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BA: Governo do Estado investe R$ 116 milhões em obras e foca na Ponte Salvador-Itaparica

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Uma onda de investimentos estaduais está remodelando a ilha de Itaparica. Com mais de R$ 116 milhões aplicados nos últimos dois anos, a cidade, conhecida por suas praias e história, agora lida com a urgência de demandas básicas. O governador Jerônimo Rodrigues se reuniu com o prefeito Zezinho e secretários para detalhar os avanços e, mais importante, esclarecer os próximos passos da tão aguardada Ponte Salvador-Itaparica, a obra que promete revolucionar a mobilidade da região.

A cidade, com cerca de 20 mil habitantes, já colhe os frutos de uma série de obras. Entre as entregas estão um Colégio de Tempo Integral, a requalificação da orla de Ponta de Areia, e a pavimentação de mais de 22 quilômetros de estradas. Além disso, a segurança pública foi reforçada com uma nova unidade integrada da Polícia Civil e Militar. São investimentos que buscam resolver problemas imediatos, como a falta de infraestrutura e saúde, mas a sombra da Ponte Salvador-Itaparica continua sendo o tema central do debate.

O projeto, que se tornará a maior ponte sobre lâmina d’água da América Latina, gera expectativa e dúvidas. Se por um lado a obra pode impulsionar o turismo e a economia local, por outro, há o temor sobre o impacto ambiental e a especulação imobiliária. O governo garante que está trabalhando para que a Ponte Salvador-Itaparica seja um motor de desenvolvimento sustentável.

As futuras melhorias para a cidade incluem a ampliação do Hospital Geral de Itaparica, a reforma do estádio municipal e a construção de novos píers. A questão do abastecimento de água também está em pauta, com estudos em andamento para a barragem no rio Jaguaripe. O prefeito Zezinho classificou a reunião como estratégica para apresentar as necessidades da população e garantir que os projetos, como o da Ponte Salvador-Itaparica, avancem. Resta saber se o futuro da ilha será um conto de fadas da engenharia ou um pesadelo da urbanização desenfreada.
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MG: Governo do Estado anuncia aporte de R$ 2 bilhões no agronegócio mineiro, injetando ânimo no campo

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O agronegócio de Minas Gerais está prestes a receber um impulso financeiro sem precedentes. Com um anúncio de R$ 2 bilhões em financiamento para a safra 2025/2026, o governo mineiro, através do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), aposta alto no setor que já se tornou o carro-chefe da economia local. O valor representa um aumento de 40% em relação à safra anterior e, segundo o governador Romeu Zema, é um sinal de que o estado “ainda tem potencial enorme” a ser explorado em terras subutilizadas.

A injeção de capital não é mera formalidade. O BDMG vai direcionar R$ 614 milhões apenas para o Plano Safra, um salto de quase 300% em relação ao ano passado. As linhas de crédito são um verdadeiro menu de opções, abrangendo desde a compra de máquinas agrícolas até a construção de armazéns e o investimento em agricultura sustentável. O banco também entra em um território novo, financiando pela primeira vez a produção de médios produtores rurais através do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).

Apesar do otimismo, especialistas do setor alertam que o crédito, por si só, não resolve todos os gargalos. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Fundação Agrícola Mineira, Laura Santos, ressalta que “o financiamento é crucial, mas a logística de escoamento e a infraestrutura rural precisam acompanhar o ritmo”. A fala de Santos ecoa uma preocupação histórica, de que o crescimento do agronegócio possa ser limitado se estradas e tecnologia não forem priorizadas com a mesma urgência. O setor, que responde por 22% do PIB mineiro, precisa mais do que dinheiro para continuar crescendo de forma sustentável.

Com o novo aporte, o agronegócio mineiro se prepara para uma safra que pode bater todos os recordes. O foco especial na cafeicultura, com R$ 316 milhões do Funcafé, reforça o compromisso do estado com o grão do qual já é líder nacional. O presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto, foi claro ao afirmar que “se houver mais demanda, faremos o esforço para atender o setor”. A iniciativa mostra que a aposta do governo é total, mas o resultado final dependerá de como o capital será usado para transformar o potencial do campo em prosperidade real.
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ES: Tecnologia a serviço da segurança capixaba. Câmeras corporais vão monitorar ação policial e dar mais transparecia em abordagens

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O sistema prisional do Espírito Santo entra na era da vigilância total. O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Justiça (Sejus), anunciou um investimento de peso com a aquisição de 400 novas câmeras corporais para a Polícia Penal do Espírito Santo (PPES), marcando uma expansão significativa na gestão e operação tática das unidades prisionais. A iniciativa, que foi oficializada pelo governador Renato Casagrande, busca reforçar a transparência e a segurança, tanto para os agentes quanto para os custodiados, com a promessa de reduzir controvérsias e denúncias.

A implantação dos novos equipamentos vem acompanhada de um projeto piloto inovador: uma Sala de Situação que permite o monitoramento em tempo real das atividades nas unidades prisionais. “É tecnologia à disposição para a proteção da sociedade capixaba”, afirmou o governador, ressaltando o potencial de aprimoramento que o sistema traz para a rotina carcerária. As câmeras, com gravação de áudio e vídeo em alta definição, são aliadas estratégicas para o gerenciamento de crises, como motins e fugas, além de fiscalizações e revistas.

