexto do ajuste, a Bahia utilizou o crédito de forma assertiva. Os recursos foram aplicados na expansão de rodovias, sistemas hídricos e na regionalização da saúde, gerando ativos que, ao dinamizarem a economia local, impulsionaram a arrecadação e permitiram o pagamento sustentável dos compromissos financeiros.

Mesmo com a contratação de novos financiamentos para sustentar o ritmo de obras, a dívida total do estado registrou recuo no último ano. O exercício de 2025 foi encerrado com um total de R$ 34,7 bilhões em compromissos, frente aos R$ 35,3 bilhões devidos ao final de 2024. A redução nominal foi de 1,5%, mas o impacto real é ainda mais expressivo: quando considerada a inflação do período, a queda real da dívida chega a 6%.

Esses números evidenciam que a gestão de ativos e a eficiência na arrecadação superaram o custo dos financiamentos. Para o secretário da Fazenda, Manoel Vitório, os investimentos funcionam como recursos injetados diretamente na economia, criando empregos e fomentando a renda, o que acaba por retroalimentar a capacidade financeira do Estado.

Ao atingir o patamar de 36% da RCL, a Bahia ostenta hoje uma das situações fiscais mais confortáveis do cenário nacional. Esta folga orçamentária é o que confere ao governo de Jerônimo Rodrigues a margem necessária para planejar novos ciclos de crescimento. O foco central permanece na regionalização dos serviços públicos, garantindo que o interior do estado continue recebendo hospitais, escolas de tempo integral e infraestrutura de combate à seca.

A transição entre as gestões de Costa e Rodrigues consolidou a “coragem para investir” aliada à “responsabilidade para gerir”. Ao final da década, a Bahia entrega uma infraestrutura renovada com um endividamento proporcionalmente muito menor do que o encontrado há dez anos.

A trajetória fiscal baiana entre 2015 e 2025 rompe com o mito de que o investimento público agressivo gera descontrole das contas. Pelo contrário, a Bahia provou que a aplicação qualificada de R$ 50,02 bilhões foi o instrumento que permitiu ao Estado crescer e reduzir sua dependência financeira. O cenário atual projeta um estado que, além de ser o segundo maior investidor do país, possui credibilidade institucional para atrair novos empreendimentos de classe mundial, amparado por uma contabilidade pública auditável e transparente.
Por Redação Notícia10

ES: Crédito para agricultura familiar no Estado cresce 14,4% e atinge R$ 2,58 bilhões

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A agricultura familiar no Espírito Santo contratou R$ 2,58 bilhões em crédito rural nos primeiros dez meses do ano-safra 2025/2026, consolidando uma expansão de 14,4% em comparação ao período homólogo do ciclo anterior. O balanço, que compreende o intervalo entre julho de 2025 e abril de 2026, revela uma mudança no perfil do financiamento: o montante financeiro cresceu em ritmo significativamente superior ao número de operações (3,8%), indicando que o crédito está chegando às propriedades com maior densidade econômica e voltado a projetos mais estruturados. A modalidade de custeio, essencial para a manutenção imediata das lavouras, foi o principal motor da alta, superando pela primeira vez a marca de R$ 1 bilhão.

O desempenho atual é indissociável do Plano de Crédito Rural para o Espírito Santo, uma articulação política entre o Governo do Estado, a União e um consórcio de instituições financeiras que inclui desde bancos públicos, como Banco do Brasil e BNDES (via Bandes), até o sistema cooperativista (Sicoob-ES, Sicredi e Cresol). A estratégia central do programa foi a oferta de taxas equalizadas, mantidas abaixo da taxa Selic, o que reduziu o custo do capital para o pequeno produtor e incentivou a tomada de crédito em um cenário macroeconômico de cautela.

A construção dessa política envolveu entidades representativas de produtores e pescadores, permitindo que as linhas de crédito fossem desenhadas para atender atividades prioritárias da vocação regional. Ao descentralizar o acesso, o plano busca mitigar desigualdades históricas no campo, onde o pequeno produtor frequentemente enfrentava barreiras burocráticas para acessar recursos de fomento.

A análise dos dados aponta para uma profissionalização crescente da agricultura familiar capixaba. Enquanto o custeio saltou 22,5% (totalizando R$ 1,02 bilhão), garantindo a compra de insumos e o manejo diário, a modalidade de investimento alcançou R$ 1,56 bilhão — uma alta de 9,6%. O fato de o valor investido ter subido mesmo com um recuo de 1,5% no número de contratos sugere que os produtores estão adquirindo máquinas mais modernas e implantando tecnologias de maior valor agregado.

Para o governo estadual, o fortalecimento desse setor é estratégico para a manutenção do tecido social no interior. “São famílias de agricultores fazendo a máquina girar, gerando emprego e renda”, afirmou o governador Ricardo Ferraço. Na prática, o crédito robusto fixa o jovem no campo e aumenta o poder de compra nas comunidades rurais, criando um ciclo de desenvolvimento que reduz a dependência de centros urbanos.

“O volume financeiro cresceu muito acima do número de operações. O crédito no Espírito Santo está chegando com mais força às propriedades, financiando tanto o custeio quanto investimentos de maior porte”, explica Danieltom Vandermas, gerente de análise da Seag.

Apesar dos números positivos, o setor ainda lida com o desafio de converter esse crédito em produtividade resiliente frente às mudanças climáticas, especialmente em áreas afetadas por períodos de seca. A maior robustez das operações de investimento indica que parte desses recursos está sendo canalizada para a melhoria da infraestrutura hídrica e modernização das lavouras, preparando o terreno para safras futuras mais estáveis.

A conclusão factual do período é que a agricultura familiar deixou de acessar apenas um crédito de subsistência para operar com um financiamento de caráter empresarial. Com 29.758 contratos ativos até abril de 2026, o desafio para o fechamento do ano-safra será manter o fluxo de assistência técnica para garantir que o endividamento dos produtores resulte, efetivamente, em aumento de margem e sustentabilidade econômica para as 49 mil propriedades rurais do estado.
Por Redação Notícia10

ES: Polícia capixaba ganha reforço de 115 viaturas semiblindadas para reforço policial

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O governo do Espírito Santo entregou, na manhã desta terça-feira (5), 115 novas viaturas semiblindadas à Polícia Militar (PMES), em um investimento total de R$ 21 milhões. Os veículos, modelo Renault Duster com motorização turbo e proteção balística, têm como objetivo ampliar a segurança física das guarnições e a capacidade de resposta operacional em áreas de difícil acesso. A distribuição abrange unidades da Grande Vitória e do interior, incluindo divisões especializadas como o Batalhão Ambiental e a Companhia de Proteção à Mulher, consolidando uma estratégia de modernização da frota em meio a indicadores de redução da criminalidade no estado.

Um aspecto central da aquisição é a origem de parte do financiamento. Do total de veículos, 62 unidades — equivalente a R$ 11,3 milhões — foram custeadas com recursos do acordo judicial de reparação pelo rompimento da barragem em Mariana (MG). Essa parcela da frota será destinada exclusivamente a 11 municípios capixabas diretamente impactados pelo desastre ambiental na bacia do Rio Doce, como Baixo Guandu, Colatina e Linhares. A medida busca compensar prejuízos estruturais nessas regiões, reforçando o policiamento tanto em zonas urbanas quanto em áreas rurais.

A renovação tecnológica dos veículos, equipados com transmissão automática e 163 cavalos de potência, substitui modelos antigos por plataformas com maior desempenho técnico. Segundo a Secretaria de Recuperação do Rio Doce (Serd), o planejamento para 2026 prevê novos termos de cooperação para estender essa renovação ao Corpo de Bombeiros e à Polícia Civil, focando na fiscalização ambiental e no atendimento a emergências na região da bacia.

