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Prado: Prefeito Gilvan entrega reforma da UBS de Cumuruxatiba com nova sala de estabilização

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A Prefeito do Prado, Gilvan produções, entregou, nesta semana, as obras de reforma e modernização da Unidade Básica de Saúde (UBS) 05, localizada no distrito de Cumuruxatiba. A estrutura foi submetida a uma renovação que inclui a implementação de serviços antes indisponíveis na localidade, como uma sala de estabilização para casos de urgência e um setor dedicado à fisioterapia. A intervenção busca descentralizar atendimentos de média complexidade e reduzir a necessidade de deslocamento dos moradores para a sede do município em situações de primeiros socorros.

A principal mudança técnica na unidade é a instalação da sala de estabilização. O espaço recebeu novos equipamentos hospitalares projetados para dar suporte imediato a pacientes em estado crítico até que a transferência para uma unidade hospitalar seja viabilizada. Além disso, a ampliação dos serviços de fisioterapia dentro da própria UBS atende a uma demanda por reabilitação física na comunidade, facilitando o acesso ao tratamento sem que o paciente precise sair do distrito.

A área administrativa e de acolhimento também passou por alterações. A recepção foi ampliada e reorganizada para comportar o fluxo de pacientes de forma mais setorizada. Segundo o balanço da intervenção, a renovação do mobiliário e dos aparelhos médicos visa aumentar a agilidade nos procedimentos ambulatoriais e consultas de rotina realizados pela equipe de saúde da família que atua na região.

Com a entrega da nova estrutura, a expectativa é de que a UBS 05 passe a operar com maior capacidade resolutiva. A unidade é a referência primária de saúde para residentes e turistas que frequentam Cumuruxatiba, ponto estratégico do litoral de Prado. A atualização dos equipamentos e a melhoria dos fluxos internos devem reduzir o tempo de espera e qualificar o prontuário de atendimentos diários no distrito.
Por Redação Notícia10

Teófilo Otoni: UFVJM terá curso de Direito a partir de 2027

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O Conselho Universitário (Consu) da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) aprovou, nesta sexta-feira (10), a implementação do curso de bacharelado em Direito em Teófilo Otoni. A graduação será vinculada à Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas e Exatas (Facsae) e funcionará em regime integral, abrangendo os turnos vespertino e norturno. Com início das aulas previsto para março de 2027, o projeto marca a expansão da oferta acadêmica pública no nordeste mineiro. A relevância do fato reside na descentralização do ensino jurídico e no preenchimento de uma demanda regional por formação superior em Direito.

A decisão do Consu ocorre após a pactuação de recursos junto ao Ministério da Educação (MEC), que já garantiu seis vagas para docentes específicas para o novo curso. Esses novos profissionais atuarão em conjunto com o corpo de professores já existente na Facsae para compor a estrutura pedagógica da graduação. Historicamente, a região do Vale do Mucuri apresenta índices de oferta de ensino público superiores inferiores aos grandes centros urbanos de Minas Gerais. A instalação do curso segue o cronograma de expansão das universidades federais em municípios do interior.

A abertura de 50 vagas anuais gratuitas deve alterar a dinâmica de acesso ao ensino superior na microrregião de Teófilo Otoni. O ingresso será distribuído entre o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a Seleção Seriada (Sasi) e processos seletivos internos da própria universidade. Na prática, a oferta local de formação jurídica visa reduzir o deslocamento de estudantes para outras regiões e ampliar o suporte técnico a instituições democráticas locais. A presença do curso pode refletir, futuramente, em uma maior capilaridade de profissionais preparados para atuar na rede de justiça regional.

De acordo com o reitor da UFVJM, Heron Laiber Bonadiman, a iniciativa é estratégica para o desenvolvimento social da área de influência da universidade. “A oferta do curso de Direito no Campus do Mucuri da UFVJM representa um avanço fundamental para a formação cidadã, o fortalecimento das instituições democráticas e a ampliação do acesso à justiça em nossa região”, afirmou.