A Polícia Penal capixaba já usava câmeras corporais de forma pioneira desde 2023, mas a modernização e o aumento do número de equipamentos são vistos como essenciais para uma gestão mais eficiente. Os novos dispositivos já estão sendo utilizados em unidades de Viana, Serra, Guarapari e Cariacica, e o plano é expandir o uso para todas as unidades do estado em um segundo momento. A tecnologia permite a transmissão ao vivo de ocorrências e armazena as imagens de forma segura, sem acesso dos usuários.

Essa nova fase do sistema prisional do Espírito Santo, regulamentada por uma portaria conjunta da Sejus e PPES, marca um esforço para aliar desenvolvimento e responsabilidade. O uso das câmeras corporais visa garantir a segurança jurídica das ações policiais, assegurar os direitos dos presos e oferecer maior transparência para a sociedade. A tecnologia, agora protagonista na rotina carcerária, busca colocar o estado na vanguarda do gerenciamento de prisões no país.
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Mucuri: Pescadores locais puderam regularizar documentação em atividade itinerante da Marinha do Brasil

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Para a maioria dos baianos, o mar é sinônimo de lazer. Para milhares de pescadores, marisqueiras e pilotos de embarcações, ele é o local de trabalho. E a falta de regulamentação pode transformar a jornada diária em uma missão perigosa. É para resolver esse problema que a Marinha do Brasil montou uma operação especial, levando uma Delegacia Itinerante para a Costa do Descobrimento, no extremo sul da Bahia. A missão é clara: regularizar embarcações, tripulantes e garantir mais segurança para quem vive do mar.

A ação em Mucuri, que contou com o apoio da prefeitura e da Colônia de Pescadores Z-35, superou as expectativas. Foram oferecidos serviços como renovação de carteira, emissão de segunda via da Carteira de Habilitação de Amadores e cadastramento de novas embarcações. O objetivo da Marinha é reduzir o grande número de embarcações e tripulantes em situação irregular na região, um problema que compromete a segurança da navegação e a vida dos trabalhadores. Para o secretário de Agropecuária e Pesca, Célio Pebas, a iniciativa foi um “extraordinário” avanço para o município.

A presença da Delegacia Itinerante da Marinha reforça a confiança da comunidade e valoriza o trabalho dos profissionais do mar. O advogado Benilton Quaresma, um dos atendidos, elogiou a eficiência e a cordialidade da equipe, ressaltando o avanço que a ação representa para a região, já que evita longos e custosos deslocamentos. O Capitão de Corveta Gabriel Braga Onofre, comandante da Delegacia de Porto Seguro, ressaltou a importância da parceria com as autoridades locais para o sucesso da operação, afirmando que a união é fundamental para “preservar vidas no mar”. A ação, que se encerra no próximo dia 20 em Santa Cruz de Cabrália, é um lembrete crucial de que a segurança no mar começa na terra, com a documentação em dia.
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Teixeira de Freitas: Município oferta capacitação visando o empreendedorismo através do beneficiamento de alimentos simples

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Em um mundo onde o sucesso econômico muitas vezes parece distante, a Prefeitura de Teixeira de Freitas, na Bahia, está mostrando que a receita para o futuro pode estar em algo simples: uma pipoca doce. O projeto “Caminhando para o Futuro: Qualifica Teixeira” está transformando alimentos populares em ferramentas de empreendedorismo, oferecendo à população não apenas uma nova habilidade, mas também a chance de gerar renda e fortalecer a economia local.

A iniciativa, desenvolvida em parceria entre as secretarias de Promoção Social e de Desenvolvimento Econômico e Turismo, une o útil ao agradável. Em uma das etapas recentes no bairro Duque de Caxias, os participantes aprenderam a fazer pipoca doce e maçã do amor, produtos que, apesar de simples, são sucesso garantido em festas e eventos. Em outro momento, na Escola Joaquim José de Almeida, o cardápio se expandiu para o amendoim caramelizado, mas o foco principal foi a aula teórica que abordou direitos trabalhistas, ética e empreendedorismo, mostrando que o projeto vai muito além da culinária.

Para a Secretaria de Promoção Social, o Qualifica Teixeira é um investimento direto na qualidade de vida da população, valorizando talentos locais e alinhando as políticas sociais com o desenvolvimento econômico. Ao unir a prática com a teoria, o projeto promove uma formação completa, que estimula a autonomia financeira e a criação de pequenos empreendimentos. A aposta no empreendedorismo local com algo tão acessível como a pipoca, mostra que a gestão de Teixeira de Freitas está olhando para a população e oferecendo as ferramentas necessárias para que todos possam, de fato, construir um futuro melhor.
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São Mateus: Após muita espera, comunidade Sapê do Norte ganha primeira escola quilombola do norte capixaba

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A luta por uma escola quilombola na região do Sapê do Norte, no Espírito Santo, parecia uma batalha perdida. Foram mais de duas décadas de reivindicações, mobilizações e espera. Agora, o sonho de uma educação que valorize as raízes e a cultura local finalmente se materializa. O governo estadual anunciou a criação da primeira escola estadual de ensino fundamental e médio com uma proposta pedagógica quilombola, um feito que é resultado da incansável mobilização de lideranças, professores e coletivos da região.

O projeto, um marco histórico para as comunidades de São Mateus e Conceição da Barra, não se trata apenas de um prédio. É uma aposta em uma educação que, como explica a professora Olindina Serafim Nascimento, vai além das salas de aula. “Queremos um espaço que não só ensine, mas afirme o pertencimento das nossas crianças e jovens, com arquitetura, gestão e pedagogia próprias”, afirma a educadora, que sonha com a escola desde 2002. A proposta é que a escola quilombola seja um espaço onde a memória comunitária e a oralidade sejam valorizadas, e onde os alunos se reconheçam como protagonistas de sua própria história.