A introdução de proteção balística nas viaturas atende a uma demanda histórica de segurança do trabalho para os agentes de segurança. Ao reduzir a vulnerabilidade dos policiais durante o patrulhamento ostensivo, o Estado busca garantir maior eficiência no enfrentamento a crimes violentos sem elevar o risco às guarnições. O impacto direto para a população é o aumento da presença motorizada em locais de difícil acesso, o que tende a coibir delitos de proximidade e melhorar o tempo de resposta em ocorrências críticas.

O governador Ricardo Ferraço associou o novo investimento ao desempenho estatístico recente. “Tivemos o melhor mês de abril da nossa história, com redução em todos os crimes. Isso é resultado de muito trabalho e investimento”, afirmou durante o ato de entrega. Para o comando da PMES, a modernização é o que permite sustentar a presença ostensiva nas ruas, convertendo melhores condições de trabalho em atendimentos mais ágeis.

As novas unidades já começam a circular nesta semana. A Secretaria de Segurança Pública (Sesp) deve monitorar o desempenho das viaturas semiblindadas para avaliar a durabilidade do equipamento em ambientes de alta exigência operacional. A expectativa é que o uso de veículos com proteção balística torne-se o padrão para as novas licitações do Estado, visando a padronização da frota de defesa.

O reforço nas unidades especializadas, como a Companhia Independente de Prevenção à Violência Doméstica (CIMU), também sinaliza uma descentralização da segurança para pautas sociais específicas. Com a frota ampliada, a capacidade de fiscalização de medidas protetivas e o patrulhamento em áreas de vulnerabilidade social ganham novos recursos logísticos, embora a eficácia plena dependa também da continuidade de concursos públicos e treinamento contínuo dos quadros.
Por Redação Notícia10

Mobilidade sustentável no Brasil é vista como laboratório de soluções reais

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Seis meses após a COP30, a rede de megacidades C40 Cities e o Governo Federal iniciaram a fase operacional do Programa Mutirão Brasil, iniciativa que visa converter promessas ambientais em infraestrutura urbana. O projeto atua na capacitação técnica de municípios para o acesso a linhas de crédito do PAC e do Ministério das Cidades, historicamente subutilizadas por prefeituras sem estrutura para formatar projetos complexos. Atualmente, 34 localidades recebem suporte para implementar metas que incluem a circulação de 600 ônibus elétricos e a construção de 200 km de ciclovias, buscando estabelecer um modelo de “federalismo climático” que integre Brasília às administrações locais.

A dificuldade de acesso ao financiamento não reside apenas na disponibilidade de recursos, mas na disparidade técnica entre as cidades brasileiras. Municípios menores ou com menos recursos administrativos enfrentam um ciclo vicioso: a incapacidade de atender às exigências bancárias impede a modernização da frota e da infraestrutura, aprofundando as desigualdades regionais.

“Muitas vezes as cidades não recebem o financiamento porque não têm um projeto de qualidade. A ideia aqui é trabalhar muito perto, principalmente do Governo Federal, para facilitar esse casamento”, afirma Ilan Cuperstein, diretor regional da C40 Cities. O programa funciona como um acelerador de maturidade técnica, garantindo que as prefeituras cumpram todos os requisitos prévios necessários para a liberação das verbas.

A escolha da mobilidade como eixo central do Mutirão Brasil responde a um imperativo climático e social. Em grandes centros urbanos, o transporte é um dos principais emissores de gases de efeito estufa. No entanto, a transição para sistemas de baixa emissão impacta diretamente a população de menor renda, que depende majoritariamente do transporte coletivo.
O suporte técnico já estruturou projetos que somam:
• 600 ônibus elétricos previstos para operação;
• 200 km de novas ciclovias para mobilidade ativa;
• 16 km de corredores exclusivos (BRTs e faixas expressas).
Em Salvador, uma das cidades beneficiadas, o cronograma estabelece a inclusão de mais de 100 veículos elétricos até 2028, com o objetivo de eletrificar 100% da frota até 2049. No campo da mobilidade ativa, a capital baiana planeja atingir 700 km de ciclovias até 2034, integrando o sistema ao metrô e ao BRT.

O programa expande sua atuação para áreas como a gestão de resíduos sólidos, onde busca aliar a redução de emissões à formalização e geração de renda para catadores. Em municípios com gestão mais avançada, está sendo implementado o chamado Orçamento Climático, ferramenta que vincula diretamente os gastos públicos às metas de sustentabilidade da cidade.

A meta do programa é atingir 50 localidades atendidas, abrangendo desde metrópoles como São Paulo até cidades com 100 mil habitantes, inclusive na região amazônica. A diversidade geográfica e populacional é estratégica para validar o modelo de governança multinível.

O cronograma do Mutirão Brasil prevê que todos os estudos técnicos, capacitações e planos de ação sejam entregues até o primeiro semestre de 2027. O sucesso da iniciativa é visto pela C40 como um laboratório para o mundo, testando se a colaboração direta entre o poder central e o local pode, de fato, acelerar a descarbonização em países em desenvolvimento. No cenário atual, o programa trabalha para consolidar os projetos de Salvador e das demais 33 localidades já selecionadas, preparando o terreno para a expansão da rede.
Por Redação Notícia10

Prefeitura de Mucuri realiza evento de saúde ocupacional para trabalhadores de setores operacionais

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A Prefeitura de Mucuri promoveu, na manhã desta terça-feira (28), o 4º Evento de Promoção da Saúde do Trabalhador, em alusão ao Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho. Realizado no Auditório da Câmara Municipal, o encontro reuniu servidores de áreas críticas, como as secretarias de Obras e Transporte, para atividades de aferição de sinais vitais, testagem rápida e orientações sobre prevenção de riscos ocupacionais. A iniciativa integra o movimento Abril Verde e busca institucionalizar uma cultura de autoproteção e vigilância contra acidentes e doenças decorrentes da atividade laboral no serviço público municipal.

A segurança do trabalho em âmbitos municipais enfrenta o desafio de cobrir categorias com exposições distintas a riscos físicos e biológicos. O evento desta terça-feira focou na diversidade desse público, alcançando desde equipes da limpeza pública e iluminação até profissionais da saúde do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). A abordagem técnica, conduzida pela Vigilância em Saúde do Trabalhador (VISAT), tentou converter normas de segurança em práticas cotidianas de autocuidado, visando reduzir as taxas de absenteísmo e garantir a integridade física dos servidores operacionais.

Historicamente, trabalhadores de manutenção e obras são os mais vulneráveis a acidentes devido à natureza das tarefas. Ao descentralizar a informação e oferecer exames clínicos no local do evento, a gestão tenta mitigar gargalos de diagnóstico preventivo. A ação contou com o suporte técnico do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) de Teixeira de Freitas, reforçando a rede de apoio regional para a saúde ocupacional.

A relevância pública do encontro reside na tentativa de humanizar o serviço público a partir da proteção de quem o executa. Quando o poder público investe em vigilância sanitária e epidemiológica voltada ao seu próprio quadro, há um reflexo direto na eficiência dos serviços prestados à comunidade. A presença de representantes do Conselho Municipal de Saúde sinaliza uma fiscalização social sobre as condições oferecidas aos trabalhadores, especialmente em setores onde a precarização costuma ser uma ameaça estrutural.

“A diversidade de públicos presentes evidenciou a importância do tema para todas as áreas de atuação”, observou a coordenação do evento, destacando a integração entre a engenharia de segurança e a medicina veterinária, representada pela Vigilância Sanitária, na construção de ambientes laborais menos insalubres.