Com a aprovação interna concluída, os próximos passos envolvem a estruturação física das salas de aula e bibliotecas específicas para atender às exigências do MEC. A universidade deverá publicar, nos próximos semestres, os editais específicos para o preenchimento das vagas docentes autorizadas. O primeiro processo seletivo para alunos deve ocorrer no final de 2026, visando o preenchimento da turma inaugural. Espera-se que a nova graduação impulsione a criação de núcleos de prática jurídica voltados ao atendimento da população de baixa renda.

A institucionalização do curso de Direito no Campus do Mucuri encerra a etapa de planejamento burocrático e inicia a fase de montagem operacional da estrutura acadêmica. A oferta anual de vagas passa a integrar o catálogo oficial de graduações da UFVJM em Teófilo Otoni a partir do próximo ciclo de expansão. O cenário acadêmico da região agora se prepara para a recepção de docentes e o início das atividades letivas agendadas para 2027.
Por Redação Notícia10

Brasil bate de frente com gigantes e vira nº1 do mundo: Lula acerta de novo, mercado global se rende e Ibovespa lidera ranking mundial

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O mercado acionário brasileiro encerrou 2025 entre os destaques globais. Levantamentos de instituições financeiras e consultorias internacionais apontam que o Ibovespa acumulou valorização próxima de 40% a 45% em dólar ao longo do ano, desempenho que o posiciona entre os melhores índices do mundo, superando outros mercados emergentes relevantes.

Dados compilados por relatórios de bancos como Goldman Sachs e Morgan Stanley indicam que o movimento foi sustentado, principalmente, pelo retorno do capital estrangeiro à bolsa brasileira. Segundo a B3, o fluxo líquido de investidores internacionais foi positivo em diversos meses de 2025, refletindo uma combinação de fatores internos e externos favoráveis — entre eles, decisões adotadas na condução econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para analistas, parte relevante desse desempenho está associada ao diferencial de juros do Brasil em relação a economias desenvolvidas. Mesmo com o início de um ciclo gradual de queda da taxa Selic, o país manteve juros reais elevados ao longo do período, o que favoreceu operações de carry trade e aumentou a demanda por ativos locais.

Relatórios de mercado, como os do Itaú BBA, indicam que o ambiente de retorno elevado, combinado a ativos ainda considerados descontados, ajudou a reposicionar o Brasil no radar global. Nesse contexto, a condução da política econômica sob a gestão Lula buscou equilibrar estímulos ao crescimento com sinalizações de responsabilidade fiscal — fator observado de perto por investidores.
Além disso, o comportamento do câmbio ao longo do ano potencializou os ganhos para investidores internacionais, ampliando o retorno quando convertido em dólar.

No plano doméstico, a implementação do novo arcabouço fiscal — uma das principais agendas econômicas do atual governo — foi interpretada por parte do mercado como um esforço de reorganização das contas públicas. Embora haja divergências sobre sua eficácia no longo prazo, o modelo contribuiu para reduzir incertezas imediatas sobre a trajetória da dívida.

Relatório da XP Investimentos aponta que “a previsibilidade mínima sobre regras fiscais, mesmo com limitações, foi suficiente para reduzir prêmios de risco no curto prazo”. Outro fator observado ao longo da gestão foi a redução de episódios de forte tensão institucional em comparação a períodos anteriores, o que ajudou a conter a volatilidade e melhorar a percepção de estabilidade política — variável historicamente sensível para o investidor estrangeiro.

Especialistas destacam que o desempenho da bolsa brasileira não pode ser explicado apenas por fatores internos. O ciclo positivo de commodities, especialmente minério de ferro e petróleo, beneficiou empresas com grande peso no Ibovespa, como Vale e Petrobras. Ao mesmo tempo, o ambiente internacional contribuiu. A sinalização de cortes de juros por parte do Federal Reserve nos Estados Unidos ao longo de 2025 reduziu a pressão sobre mercados emergentes e estimulou a realocação de capital para países com maior potencial de retorno — entre eles, o Brasil.