A conquista é resultado de um trabalho coordenado, que se apoia em leis como a 10.639/2003, que obriga o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana, e nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola. A nova escola, que será construída com a participação da comunidade e de um Grupo de Trabalho (GT) com representantes do poder público, deve se tornar um exemplo de implementação efetiva dessas políticas no Brasil. O objetivo é claro: “queremos que nossos estudantes tenham prazer e alegria de estar nessa escola”, reforça Olindina. A criação da escola quilombola não é só a construção de um prédio, é a edificação de um futuro que valoriza e celebra a identidade de um povo.
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Vila Velha: Município oferta aplicação de DIU como política pública de método contraceptivo

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O município de Vila Velha acaba de anunciar um mutirão de DIU gratuito para mulheres a partir de 14 anos, uma iniciativa que pode quebrar paradigmas e dar mais autonomia às adolescentes. A ação, que acontecerá no dia 30 de agosto na Unidade de Saúde de Terra Vermelha, oferece 96 vagas e tem como objetivo democratizar o acesso a um dos métodos contraceptivos mais eficazes do mundo.

O procedimento, que exige inscrição prévia na unidade de saúde de referência, tem prioridade para mulheres da Região 5, mas está aberto a moradoras de todo o município. A idade mínima de 14 anos pode gerar polêmica, mas a Secretaria de Saúde garante que a inserção só será realizada após uma avaliação criteriosa de uma equipe multidisciplinar. A segurança da paciente é a prioridade, e o objetivo é garantir que o DIU gratuito seja o método mais adequado para cada caso.

A iniciativa faz parte do Programa de Planejamento Familiar da cidade, que funciona durante todo o ano e oferece informações sobre diversos métodos contraceptivos. O médico Cristopher Kelvin Ramos dos Santos reforça que o DIU é um método seguro e reversível, o que o torna uma excelente opção para quem busca uma contracepção de longo prazo. O mutirão de DIU gratuito é, portanto, mais do que uma ação pontual: é um passo significativo para a educação sexual e a saúde reprodutiva, mostrando que o poder público pode e deve estar na vanguarda da promoção de políticas públicas ousadas e eficientes.
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BA: Escritório da ApexBrasil em Salvador vai elevar o patamar da agricultura familiar baiana

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A Bahia, que já ostenta o título de maior exportador do Nordeste, acaba de ganhar um passaporte de peso para o mercado internacional. A inauguração do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em Salvador é mais do que um ato formal; é a abertura de uma nova rota para a agricultura familiar do estado, um setor com imenso potencial de crescimento. A chegada da agência promete estreitar laços e valorizar os produtos locais, levando-os diretamente para o palco do comércio exterior.

A presença da ApexBrasil na capital baiana é estratégica e traz uma nova perspectiva para pequenos produtores e cooperativas. Rodolfo Moreno, diretor de comercialização da Unicafes-BA, não esconde o otimismo: “A agricultura familiar só tem a ganhar com essa proximidade. A Apex é um grande parceiro, que agora está mais perto para dialogar e abrir portas.” A ação não se limita a um espaço físico. Junto ao escritório, foi lançado o Núcleo Bahia do Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX/BA), que vai oferecer atendimento gratuito e individualizado a 350 empresas e cooperativas, capacitando-as para os desafios do mercado global.

O apoio técnico e financeiro facilitará o acesso a feiras e missões internacionais, o que, por sua vez, permitirá que o campo baiano mostre sua diversidade e qualidade. Para o Secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, a iniciativa é um atalho para os mercados internacionais, “fortalecendo cooperativas, ampliando renda e garantindo que o campo baiano também seja protagonista no comércio exterior”. A nova estrutura não beneficiará apenas a agricultura, mas também setores como o de cacau, têxtil, energias renováveis e tecnologia. O estabelecimento do escritório da ApexBrasil é um movimento estratégico para impulsionar a reindustrialização da Bahia e mostrar que a riqueza da roça pode, e deve, conquistar o mundo.
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ES: BANDES segue se destacando. Banco capixaba é ‘triple A’ mais uma vez

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O Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) acaba de provar que a alta credibilidade não é apenas para gigantes do mercado. Pelo quarto ano consecutivo, a instituição foi agraciada com o cobiçado rating triple A pela agência de classificação de risco Fitch Ratings. A nota máxima, recebida após uma rigorosa avaliação, confirma a solidez financeira e a gestão responsável do Bandes, tornando-o um dos agentes mais confiáveis do mercado brasileiro. É a prova de que um banco público pode, sim, se destacar pela prudência e pela eficiência.

A conquista é um atestado de solidez operacional. De acordo com o diretor-presidente do banco capixaba, Marcelo Barbosa Saintive, o rating triple A reflete o compromisso com a gestão financeira e o suporte ao desenvolvimento econômico do Espírito Santo. A nota abre as portas para oportunidades estratégicas, como a captação de recursos com organismos multilaterais, a exemplo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Essa parceria é um caminho para fortalecer as operações do Bandes e ampliar sua capacidade de financiar projetos no estado, como a captação de US$ 30 milhões em 2022, usada para financiar pequenas e médias empresas, com um bônus para aquelas lideradas por mulheres.

