Home Blog Page 14

Conservação em Abrolhos movimenta R$ 1,9 bilhão e sustenta 100 mil empregos na região

0

A economia gerada pela preservação ambiental na região dos Abrolhos, que abrange o sul da Bahia e o norte do Espírito Santo, movimentou R$ 1,9 bilhão em 2024. Um estudo conduzido pelo WWF-Brasil, em parceria com o ICMBio e o coletivo Abrolhos para Sempre, revela que atividades de pesca e turismo no território sustentam cerca de 100 mil empregos. Os dados evidenciam que as Unidades de Conservação (UCs) não cumprem apenas um papel ecológico, mas são ativos financeiros estratégicos, sendo responsáveis direta ou indiretamente por R$ 536,3 milhões da receita total da região.

Dentro do ecossistema produtivo baiano, o impacto das áreas protegidas revela-se, portanto, como um motor de renda para comunidades locais. O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos registrou 16.912 visitantes no último ano, injetando quase R$ 7 milhões na economia regional. Ainda mais expressivo é o desempenho do Parque Municipal Recife de Fora, em Porto Seguro, que atraiu 73.650 turistas e movimentou mais de R$ 51 milhões, gerando 2.470 postos de trabalho.

Como se não bastasse o fluxo turístico, as Reservas Extrativistas (Resex) de Canavieiras, Corumbau e Cassurubá consolidam o protagonismo social do modelo de conservação. Juntas, essas reservas somam mais de 18 mil empregos e uma movimentação econômica de R$ 330 milhões. Esse cenário demonstra que a manutenção dos manguezais e recifes é o que garante a viabilidade das cadeias produtivas tradicionais.

A que pese a visão de que a preservação restringe o desenvolvimento, o levantamento mostra o contrário: o turismo consolidou-se como o principal pilar econômico, gerando R$ 611,5 milhões em renda direta. Por outro lado, a pesca artesanal mantém sua relevância social, com mais de 10,4 mil empregos diretos e uma receita de R$ 183,6 milhões. Vale ressaltar que o efeito multiplicador dessas atividades triplica o número de ocupações quando considerados os empregos indiretos, totalizando quase 97 mil vagas apenas nos dois setores.

Para Marina Corrêa, analista de Conservação do WWF-Brasil, proteger as áreas marinhas é uma estratégia econômica robusta. “O impacto vai muito além do que aparece inicialmente. Isso mostra que garantir a estabilidade para milhares de famílias depende da agenda ambiental”, afirma. João Carlos Pádua, professor da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e autor do estudo, reforça que “a cada manguezal protegido, cresce a força econômica de setores como pesca e turismo”.

A Região dos Abrolhos, já reconhecida como Hope Spot pela organização Mission Blue por abrigar a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul, aguarda agora possíveis avanços em sua candidatura a Patrimônio Mundial Natural da UNESCO. A certificação internacional poderá atrair novos investimentos e ampliar o fluxo turístico qualificado.

Trata-se, em última análise, de consolidar um modelo de desenvolvimento que utiliza a riqueza natural para gerar justiça social. O cenário atual indica que o fortalecimento das políticas de fiscalização e manejo das Unidades de Conservação é o caminho para assegurar que a marca de R$ 1,9 bilhão continue a crescer nos próximos anos, beneficiando diretamente as populações da costa leste brasileira.
Por Redação Notícia10

Conceição da Barra: Projeto da Ufes promove educação indígena e ambiental para 500 crianças em Itaúnas

0

O Parque Estadual de Itaúnas, em Conceição da Barra (ES), sediou entre segunda (13) e quarta-feira (15) o projeto de pesquisa Tupiabá, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Sob o título “Vermelho Urucum”, a ação mobilizou cerca de 500 crianças em atividades lúdicas que abordaram Itaúnas como território indígena. O evento reuniu estudantes e educadores locais em um intercâmbio com professores indígenas vindos do Amazonas, conectando preservação ambiental e história ancestral. A iniciativa reforça a relevância do diálogo entre a academia e as comunidades tradicionais para a formação escolar básica.

Embora a imagem de Itaúnas ser fortemente atrelada ao turismo de dunas, o projeto busca resgatar a identidade indígena da região. A programação contou com exposições e mesas informativas que envolveram moradores da Vila de Itaúnas e de distritos vizinhos. Um ponto central da logística foi a vinda de docentes do Amazonas, permitindo uma troca de experiências sobre métodos pedagógicos entre realidades geográficas distintas.

Não por acaso, o cronograma foi estruturado em um circuito que conecta três pontos estratégicos de preservação e memória: Manaus (AM), Itaúnas (ES) e Regência (ES). Esta última etapa está prevista para ocorrer entre os dias 16 e 18 de abril, mantendo a continuidade das ações educativas do grupo de pesquisa da Ufes.

Do ponto de vista social, o envolvimento direto de meio milhar de estudantes transforma o parque em uma sala de aula aberta. As atividades foram desenhadas para aproximar temas complexos da realidade infantil, utilizando o lúdico como ferramenta de ensino. Cabe destacar que o impacto não se restringe aos alunos; educadores locais participaram de sessões de formação para integrar a temática indígena ao currículo regular de forma permanente.

“A realização dessa ação é extremamente importante, pois fortalece a educação ambiental aliada à valorização da cultura indígena, promovendo uma aprendizagem significativa”, afirmou Veratriz Souto, pedagoga do Parque Estadual de Itaúnas. A profissional ressaltou que a parceria com a Ufes e o apoio do Projeto Caiman geraram resultados práticos na percepção da comunidade escolar sobre o patrimônio local.

O encerramento das atividades em Itaúnas foi marcado por uma visita à Aldeia Jacó Pataxó. O momento permitiu que os estudantes tivessem contato direto com saberes tradicionais, indo além da teoria apresentada nas mesas informativas. Revela-se, portanto, um esforço institucional para tirar o conhecimento acadêmico dos muros da universidade e aplicá-lo na preservação da memória regional.

Ainda que o foco seja educativo, a iniciativa sinaliza para um fortalecimento da governança socioambiental na região de Conceição da Barra. Com a próxima etapa confirmada para Linhares (Regência), o projeto Tupiabá consolida uma rede de cooperação técnica que deve subsidiar novos materiais didáticos sobre a presença indígena no litoral capixaba e na bacia amazônica.
Por Redação Notícia10

Irã reabre Estreito de Ormuz e preço do petróleo Brent recua 10%

0

O governo do Irã anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz nesta sexta-feira, após um bloqueio de 45 dias que desestabilizou o mercado energético global. A medida ocorre no âmbito de negociações com os Estados Unidos e está atrelada à manutenção do cessar-fogo no Líbano. A resposta do mercado financeiro foi imediata: o barril de petróleo Brent registrou queda de 10%, atingindo US$ 90, enquanto índices de ações em Nova York e na Europa operam em alta. A normalização do fluxo na região é considerada vital para estancar a crise inflacionária global.

A que pese o anúncio oficial de reabertura, a normalização do suprimento não será instantânea. Durante o período de fechamento, a Agência Internacional de Energia (AIE) registrou uma queda histórica na produção de 10,1 milhões de barris por dia, o equivalente a 10% do consumo global. O represamento da oferta fez com que o Brent saltasse de US$ 70 para US$ 120 em março, uma valorização de 63% em apenas um mês.