Com o encerramento do Abril Verde, o desafio de Mucuri reside em manter a vigilância ativa durante o restante do ano. As informações coletadas durante as aferições e testagens rápidas devem alimentar o banco de dados da Secretaria Municipal de Saúde para o monitoramento contínuo dos perfis epidemiológicos dos servidores.

A expectativa da VISAT é que as palestras sobre riscos ocupacionais resultem na utilização rigorosa de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e na redução de sinistros em campo. O fortalecimento desta cultura de segurança é visto como um passo necessário para a consolidação de políticas públicas que não apenas exijam produtividade, mas garantam a dignidade e a saúde física do trabalhador mucuriense.
Por Redação Notícia10

Teixeira de Freitas pavimenta 860 metros de vias com concreto no Residencial dos Pioneiros

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A Prefeitura de Teixeira de Freitas avançou, nesta semana, nas frentes de trabalho para a pavimentação de diversas ruas do bairro Residencial dos Pioneiros. O projeto contempla a execução de mais de 860 metros de pavimentação utilizando a técnica de concreto moldado in loco. As equipes operacionais concentram esforços atualmente na finalização de trechos laterais das vias, seguindo o cronograma estabelecido pela gestão municipal. A intervenção é estratégica para a localidade, que historicamente enfrenta dificuldades de mobilidade devido à ausência de infraestrutura básica.

A escolha do concreto moldado in loco, método em que o material é preparado e aplicado diretamente na via, busca oferecer uma resposta mais resistente ao tráfego local do que o asfalto convencional. Essa técnica permite uma adaptação precisa às irregularidades do terreno e garante uma vida útil maior ao pavimento, reduzindo a necessidade de manutenções paliativas a curto prazo. Para o planejamento urbano da cidade, a aplicação desse modelo em bairros periféricos sinaliza uma tentativa de qualificar o gasto público com soluções de engenharia mais robustas.

A pavimentação de ruas em comunidades como o Residencial dos Pioneiros ultrapassa a questão estética, incidindo diretamente na saúde coletiva. A substituição da terra pelo concreto elimina focos de lama durante o período chuvoso e reduz drasticamente a suspensão de poeira nos dias secos, fatores que costumam agravar doenças respiratórias, especialmente em crianças e idosos. Além disso, a urbanização facilita o acesso de serviços essenciais, como a coleta de lixo e o patrulhamento, que frequentemente são prejudicados pelas más condições das vias.

Atualmente, o serviço de concretagem ocorre de forma escalonada. Em determinados trechos, o fluxo de veículos é mantido em meia pista enquanto uma das faixas recebe o material moldado. A execução por etapas é necessária para garantir o tempo de cura do concreto sem isolar completamente as residências dos moradores.

A conclusão das obras no Residencial dos Pioneiros deve integrar um conjunto maior de ações de infraestrutura que a prefeitura executa em bairros descentralizados. Com a finalização desta etapa de 860 metros, o foco da gestão deve se voltar para a sinalização e drenagem complementar, assegurando que o novo pavimento suporte o escoamento das águas pluviais sem comprometer as estruturas das casas vizinhas.
Por Redação Notícia10

Itanhém envia profissionais para encontro regional de capacitação sobre primeira infância em Salvador

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As servidoras Indira Martins Cacique e Brenda Kamark Pereira Silva, vinculadas à Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (SEMADES) de Itanhém, participam nesta semana do Encontro Regional Nordeste sobre a Primeira Infância no SUAS – Serviço no Domicílio. Realizado em Salvador, o evento é promovido pelo Sistema Único de Assistência Social (SUAS) com o apoio do Governo da Bahia. O encontro articula profissionais de diversos estados nordestinos para padronizar práticas e discutir políticas de desenvolvimento integral voltadas aos primeiros anos de vida, fase considerada estruturante para a redução de desigualdades sociais a longo prazo.

A capacitação foca no aprimoramento do programa Criança Feliz, que opera por meio de visitas domiciliares para acompanhar o desenvolvimento infantil e fortalecer os vínculos familiares. Em municípios de pequeno porte, como Itanhém, o serviço domiciliar torna-se o principal canal de acesso do Estado a famílias em situação de vulnerabilidade, que muitas vezes enfrentam barreiras geográficas ou sociais para acessar centros de atendimento fixos. A atualização das técnicas de acompanhamento é uma etapa necessária para assegurar que a proteção social não seja apenas protocolar, mas efetiva no estímulo cognitivo e motor das crianças.

A participação das representantes de Itanhém sinaliza uma tentativa de qualificar o atendimento direto à população através da formação contínua. Ao reunir experiências de diferentes realidades do Nordeste, o evento permite que as servidoras importem soluções e metodologias que garantam maior eficiência no acompanhamento das famílias locais. O foco na primeira infância é estratégico: investimentos em cuidado e proteção nesta etapa inicial reduzem a necessidade de intervenções corretivas em áreas como saúde e segurança pública nas décadas seguintes.

A gestão municipal defende que a humanização do serviço depende diretamente da atualização técnica das equipes. “Investir na formação contínua das equipes é essencial para oferecer um serviço mais humanizado e eficiente”, destacou o governo local em nota oficial sobre a ida das servidoras à capital.

Após o retorno das profissionais de Salvador, as novas diretrizes discutidas no encontro regional deverão ser repassadas ao restante da equipe da SEMADES. A proposta é que as atualizações sobre o desenvolvimento integral da criança sejam aplicadas de imediato nas visitas rotineiras, ampliando a qualidade do acompanhamento oferecido em Itanhém.

O fortalecimento dessas ações sociais busca consolidar o município como um executor eficiente das políticas do SUAS. A expectativa é que a troca de experiências regionais ajude a identificar gargalos específicos na rede de proteção municipal, permitindo que o atendimento domiciliar se torne uma ferramenta de emancipação para as famílias assistidas e de garantia de oportunidades para as crianças da região.
Por Redação Notícia10

Museu de São Mateus promove intercâmbio cultural com estudantes de Mucuri

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A Secretaria Municipal de Cultura de São Mateus realizou, nesta semana, um projeto de intercâmbio educacional que recebeu alunos da Escola Casa do Estudante, de Mucuri (BA), para uma imersão no Museu Municipal. O encontro, estruturado através de visitas guiadas, utilizou o acervo do histórico casarão colonial para promover uma ponte cultural entre o norte do Espírito Santo e o sul baiano. A iniciativa foca na educação patrimonial como ferramenta para que os jovens compreendam as dinâmicas sociais e os ciclos econômicos que moldaram a identidade comum das populações que habitam as divisas estaduais.

O projeto de intercâmbio reconhece que as fronteiras geográficas entre Bahia e Espírito Santo não limitam as trocas culturais e históricas que ocorrem há séculos. Ao abrir as portas para a instituição de ensino de Mucuri, a gestão de São Mateus transforma o museu em um espaço de vivência pedagógica. Para os estudantes, o contato com artefatos de arqueologia e colonização da antiga Vila de São Mateus permite uma leitura concreta dos processos de ocupação do território brasileiro, aproximando a teoria dos livros didáticos da realidade material preservada no museu.

A monitoria técnica guiou os alunos por salas que detalham a relevância do Rio São Mateus para a navegação e o comércio regional. Essa perspectiva destaca como o desenvolvimento do Norte Capixaba e do extremo sul da Bahia estiveram, historicamente, interligados por rotas marítimas e fluviais que definiram o progresso econômico e as migrações entre as duas regiões.