A avaliação da Fitch Ratings considera uma série de variáveis que vão além dos números, como governança corporativa e a capacidade de crescimento. O resultado é uma análise completa, que valida o compromisso do Bandes com o crescimento econômico e a estabilidade. A manutenção do rating triple A consolida o banco como um parceiro estratégico para o desenvolvimento do Espírito Santo, reforçando a confiança de investidores e de parceiros internacionais no futuro econômico da região.
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BA: Estado bate recorde de emissão da Carteira de Identidade Nacional

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A busca por uma identidade mais moderna e segura atingiu um novo patamar na Bahia. O mês de julho registrou um marco histórico: o Instituto de Identificação Pedro Mello (IIPM) emitiu cerca de 175 mil Carteiras de Identidade Nacional (CIN). O número, que ultrapassa a média mensal de 100 a 120 mil documentos, reflete uma verdadeira corrida dos baianos para se adequarem ao novo padrão. O motivo? O documento agora utiliza o CPF como número único de identificação, o que reduz drasticamente o risco de fraudes e a multiplicidade de registros para uma mesma pessoa.

O recorde de emissões é resultado de uma estratégia de ampliação dos serviços de atendimento em todo o estado. Postos SAC com horários estendidos, o SAC móvel, parcerias com prefeituras através do projeto “CIN em Todo Lugar”, ações em escolas públicas e as Caravanas de Direitos Humanos foram as engrenagens que permitiram o aumento da capacidade de atendimento. “Este número foi alcançado pela primeira vez e é resultado de um trabalho árduo de todos os servidores com o objetivo de ampliar postos de atendimento, facilitando o acesso ao cidadão”, explicou o diretor do IIPM, Bruno Fróes.

Apesar da urgência perceptível na população, a Polícia Técnica garante que não há motivo para pânico. O Diretor-Geral, Osvaldo Silva, reiterou que o antigo RG continua válido até 2032. Com um investimento de mais de R$ 8 milhões, o novo documento é mais seguro e alinhado às diretrizes nacionais. A primeira via é gratuita e já pode ser solicitada por agendamento em mais de 300 municípios baianos. O esforço do governo é para que a CIN chegue à totalidade das cidades, garantindo cidadania e segurança para todos os baianos, sem a pressão de uma corrida desnecessária contra o tempo.
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ES: Plano de prevenção a desastres é mais uma ferramenta de proteção contra eventos climáticos extremos

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A natureza, quando irritada, não perdoa. E o Espírito Santo, que já sentiu a fúria das chuvas e da seca, está se armando para a batalha. O governo do estado acaba de lançar a política “ES sem Desastres”, um plano de guerra contra os eventos climáticos extremos que atormentam a população. O principal arsenal? Um fundo de R$ 50 milhões para financiar obras de prevenção nos municípios, uma iniciativa que coloca o estado na vanguarda da gestão de riscos no Brasil.

O programa, que representa um investimento significativo do Fundo Estadual de Proteção e Defesa Civil (Funpdec), visa proteger os locais mais vulneráveis. Obras de drenagem, estabilização de encostas e desassoreamento de rios são algumas das ações que podem ser contempladas no Edital de Chamamento Público. Como o governador Renato Casagrande destacou, o objetivo é aumentar a resiliência das cidades e proteger a economia local, evitando perdas humanas e materiais. “O Espírito Santo sem Desastres vai ser levado para a COP30, servindo de exemplo para o país e para o mundo”, afirmou.

Para complementar as obras, o governo firmou um acordo de cooperação técnica com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), o que vai permitir o mapeamento e monitoramento de áreas de risco em tempo real. A união de esforços entre as instituições é vista como o grande diferencial do plano. O coronel Alexandre Cerqueira, comandante-geral do Corpo de Bombeiros, elogiou a iniciativa, que ele considera um avanço importante na gestão de riscos e desastres. O Coordenador Estadual de Defesa Civil, coronel Benício Ferrari Júnior, resumiu a nova postura: “O Espírito Santo sem Desastres significa uma nova postura do Governo do Estado frente aos desastres. A ideia é articular melhor, coordenar melhor e trazer todos em uma só frente de enfrentamento aos desastres”. É a prova de que a prevenção é a melhor forma de se defender da natureza.
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MG: Alimentação escolar bem mais nutritiva e com o gostim de cada canto uai

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Em Minas Gerais, a hora da merenda na escola é muito mais que uma pausa para o lanche. É um momento de conexão com a cultura, um prato que conta a história da região, e uma prova de que a alimentação escolar pode ser uma política pública de sucesso. Em um estado com 853 municípios, a rede estadual serve diariamente cerca de 1,5 milhão de refeições, com cardápios que valorizam a tradição e os ingredientes locais, em uma iniciativa que combina sabor, nutrição e investimento.

A aposta do governo é alta: em 2025, mais de R$ 500 milhões foram destinados à alimentação escolar, um investimento que, segundo o governador Romeu Zema, é motivo de orgulho. A ampliação consistente dos recursos desde 2019 permitiu um dos cardápios mais completos e diversificados do país. O segredo, no entanto, vai além do dinheiro e reside no talento e no carinho das cantineiras. Como explica Nara Soares, uma das profissionais da rede, o segredo é “o cheiro”. “Quando você faz uma carne que cheira, quando coloca um alho que cheira, conquista eles por aí”, diz ela, que vê a evolução do cardápio de sua escola, que hoje serve de estrogonofe a baião de três.