Atualmente, cerca de 2.000 navios aguardam no Golfo Pérsico para retomar as rotas comerciais. Especialistas indicam que o dano infraestrutural nas linhas de produção e o engarrafamento logístico impedem que os preços retornem aos níveis de fevereiro (US$ 70) no curto prazo.

Não por acaso, as bolsas de valores reagiram com otimismo, antecipando a solução diplomática. O índice Ibex 35 e o S&P 500 operam próximos de recordes históricos, recuperando as perdas registradas desde o início das hostilidades. Sob a justificativa de que um acordo definitivo está próximo, o presidente dos EUA, Donald Trump, celebrou a medida em redes sociais, afirmando que o Irã fez “concessões-chave” e que está pronto para ratificar o encerramento do conflito.

Contudo, vozes no setor financeiro sugerem cautela. Andrew Chorlton, diretor de investimentos da M&G, afirmou à Reuters que a rapidez com que os mercados ignoraram os riscos energéticos parece “um pouco complacente”. Trata-se, antes, de um descompasso entre o otimismo dos investidores e o alerta de banqueiros centrais sobre os riscos residuais da crise.

O governo americano sinalizou que o acordo pode ser assinado em Islamabad, caso os termos finais sejam ratificados pelas partes. Cabe destacar que o fluxo de gás natural liquefeito (GNL), que também transita por Ormuz, é monitorado de perto por economias europeias e asiáticas, dependentes da estabilidade daquela rota.

No momento, o foco técnico se volta para a capacidade de escoamento do Estreito. O cenário revela-se, portanto, de alívio imediato na volatilidade, mas de recuperação lenta na cadeia produtiva global, que ainda lida com o déficit acumulado nas últimas seis semanas.
Por Redação Notícia10

ANTT projeta estabilidade regulatória para atrair investimentos na Intermodal 2026

0

A cúpula da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) apresentou, nesta terça-feira (14/4), as diretrizes para o novo ciclo de concessões de infraestrutura rodoviária e ferroviária durante a abertura da Intermodal South America 2026, em São Paulo. O encontro, considerado o principal centro de logística e comércio exterior da América Latina, serve de plataforma para o governo federal tentar consolidar a confiança de capital estrangeiro e privado. Com foco na previsibilidade de contratos, a autarquia busca assegurar a continuidade de obras estruturantes, à revelia do calendário eleitoral vigente no país.

A que pese a volatilidade econômica comum a períodos de transição política, a gestão da ANTT defende que o modelo regulatório atual blinda os projetos de transportes terrestres. Segundo a agência, o país atravessa um momento de transformação em que a infraestrutura atua como um eixo de consenso técnico. A meta central é converter o potencial logístico em ambiente real de investimento, sustentado por regras que reduzam riscos operacionais e ampliem a segurança jurídica para grupos que operam de “norte a sul” do território nacional.

Do ponto de vista social e econômico, a estabilidade nos contratos de concessão impacta diretamente o custo do transporte de cargas e a segurança nas rodovias. A manutenção de um fluxo contínuo de investimentos permite a redução de gargalos históricos, o que se traduz em maior competitividade para o escoamento da produção nacional. Cabe destacar que o setor busca integrar a sustentabilidade ao desenvolvimento, tema que pautou discussões sobre a agenda climática e a transição para uma economia de baixo carbono no transporte de cargas.
Durante a cerimônia de abertura, o Diretor-Geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, enfatizou a busca do capital privado por garantias institucionais.

“O capital privado busca três coisas: estabilidade, previsibilidade e segurança. E os projetos do Governo Federal, seja de transportes terrestres, seja de portos e aeroportos, oferecem exatamente isso”, afirmou Sampaio.

O diretor ressaltou ainda que, mesmo em período eleitoral, as concessões devem manter o ritmo de execução. Por outro lado, o diretor Felipe Queiroz reforçou a necessidade de alinhar a logística brasileira aos padrões globais de redução de emissões, visando a inserção definitiva do Brasil nas cadeias de suprimento internacionais.

A agenda técnica da agência na Intermodal segue com painéis voltados para a fiscalização eficiente e o equilíbrio contratual. A expectativa é que as rodadas de negociações iniciadas no evento acelerem o cronograma de novos editais previstos para o biênio 2026-2027. Trata-se, antes de um movimento de relações públicas, de uma tentativa estratégica de posicionar o Estado como um regulador maduro diante de investidores globais.
Por Redação Notícia10

Portos da Bahia lideram crescimento logístico e impulsionam economia regional em fevereiro

0

A movimentação de cargas nos portos públicos da Bahia registrou um salto de 11,66% em fevereiro, consolidando o estado como um dos principais motores da logística nacional. Segundo dados da Autoridade Portuária Federal (CODEBA), o volume operado chegou a 1,4 milhão de toneladas, superando o ritmo de crescimento da média brasileira. O desempenho baiano foi puxado, sobretudo, pela operação de granéis líquidos e produtos destinados ao mercado externo, reafirmando a posição estratégica dos terminais de Aratu-Candeias, Salvador e Ilhéus no cenário de exportação e cabotagem.

Dentro do complexo portuário baiano, o Porto de Aratu-Candeias apresentou o resultado mais expressivo, com um aumento de 20,23% na movimentação, totalizando 555 mil toneladas. O terminal, essencial para o Polo Industrial de Camaçari, demonstra fôlego na operação de insumos e produtos químicos. Já o Porto de Salvador movimentou 370 mil toneladas, mantendo-se como peça-chave para a carga conteinerizada, que no cenário nacional cresceu 10,2%. No sul do estado, o Porto de Ilhéus contribuiu com 40 mil toneladas, reforçando o escoamento regional.

A que pese a relevância técnica dos índices, a eficiência dos portos reflete diretamente na economia da ponta. Não por acaso, a fluidez no escoamento de mercadorias como o óleo bruto de petróleo — que teve alta nacional de 16,2% — e produtos como sal e carvão mineral impacta a arrecadação estadual e a manutenção de empregos na cadeia logística. Do ponto de vista social, o fortalecimento da cabotagem, que cresceu 8,2% no país, permite que a produção baiana chegue a outros estados com custos reduzidos, aumentando a competitividade dos produtos locais.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou que os números de fevereiro são fruto de um esforço para modernizar a infraestrutura aquaviária. Segundo Franca, o foco está em “atrair mais investimentos privados e promover a inovação para que o setor continue a ser um pilar para o desenvolvimento”. Trata-se, antes de uma meta burocrática, de um compromisso em integrar os modais de transporte para que a carga produzida no interior baiano encontre nos portos uma saída ágil e segura.