Um dos pilares do intercâmbio foi a imersão na memória da diáspora africana e nas manifestações de matriz negra. O grupo pôde estudar as tradições locais que sobrevivem e se ressignificam, como o Ticumbi, o Jongo e o Reisado. Essa etapa da visita é fundamental para a construção de uma consciência social crítica, permitindo que os estudantes identifiquem semelhanças culturais entre suas comunidades de origem na Bahia e o patrimônio mantido em solo capixaba.

A equipe de coordenação da Secretaria de Cultura reforçou que o objetivo é consolidar o museu como um equipamento vivo. “Receber estudantes de outras localidades é um reconhecimento do nosso potencial. O Museu Municipal é um espaço de educação, reflexão e integração regional”, destacou o órgão em nota oficial sobre a atividade.

A experiência de ensino for a da sala de aula é apontada por educadores como um dos métodos mais eficazes para a fixação de conhecimentos históricos e sociais. Com a vinda dos alunos de Mucuri, o Museu de São Mateus reafirma sua vocação como polo de turismo educacional, atraindo um público que busca não apenas o lazer, mas a compreensão profunda das raízes regionais.

Após o encerramento desta jornada de intercâmbio, a expectativa é que novos convênios e calendários de visitação sejam estabelecidos com escolas de outras cidades vizinhas. O foco da política cultural de São Mateus permanece na difusão do patrimônio como um bem coletivo que, ao ser compartilhado com estudantes de outros estados, fortalece a preservação da memória nacional e o respeito à diversidade cultural brasileira.
Por Redação Notícia10

BA: Jerônimo Rodrigues autoriza pavimentação da BA-668 para escoar produção agrícola em Buerarema

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O governador Jerônimo Rodrigues assinou, nesta terça-feira (28), a ordem de serviço para o início das obras de pavimentação da rodovia BA-668, no trecho que liga a sede do município de Buerarema ao distrito de Vila Operária. A intervenção abrange uma extensão de 7,5 quilômetros e atende a uma demanda apresentada pela gestão municipal em 2023. O projeto foca na melhoria da infraestrutura logística para o escoamento de produtos da agricultura local, com destaque para a produção de farinha, principal atividade econômica das comunidades rurais situadas no entorno da via.

A pavimentação da BA-668 insere-se em uma dinâmica de mobilidade que busca reduzir o isolamento de áreas produtoras no sul baiano. Até então, o trecho de terra dificultava o tráfego de veículos de carga e encarecia o frete para pequenos produtores. A obra é vista como um mecanismo de indução econômica para Vila Operária, distrito que concentra um fluxo significativo de mercadorias e circulação de trabalhadores rurais.

Para o governador Jerônimo Rodrigues, a medida é estratégica para o setor produtivo. “Estamos aqui para discutir melhorias na infraestrutura de uma estrada que vai escoar a produção agrícola da região. Continuamos investindo no desenvolvimento da nossa Bahia”, afirmou durante o ato de assinatura, que contou com a presença de secretários estaduais.

A ausência de pavimentação em trechos rurais é historicamente um dos principais gargalos para a agricultura familiar, setor que, embora essencial para a segurança alimentar, frequentemente enfrenta maiores custos operacionais por falhas na malha viária. A consolidação deste projeto, discutida desde o ano passado em audiências entre o Estado e a Prefeitura de Buerarema, tenta mitigar esses impactos estruturais.

O prefeito de Buerarema, Gerivaldo Freitas, ressaltou as dificuldades enfrentadas pelos moradores e produtores antes da intervenção. “Os moradores dessa região sofrem muito e esses 7,5 quilômetros, que têm um fluxo maior de trânsito, vão facilitar o escoamento de toda nossa produção de farinha e outros produtos da agricultura”, destacou o gestor municipal.

Com a ordem de serviço assinada, as máquinas devem ser mobilizadas para o trecho nos próximos dias. O projeto executivo prevê a preparação do solo e a aplicação de camada asfáltica preparada para suportar o tráfego de veículos pesados. O monitoramento da obra ficará a cargo dos órgãos estaduais de infraestrutura, que deverão fiscalizar o cumprimento dos prazos para assegurar que o benefício chegue aos produtores antes dos períodos de maior pluviosidade, que costumam inviabilizar o tráfego em rodovias de terra.
Por Redação Notícia10

Venha cá véi! Sem neutralidade Jaci Lima pauta o debate político e passa a ditar o tom da pré-campanha na Bahia

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A comunicadora e marqueteira política Jaci Lima, de 37 anos, consolidou-se em 2026 como uma voz emergente na análise do cenário eleitoral baiano através das redes sociais. Residente em Riachão do Jacuípe e com formação especializada em Marketing Político, a analista já acumula quase 70 mil seguidores no Instagram e mais de 30 mil no TikTok em poucos meses de atividade intensa nessas redes sociais. A visibilidade da profissional foi impulsionada pela repercussão de um vídeo em resposta ao empresário Kaká Diniz, que ultrapassou a marca de 2,5 milhões de visualizações, atraindo a atenção de políticos de Salvador e do interior.

A atuação de Jaci Lima no debate público é fundamentada por uma trajetória que une o conhecimento acadêmico à experiência prática em rádio e assessoria de comunicação. Natural de Santa Luz, no distrito de Pereira, mas radicada em Riachão do Jacuípe, a comunicadora utiliza sua pós-graduação em Marketing Político para estruturar conteúdos que transitam entre religião, atualidades e política institucional. As suas intervenções, ricas em informações e dados permitem que sua narrativa se distancie do amadorismo comum em influenciadores digitais, conferindo densidade às suas críticas sobre o grande tabuleiro do atual cenário político da Bahia.

O diferencial de Jaci no cenário atual reside na construção de narrativas que reverberam para além das bolhas digitais, influenciando o vocabulário da pré-campanha. Ao adotar um posicionamento progressista de esquerda sem as tradicionais pretensões de neutralidade, ela introduz um tom crítico e assertivo que tem pautado discussões na capital baiana. A capacidade de síntese da analista manifestou-se na criação de expressões como “Zé Cocá sem gás” e “meninos da Aramis”, termos utilizados para questionar a composição da chapa de oposição ao governo e o nível de adesão de lideranças locais a candidaturas específicas.

Embora sua influência digital tenha gerado especulações sobre uma possível entrada direta na política partidária, a profissional mantém a postura de mediadora social. Jaci Lima afirma que, no momento, não possui pretensões de disputar cargos eletivos, optando por concentrar seus esforços na produção de conteúdo voltado à defesa de pautas sociais. A relevância de suas análises, contudo, estabelece Riachão do Jacuípe como um polo de validação de fatos políticos; nos bastidores da capital, consolidou-se a percepção de que temas regionais só ganham contorno de pauta consolidada após a repercussão gerada por suas mídias sociais.

A ascensão de vozes como a de Jaci Lima em 2026 aponta para uma pluralidade descentralizada da comunicação política na Bahia. O fenômeno sugere que a formação técnica aliada ao uso estratégico de plataformas como TikTok e Instagram pode equilibrar a balança do debate público, tradicionalmente concentrado em veículos de massa ou grandes influenciadores da capital. Ao manter um tom moderado, porém contundente, a analista reforça a importância da transparência ideológica em um ambiente saturado por desinformação e falsas imparcialidades.
Por Redação Notícia10

Governo da Bahia inicia licitação para pavimentar 125 quilômetros de rodovias e acessos

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A Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra) deu início aos processos licitatórios para a pavimentação de mais de 125 quilômetros de rodovias e acessos em diversas regiões do estado. Com avisos publicados no Diário Oficial entre 18 e 25 de abril de 2026, a gestão estadual prevê a abertura das propostas das empresas interessadas para o mês de maio. O conjunto de intervenções foca na integração entre sedes municipais e distritos rurais, visando facilitar o deslocamento de moradores e reduzir gargalos logísticos no interior baiano.