O sucesso da alimentação escolar mineira se baseia na valorização do que é da terra. Em Alfredo Vasconcelos, o morango vira suco fresco. Em Varzelândia, o pequi perfuma a merenda. Pratos como angu de banana verde com frango e canjiquinha reforçam a identidade do estado. A nutricionista Larissa Guedes, da SEE/MG, explica que o cardápio segue diretrizes federais, mas é adaptado a cada localidade, suprindo até mesmo carências nutricionais, como a anemia. Essa combinação de gestão, investimento e regionalização eleva a merenda mineira a um novo patamar, provando que é possível alimentar o corpo e o conhecimento, com um tempero que é 100% brasileiro.
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Mucuri: Rota 3 Corações ganha fôlego em encontro com lideranças do agro e políticos. Audiência pública e agenda em Brasília são os próximos passos

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O asfalto ainda não existe em boa parte do traçado, mas a BR-439, a sonhada Rota 3 Corações, já movimenta e reacende as esperanças do triângulo do desenvolvimento Bahia – Minas Gerais – Espírito Santo. Em um encontro realizado com produtores rurais, políticos locais e lideranças regionais se reuniram para decidir os próximos passos de uma agenda positiva para a grande rota de integração regional. BR-439, a Rota 3 Corações, um projeto que ressurgiu com força total na agenda política e econômica, é a chama do desenvolvimento, antes dispersa, agora ganha corpo com a mobilização de empresários e gestores, que se reuniram para dar vida a essa artéria vital.

O encontro, realizado na propriedade do empresário Raul Barbosa, importante produtor rural da região e que resumiu o espírito coletivo, traduzindo a urgência da iniciativa em números e em uma visão social. “Essa rodovia não vai só passar boi, grãos e eucalipto. Ela vai passar gente. E fazer a gente passar é o mais importante. Ela vai impactar a economia, sim, mas ela precisa ser pensada, sobretudo, para passar gente. Essa deve ser a sua principal função”, afirmou Raul, destacando que o progresso econômico precisa ser, antes de tudo, humano. Um sentimento de que a BR-439 é a espinha dorsal de um projeto de integração que vai muito além de interesses comerciais.

A articulação pela Rota 3 Corações não nasceu de improviso. Ela começou de forma silenciosa, em encontros entre os vereadores dos municípios vizinhos que se recusaram a aceitar o isolamento político em torno da BR-439. Dessa inquietação inicial nasceu uma frente regional que uniu Mucuri (BA), Pedro Canário (ES) e Nanuque (MG). O movimento logo ultrapassou os limites, ganhou adesão do prefeito de Pedro Canário Kleilson Resende, e abriu espaço para agendas estaduais, que colocaram a viabilidade da rodovia no radar dos órgãos de infraestrutura. Agora, com a presença do setor produtivo, essas camadas de ação têm formado um mosaico para embasar essa bandeira suprapartidária de integração e desenvolvimento.

O prefeito de Nanuque, município mineiro que será beneficiado com a BR 439, Gilson Coleta, reforçou essa percepção e deu o tom da envergadura do projeto: “Essa é uma grande ação de integração regional, estamos construindo mais do que uma rodovia, é uma mobilização de força que vai beneficiar a todos. Esta iniciativa que nasce do bom trabalho do mandato de vereadores atuantes, já é uma ação de integração entre cidades e estados, que vai aproximar comunidades e gerar novas oportunidades O caminho ainda é longo, mas a narrativa está posta: a Rota 3 Corações já é um símbolo de que o interior pode ser protagonista de integração e progresso”, afirmou o prefeito.

Já o vice prefeito de Nanuque, Gilmar dos Santos, sublinhou a maturidade do movimento, que transcende divisões partidárias e ideológicas. “É preciso destacar e parabenizar essa que é uma união suprapartidária em prol de uma agenda positiva de desenvolvimento regional. A Rota 3 Corações exige uma agenda positiva de desenvolvimento que ultrapasse siglas partidárias e ideologias. É pelo bem comum e o bem comum deve ser a única bandeira. Até porque se o asfalto chegar, e vai chegar, não será apenas o desenvolvimento econômico que passará por ali, mas toda uma vida de sonhos que há décadas esperam por essa rodovia”, pontuou.

Ainda estiveram presentes no encontro os empresários da BS Frutas Benedito e Marcos Soares, os produtores José Magno de Carvalho, Leonardo Carvalho e Mario Sérgio. A mobilização agora avança para a fase institucional. O próximo passo é a criação de um grupo de trabalho, uma agenda com o Ministro Renan Filho para angariar apoio político e, em seguida, uma agenda com a bancada de senadores dos três estados. A Rota 3 Corações, que por anos foi um sonho distante, agora se materializa com a união e a urgência de quem sabe que o progresso não espera. A audiência pública, prevista para o próximo mês de setembro, em Taquarinha, com a presença de deputados e prefeitos, dará musculatura política ao projeto da Rota 3 Corações.

Apesar das ausências justificadas dos vereadores Renato de Taquaras (Pedro Canário/ES) e Fernando Batista (Mucuri/BA), o encontro encaminhou a necessidade da mobilização popular. E por isso, mesmo com o calendário apertado, em setembro, o Distrito de Taquarinha, município de Mucuri (BA) receberá uma audiência pública com deputados dos três estados envolvidos, além dos prefeitos de Nanuque, Pedro Canário e Mucuri. O vereador Felipe Tigre, de Mucuri (BA), destacou o papel de mobilização: “O único prefeito que ainda não sentamos para dialogar foi o nosso prefeito aqui de Mucuri, o prefeito Robertinho. Mas, o vereador Fernando e eu vamos apresentar a ele a necessidade da sua participação para o sucesso dessa caminhada”.