Ainda que os resultados sejam positivos, cabe destacar que a manutenção desse crescimento exige atenção constante à dragagem e à modernização dos berços de atracação. O cenário revela-se, portanto, promissor: com a carga de granel líquido avançando 11,2% em todo o território, os terminais da Bahia estão em posição privilegiada para captar esse fluxo. Em última análise, o desempenho de fevereiro sinaliza que o estado está preparado para sustentar o ritmo de expansão do comércio exterior brasileiro ao longo de 2026.
Por Redação Notícia10

Bahia: Rota de cafés especiais integra 22 fazendas no Planalto da Conquista

0

O governo da Bahia oficializou, na última terça-feira (13), a criação da Rota dos Cafés Especiais do Planalto da Conquista, um novo eixo de turismo de experiência na zona Caminhos do Sudoeste. O projeto engloba 22 fazendas distribuídas em um percurso de 54 quilômetros entre os municípios de Barra do Choça e Vitória da Conquista. A iniciativa visa converter a tradicional produção cafeeira da região em um produto turístico estruturado, oferecendo imersão no processo produtivo — do plantio à gastronomia — para atrair visitantes de maior valor agregado e gerar novas frentes de renda local.

A que pese a consolidada tradição agrícola do sudoeste baiano, a integração ao turismo dependia de logística e capacitação técnica. Sob a justificativa de consolidar o destino, o Estado instalou sinalização específica e implementou o programa QualiTurismo Bahia, focado na capacitação de mão de obra para os serviços de receptivo. Cabe destacar que a parceria entre a Secretaria de Turismo (Setur-BA) e a Prefeitura de Barra do Choça também resultou na abertura de um posto do Serviço de Atendimento ao Turista (SAT) na cidade, ponto fundamental para dar suporte ao trânsito de visitantes.

Do ponto de vista social e econômico, o roteiro surge como uma alternativa à sazonalidade do turismo de sol e mar. Não por acaso, representantes do trade turístico, como a operadora CVC Corp, identificam no Planalto da Conquista um potencial para viagens personalizadas e grupos menores. Trata-se, antes de uma simples visitação, de uma estratégia de visibilidade para o produtor rural. Para Idimar Barreto, da Fazenda Ouro Verde, a integração ao turismo oferece a oportunidade de expor o trabalho técnico da cafeicultura para um público que busca experiências exclusivas.

A vivência proposta pela rota inclui propriedades como as fazendas Estância da Barra, Ouro Verde e Vidigal. Esta última diferencia-se por abrigar uma galeria de arte a céu aberto com obras temáticas.

“Trabalhamos desde o turismo pedagógico até experiências voltadas a apreciadores de cafés especiais, apresentando todo o processo, do genoma à xícara, além da história da região”, pontuou a artista plástica Valéria Vidigal. Ainda que o foco seja a bebida, o roteiro valoriza o patrimônio histórico de uma área que se desenvolveu economicamente a partir da cultura cafeeira.

A consolidação da Rota dos Cafés Especiais deve impulsionar o calendário de eventos na região e a comercialização direta de produtos de maior qualidade. O titular da Setur-BA, Maurício Bacelar, reforça que a diversificação da oferta turística é o caminho para a geração de novos postos de trabalho no interior do estado. O cenário revela-se, portanto, como um passo para posicionar o Sudoeste Baiano no mapa do agroturismo nacional, aproveitando o crescente mercado de cafés premiados e o interesse por destinos de montanha.
Por Redação Notícia10

ES: Sistema prisional de São Mateus certifica 50 internos em cursos de qualificação profissional

0

Cerca de 50 internos e internas da Penitenciária Regional de São Mateus (PRSM) concluíram, nesta terça-feira (14), cursos de capacitação profissional nas áreas de Assistente de Logística, Assistente Administrativo e Corte e Escova. A ação é fruto do Projeto Integra, uma parceria entre a Secretaria da Justiça (Sejus) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-ES). O projeto foca na preparação técnica para o mercado de trabalho e no fomento ao empreendedorismo como ferramentas centrais para a ressocialização. Em 2025, o programa já havia certificado 256 custodiados em diferentes unidades do sistema prisional capixaba.

Para além do ambiente de privação de liberdade, a metodologia aplicada pelo Senac-ES busca replicar as exigências reais do setor produtivo. As formações oferecidas foram selecionadas sob a justificativa de atender à demanda local por mão de obra qualificada e permitir que os egressos iniciem negócios próprios após o cumprimento das penas. Trata-se, antes de uma atividade ocupacional, de um esforço para garantir autonomia financeira aos indivíduos, fator considerado determinante para evitar o retorno ao crime.

Do ponto de vista social, a qualificação dentro dos presídios atua diretamente na redução dos índices de reincidência. Ao oferecer conteúdo prático e atualizado, o Estado tenta quebrar o ciclo de exclusão que atinge grande parte da população carcerária ao retornar à liberdade. É sintomático que o foco das certificações tenha abrangido desde setores de serviços, como beleza, até funções administrativas, diversificando as possibilidades de inserção profissional dos detentos.

“Nosso compromisso é transformar as perspectivas desses internos e fazer com que eles tenham condições de voltar ao convívio social de forma produtiva”, afirmou o subsecretário de Estado da Ressocialização, Marcelo Gouvêa.

Para a gerente de Educação Profissional do Senac em São Mateus, Érika Carvalho Boechat, a educação é o caminho para reconstruir trajetórias com dignidade. “Esse momento simboliza a prova de que a educação tem o poder de transformar trajetórias e abrir portas para o futuro”, destacou a gestora.

Como se não bastasse a formatura desta semana, novas turmas já foram confirmadas para a unidade de São Mateus. Estão programadas mais 40 vagas para os cursos de Informática Básica, voltado para o público masculino, e Escova e Penteados, destinado à ala feminina. O modelo de ensino segue o padrão de certificação técnica exigido para o público externo, garantindo validade nacional aos diplomas.

Revela-se, portanto, um movimento de expansão contínua da rede de ensino profissionalizante no sistema penitenciário do Espírito Santo. Ainda que o número de certificados — 256 em 2025 — represente apenas uma parcela da população carcerária total, a continuidade do Projeto Integra aponta para uma política de Estado que prioriza a capacitação técnica como eixo de segurança pública de longo prazo.
Por Redação Notícia10

ES: Bandes abre renegociação de dívidas para reativar crédito de empresas no Espírito Santo

0

O Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) lançou a campanha “Pra quitar”, uma ofensiva estratégica para recuperar crédito e reduzir a inadimplência no setor produtivo capixaba. A iniciativa, que segue aberta até o dia 31 de julho, foca na regularização de contratos em atraso de micro, pequenas e médias empresas, além de produtores rurais. Através de uma análise individualizada de operações judicializadas ou não, o banco busca devolver a capacidade de investimento a empreendedores que enfrentam gargalos financeiros, visando a retomada da modernização e produtividade no estado.

A que pese o caráter emergencial de campanhas de arrecadação, a ação do Bandes integra um planejamento estruturado para fortalecer a atividade econômica regional. A recomposição do crédito não se limita à quitação de débitos pendentes; trata-se, antes, de um mecanismo para reequilibrar o fluxo de caixa das empresas. Ao sanear as contas do setor produtivo, a instituição espera destravar novos ciclos de expansão que estavam estagnados pela falta de acesso a novas linhas de financiamento.

Do ponto de vista social, a medida atinge diretamente o sustento de famílias que dependem de pequenos negócios e da produção rural. Cabe destacar que o endividamento prolongado retira essas unidades produtivas do circuito formal de crédito, impedindo investimentos em inovação. Não por acaso, o programa contempla tanto pessoas jurídicas quanto físicas em casos específicos, permitindo que o devedor apresente uma proposta de pagamento que se adeque à sua realidade financeira atual.