Apesar do desempenho expressivo, analistas evitam tratar o movimento como garantido para os próximos anos. Entre os principais pontos de atenção estão:
• a sustentabilidade do equilíbrio fiscal no médio prazo
• o impacto de juros ainda elevados sobre a atividade econômica
• a dependência do Brasil em relação ao ciclo global de commodities
• e eventuais mudanças no cenário internacional de liquidez

“A bolsa brasileira ainda negocia com desconto em relação a pares internacionais, mas esse prêmio depende diretamente da confiança na condução fiscal e no ambiente institucional”, observa análise do Bradesco BBI. O consenso entre economistas é que o desempenho recente reposiciona o Brasil no radar global. O fechamento dos indicadores de 2025 e o início de 2026 confirmam o reposicionamento do Brasil como protagonista no cenário econômico mundial. A combinação entre articulação política eficiente e diretrizes econômicas claras estabeleceu as condições para que o país superasse os principais índices globais.
Por redação notícia 10

Proposta de PEC extingue salário fixo de vereadores em cidades pequenas

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O deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM) finaliza a redação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a estrutura das câmaras municipais em cidades com até 30 mil habitantes. O projeto, que deve ser apresentado à Câmara dos Deputados na próxima semana, propõe transformar vereadores em “conselheiros” sem remuneração fixa, instituindo apenas ajuda de custo por sessão. A iniciativa busca reformular o gasto público no Legislativo local e, segundo o autor, conta atualmente com o apoio articulado de cerca de 30 parlamentares.

Atualmente, a Constituição Federal define limites de remuneração para vereadores com base na receita e no tamanho populacional dos municípios, mantendo o caráter de mandato profissional remunerado em todas as instâncias. Para que a proposta de Mandel inicie sua tramitação oficial, são necessárias 171 assinaturas de deputados ou um terço do Senado. O parlamentar afirma que o texto está em ajustes finais e foca em cidades de pequeno porte para testar um modelo de representação política que minimize o peso das folhas de pagamento sobre os orçamentos municipais.

A medida impacta diretamente a gestão orçamentária de milhares de municípios brasileiros, onde a manutenção das câmaras consome parte significativa da receita corrente líquida. Além da mudança salarial, a PEC propõe a automação do repasse de recursos do Executivo para o Legislativo, eliminando a avaliação discricionária do prefeito sobre as verbas da Câmara. Segundo Mandel, essa independência financeira, aliada a novas normas regimentais, visa proteger minorias partidárias que enfrentam dificuldades para avançar com projetos devido ao controle das mesas diretoras e do Executivo.

Caso consiga o número mínimo de assinaturas para o protocolo, a PEC passará pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para análise de admissibilidade antes de seguir para uma comissão especial. O autor sinaliza a intenção de, futuramente, expandir o conceito de gratificação por produtividade para cidades maiores e propor mudanças internas no regimento da própria Câmara Federal. A viabilidade política da proposta depende da adesão de frentes parlamentares municipalistas, que tradicionalmente resistem a alterações na estrutura federativa e na autonomia dos mandatos locais.

A proposta agora aguarda a coleta de assinaturas no Congresso Nacional para sair da fase de articulação interna e entrar na pauta legislativa. O texto centraliza o debate sobre a eficiência do gasto público em câmaras municipais de pequeno porte e a autonomia técnica da oposição parlamentar. O cenário atual indica uma tentativa de reestruturar o modelo de representação proporcional em municípios que dependem majoritariamente de repasses federais e estaduais para custear suas atividades legislativas.
Por Redação Notícia10

ES: Estado detém 70% da produção nacional de café conilon e impulsiona economia agrícola

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O Espírito Santo consolidou-se como o segundo maior produtor de café do Brasil, detendo o controle de aproximadamente 70% da safra nacional da variedade conilon. A atividade, que sustenta a economia agrícola do estado, mobiliza frentes de trabalho em diversas regiões e impacta diretamente a geração de renda no campo. A produção está distribuída entre o norte e o noroeste, focados no conilon, e as áreas de altitude, dedicadas ao café arábica. O protagonismo capixaba no setor é impulsionado por uma estrutura que une agricultura familiar e avanços em tecnologia produtiva.