A Rota 3 Corações nos lembra que o Brasil, em sua essência, é um país de estradas, de conexões. E que, no interior, o asfalto é o símbolo mais concreto da esperança, é um símbolo. De que vale uma estrada se não for para conectar pessoas, fortalecer economia local e sustentar esperança numa região que, por vezes, parece esquecida? Se sair do papel, ela será muito mais que asfalto — será o sonho do progresso e do desenvolvimento ativado por atores diversos, materializado em um acesso muito maior que uma rodovia, um grande projeto de integração e desenvolvimento regional.
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BA: Com a taxação Trump/Bolsonaro, usinas de etanol no Extremo Sul já recalculam rota, com possível retração

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O sol bate forte nos canaviais do extremo sul da Bahia. Entre fileiras verdes que se perdem no horizonte, o trabalhador Henrique Salomão, 42 anos, calcula quantos meses ainda terá emprego. “Aqui boa parte da gente depende da cana. Se as usinas pararem, parte da região para junto”, diz, enquanto carrega facão e esperança em mãos calejadas. O golpe não veio da lavoura, mas da política. Com a taxação de 50% sobre o etanol brasileiro, imposta por Donald Trump e sustentada por Jair Bolsonaro em sua militância no congresso, o setor sucroalcooleiro começa a sofrer os impactos.

A tarifa transforma em quase inviável a exportação para os Estados Unidos — o segundo maior comprador do produto nacional, atrás apenas da Coreia do Sul. Na prática, o acréscimo de US$ 200 a US$ 250 por mil litros coloca o biocombustível brasileiro em desvantagem. E isso ocorre apesar de o etanol nacional ser reconhecido mundialmente como mais limpo e sustentável, já que utiliza o bagaço da cana para gerar energia e reduzir emissões de CO2, enquanto o norte-americano depende de fontes poluentes como o gás natural.

“É um contrassenso econômico e ambiental. O etanol brasileiro deveria ser premiado por sua sustentabilidade, mas está sendo punido por um jogo político que nada tem de técnico”, afirma Juliana Cerqueira, especialista em mercados de energia renovável.

A preocupação de Henrique é reflexo direto de uma decisão tomada a milhares de quilômetros dali. Donald Trump impôs um tarifaço de 50% sobre o etanol brasileiro, medida sustentada politicamente por Jair Bolsonaro. O resultado: o combustível verde do Brasil, considerado mais limpo e eficiente, começa a ter dificuldades no mercado americano. Um acréscimo de US$ 200 a US$ 250 por mil litros destrói a competitividade.

No entanto, a contradição é evidente. Os Estados Unidos são o segundo maior comprador de etanol do Brasil, atrás apenas da Coreia do Sul, e dependem do produto nacional para cumprir metas de redução de emissões de carbono. “É um contrassenso econômico e ambiental. O etanol brasileiro deveria ser valorizado pelo mundo, mas está sendo punido por um jogo político de ocasião”, Juliana Cerqueira.

O impacto direto se concentra no Extremo Sul da Bahia, onde a cana ocupa mais de 50 mil hectares plantados. Só a Usina Santa Maria, a maior do Nordeste, moeu mais de 2 milhões de toneladas de cana na última safra, gerando quase 2 bilhões de litros de etanol. Outras unidades, como a Bahia Etanol (Ibirapuã), Dasa (Serra dos Aimorés-MG) e Alcon (Conceição da Barra-ES), também operam em um raio de 70 km. O setor movimenta milhares de empregos diretos e indiretos, além de sustentar a economia local.

Mais do que números, a disputa revela um paradoxo global. Enquanto o etanol brasileiro utiliza o bagaço da cana para gerar sua própria energia — reduzindo drasticamente a emissão de CO₂ —, as usinas americanas dependem de gás natural e energia da rede elétrica, muito mais poluentes. O produto nacional tem valor agregado ambiental, mas enfrenta barreiras comerciais que ignoram a pauta climática.

Até o fechamento desta reportagem, parte dos dados permanecia em sigilo. Lideranças do agro ainda calculam os impactos reais da taxação de 50%, mas já admitem dificuldade significativa na produção, no emprego e na arrecadação da região. O tarifaço não é apenas um debate sobre porcentagens. Ele atravessa canaviais, chega ao bolso de trabalhadores, pressiona prefeitos de cidades dependentes da cadeia produtiva e ameaça programas sociais financiados pelos impostos do setor. No fim da linha, a crise deixa claro: quando política se sobrepõe à economia, quem paga a conta é o povo.

Nesse jogo político, porém, está prevalecendo o interesse de uma família e um ex político que busca não se sujeitar as leis brasileiras para os crimes que ele segue sendo acusado. Para não ser condenado, Bolsonaro segue movido por cálculos pessoais, arrastando com ele milhares de trabalhadores. O tarifaço não é apenas um debate sobre porcentagens. Ele atravessa canaviais, chega ao bolso de trabalhadores, pressiona prefeitos de cidades dependentes da cadeia produtiva e ameaça programas sociais financiados pelos impostos do setor. No fim da linha, a crise está deixando as coisas bem claras: Bolsonaro quer os seus problemas sobrepondo à economia, e o Extremo Sul da Bahia e o Brasil, pagando a conta.
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BA: Governo do Estado leva serviços e garantia de direitos para municípios da Chapada Diamantina

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No coração da Chapada Diamantina, conhecida por suas paisagens de tirar o fôlego, reside uma realidade menos visível: a luta diária por direitos básicos. Quebram-se as rochas e trilhas, mas ainda há barreiras que separam a população de serviços essenciais. É nesse cenário que o Governo da Bahia lança a Caravana de Direitos Humanos, uma ponte entre o poder público e a população local. A ação, que percorrerá Bonito, Seabra e Palmeiras, é uma oportunidade única para levar cidadania, saúde e justiça a comunidades historicamente isoladas.