Os interessados em aderir ao programa devem preencher um formulário no site oficial do banco, que servirá de base para a avaliação da equipe técnica. Como se não bastasse o canal digital, o suporte foi ampliado para o WhatsApp (27 99949-4206), funcionando em dias úteis, das 9h às 18h. Após o envio das informações, o Bandes apresenta as condições diferenciadas de pagamento, que variam conforme o perfil do contrato e o tempo de atraso.

Revela-se, portanto, que a iniciativa do banco de desenvolvimento tenta atenuar os riscos de falência e descontinuidade de operações vitais para o PIB capixaba. Vale ressaltar que a recuperação da capacidade financeira das empresas é um passo essencial para a manutenção de empregos e para a competitividade do estado no cenário nacional. A conclusão do programa no final de julho marcará o início de uma nova fase de monitoramento sobre a saúde financeira das empresas reabilitadas pelo sistema.
Por Redação Notícia10

Mucuri renova parcerias com APAE, ASCA e Lar dos Idosos para assistência social

0

A Prefeitura de Mucuri formalizou, na última sexta-feira (10/04), a renovação dos Termos de Colaboração com três entidades filantrópicas locais: APAE, ASCA e o Lar dos Idosos. O acordo prevê que o município adquira das instituições a execução do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) pelo período de doze meses. A medida visa descentralizar e expandir o atendimento a crianças, adolescentes e idosos em situação de vulnerabilidade, utilizando a estrutura de entidades que já atuam na rede de proteção social da cidade.

A parceria impacta diretamente o alcance das políticas públicas de assistência. Com a assinatura, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) amplia sua capacidade para atender mais de 90 famílias. Paralelamente, a Associação Comunitária Amanhã (ASCA) fica responsável por 110 usuários, enquanto o Lar dos Idosos assegura a continuidade do serviço para 50 beneficiários.

O modelo de colaboração permite que as entidades ofereçam oficinas e atividades socioeducativas que, embora pudessem ser executadas diretamente pela administração municipal, ganham capilaridade através das organizações da sociedade civil.

O foco do investimento é a manutenção do SCFV, que atua na prevenção de situações de risco social. As ações previstas nos termos incluem iniciativas de conscientização sobre direitos fundamentais e o estímulo à autonomia dos usuários. Em frentes específicas, as atividades são voltadas para a inclusão produtiva e a geração de renda, buscando reduzir a dependência exclusiva de auxílios governamentais a longo prazo.

A renovação do repasse envolveu um fluxo administrativo que passou pelas Secretarias de Administração e Finanças, além do Controle Interno da prefeitura. O Conselho Municipal de Assistência Social também participou da validação dos termos, garantindo que as metas de atendimento estejam alinhadas ao Plano Municipal de Assistência Social.

Apesar do anúncio da ampliação e continuidade, o texto base não especifica os valores nominais dos repasses financeiros destinados a cada uma das três instituições para o ciclo de 2026.

Os termos de colaboração já estão em vigor e as atividades socioeducativas nas sedes da APAE, ASCA e Lar dos Idosos devem seguir o cronograma anual estabelecido pela Secretaria de Assistência Social. A fiscalização da execução dos serviços e do cumprimento das metas de atendimento será realizada periodicamente pelos órgãos de controle do município ao longo do próximo ano.
Por Redação Notícia10

Futebol e sangue: Brasil registra 25% mais agressões a mulheres em dias de jogos

0

Para milhares de brasileiras, o calendário do futebol não é um cronograma de lazer, mas um sistema de alerta. Enquanto estádios celebram ou lamentam resultados, o ambiente doméstico converte a tensão do campo em violência real. Em 2025, o Brasil registrou 6.904 feminicídios (entre casos consumados e tentados), mas é nos dias de grandes transmissões que o risco atinge seu ápice, com um salto superior a 25% nas notificações de agressão.

A correlação entre o esporte e a violência doméstica não é causal — o futebol não “cria” um agressor —, mas funciona como um catalisador de comportamentos pré-existentes. Especialistas apontam que a estrutura do jogo oferece o cenário ideal para o extravasamento de impulsos violentos sob três pilares principais:

1. Álcool como Desinibidor: O consumo em massa antes, durante e após as partidas reduz o controle de impulsos. O álcool atua como uma “autorização social” para a agressividade.
2. Masculinidade e Controle: O futebol é frequentemente lido como uma extensão da identidade e do poder. A frustração com a derrota ou a euforia da vitória são transpostas para o domínio doméstico como forma de reafirmar controle sobre a parceira.
3. Exposição Prolongada: Eventos esportivos mantêm o agressor em casa por períodos maiores, sob alta carga emocional, reduzindo as janelas de segurança da vítima.

O fenômeno foi detalhadamente mapeado pela Lancaster University, no Reino Unido. Ao analisar dados policiais durante a Copa do Mundo, os pesquisadores identificaram um padrão estatístico rigoroso: o aumento da violência ocorre independentemente do placar, mas a intensidade varia.
Cenário de Jogo Aumento nos Registros de Violência

No Brasil, a dinâmica se repete. Com 81% das violências ocorrendo dentro de casa, o país enfrenta o desafio de que o feminicídio segue em alta mesmo quando outros indicadores de criminalidade, como homicídios dolosos, apresentam recuo. Apenas no primeiro semestre de 2025, a média foi de quatro mulheres mortas por dia por razões de gênero.

A ONU estima que 137 mulheres são mortas diariamente por parceiros ou familiares ao redor do mundo. O dado desmistifica a ideia de que o perigo para a mulher está “na rua”.

No contexto brasileiro, a rede de proteção esbarra em gargalos de execução. Embora o país possua a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, especialistas alertam que a efetividade das medidas protetivas de urgência depende de uma capilaridade que as Delegacias Especializadas (DEAMs) ainda lutam para atingir em municípios do interior.

A influência cultural do futebol, que hoje amplifica o problema, é também a ferramenta mais poderosa para combatê-lo. A estrutura do esporte — clubes, federações e grandes redes de transmissão — detém uma audiência que as campanhas governamentais tradicionais dificilmente alcançam sozinhas.

O enfrentamento dessa estrutura social persistente exige que o “apito final” no campo seja o início de uma rede de proteção, e não o começo de um risco invisível entre quatro paredes.
Por Redação Notícia10

BA: Governo e sociedade civil revisam plano de desenvolvimento para o Extremo Sul da Bahia

0

A Secretaria do Planejamento do Estado da Bahia (Seplan) e o Colegiado Territorial de Desenvolvimento Sustentável (Codeter) realizaram, nesta terça-feira (14), a oficina de requalificação do Plano Territorial de Desenvolvimento Sustentável e Solidário (PTDS) do Extremo Sul. O encontro presencial reuniu gestores públicos e sociedade civil para revisar prioridades em áreas como saúde, educação e infraestrutura. A iniciativa, apoiada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), busca atualizar as metas governamentais para os próximos anos, conectando demandas locais ao orçamento estadual para reduzir desigualdades regionais.