A cafeicultura no Espírito Santo é dividida geograficamente por variedades que se adaptam a diferentes climas e relevos. O norte e o noroeste capixaba concentram o cultivo do café conilon, com destaque para os municípios de Rio Bananal, Vila Valério e Linhares. Já o café arábica encontra condições ideais nas regiões mais altas, como Brejetuba e Iúna, onde a altitude favorece a qualidade e a diversificação do grão. Essa divisão estratégica permitiu ao estado não apenas liderar o mercado de conilon, mas também competir no segmento de cafés finos e superiores.

Para a economia do estado, o café representa o principal motor do comércio no interior e a maior fonte de receita do setor primário. A cadeia produtiva envolve desde pequenos núcleos de agricultura familiar até grandes exportadores, dinamizando cidades como Nova Venécia, São Gabriel da Palha e Colatina. O fluxo financeiro gerado pela colheita e pelo beneficiamento do grão é responsável pela manutenção de milhares de postos de trabalho. Além disso, a liderança na produção nacional atrai investimentos em inovação e infraestrutura para o escoamento da safra.

A tendência atual aponta para o fortalecimento da produtividade média das lavouras por meio da adoção de novas tecnologias no campo. A competitividade no mercado externo deve ser ampliada à medida que os municípios serranos, como Vargem Alta e Ibatiba, expandem a produção de arábica para exportação. Observa-se também um movimento de profissionalização da gestão nas propriedades rurais para mitigar oscilações de preços internacionais. O cenário futuro indica que o Espírito Santo deve manter a relevância global, integrando volume produtivo e critérios de qualidade.

O estado reafirma sua posição estratégica no agronegócio brasileiro ao centralizar a maior parte da oferta de conilon do país. A distribuição da produção por diversas regiões garante a estabilidade econômica de dezenas de municípios e reforça a diversidade do portfólio agrícola capixaba. Com a combinação de clima favorável e especialização técnica, o café permanece como o pilar fundamental do desenvolvimento regional no Espírito Santo.
Por Redação Notícia10

Suzano amplia aposta em fibra curta após disrupções de oferta na Ásia

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A Suzano (SUZB3) direciona sua estratégia para a celulose de fibra curta (BHKP) no primeiro trimestre de 2026, aproveitando um cenário de oferta global restrita e demanda aquecida na China. Enquanto o Itaú BBA mantém cautela sobre o setor de recursos naturais, a companhia registra eficiência operacional na unidade de Mucuri (BA), onde a produção superou 1,7 milhão de toneladas. O mercado enfrenta um descolamento entre a fibra curta, extraída do eucalipto, e a fibra longa (BSKP), que sofre pressão pela baixa demanda chinesa. A conjuntura de curto prazo favorece o modelo de baixo custo de produção adotado nas plantas brasileiras frente aos concorrentes internacionais.

A divergência entre os tipos de celulose tornou-se o fator central para o setor de papel e celulose no início deste ano. A fibra longa, proveniente de árvores como o pinus, possui maior resistência física, porém apresenta custos elevados e sofre com a desaceleração industrial em mercados específicos. Em contrapartida, a fibra curta, baseada no eucalipto, destaca-se pelo rápido crescimento florestal e menor custo de extração. Dados operacionais da Suzano indicam que a planta de Mucuri opera como um complexo integrado, convertendo a celulose em papéis de imprimir, escrever e produtos sanitários (tissue), o que amplia a margem de valor agregado.