O projeto, coordenado pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), vai além da emissão de documentos. A Caravana de Direitos Humanos oferece um leque de serviços, como a emissão do Passe Livre para Pessoas com Deficiência, a carteira do CIPTEA (Pessoas com Transtorno do Espectro Autista), e atendimentos de saúde, como consultas médicas e vacinação. Em Bonito, a iniciativa terá um foco especial: o combate ao trabalho escravo, um problema grave na região. O Núcleo de Enfrentamento ao Trabalho Escravo (NETP) realizará rodas de conversa e debates para conscientizar a população sobre os riscos e o combate a essa prática criminosa.

Em Seabra, a Caravana se debruça sobre a proteção da infância e da adolescência. O foco é a capacitação de profissionais e conselheiros tutelares dos 24 municípios do território para a utilização do Sistema de Informação para a Infância e Adolescência (SIPIA). Além disso, gestores públicos serão treinados para otimizar a gestão do Fundo da Infância e Adolescência (FECRIANÇA). O itinerário se encerra em Palmeiras com uma programação cultural, incluindo a exibição de um filme baiano que aborda a diversidade e a aceitação, um tema crucial para a juventude local. A Caravana de Direitos Humanos na Chapada Diamantina é, portanto, mais do que uma série de eventos; é a materialização de um esforço contínuo para garantir que os direitos fundamentais cheguem a todos, independentemente da distância.
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BA: Selo do SIM está transformando a vida do homem do campo

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A certificação de produtos agropecuários pode parecer um detalhe técnico, mas para milhares de famílias rurais na Bahia, ela se tornou a chave que abre as portas do mercado. Graças à implantação do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), mais de 1.200 produtos e 230 agroindústrias familiares já foram certificados, um avanço que está transformando a realidade do campo. O selo, que garante o cumprimento de normas sanitárias e de segurança alimentar, agrega valor e expande o alcance de queijos, méis, carnes e iogurtes artesanais.

A iniciativa é um esforço conjunto do Governo do Estado, por meio da CAR (Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional) e 28 consórcios públicos intermunicipais. Um exemplo de sucesso é a Associação de Agricultores da Comunidade de Fundão dos Cardoso, que, com a certificação, conseguiu acessar mercados institucionais. O presidente da associação, Gilvaldo Neves Silva, destaca o impacto positivo: “Com o mel certificado pelo SIM, temos valor agregado ao nosso produto, que é da agricultura familiar, de qualidade e com os padrões de higiene. Assim, podemos comercializar nos mercados da região.”

O avanço da certificação ganhou ainda mais força com o Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar (SUSAF-BA), que permite que os produtos certificados ultrapassem as fronteiras de seus municípios e sejam comercializados em todo o estado. Na região do Sisal, por exemplo, a Granja As Coleguinhas já se prepara para migrar para o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI), o que permitirá a venda para todo o país. A produtora Manuela de Oliveira Mendes reforça a importância da certificação de produtos agropecuários, afirmando que é fundamental para a segurança de quem produz e de quem consome. O movimento, que ganha força no interior da Bahia, é a prova de que a qualidade e a segurança alimentar são a nova rota do desenvolvimento rural.
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Mucuri: Município é contemplado com 25 unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida

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O município de Mucuri, no extremo sul da Bahia, acaba de ser selecionado para receber 25 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida. A notícia, confirmada por uma portaria do Ministério das Cidades, marca um passo significativo para a política de habitação local, com foco em áreas urbanas de até 50 mil habitantes. A iniciativa, que visa subsidiar a construção de novas moradias, faz parte de uma seleção nacional que contemplou mais de 2,7 mil municípios e resultará em cerca de 60 mil novas residências pelo país.

A seleção de propostas, realizada por meio de recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS), estabelece um limite de repasse de R$ 140 mil por unidade. Para que o projeto saia do papel, a prefeitura de Mucuri precisa cadastrar a proposta na plataforma TransfereGov até 12 de setembro deste ano. Após a habilitação, a documentação completa deve ser reunida e enviada à Caixa Econômica Federal até 10 de março de 2026. A expectativa é que as unidades sejam construídas no distrito de Itabatan, especificamente no bairro Cidade Nova.

Apesar da previsão inicial de 25 moradias, existem mobilizações locais para que o número seja ampliado para 40 unidades. No entanto, o montante oficial e confirmado pelo governo federal mantém-se em 25, o que já representa um avanço para o déficit habitacional da região. Este Minha Casa, Minha Vida específico para municípios de menor porte demonstra um esforço do governo federal em atender demandas habitacionais de maneira mais descentralizada. A concretização destas 25 unidades pode transformar a realidade de diversas famílias, oferecendo não apenas um teto, mas dignidade e segurança.
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Almenara: Cacau vira ‘ouro em amêndoas’ e produtores apostam em técnicas sustentáveis para explorar mercado

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Um evento realizado nesta semana reuniu agricultores, técnicos e parceiros do setor para debater inovações na produção cacaueira, com foco em produtividade e respeito ao meio ambiente. A iniciativa, parte de um projeto para fortalecer a economia local, mostrou que técnicas como manejo integrado e agrofloresta podem aumentar a renda em até 30%, segundo dados do Ministério da Agricultura.