O PTDS funciona como o principal instrumento de planejamento participativo da Bahia, abrangendo 27 Territórios de Identidade. No Extremo Sul, o processo é conduzido pelo consórcio Certare-Quantion, empresa contratada para realizar o diagnóstico e a atualização técnica das propostas. A metodologia baseia-se no trabalho de Grupos de Trabalho Temáticos (GTTs), que analisam dados técnicos e demandas sociais para consolidar um guia de investimentos e ações de longo prazo.

Diferente de planos setoriais isolados, o PTDS integra 13 eixos temáticos, incluindo produção rural e meio ambiente. A proposta é que as decisões tomadas nessas oficinas influenciem diretamente a formulação de políticas públicas reais, transformando o levantamento de campo em diretrizes para o Plano Plurianual (PPA) do Estado.

A viabilidade do plano depende da adesão de representantes locais, ponto reforçado pela consultora Débora Braga, responsável pela condução da oficina. Segundo ela, a participação das entidades e da sociedade civil organizada é fundamental para que o documento reflita a realidade do território. “A importância dessas oficinas e do engajamento das entidades é o que garante a construção de um plano sólido e representativo”, pontuou.

Institucionalmente, o governo estadual posiciona o evento como uma etapa de descentralização das decisões. Denis Soares, representante da Seplan, destacou que o processo visa garantir que todas as regiões tenham voz nas prioridades do Executivo. “É o compromisso do Estado, através da Seplan, em oportunizar a todos os cidadãos em todos os territórios da Bahia a possibilidade de discutir e propor ações para o desenvolvimento”, afirmou Dênis.

Após a etapa de escuta e requalificação no Extremo Sul, as informações coletadas serão processadas tecnicamente para compor o documento final de planejamento. O modelo de revisão segue o padrão adotado em outras regiões, como o Território do Velho Chico, onde o PTDS assume a função de um plano estratégico com horizonte de oito anos. A consolidação desses dados é o passo anterior à implementação das metas orçamentárias previstas para o ciclo subsequente de investimentos do governo baiano.
Por Redação Notícia10

Papa leão ignora ofensiva de Donald Trump: “vamos continuar lutando contra as guerras”

0

O Papa Leão XIV elevou o tom contra a Casa Branca nesta segunda-feira (13), ao declarar a jornalistas que não teme a administração de Donald Trump. O embate direto, sem precedentes recentes na diplomacia entre o Vaticano e Washington, ocorre após o presidente dos Estados Unidos atacar pessoalmente o Pontífice nas redes sociais, classificando-o como “fraco” e “nefasto” em política externa. A crise foi deflagrada pela postura crítica da Igreja Católica em relação à ofensiva militar americana no Irã e à intervenção na Venezuela, temas que Trump considera de competência exclusiva de seu mandato.

O confronto público atingiu o ápice no domingo, quando Trump utilizou sua plataforma, Truth Social, para descarregar meses de tensões acumuladas. O presidente questionou a legitimidade da eleição de Leão XIV — ocorrida em maio de 2025 — sugerindo que o cardeal americano Robert Prevost só foi escolhido para o trono de Pedro para “gerenciar” o relacionamento com a Casa Branca.

“Não quero um papa que acredite que é aceitável o Irã ter uma arma nuclear”, escreveu Trump, que também publicou uma imagem gerada por inteligência artificial onde aparecia como Jesus Cristo, postagem posteriormente removida. A investida ocorreu horas após a liderança episcopal dos EUA deslegitimar a guerra no Irã, utilizando o conceito teológico de “guerra justa” para condenar as ações de Washington.

A bordo do avião papal a caminho da Argélia, Leão XIV respondeu às provocações de forma direta. O Pontífice enfatizou que a missão da Igreja não é política, mas de “construção da paz”, e defendeu o multilateralismo como via para a solução de conflitos globais.

“Não tenho medo da administração Trump, nem de proclamar em voz alta a mensagem do Evangelho. Não somos políticos, não vemos a política externa da mesma perspectiva, mas como construtores da paz”, afirmou o Papa.

O cardeal Robert Prevost reforçou a posição institucional, declarando que a Igreja possui a “obrigação moral” de se opor a conflitos bélicos, citando que o Evangelho é claro sobre a preservação da vida.

A hostilidade declarada de Trump marca o fim de um período de trégua de um ano desde o início do pontificado de Leão XIV. O cenário atual retoma a resistência de setores da ultradireita americana que já haviam confrontado o Papa Francisco. No Vaticano, a principal preocupação reside na “distorção da mensagem cristã” por pregadores que apoiam a retórica nacionalista e bélica de Trump dentro do Salão Oval.
O Arcebispo Paul S. Coakley, presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA, manifestou-se “magoado” com as palavras depreciativas do presidente, sublinhando que o Papa não deve ser tratado como um rival político.

A Santa Sé mantém a vigilância sobre a manipulação política da fé religiosa, tema que já havia sido objeto de alerta do Papa aos bispos espanhóis em novembro passado. Com a confirmação da postura ativa de Leão XIV contra a guerra, analistas preveem uma aceleração das manobras conservadoras para desacreditar o Pontífice em solo americano, onde o peso de sua nacionalidade torna a disputa ainda mais sensível para a opinião pública interna.
Por Redação Notícia10

Mudança de hábitos alimentares faz brasileiros abandonarem bares e ultraprocessados em busca de saúde

0

O setor de bares, lanchonetes e restaurantes enfrenta um cenário de pressão econômica decorrente de uma transformação profunda no comportamento de consumo no Brasil. Entre 2022 e 2025, a substituição de itens de conveniência por opções mais saudáveis e o aumento de 59,6% na ingestão de água alteraram o fluxo financeiro do setor de serviços. Segundo dados da Scanntech, produtos pilares do faturamento desses estabelecimentos, como a cerveja, que recuou 6,8%, e ultraprocessados como hambúrgueres e massas instantâneas (com quedas de 11,2% e 16,6%, respectivamente), perdem espaço para uma dieta focada em alimentos in natura e proteínas básicas.

A redução no consumo de itens associados ao baixo valor nutricional afeta diretamente a rentabilidade de lanchonetes e redes de fast food. A queda de 10,1% no consumo de biscoitos e 14,2% no de açúcar reflete uma resistência maior do consumidor a produtos que antes dominavam as escolhas rápidas fora de casa.

Ao mesmo tempo, o crescimento do consumo doméstico de ovos (24,3%) e frango in natura (15,4%) indica que o brasileiro tem transferido parte de seus gastos para o preparo de refeições em casa ou para a compra de ingredientes brutos. O avanço da “cesta saúde”, que cresceu 17% no início de 2025, sugere que o orçamento que antes seria destinado ao lazer em bares está sendo redirecionado para suplementos e alimentos funcionais.

O setor de serviços alimentares também lida com um consumidor que passou a desvincular a escolha alimentar exclusivamente do preço. No início de 2025, mesmo com a redução de quase 9% no valor da carne bovina, a demanda pelo produto caiu 8%. Em contrapartida, o ovo, apesar da alta de 11,7% no preço, registrou aumento de 5,5% nas vendas.

Para bares e restaurantes, essa mudança de paradigma é crítica: o público não está apenas buscando o menor preço, mas sim o maior valor nutricional. A expansão de bebidas proteicas, que saltaram de 5% para 13% de presença no mercado entre 2023 e 2025, reforça que o consumo de bebidas alcoólicas e refrigerantes tem perdido a hegemonia como prioridade de gasto.