A dinâmica do setor de celulose impacta diretamente a balança comercial brasileira e a estabilidade econômica de regiões dependentes da silvicultura. A escassez de oferta na Indonésia, motivada por questões florestais e paradas operacionais, resultou na perda de 150 mil toneladas de celulose apenas no primeiro trimestre de 2026. Esse cenário projeta uma redução de até 600 mil toneladas ao longo do ano, o que sustenta o preço do produto brasileiro no mercado externo. Para a comunidade e o mercado de capitais, a manutenção da eficiência em plantas como a da Bahia assegura a resiliência dos dividendos e a manutenção de empregos em uma cadeia produtiva globalizada.

A oferta global deve permanecer limitada no curto prazo devido ao adiamento do projeto OKI, cujo início foi postergado de abril de 2026 para o final do ano ou início de 2027. A Suzano confirmou que não prevê a entrada de novos grandes projetos de celulose para papel no mercado durante o restante deste exercício. Pelo lado do consumo, a indústria de papel na China demonstrou fôlego entre janeiro e março, absorvendo o mercado apertado de BHKP, apesar da sazonalidade negativa do Ano Novo Chinês em fevereiro. A manutenção desse apetite asiático é o que definirá a viabilidade de novos reajustes de preços nos próximos meses.

O mercado de celulose inicia 2026 sob uma assimetria entre as variedades de fibra, com a produção brasileira de eucalipto ocupando o espaço deixado pelas disrupções asiáticas. A alta eficiência da unidade de Mucuri e a ausência de novos competidores no horizonte imediato consolidam a posição da Suzano em um cenário de preços resilientes. O equilíbrio do setor agora depende da capacidade de absorção do mercado chinês frente aos custos logísticos e à estabilidade das operações na Indonésia.
Por Redação Notícia10

BA: Presidente Lula destina R$ 16 milhões para estudo de trem entre Salvador e Alagoinhas

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O governo federal autorizou o repasse de R$ 16 milhões, via Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para a elaboração de estudos técnicos sobre a viabilidade de um novo sistema ferroviário na Bahia. O projeto prevê a ligação entre Salvador e Alagoinhas, podendo adotar o modelo de trem regional ou Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB) coordena o processo, que busca definir o traçado mais eficiente para conectar o polo industrial e a capital. A iniciativa é considerada estratégica para a mobilidade urbana e o escoamento de mão de obra na região metropolitana.

Atualmente, a CTB avalia duas alternativas principais para o início da malha. A primeira opção parte de Ilha de São João, no Subúrbio Ferroviário, enquanto a segunda utiliza a Estação Águas Claras do metrô como ponto de integração, seguindo por Simões Filho. O projeto pretende aproveitar trechos da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) para alcançar Camaçari e, posteriormente, Alagoinhas. A contratação do anteprojeto está prevista para ocorrer entre o final de 2025 e o primeiro semestre de 2026, servindo como base para futuras licitações de obras.

A eventual implantação de um sistema metropolitano sobre trilhos, que pode superar 100 km de extensão, impacta diretamente o deslocamento entre cidades como Catu e Dias D’Ávila. A proposta visa reduzir o tempo de viagem e o custo do transporte para trabalhadores do Polo Petroquímico e residentes da Região Metropolitana. Além do benefício logístico, o projeto é apresentado como um indutor de desenvolvimento econômico, com potencial para atrair novos investimentos comerciais e industriais ao longo das estações. No âmbito urbano, a capital também prevê expansões do VLT para conectar a Baixa do Fiscal à Estação Retiro e ao bairro do Comércio.

O presidente da CTB, Eracy Lafuente, detalhou o planejamento das expansões e a natureza da etapa atual. “Estamos contratando esse estudo — e não projeto para implantação — ainda neste ano ou início do ano que vem”, explicou o gestor. Já o ministro da Casa Civil, Rui Costa, enfatizou o papel da infraestrutura na região. “Agora, chega o VLT para valorizar toda a região — um equipamento moderno, que vai transformar a mobilidade urbana, ser vetor de desenvolvimento e incrementar os investimentos, gerando emprego e renda”, afirmou o ministro.