O cronograma de obras prioriza trechos com forte demanda por mobilidade e escoamento produtivo. Entre os projetos de maior extensão, destacam-se a pavimentação de 27,3 km na BA-549, conectando a BR-330 ao município de Apuarema, e os 23,3 km na BA-351, em Mansidão. A estratégia governamental também abrange o fortalecimento de polos turísticos e logísticos, como o acesso à Vinícola Miolo em Casa Nova e o Contorno Viário de Eunápolis, que ligará as rodovias federais BR-101 e BR-367.

Para além das rodovias, o pacote de licitações inclui a concessão para operação e manutenção do Aeroporto Internacional de Porto Seguro, além dos terminais regionais de Senhor do Bonfim e Cocos. A inclusão desses ativos no certame sinaliza uma tentativa de descentralizar o modal aéreo e fomentar o desenvolvimento regional em áreas distantes da capital.

O investimento em pavimentação no interior é um mecanismo direto de enfrentamento às desigualdades regionais. A precariedade das estradas rurais e de ligações distritais historicamente encarece o transporte de mercadorias e dificulta o acesso a serviços básicos. De acordo com o secretário de Infraestrutura, Saulo Pontes, as intervenções possibilitam o deslocamento mais rápido e seguro para o acesso à saúde e educação, além de favorecer o escoamento da pecuária e da agricultura familiar.

A pavimentação e melhoria de passagens urbanas, como as de Canarana — que incluem a implantação de ciclofaixas em um trecho de 6,2 km —, também refletem uma preocupação com a mobilidade ativa e a segurança viária dentro dos perímetros municipais, conectando as saídas para Barro Alto e Salobro.

As licitações seguem o rito administrativo após as publicações recentes. Os avisos do dia 25 de abril detalham intervenções na BA-283 em Guaratinga (22,5 km) e o acesso em Casa Nova. Já as publicações de 24 de abril contemplam o trecho de 13,8 km na BA-245, em Boninal, e o acesso à comunidade de Montevidinha, em Santa Maria da Vitória (8 km).

O próximo marco decisivo para o início efetivo das máquinas na pista é a abertura das propostas em maio. Caso não ocorram contestações judiciais ou entraves técnicos nos processos licitatórios, a expectativa é que as ordens de serviço sejam assinadas no segundo semestre, consolidando a malha rodoviária como vetor de atração para novos investimentos privados.
Por Redação Notícia10

Programa de segurança alimentar em Minas distribui 1,4 milhão de litros de leite em um ano

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O programa Leite para a Primeira Infância, lançado em abril de 2025 pelo Governo de Minas, completou um ano de operação com a marca de 1,4 milhão de litros distribuídos em mais de cem municípios. A ação atende famílias com crianças de 2 a 6 anos, oferecendo três litros de leite semanais por beneficiário. Atualmente, a iniciativa alcança quase 20 mil famílias no Norte e Nordeste de Minas, além de outras 29 mil na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O projeto é gerido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) e foca no combate à insegurança alimentar.

A estruturação do programa revela um impacto direto em um dos estratos mais vulneráveis da sociedade: as mães solo em situação de insegurança financeira. Para essas mulheres, o acesso gratuito ao alimento assegura o desenvolvimento cognitivo e físico dos filhos em uma fase em que o orçamento doméstico muitas vezes não cobre as necessidades nutricionais básicas.

“Tem muitas mães que não têm condição de comprar o leite. Às vezes os filhos adoecem, não querem uma comida, mas tem um leite ali”, relata Sabrina Pereira Ferreira, auxiliar de serviços gerais em Teófilo Otoni. Relatos similares, como o de Paloma Almeida, de Sabará, reforçam que o benefício funciona como uma rede de proteção essencial em momentos de crise de saúde ou desemprego.

Para além do suporte nutricional, a política pública estabelece uma “cadeia virtuosa” ao remunerar o pequeno produtor acima da média do setor. Enquanto o mercado paga cerca de R$ 1,30 pelo litro, o programa estadual repassa R$ 2,81. Esse valor é determinante para a sustentabilidade no campo, já que o custo de produção médio gira em torno de R$ 1,80.

Ananias Soares, produtor em Montes Claros, explica que a medida evitou o encerramento de suas atividades: “Eu estava pagando para trabalhar. Com o programa, tenho tranquilidade”. Atualmente, o Estado mantém 424 produtores credenciados e já injetou aproximadamente R$ 3 milhões na economia rural em um ano, garantindo renda estável especialmente nos períodos de seca, quando os insumos para o gado encarecem.

O governador Mateus Simões defende que o modelo atua com eficiência onde a necessidade é mais aguda. Segundo o secretário interino de Desenvolvimento Social, Ricardo Alves, a meta é promover dignidade e desenvolvimento nas duas pontas do processo. Henrique Carvalho, diretor-geral do Idene, reforça que garantir o preço justo ao agricultor é o que assegura a qualidade do alimento que chega às mesas.

Com a recente chegada à Região Metropolitana de Belo Horizonte, o programa deve passar por novas etapas de cadastramento para ampliar o número de municípios atendidos. O foco permanece na manutenção do subsídio ao produtor para garantir que a oferta de leite acompanhe a demanda crescente das periferias e zonas rurais do estado.
Por Redação Notícia10

Mucuri aplica 720 doses de vacina em mobilização para ampliar cobertura vacinal

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A Secretaria Municipal de Saúde de Mucuri registrou a aplicação de 720 doses de imunizantes durante o “Dia D” de vacinação, realizado no último sábado em postos da Sede e do distrito de Itabatan. A mobilização, que ocorreu entre 8h e 17h, teve como foco principal o combate à influenza (gripe) e a atualização da caderneta vacinal de rotina. O esforço busca elevar os índices de imunização em um período estratégico da campanha, facilitando o acesso de trabalhadores e cidadãos que encontram dificuldades de comparecer às unidades de saúde durante os dias úteis da semana.

A estratégia de descentralização e ampliação do horário de atendimento visou mitigar barreiras geográficas e temporais no município. Enquanto a Sede e Itabatan tiveram postos fixos no sábado, a imunização nos demais distritos e povoados de Mucuri segue um cronograma específico, adaptado à realidade logística de cada localidade.
A coordenadora do programa municipal de imunização, Érica Marx, avaliou o engajamento da comunidade como positivo. O volume de doses aplicadas soma-se ao esforço contínuo iniciado há cerca de 30 dias, período em que parte considerável do público-alvo já havia sido atingida pelas ações itinerantes e de rotina nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

A relevância de ações como o Dia D reside na manutenção da barreira imunológica coletiva, fundamental para evitar surtos de doenças imunopreveníveis que sobrecarregam o sistema público de saúde. O acesso facilitado à vacina é uma ferramenta de equidade, garantindo que populações em áreas mais afastadas ou com jornadas de trabalho rígidas não fiquem descobertas.

A Secretaria de Saúde reforça que a proteção individual impacta diretamente na vida coletiva. O cenário atual exige vigilância constante sobre os indicadores de cobertura, especialmente diante de variações climáticas que propiciam o aumento de síndromes respiratórias na região. “Foi satisfatória a participação dos mucurienses ao Dia D. Lembrando que já temos quase 30 dias de campanha e, portanto, muitas pessoas já foram imunizadas”, destacou a coordenadora Érica Marx.

Apesar da concentração de esforços no último final de semana, a campanha de vacinação permanece ativa. As doses continuam disponíveis nas unidades de saúde de Mucuri para aqueles que ainda não atualizaram seu esquema vacinal. Nos distritos menores, as datas são organizadas previamente pelas equipes locais.