A tendência de retração no faturamento de estabelecimentos tradicionais deve se manter, dado que metade dos brasileiros declara intenção de aumentar o consumo de proteínas para o próximo ano. Estabelecimentos que não adaptarem seus cardápios para atender à demanda por alimentação preventiva e funcional podem ver uma erosão contínua de suas margens. O mercado de iogurtes funcionais e suplementos já cresce em um ritmo 110 vezes superior ao restante do varejo alimentar, sinalizando que a “dieta do bem-estar” é hoje o principal concorrente do setor de alimentação fora do lar.
Por Redação Notícia10

Teixeira de Freitas: Ailton Lacerda empenha prestígio no bairro Santa Rita para impulsionar nome de Carlos Muniz Filho a federal

0

O ex-vereador Ailton Lacerda, influente liderança política do bairro Santa Rita em Teixeira de Freitas, oficializou sua aliança com Carlos Muniz Filho para a disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados nestas eleições. Após um período de consulta com correligionários e moradores, Lacerda iniciou o trabalho de mobilização nas bases eleitorais para apresentar o médico e estreante na política baiana. A decisão encerra uma expectativa local sobre o posicionamento do ex-vereador, que fundamentou a demora na apresentação do nome como uma busca por “cautela e emparelhamento de postura”.

Ailton Lacerda baseia seu capital político no histórico de vereança voltado para causas sociais e obras de infraestrutura no bairro Santa Rita, como pavimentação e drenagem. A estratégia agora é verticalizar essa atuação, estabelecendo um canal direto com Brasília. A escolha por Carlos Muniz Filho reflete uma tentativa de renovação geracional, aproveitando o espólio político do pai do candidato, Carlos Muniz, atual presidente da Câmara de Vereadores de Salvador.

A parceria foca na convergência entre a experiência comunitária de Lacerda em Teixeira de Freitas e a formação profissional de Muniz Filho, que atua na área médica. O objetivo é canalizar recursos e projetos para o Extremo Sul da Bahia, priorizando o atendimento de saúde “na ponta” e o desenvolvimento municipalista.

A articulação tem sido feita de forma direta, com visitas porta a porta e reuniões com redes de contatos. Para o eleitorado local, o apoio sinaliza uma tentativa de fortalecer a representatividade da região no Congresso Nacional por meio de um nome que se comprometa com entregas tangíveis em troca dos votos depositados.

Ailton destaca a necessidade de resultados concretos para o município: “Precisamos buscar alternativas que venham corresponder com desenvolvimento aqui na ponta os votos depositados nas urnas. Acredito muito que o vigor de Carlos Muniz Filho é essa mola propulsora que a gente vem buscando há algum tempo.”

Com a oficialização, a campanha de Carlos Muniz Filho ganha um palanque estabelecido em um dos bairros mais populosos de Teixeira de Freitas. O desafio agora reside na conversão da influência local de Ailton Lacerda em votos para um candidato cuja base política original está concentrada na capital, Salvador. A próxima etapa da mobilização prevê intensificação das agendas de rua e plenárias com lideranças comunitárias do Extremo Sul baiano para consolidar o nome de Muniz Filho perante o eleitorado regional.
Por Redação Notícia10

Petróleo sobe 6,8% após fracasso em negociações entre Estados Unidos e Irã

0

O preço do barril de petróleo do tipo Brent, referência para o mercado internacional, registrou alta de 6,80% por volta das 19h deste domingo (12), sendo cotado a US$ 101,93 para contratos com vencimento em junho. A valorização ocorre imediatamente após o encerramento sem consenso das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, realizadas no Paquistão durante o fim de semana. O impasse eleva a tensão no Estreito de Hormuz, rota por onde circula 20% do suprimento global da commodity, e reverte a tendência de queda de 13% observada na semana anterior, quando o mercado precificava uma possível trégua.

A instabilidade no Golfo Pérsico intensificou-se após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que a Marinha iniciará o bloqueio imediato de embarcações que pagarem pedágio ao Irã para atravessar o Estreito de Hormuz. O governo iraniano, por sua vez, mantém a intenção de cobrar taxas de petroleiros em trânsito pela região. O cenário de insegurança é agravado por relatos do jornal The New York Times sobre a presença de minas marítimas espalhadas de forma desordenada pelo Irã, cujas posições exatas são desconhecidas devido ao deslocamento pelas correntes marítimas, representando risco físico às tripulações.

A paralisia do Estreito de Hormuz gera um gargalo logístico sem precedentes na economia global. Dados da plataforma MarineTraffic, operada pela empresa Kpler, indicam que o fluxo caiu de 150 embarcações diárias para apenas 16 desde o anúncio da última trégua na terça-feira passada. Atualmente, cerca de 1.300 navios comerciais permanecem ancorados aguardando segurança para navegar. O impacto inflacionário é direto: embora o valor atual tenha recuado em relação aos US$ 110 registrados antes da trégua, o petróleo segue 35% mais caro do que os níveis anteriores ao conflito, pressionando os custos de transporte e energia em escala mundial.

As grandes transportadoras marítimas mantêm postura de retração diante da falta de garantias operacionais. O grupo dinamarquês Maersk, líder global do setor, informou que não pretende alterar seus serviços específicos no momento. Em relatório de mercado, Ana Subasic, analista de risco da Kpler, avaliou as limitações técnicas para uma eventual retomada. “Dado o atual ambiente de segurança e os controles operacionais, a capacidade de trânsito seguro deve continuar limitada a aproximadamente dez a 15 passagens por dia”, projetou a especialista.

Como resposta imediata ao deficit de oferta, os 32 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) aprovaram a liberação de 400 milhões de barris de suas reservas emergenciais. Paralelamente, em reunião realizada neste domingo, a Opep+ decidiu elevar as cotas de produção em 206 mil barris por dia para o mês de maio. No curto prazo, a prioridade de trânsito em Hormuz será dada aos petroleiros já carregados que se concentram nas proximidades da ilha homônima, embora o fluxo dependa da neutralização das ameaças militares de ambos os lados.

O fracasso diplomático no Paquistão restabelece o cenário de alta volatilidade no mercado de energia e mantém o Estreito de Hormuz como o principal ponto de estrangulamento do comércio exterior. A cotação do Brent deve abrir a jornada de segunda-feira sob pressão das novas ameaças de interceptação naval feitas pelos Estados Unidos. O equilíbrio do setor agora depende da eficácia das reservas emergenciais da AIE para conter a escalada de preços em meio à interrupção física do fornecimento no Oriente Médio.
Por Redação Notícia10

Abacate auxilia no controle do colesterol e reduz riscos de hipertensão arterial

0

O consumo de abacate tem se consolidado como estratégia nutricional para a prevenção de doenças cardiovasculares, revertendo o estigma histórico de alimento prejudicial devido ao seu teor lipídico. Estudos nutricionais indicam que a gordura monoinsaturada presente no fruto, similar à do azeite de oliva, é responsável por reduzir o colesterol LDL e aumentar o HDL. Além do controle lipídico, a alta concentração de potássio — mineral essencial para anular os efeitos do sódio — atua diretamente no relaxamento dos vasos sanguíneos, auxiliando no controle da pressão arterial.