O governo da Bahia busca complementar os recursos do PAC com financiamento externo, mantendo negociações ativas com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco dos BRICS. Nos próximos meses, deve ocorrer a licitação para a extensão de 4 km entre a Baixa do Fiscal e o Retiro, considerada uma prioridade imediata da gestão. Outros trechos menores, como o trajeto circular na Península de Itapagipe e a ligação Calçada-Comércio, seguem em fase de planejamento avançado. A execução integral do sistema intermunicipal de longa distância dependerá dos resultados técnicos apontados pelo anteprojeto financiado pela União.

A autorização da verba federal estabelece o cronograma técnico para a expansão ferroviária na Bahia, movendo o projeto da esfera das intenções para a fase de diagnóstico. O foco imediato da gestão estadual concentra-se na consolidação dos trechos urbanos já contratados e na definição do traçado metropolitano. O cenário de longo prazo para a mobilidade baiana agora está atrelado à viabilidade financeira e técnica que os estudos de R$ 16 milhões deverão apresentar nos próximos dois anos.
Por Redação Notícia10

BA: Governador Jerônimo Rodrigues estabelece metas para entregar 95 escolas e novo hospital até 2026

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O governador Jerônimo Rodrigues oficializou, nesta quinta-feira (9), um cronograma de entregas estratégicas que visa consolidar a presença do Estado nos 27 territórios de identidade da Bahia. O plano, apresentado no Centro Administrativo (CAB), em Salvador, prevê a conclusão de 95 novas escolas em tempo integral e a entrega do Hospital Litoral Norte, em Alagoinhas, até junho de 2026. A iniciativa foca na descentralização de serviços de alta complexidade e na ampliação da rede de ensino, utilizando uma força-tarefa entre secretarias para acelerar o ritmo das obras. O projeto é sustentado por uma articulação direta com o Governo Federal, buscando reduzir desigualdades históricas entre a capital e o interior.

Desde o início da atual gestão, o governo estadual tem priorizado a finalização de projetos de infraestrutura que dependem da integração de esforços federativos. Para viabilizar o volume de intervenções em habitação, estradas e saneamento, Jerônimo Rodrigues estruturou um modelo de acompanhamento técnico que envolve tanto secretários quanto dirigentes de órgãos específicos. O planejamento para os próximos dois anos foi desenhado para garantir que o desenvolvimento chegue simultaneamente a diversas regiões, evitando a concentração de recursos. Esse movimento é parte de uma estratégia de longo prazo que utiliza a infraestrutura física como suporte para políticas públicas de inclusão social e qualificação profissional.

A principal mudança no mapa da saúde estadual será a ativação do Hospital em Alagoinhas, que passará a oferecer tratamento oncológico, preenchendo a última lacuna regional para esse tipo de serviço especializado. Na educação, as 95 novas unidades em tempo integral representam um investimento em estruturas modernas, equipadas com laboratórios e quadras poliesportivas para elevar o padrão do ensino básico. Paralelamente, o plano prevê 600 intervenções em infraestrutura hídrica pela CERB, visando garantir segurança hídrica e dignidade para famílias do semiárido e zonas rurais. O impacto direto para a população é a oferta de serviços públicos essenciais mais próximos de onde vivem, reduzindo custos de deslocamento e tempo de espera.

Durante o anúncio, o governador Jerônimo Rodrigues ressaltou a importância da cooperação institucional para o êxito do cronograma. “Estamos levando escolas, creches, água, estradas e habitação para todo o estado, além de equipamentos de cultura e turismo. Foi um trabalho feito a muitas mãos, com o apoio do Governo Federal, principalmente. Estamos em uma verdadeira força-tarefa para seguir no caminho do desenvolvimento da Bahia”, afirmou.