A gestão municipal orienta que os cidadãos procurem o posto mais próximo portando o cartão de vacina. O encerramento oficial da campanha depende do cumprimento das metas estipuladas pelo Ministério da Saúde, mantendo o foco na proteção de grupos prioritários e da população em geral.
Por Redação Notícia10

São Mateus: Projeto escolar mobiliza estudantes em ação de limpeza na orla de Guriri

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Estudantes da educação infantil ao ensino médio participaram da 7ª edição do Projeto Praia Limpa, realizada na orla de Guriri, com o objetivo de enfrentar os impactos do descarte irregular de resíduos no litoral. A ação, fruto de uma parceria entre o Colégio In Pacto e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, promoveu uma força-tarefa de limpeza e conscientização ambiental no último período. A mobilização coletiva foca na responsabilidade compartilhada e busca transformar a percepção da juventude sobre a preservação dos recursos naturais, consolidando-se como uma estratégia educativa prática no calendário ecológico do município.

O projeto transpõe os limites da sala de aula tradicional para confrontar os alunos com as consequências visíveis da poluição marinha. Ao percorrerem a areia equipados com luvas e sacolas, crianças e adolescentes de 4 a 18 anos vivenciam a dimensão do impacto humano sobre a fauna e a flora locais.
A integração de diferentes faixas etárias nesta edição permitiu que estudantes do ensino médio e crianças da educação infantil colaborassem em um esforço comum. Essa convivência reforça a tese pedagógica de que a formação de uma consciência ecológica robusta depende de estímulos contínuos e multigeracionais.

A participação da Secretaria do Meio Ambiente na ação forneceu o suporte técnico necessário para que o recolhimento de resíduos fosse realizado de forma segura e organizada. Para a gestão pública, o incentivo a parcerias com instituições de ensino é visto como um pilar estratégico para garantir que o cuidado com o ecossistema local não seja uma ação isolada, mas uma prioridade das futuras gerações.

A iniciativa ganha relevância diante da necessidade de se combater a degradação das zonas costeiras, áreas fundamentais tanto para o equilíbrio ambiental quanto para a economia local baseada no turismo. O envolvimento direto do público jovem atua como um contraponto à lógica de exploração predatória, propondo um novo olhar sobre a função social do espaço público.

Embora o recolhimento físico de resíduos seja o fato central, os organizadores destacam que o impacto real da iniciativa é subjetivo e cultural. O sucesso da 7ª edição é avaliado pela mudança de comportamento dos participantes e pela disseminação desses valores dentro de seus núcleos familiares.

A Secretaria de Saúde e o Colégio In Pacto enfatizam que a proteção da natureza é um dever compartilhado entre Estado, instituições e sociedade civil. Sem a criação de mecanismos que facilitem a coleta e o destino correto do lixo, ações de limpeza enfrentam limitações estruturais, tornando a educação de base um componente indispensável para a sustentabilidade de longo prazo no litoral.

A mobilização encerra mais um ciclo reafirmando que a preservação ambiental em Guriri depende da manutenção de políticas integradas que conectem educação, gestão de resíduos e participação comunitária.
Por Redação Notícia10

Ilhéus: BNDES libera R$ 300 milhões para plano de inovação e IA da Positivo Tecnologia

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 300 milhões para o Plano de Inovação 2026-2028 da Positivo Tecnologia. O aporte, viabilizado pelo programa BNDES Mais Inovação, corresponde a 96% do investimento total de R$ 311,75 milhões previsto pela companhia brasileira. A iniciativa visa a integração de inteligência artificial (IA) em bens de consumo e a modernização de parques fabris sob o conceito de Indústria 5.0, com impactos diretos nas operações de Ilhéus (BA), Manaus (AM) e Curitiba (PR). O projeto é relevante por fortalecer a soberania tecnológica nacional em um setor dominado por corporações estrangeiras.

O financiamento ocorre em um momento de transição global para a chamada Indústria 5.0, que prioriza a colaboração entre humanos e sistemas inteligentes com foco em sustentabilidade. A Positivo Tecnologia, que historicamente destina cerca de 4% de sua receita líquida anual a Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), utilizará os recursos para acelerar a incorporação de agentes de IA em seus processos logísticos e de governança.

O plano estruturado para o biênio 2026-2028 busca não apenas a atualização fabril, mas a manutenção da competitividade da empresa frente às cadeias globais de suprimentos. Além dos recursos do BNDES, a companhia aportará R$ 11,75 milhões de capital próprio para completar o cronograma de expansão.

Do ponto de vista social e econômico, o investimento sinaliza um esforço para reduzir o abismo digital no Brasil. A frente voltada ao mercado de consumo (B2C) prevê o lançamento da “Minha Inteligência Artificial”, ferramenta desenhada para facilitar o aprendizado de IA por usuários comuns, e o “Control Center”, plataforma de gestão de dispositivos.

No setor público e corporativo, o foco recai sobre a agilização da identificação digital por meio da evolução de kits biométricos e soluções de infraestrutura de TI sob o modelo de hardware como serviço (HaaS). A expectativa é que o novo ciclo de investimentos gere 50 empregos diretos para profissionais de alta qualificação, como engenheiros e especialistas em tecnologia da informação, além de fomentar parcerias com instituições de pesquisa como o CITS, em Curitiba, e as Universidades Federais da Bahia (UFBA) e de Goiás (UFG).

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, associou o aporte à política industrial vigente: “São iniciativas aderentes à política industrial do governo do presidente Lula, que tem como um de seus objetivos o aumento da participação de empresas nacionais no segmento de plataformas digitais. O apoio contribui para o aumento da produtividade de um relevante ator da indústria brasileira.”

Para Hélio Bruck Rotenberg, presidente e fundador da Positivo Tecnologia, o apoio financeiro estatal é decisivo para a escala do projeto: “A chegada desse investimento amplia a nossa capacidade de investir com velocidade e escala em inovação para que possamos democratizar o acesso a IA e levar ainda mais benefícios a milhões de brasileiros.”

A execução do plano prevê a intensificação de parcerias com a Fundação Paulo Feitosa e o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INDT) em Manaus. No entanto, o sucesso da estratégia depende da capacidade de absorção dessas tecnologias pelo mercado nacional em um cenário de juros e crédito que ainda impõe desafios ao consumo de bens de informática. A médio prazo, a empresa projeta o registro de novas patentes de propriedade intelectual e industrial como resultado direto dos aportes.

Atualmente, a Positivo mantém seu cronograma voltado à diversificação em soluções de pagamentos, segurança e educação. O acompanhamento factual das metas de emprego e produtividade será o indicador real do retorno desse investimento público para a base industrial brasileira.
Por Redação Notícia10

Secagem manual da carne antes do preparo garante eficiência térmica e sabor

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A aplicação de técnicas culinárias fundamentadas na ciência de alimentos, como a secagem prévia de proteínas animais com papel-toalha, tem se consolidado como um diferencial para a qualidade nutricional e sensorial das refeições. O procedimento visa remover a barreira hídrica que impede a Reação de Maillard, processo químico que confere o aspecto dourado e o aroma característico às carnes. Sem essa etapa, a energia térmica da panela é desperdiçada na evaporação da água a 100 °C, resultando em um alimento cozido no próprio vapor, com textura irregular e palidez estética.

A ciência por trás do preparo doméstico e profissional revela que a água é o principal entrave para o desenvolvimento de sabor. De acordo com o portal especializado Serious Eats, a presença de líquido na superfície da carne consome a energia do recipiente para a mudança de estado físico (evaporação) antes de iniciar a caramelização das proteínas e açúcares.