A eficácia do abacate no sistema circulatório deve-se à presença de fitosteróis. Estes compostos naturais competem com o colesterol durante a absorção intestinal, o que diminui a quantidade de gordura prejudicial que atinge a corrente sanguínea. Esse processo reduz o risco de aterosclerose, caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias.

Somado aos benefícios vasculares, a fruta apresenta densidade nutricional que inclui fibras, responsáveis pela saúde do trato digestório, e um complexo vitamínico abrangente. As vitaminas C e K oferecem ação antioxidante, enquanto as do complexo B são fundamentais para a manutenção do metabolismo celular.

A inclusão do abacate na dieta regular surge como uma alternativa acessível para o manejo de indicadores de saúde em populações com alta incidência de hipertensão e dislipidemia. Diferente de suplementos processados, a fruta oferece uma combinação de nutrientes que protege o organismo de forma integrada. Entretanto, especialistas apontam que, embora não existam contraindicações gerais, o consumo deve ser ajustado em dietas com restrição calórica severa, dado o valor energético do alimento.

Apesar dos benefícios comprovados, a adoção do alimento deve ser moderada. Casos de alergia ao fruto, embora raros, são registrados pela literatura médica. Profissionais de saúde reforçam que o abacate não substitui tratamentos medicamentosos para hipertensão ou colesterol alto, funcionando como um coadjuvante no estilo de vida preventivo.

O cenário atual da nutrição posiciona o abacate não mais como um vilão dietético, mas como um insumo funcional. O próximo passo para a consolidação desses benefícios na saúde pública depende da educação alimentar para o equilíbrio das porções e da substituição de gorduras saturadas pelas monoinsaturadas presentes no fruto.
Por Redação Notícia10

Trump humilha Leão XIV, tenta deslegitimar autoridade do Papa e diz que ele só foi eleito para tentar conter sua força na Casa Branca

0

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, iniciou uma nova ofensiva retórica neste domingo (12) voltada a desidratar a autoridade moral de lideranças que divergem de sua linha política. O alvo da vez foi o Papa Leão XIV, classificado por Trump como “fraco” e “político” em publicações no Truth Social. A investida ocorre após o pontífice defender, durante a oração Regina Caeli, o cumprimento de uma “obrigação moral” na proteção de civis em zonas de guerra, como o Líbano e a Ucrânia. Ao atribuir a eleição do Papa a uma suposta conveniência da Igreja para lidar com a Casa Branca, o presidente norte-americano tenta transferir o debate religioso para um campo de lealdade política pessoal.

A postura de Trump reflete um padrão de comportamento observado em sua gestão em 2026: a tentativa de deslegitimar qualquer figura ou instituição que não se alinhe integralmente às suas ações. Historicamente, essa dinâmica cria um ambiente de polarização onde o mérito da questão — neste caso, a segurança internacional e a ajuda humanitária — é substituído pela desqualificação do interlocutor. A crítica ao Papa Leão XIV, o primeiro americano a ocupar o trono de Pedro, atinge o ápice ao sugerir que sua ascensão foi um “erro” da Igreja por não seguir a cartilha “MAGA”, ao contrário de seu irmão, Louis, citado nominalmente como o modelo preferencial do presidente.

A estratégia de Trump sugere uma lógica de aliança pragmática extremada, onde a validade de uma figura pública é medida exclusivamente pelo nível de concordância com o Executivo americano. No cenário diplomático, essa postura isola os Estados Unidos de mediadores tradicionais, como o Vaticano, que exerce influência sobre 1,3 bilhão de católicos. A narrativa de deslegitimação alcança até o simbólico: ao publicar uma imagem gerada por inteligência artificial em que aparece abençoando doentes sob ícones nacionais, Trump projeta uma imagem de messianismo político que ignora a separação entre Estado e religião, tentando substituir a liderança eclesiástica pela sua própria figura.

Trump foi direto ao sugerir que o Papa deve sua posição à política interna dos EUA: “Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano. Ele deveria se recompor, usar o bom senso e parar de agradar a esquerda radical”. Enquanto isso, o Papa Leão XIV manteve o foco na crise humanitária que entra em sua sétima semana: “Peço um cessar-fogo. A atenção da comunidade internacional não pode vacilar diante dos efeitos atrozes da guerra”.

A tensão entre Washington e o Vaticano deve se intensificar durante a viagem de 10 dias do Papa à África, que começa nesta segunda-feira (13). O pontífice deve usar o périplo por quatro países para reforçar apelos por diálogo no Sudão e assistência ao continente africano, pautas frequentemente ignoradas pela retórica de Trump. Analistas políticos observam que, ao atacar o Papa, o presidente corre o risco de fragmentar sua base religiosa, mas consolida o núcleo mais radical de seus apoiadores, que prioriza a soberania das decisões presidenciais sobre qualquer recomendação de organismos internacionais ou líderes espirituais.

O episódio revela um governante que condiciona a legitimidade de terceiros ao apoio irrestrito às suas medidas. Na visão de Trump, o dissenso é interpretado como fraqueza ou traição política, não poupando sequer a cúpula da Igreja Católica. O cenário atual indica que, para a Casa Branca, o valor de qualquer autoridade — seja ela jurídica, científica ou religiosa — está estritamente atrelado à validação das ações do presidente, independentemente das consequências diplomáticas ou do histórico de atuação dessas instituições.
Por Redação Notícia10

Seu celular virou um parasita, um fenômeno invisível que está destruindo seu bem estar

0

A onipresença de dispositivos móveis consolidou o estado de “always on” (sempre online), condição em que a lógica das redes sociais e do monitoramento de dados dita o comportamento humano mesmo em momentos de desconexão física. Fenômenos como a “vibração fantasma” do celular e o hábito de acelerar áudios em duas vezes (2x) refletem uma reconfiguração da percepção temporal. Segundo estudiosos da comunicação, a fronteira entre o ambiente digital e a vida analógica tornou-se inexistente, uma vez que dispositivos técnicos operam agora como dispositivos culturais que moldam a paciência, a atenção e até o ciclo de sono da população.

O impacto desse cenário é visível no esgotamento mental ao fim do dia, frequentemente associado a uma sensação de baixa produtividade. O pesquisador norte-americano Jonathan Crary, em sua obra 24/7: Capitalismo tardio e os fins do sono, argumenta que o sistema hiperconectado busca converter o tempo livre e o sono em momentos “úteis” para o capital.

A dinâmica se manifesta na dificuldade em manter o foco em uma única tarefa e no uso de aplicativos de forma automática. O monitoramento não cessa com o repouso: o uso de aparelhos como despertadores ou rastreadores de sono mantém o fluxo de compartilhamento de dados ativo durante as 24 horas do dia. Para especialistas, a camada digital adicionada à experiência cotidiana transforma a vida em performance, onde a interação imediata substitui a reflexão.

Na tentativa de mitigar os efeitos da “velocidade como regra”, surgem movimentos de resistência focados na desconexão. Iniciativas como clubes de leitura e comunidades “offline”, onde o uso de telas é restrito ou proibido, buscam resgatar a convivência presencial e o incentivo a práticas educativas sem mediação tecnológica.
O debate central reside na necessidade de estabelecer o descanso como um direito coletivo. Atualmente, a possibilidade de se desligar das redes é apontada como um privilégio de nicho, especialmente em contextos de profunda desigualdade social como o brasileiro.