Com as metas estabelecidas, a gestão estadual inicia agora uma fase de vistorias técnicas frequentes e inaugurações escalonadas ao longo dos próximos meses. O cumprimento do prazo em 2026 exige que as pastas de Educação, Saúde e Infraestrutura mantenham o fluxo de licitações para equipamentos e a contratação de pessoal para as novas unidades. O governo também monitora o avanço das parcerias hídricas para assegurar que as 600 obras prometidas alcancem a fase operacional dentro do previsto. O sucesso dessa etapa consolidará o modelo de regionalização proposto pelo governador, transferindo o protagonismo dos grandes centros para os polos territoriais do estado.

A gestão Jerônimo Rodrigues entra no ciclo de 2025-2026 com o foco voltado para a conclusão de ativos estratégicos que formam a espinha dorsal do seu plano de governo. A interiorização da oncologia e a massificação do ensino integral são os eixos centrais desse pacote de entregas que atinge todas as regiões baianas. O cenário político e administrativo do estado agora é pautado pelo cumprimento desse calendário, que visa modernizar a infraestrutura e qualificar o atendimento direto ao cidadão.
Por Redação Notícia10

Governo da Bahia investe R$ 6,7 milhões em segurança e infraestrutura rural

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O Governo da Bahia destinou R$ 6,7 milhões para obras de infraestrutura e segurança pública em cidades do interior neste sábado (11). Em Mirangaba, o estado inaugurou uma unidade integrada que abriga a Delegacia Territorial e o Pelotão da Polícia Militar, com aporte de R$ 2,5 milhões, além de um novo Mercado Municipal avaliado em R$ 2,1 milhões. Enquanto o governador Jerônimo Rodrigues cumpria agenda em Ipirá, representantes do primeiro escalão coordenaram as entregas no Centro-Norte baiano. A ação integra um cronograma de descentralização de serviços que busca reforçar o policiamento preventivo e o escoamento da produção agrícola local.

A inauguração da sede policial em Mirangaba eleva para 18 o número de estruturas da Secretaria da Segurança Pública (SSP) entregues apenas no primeiro quadrimestre de 2026. O dado reflete uma política de substituição de antigos imóveis alugados por prédios próprios e padronizados, somando 255 unidades reformadas ou construídas desde o início de 2023. De acordo com o Relatório de Gestão da SSP-BA, a estratégia visa integrar as forças de segurança em um único espaço físico para otimizar custos operacionais e reduzir o tempo de resposta em ocorrências intermunicipais.

No campo econômico, a entrega do Mercado Municipal e de 80 novas estruturas de feira (bancadas e barracas) resolve um gargalo logístico para a agricultura familiar de Mirangaba. O município possui uma produção agrícola autossustentável, mas carecia de um centro de comercialização que atendesse às normas sanitárias e de conforto térmico. Com o novo espaço, a circulação de mercadorias entre a zona rural e o centro urbano ganha regularidade, impactando diretamente na renda de produtores que dependiam de feiras improvisadas ao ar livre. Na área da saúde, o envio de um veículo para Tratamento Fora do Domicílio (TFD), orçado em R$ 277,2 mil, assegura o transporte de pacientes para centros de referência de alta complexidade.

A agricultora Fábia Antônia, feirante na região há três décadas, relatou a mudança nas condições de trabalho. “Tem mais de 30 anos que eu sou feirante aqui. A gente já viveu tempos difíceis, de lama, chuva e sol. Essa obra tira a gente daqueles dias difíceis”, afirmou. O subsecretário da Segurança Pública, Marcel de Oliveira, defendeu que a estrutura física é um componente da eficiência policial. “As unidades garantem melhores condições de trabalho e mais comodidade para os servidores e cidadãos, refletindo na qualidade do serviço”, destacou.