Dados do portal Epicurious indicam que a Reação de Maillard ocorre de forma plena apenas quando a superfície atinge o intervalo entre 148 °C e 165 °C. Mesmo pequenas gotas residuais são capazes de baixar a temperatura do recipiente de cocção, atrasando o processo e prejudicando a formação da crosta crocante. Esse fenômeno é acentuado em carnes marinadas, onde o excesso de líquido pode queimar precocemente ou criar uma camada de isolamento térmico.

Para além da estética gastronômica, a técnica de secagem otimiza o uso do gás de cozinha ou energia elétrica ao reduzir o tempo de exposição do alimento ao calor para atingir o ponto desejado. No entanto, o manejo exige rigor sanitário. Especialistas recomendam que a secagem seja feita com papel-toalha em ambos os lados e bordas, com o descarte imediato do material para evitar a contaminação cruzada na cozinha.

Outro ponto de atenção é a interação com o sódio. O Serious Eats alerta que o sal, por sua natureza osmótica, puxa o suco interno da carne para a superfície. Caso o cozinheiro salgue a peça e não a leve ao fogo imediatamente, uma nova camada de umidade se formará, exigindo uma segunda secagem para não comprometer a transferência de calor.

Protocolo para preparo eficiente
• Para garantir a integridade do corte e a eficiência do fogo, o procedimento indicado envolve:
• Remoção total da umidade visível com papel absorvente após retirar a carne da embalagem;
• Distribuição uniforme de cortes menores (tiras ou cubos) para assegurar que não haja acúmulo de líquido entre as peças;
• Aplicação do tempero apenas no momento imediato ao contato com a superfície quente, caso não haja tempo para uma salga de longa duração.

O controle desses elementos químicos e físicos transforma o ato de cozinhar em uma prática mais consciente, garantindo que o valor agregado da proteína não seja perdido por técnicas de manejo inadequadas.
Por Redação Notícia10

Percepção psicológica sobre o alimento pode te ajudar a emagrecer

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A eficácia de uma dieta pode depender menos do valor calórico absoluto e mais da forma como o cérebro interpreta a refeição. Pesquisas no campo da psicologia comportamental revelam que a “mentalidade de privação” altera a resposta metabólica, dificultando a perda de peso. Segundo experimentos liderados pela psicóloga Alia Crum, da Universidade de Stanford, o corpo reage às crenças sobre o que é consumido: indivíduos que acreditavam ingerir um milkshake de 620 calorias apresentaram uma queda significativamente maior na grelina — hormônio que estimula o apetite — do que aqueles informados de que a bebida possuía apenas 140 calorias, ainda que o conteúdo real fosse idêntico (380 calorias).

O fenômeno evidencia que a saciedade não é um processo puramente mecânico de preenchimento gástrico, mas uma construção neuroquímica influenciada por rótulos e expectativas. Quando o indivíduo adota uma postura de contenção rígida, o metabolismo tende a desacelerar, e o corpo interpreta a falta de prazer como uma carência nutricional, mantendo os níveis de grelina elevados.

Esse mecanismo é agravado pelo ambiente contemporâneo, saturado de produtos ultraprocessados. Ashley Gearhardt, professora da Universidade de Michigan, compara esses alimentos a um “show de heavy metal”, cujo excesso de estímulos sensoriais abafa a percepção de sabores sutis presentes em frutas e vegetais. Essa saturação dificulta a regulação natural do apetite, gerando um ciclo de culpa e consumo excessivo.

A linguagem utilizada na rotulagem também desempenha um papel crucial no comportamento alimentar. Em testes com barras de proteína, participantes que consumiram produtos rotulados como “saudáveis” relataram maior fome posterior e consumiram mais comida em refeições seguintes do que o grupo que ingeriu o mesmo item rotulado como “saboroso”. “Acreditar que você está comendo o suficiente faz seu corpo responder como se já tivesse tido o suficiente”, afirma Alia Crum.

Essa evidência sugere que termos como “leve”, “baixo teor” ou “reduzido” podem ser contraproducentes para a saúde pública, pois induzem uma mentalidade de privação que desativa os sinais biológicos de satisfação. Sob uma perspectiva social, a obsessão pela contagem de nutrientes em detrimento do prazer gastronômico tem penalizado especialmente aqueles que tentam perder peso, resultando em episódios de alimentação compensatória.

Embora a disciplina alimentar seja necessária em quadros clínicos, a ciência aponta que o prazer é um aliado metabólico. Pessoas que sentem culpa ao comer alimentos indulgentes, como bolos, apresentam menor sucesso em programas de emagrecimento a longo prazo. A integração de alimentos naturais e proteínas em uma “mentalidade de indulgência” — onde o foco reside no valor e no prazer da nutrição, e não na restrição — mostra-se mais sustentável.

O redirecionamento do foco das políticas nutricionais para a valorização do prazer e da culinária de alimentos reais pode ser a chave para combater a epidemia de doenças crônicas ligadas à obesidade.

A recomendação de especialistas como Gearhardt e Crum converge para a confiança nos sinais do corpo. A redução de ultraprocessados, combinada com a permissão para o consumo ocasional e prazeroso de doces, evita o estresse hormonal da privação. O desafio para o futuro da saúde coletiva reside em desconstruir a ideia de que comer de forma saudável é uma obrigação punitiva, resgatando o ato alimentar como um pilar de satisfação biológica e mental.
Por Redação Notícia10

Do escritório ao consultório: “bumbum cansado”, por que o estilo de vida influencia o formato dos glúteos

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Para quem cumpre jornadas de 8 horas ou mais em frente ao computador, o cansaço ao fim do dia não é apenas mental. O impacto físico de permanecer sentado por longos períodos tem gerado uma alteração estrutural progressiva nos glúteos, fenômeno que vai além da estética e atinge a saúde muscular. A compressão constante dos tecidos e a falta de estímulo motor fazem com que o músculo “se desligue”, resultando em perda de firmeza e alteração do contorno corporal. Especialistas alertam que, sem intervenções no hábito diário, o corpo responde com uma mudança estrutural que compromete a sustentação e a qualidade da pele na região.

A rotina de trabalho contemporânea impõe ao corpo uma postura para a qual ele não foi projetado. Ao passar o dia sentado, o trabalhador coloca o músculo glúteo em um estado de inibição prolongada. Na fisiologia, esse processo compromete a estabilidade da bacia e da coluna lombar, já que o glúteo é um dos principais motores de sustentação do tronco.

O médico Chris Lima destaca que essa inatividade não é inócua. “O glúteo deixa de ser ativado corretamente, e isso gera um efeito que não é imediato, mas progressivo”, afirma. Para o profissional que trabalha sentado, a gravidade é apenas um dos fatores; o problema real é o músculo que deixa de exercer sua função de suporte, apagando o desenho natural da região.

Para mitigar os efeitos da jornada sedentária, a ergonomia e a medicina integrativa sugerem mudanças na dinâmica de trabalho. A aplicação de estratégias de “pausa ativa” é essencial para religar a conexão mente-músculo e melhorar a circulação local.
Alternativas práticas para o dia a dia:
• Pausas de Ativação (Regra 50/5): A cada 50 minutos sentado, levante-se por 5 minutos. Realizar contrações isométricas do glúteo (apertar o músculo conscientemente) mesmo sentado ajuda a manter a oxigenação dos tecidos.
• Elevação de Quadril: Se houver espaço, realizar breves séries de elevação de quadril no solo ao chegar em casa ajuda a “despertar” a musculatura inibida pelo dia de compressão.
• Ajuste Ergonômico: Utilizar assentos que distribuam melhor o peso e permitam que os pés fiquem firmemente apoiados, evitando que a pelve gire para trás (retroversão), o que agrava a falta de tônus.
• Intervenções Clínicas: Em casos onde a perda estrutural já é avançada, a harmonização glútea moderna atua não apenas no volume, mas no reposicionamento e melhora da qualidade da pele, tentando devolver a estrutura que o comportamento sedentário apagou.
A estética atual, portanto, deixa de ser vista como vaidade para ser interpretada como um indicador de saúde funcional. A tendência de glúteos com menor projeção e perda de firmeza entre trabalhadores de escritório é um sintoma da negligência com um dos músculos mais vitais do corpo.