Embora o isolamento total das redes seja considerado improvável na estrutura social moderna, o foco de novas políticas e movimentos sociais volta-se para a denúncia da produtividade tóxica. O desafio atual consiste em equilibrar o direito à inclusão digital com a preservação de espaços humanos imunes à lógica do algoritmo, garantindo que a desconexão não seja apenas uma escolha individual, mas uma garantia de saúde pública.
Por Redação Notícia10

Mucuri inicia triagem oftalmológica em alunos da rede pública para reduzir evasão

0

A rede municipal de ensino de Mucuri, no Extremo Sul da Bahia, iniciou na última segunda-feira (6) a fase de triagem do projeto “Visão para o Futuro”. A iniciativa mobiliza equipes de saúde e educação para realizar testes de acuidade visual em alunos a partir de 6 anos, estendendo-se até os matriculados na Educação de Jovens e Adultos (EJA). O objetivo central é identificar distúrbios de visão que possam comprometer o rendimento escolar e elevar os índices de evasão. A ação ocorre diretamente nas unidades escolares e conta com o suporte técnico da Policlínica Regional de Teixeira de Freitas.

A dificuldade visual é apontada por especialistas em pedagogia como um dos obstáculos invisíveis ao aprendizado básico. Segundo a estrutura do consórcio interfederativo Consaúde, que gere a iniciativa junto ao estado, o fluxo de atendimento começa com a aplicação do Teste de Snellen por professores e enfermeiros capacitados. Alunos que apresentam alterações na leitura da escala optométrica não precisam aguardar em filas convencionais do sistema de saúde: eles são encaminhados diretamente para a avaliação especializada com oftalmologistas na Policlínica Regional.

Para as famílias de baixa renda em Mucuri, o projeto elimina barreiras financeiras ao garantir não apenas o diagnóstico, mas também o tratamento. Além das consultas, o programa assegura a entrega gratuita de óculos aos estudantes que receberem prescrição médica. No caso dos alunos da EJA com 40 anos ou mais, a triagem ganha um caráter preventivo adicional, com foco no rastreio de glaucoma e outras doenças degenerativas da retina. A expectativa da administração municipal é que a correção visual reflita na melhoria das notas e na retenção dos alunos em sala de aula, atacando causas precoces do analfabetismo funcional.

O secretário municipal de Saúde, Fernando Jardim, destaca a agilidade do processo. “Esse é um trabalho integrado entre Saúde e Educação que permite identificar precocemente problemas que muitas vezes passam despercebidos”, afirmou. Para a enfermeira Indira Marta, que atua na linha de frente da triagem, a ação nas escolas democratiza o acesso: “A triagem é fundamental para garantir que esses alunos tenham acesso rápido ao diagnóstico e ao tratamento adequado”, explicou.

Após o encerramento da triagem em todas as unidades de ensino da sede e dos distritos, a Secretaria de Saúde consolidará o cronograma de transporte dos alunos selecionados até a Policlínica em Teixeira de Freitas. Os primeiros lotes de óculos devem ser entregues ainda no primeiro semestre deste ano. O modelo de parceria entre o município e o consórcio regional serve como piloto para a expansão de outras especialidades médicas voltadas ao público em idade escolar na região.

A implementação do projeto em Mucuri insere o município em uma rede regional de assistência oftalmológica que prioriza o aluno da rede pública. Ao unir a triagem inicial no ambiente escolar com o atendimento de alta complexidade em clínicas regionais, o programa tenta resolver um gargalo logístico histórico no interior baiano. O foco agora volta-se para a eficácia do encaminhamento dos casos identificados e a celeridade na entrega dos óculos aos estudantes.
Por Redação Notícia10

Itanhém: Governador Jerônimo Rodrigues cumpre compromisso e autoriza pavimentação da BA-290 até Minas Gerais

0

Após promessa firmada com a região, governador publica licitação de R$ 31,9 milhões para asfaltar ligação entre Bahia e Minas Gerais.
O governador Jerônimo Rodrigues deu o passo decisivo para concretizar uma de suas principais promessas de infraestrutura para o Extremo Sul baiano. Neste sábado (11), o Governo do Estado publicou o edital de licitação para a pavimentação de 16,82 quilômetros da rodovia BA-290. A obra, orçada em R$ 31.983.210,95, ligará o povoado de Vila Rezende, em Itanhém, à divisa com Minas Gerais, no município de Bertópolis. O ato administrativo marca o cumprimento de um compromisso assumido pelo gestor com lideranças locais e produtores rurais, que aguardavam há anos pela saída do projeto do papel.

A pavimentação da BA-290 era tratada como uma prioridade no plano de metas de integração regional da atual gestão. O trecho, que hoje se encontra em leito natural, é conhecido pelos constantes atoleiros e pela poeira, o que elevava o custo do frete e dificultava o acesso à Vila Rezende. Ao autorizar o processo licitatório nº 024.2058.2026.0003895-37, Jerônimo Rodrigues sinaliza a transição de um pleito histórico para a fase de execução orçamentária. A estrada é o principal corredor de conexão para quem transita entre os vales do Mucuri (MG) e Jequitinhonha (MG) em direção ao litoral baiano.

A concretização desta obra impacta diretamente o cotidiano de milhares de moradores que dependem da via para acessar serviços de saúde e educação. No setor produtivo, a pavimentação garantirá que a pecuária e a produção agrícola de Itanhém cheguem aos mercados consumidores com maior agilidade, independentemente das condições climáticas. Para o motorista, o fim da estrada de terra representa mais segurança e menos custos com manutenção de veículos. Além disso, a obra deve atrair novos investimentos para o comércio local, consolidando a região como um ponto de integração logística interestadual.

O prefeito de Itanhém, Bemtivi, celebrou a publicação do edital e destacou a relação de confiança com o Executivo estadual. “Essa é uma conquista histórica para o nosso povo. Quero agradecer ao governador Jerônimo Rodrigues por atender essa demanda tão aguardada e reafirmar que Itanhém segue avançando com parcerias que trazem resultados concretos para a população”, afirmou o prefeito.

Com o edital publicado no Diário Oficial, o cronograma prevê agora a seleção da empresa vencedora e a posterior assinatura do contrato. A expectativa é que, uma vez cumpridas as etapas burocráticas da licitação, o próprio governador retorne à região para assinar a ordem de serviço e dar início imediato ao canteiro de obras. O investimento de quase R$ 32 milhões será monitorado pela Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) para assegurar que o padrão técnico da pavimentação suporte o tráfego intenso de caminhões pesados que caracteriza a rodovia.

A autorização para licitar a BA-290 encerra o ciclo de espera por uma solução definitiva na divisa entre Bahia e Minas Gerais. Ao transformar a promessa de campanha em um edital com verba carimbada, o governo Jerônimo Rodrigues inicia a modernização de um dos corredores mais críticos do Extremo Sul. O foco agora se volta para a celeridade do processo administrativo para que as máquinas comecem o trabalho na pista ainda este ano.
Por Redação Notícia10