O cacau, antes visto como cultura secundária na região, ganha status de prioridade após quedas nas commodities tradicionais. Com o mercado global de chocolate movimentando US$ 130 bilhões anuais (IBGE), Almenara quer garantir que seus produtores não fiquem apenas no “amargo” da cadeia. “Se não modernizarmos, seremos só fornecedores de matéria-prima barata”, alerta João Silva, agricultor que já adotou as novas técnicas.

Especialistas destacam que, além de aumentar a produção, as práticas sustentáveis abrem portas para certificações internacionais — um passaporte para vender a preços mais altos. “Quem não se adaptar, vai ficar para trás”, afirma Maria Souza, engenheira agrônoma palestrante no evento.
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Mucuri investe pesado na formação de quem mantém escolas vivas — e ninguém percebe

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Pense rápido: quem mantém a escola funcionando todos os dias? Se você respondeu “professores”, acertou em parte. Em Mucuri, a resposta é mais ampla. O município capixaba acaba de realizar o primeiro encontro do ciclo 2025-2028 de formação de Auxiliares de Serviços Gerais, reunindo cerca de 400 profissionais que cuidam, organizam, alimentam e protegem os ambientes escolares.

A iniciativa da Secretaria Municipal de Educação (SEME) contemplou serventes, merendeiras, porteiros e inspetores de alunos, espalhados pela sede de Mucuri, distritos como Itabatan e Taquarinha, povoados como Cruzelândia e São Jorge, além da zona rural. Foram seis etapas, todas com o mesmo objetivo: reforçar que cada um desses trabalhadores é peça-chave para a qualidade da educação.

Segundo dados da SEME, o formação de Auxiliares de Serviços Gerais em Mucuri abordou desde direitos e deveres dos servidores até temas como relações interpessoais no ambiente escolar e a importância da alimentação de qualidade — alinhada ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) — como fator de desenvolvimento saudável para os alunos.

O evento teve a participação de um time multidisciplinar: o secretário municipal de Educação, professor Dalmo Costa; a nutricionista Letícia Boeta, do Departamento Municipal de Alimentação Escolar (DEMAE); e o oficial administrativo Leonardo Cândido. Cada um contribuiu com abordagens técnicas e motivacionais para mostrar que o papel dos auxiliares vai além da manutenção física: eles também educam, pelo exemplo e pela presença.

Para o prefeito Roberto Carlos Figueiredo Costa, o “Robertinho” (UB), a ação é um marco no fortalecimento da rede. “Todos têm um papel fundamental no ambiente escolar e, juntos, conseguimos oferecer uma educação de mais qualidade para nossas crianças e jovens”, afirmou.

No encerramento, a coordenadora geral do ciclo formativo, professora Clarissa Magalhães, deixou claro que o reconhecimento desses profissionais é também uma estratégia pedagógica. “Quando olhamos para os que cuidam, alimentam e protegem, estamos dizendo que eles são parte integrante da aprendizagem. Investir na formação deles é investir na qualidade da educação como um todo”, resumiu.

Seja nas salas, nos corredores ou nas cozinhas, a formação de Auxiliares de Serviços Gerais em Mucuri prova que a educação não se constrói apenas com giz e lousa — mas também com quem mantém a escola de pé, dia após dia.
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Pinheiros AgroShow 2025: No aniversário de 61 anos, município desafia gigantes e vira capital agrícola capixaba

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No mapa do Brasil, Pinheiros pode parecer um ponto minúsculo. Mas, no agronegócio capixaba, é uma estrela que brilha — e rápido. A cidade de apenas 61 anos de emancipação política recebe, entre 28 e 30 de agosto, a 3ª edição do Pinheiros AgroShow 2025, evento que deve reunir mais de 60 empresas expositoras e colocar o município no radar nacional.

Líder no Espírito Santo na produção de mamão, laranja, milho e soja em grãos — segundo o Painel Agro do Incaper 2023 — Pinheiros construiu, em pouco mais de seis décadas, um currículo agrícola que desafia regiões muito mais antigas e populosas. No passado, a mandioca e a farinha eram seu cartão de visita; hoje, a diversificação de culturas e a tecnologia no campo são a nova marca registrada.

O Pinheiros AgroShow 2025 não é só uma feira: é vitrine de inovação, negócios e oportunidades. Com estandes, palestras e rodadas de negociação, o evento espera atrair produtores, investidores e técnicos de várias partes do país. Para os organizadores, o encontro é também um termômetro das transformações que o município vive — da mecanização das lavouras à adoção de práticas mais sustentáveis.

A presença de grandes empresas do setor reforça que o Norte capixaba está no centro de disputas estratégicas do agro. “Pinheiros não está competindo apenas com municípios vizinhos, mas com todo o Brasil”, resume um dos expositores. E essa competição é movida por números robustos, terras férteis e um clima que favorece várias safras por ano.

Em um cenário global de insegurança alimentar e pressão por produtividade, cidades como Pinheiros mostram que relevância não depende de tamanho geográfico. No final das contas, o Pinheiros AgroShow 2025 não é só um evento: é um retrato de como o agro brasileiro segue se reinventando, do interior para o mundo.
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