Como conclui o Dr. Chris Lima, “o corpo mostra exatamente como você usa ele”. Para quem trabalha sentado, o desafio é integrar o movimento à produtividade, garantindo que a carreira não resulte no comprometimento definitivo da estrutura física.
Por Redação Notícia10

Custo e sobrecarga de tempo impedem brasileiros de manter dieta saudável

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Embora a população brasileira demonstre ter consciência sobre o que constitui uma dieta nutritiva, barreiras estruturais como a falta de tempo, o cansaço e o alto custo dos alimentos impedem a consolidação de bons hábitos. É o que aponta o estudo “Comportamento alimentar: percepções e desafios da alimentação saudável”, idealizado pelo Pacto Contra a Fome. Conduzido pelo Instituto Pensi com 142 pessoas em cinco capitais brasileiras entre setembro e novembro de 2025, o levantamento revela um descompasso crítico: a alimentação saudável é percebida como um sacrifício ou obrigação, enquanto produtos ultraprocessados e fast food são associados à recompensa emocional e viabilidade financeira.

A pesquisa identifica que o acesso à informação não é mais o principal gargalo da nutrição no Brasil. A maioria dos entrevistados reconhece que a base alimentar ideal deve ser composta por produtos in natura, como frutas e legumes. No entanto, a execução desse planejamento esbarra em uma rotina de trabalho exaustiva.

De acordo com Claudia König, pesquisadora do Instituto Pensi, existe uma “carga mental invisível” que recai sobre as famílias. O desafio não se restringe ao ato de cozinhar, mas abrange o planejamento, a escolha dos itens e a conciliação com rotinas sobrecarregadas. Esse cenário impulsiona o consumo de itens como empanados congelados e serviços de delivery, vistos como “indulgências” necessárias para dar conta do dia a dia.

O fator financeiro atua como um divisor de águas na qualidade nutricional. Enquanto as classes AB realizam cortes em itens de luxo, como azeites premium e iogurtes proteicos, as classes C e DE são forçadas a eliminar a base da pirâmide alimentar. Carnes bovinas, frutas e hortaliças são os primeiros itens a sair do carrinho quando o orçamento aperta.

O estudo dialoga com dados da PNAD Contínua de 2024, que indicam que 54,7 milhões de brasileiros vivem com algum grau de insegurança alimentar — o equivalente a 25,7% da população. “Quando o dinheiro está pouco, normalmente sai a salada”, relatou uma entrevistada de Belém (PA), evidenciando que a escolha pelo ultraprocessado muitas vezes é a única alternativa econômica viável.

A responsabilidade pela alimentação ainda possui face feminina. Segundo o levantamento, no qual 70% da amostra era composta por mulheres, elas são as principais gestoras das compras e do preparo, acumulando também o sentimento de culpa. “A pior alimentação tende a recair sobre as mulheres. A prioridade é garantir a comida dos filhos e, na correria, muitas acabam comendo o que sobra”, afirma Claudia König.

O foco no cuidado com a criança acaba por negligenciar a própria saúde da mulher, que opta por soluções rápidas e menos nutritivas no trajeto entre o trabalho e a casa. Para os pesquisadores, a solução para a crise alimentar brasileira exige medidas que transcendem a educação nutricional. As recomendações incluem:

• Regulação e Subsídios: Fomento a políticas que barateiem alimentos in natura e regulem a publicidade de ultraprocessados.
• Ambiente Escolar: Implementação de aulas de culinária para crianças como forma de influenciar o hábito familiar.
• Engajamento de Atores: Uso de redes sociais e criadores de conteúdo para disseminar soluções práticas e de baixo custo.

A conclusão do estudo reforça que a mudança de comportamento depende de um ambiente que torne a escolha saudável possível, e não apenas um ideal inalcançável diante da precariedade do tempo e da renda.
Por Redação Notícia10

Mucuri realiza evento de conscientização sobre segurança no trabalho em alusão ao Abril Verde

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A Prefeitura de Mucuri promove, no próximo dia 28 de abril, o 4º Evento de Promoção da Saúde do Trabalhador, integrando a agenda nacional do movimento Abril Verde. A programação gratuita terá início às 8h, na Câmara Municipal, com foco na prevenção de patologias laborais e acidentes de trabalho. Coordenada pela Vigilância em Saúde do Trabalhador (VISAT), a iniciativa busca mobilizar empregadores e empregados para a construção de ambientes laborais menos insalubres, oferecendo serviços de aferição de sinais vitais e testagem rápida à comunidade.

O movimento Abril Verde é uma campanha de âmbito nacional dedicada à conscientização sobre a segurança e saúde no trabalho. Em Mucuri, a quarta edição do evento municipal sinaliza uma tentativa de consolidar políticas públicas preventivas em um cenário nacional onde os índices de afastamentos por doenças ocupacionais e acidentes típicos permanecem elevados. A ação é fruto de uma parceria entre a Vigilância em Saúde, o Serviço Social do Transporte (SEST) e a Secretaria Municipal de Obras (SEMOB), articulando diferentes setores da administração pública para enfrentar o problema.

Iniciativas como esta desempenham um papel fundamental na redução de danos à integridade física e mental de quem compõe a força de trabalho local. Para além do diagnóstico imediato oferecido pelas testagens e aferições, o evento atua na disseminação de informações que muitas vezes não chegam ao chão de fábrica ou aos escritórios, como o reconhecimento de riscos invisíveis e direitos previdenciários. A inclusão da Secretaria de Obras na organização destaca a necessidade de monitorar setores historicamente mais expostos a riscos de acidentes graves, como a construção civil e a manutenção urbana.

Entretanto, o desafio de eventos pontuais reside na continuidade das fiscalizações e na efetividade das condições de trabalho no cotidiano. Embora palestras educativas sejam ferramentas de conscientização, o êxito real da saúde ocupacional em Mucuri depende da manutenção de uma rede de vigilância ativa que garanta o cumprimento de normas de segurança pelas empresas e instituições ao longo de todo o ano.
A programação prevista para o dia 28 inclui:
• Serviços Clínicos: Aferição de sinais vitais (pressão arterial e temperatura) e realização de testes rápidos (infecções sexualmente transmissíveis e outros indicadores).
• Educação: Palestras com especialistas sobre prevenção e dinâmicas interativas que abordam a ergonomia e a saúde mental.
• Acesso: Entrada gratuita e aberta à comunidade na sede da Câmara Municipal.

A realização deste quarto evento reforça o calendário oficial de saúde do município, mas também serve como um chamado para que o setor privado se adeque às exigências de proteção. Os dados colhidos durante as aferições de sinais vitais podem, inclusive, subsidiar futuras ações da VISAT no mapeamento das principais queixas de saúde da população trabalhadora de Mucuri.

A gestão municipal encerra o anúncio convidando a sociedade civil a ocupar o espaço legislativo para discutir a segurança coletiva, reiterando que o bem-estar no ambiente de trabalho é um pilar essencial para a dignidade humana e para a produtividade econômica da região.
Por Redação Notícia10