A expansão da rede física de segurança deve continuar ao longo do ano com foco em cidades de pequeno e médio porte que ainda operam com delegacias em estruturas precárias. Na agricultura, a titular da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Bete Costa, sinalizou que o modelo de mercados municipais integrados será replicado em outros territórios de identidade para fortalecer as cadeias produtivas regionais. O governo estadual monitora agora o impacto dessas novas estruturas no índice de produtividade da agricultura familiar e na redução de indicadores criminais nas localidades beneficiadas.

A consolidação de 255 novas unidades de segurança e a entrega de equipamentos de fomento rural em Mirangaba marcam a atual fase de investimentos do estado no interior. O aporte de R$ 6,7 milhões efetuado neste sábado reforça a prioridade dada ao fortalecimento institucional das forças policiais e à urbanização de espaços de comércio popular. O cenário atual aponta para a manutenção de agendas simultâneas como método para acelerar o cronograma de obras previstas para o exercício de 2026.
Por Redação Notícia10

Ministério Público e Mucuri firmam acordo para implementar projeto de segurança municipal

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O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) e a Prefeitura de Mucuri formalizaram, nesta quarta-feira (8), um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para a execução do projeto “Município Seguro”. A assinatura, realizada em Eunápolis, estabelece obrigações legais para a estruturação de políticas de prevenção à violência e desordem urbana no nível local. O acordo vincula a administração municipal à criação de um Conselho de Segurança, à elaboração de diagnósticos de criminalidade e à integração ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). Além de Mucuri, outros municípios da região devem aderir à iniciativa que busca descentralizar as ações de defesa social.

O projeto “Município Seguro” é uma iniciativa institucional do MPBA que atua de forma complementar ao programa estadual “Bahia pela Paz”. A estratégia fundamenta-se na Lei Federal nº 13.675/18, que instituiu o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), transferindo parte da responsabilidade pela prevenção e ordem pública aos gestores municipais. Localizado em uma área de tríplice divisa interestadual, Mucuri foi identificado pelo Ministério Público como um território estratégico para a aplicação dessas medidas. O acordo visa padronizar a governança local de segurança, garantindo que o município possua ferramentas de monitoramento e fiscalização próprios.

A implementação do TAC altera a forma como a prefeitura lida com a criminalidade, migrando de uma postura passiva para uma atuação focada em prevenção e reintegração social. Para a população, o projeto prevê a criação de ambientes urbanos menos propensos ao crime por meio de políticas públicas coordenadas, indo além do policiamento ostensivo. Com a obrigatoriedade de prestação de contas trimestral ao Ministério Público, a transparência sobre o uso de recursos e o andamento das metas de segurança tende a aumentar. A integração ao Sinesp permitirá que os dados de violência local sejam compartilhados em tempo real, facilitando ações conjuntas entre forças estaduais e federais.

O procurador-geral de justiça, Pedro Maia Souza Marques, destacou que o projeto foca na construção de uma cultura de paz através da justiça e prevenção. “Mucuri é um território estratégico e de tríplice divisa de estados com forte identidade cultural, social e econômica”, afirmou o procurador durante o ato. A promotora Gabriela Silva Moreira Sampaio reforçou a necessidade de institucionalização da política: “Um projeto de lei deverá ser encaminhado ao Poder Legislativo Municipal para a composição do Conselho Municipal de Segurança Pública e Defesa Social”. O prefeito Roberto Carlos Figueiredo Costa avaliou a parceria como uma forma de aproximar serviços essenciais da comunidade.

A partir da assinatura, o governo municipal deve encaminhar à Câmara de Vereadores o projeto de lei para criar o órgão gestor e o conselho municipal de segurança. O município também se comprometeu a garantir dotação orçamentária e fundos específicos para financiar as ações de defesa social. Paralelamente, técnicos municipais realizarão o diagnóstico das áreas de maior vulnerabilidade para subsidiar o futuro Plano Municipal de Segurança. O descumprimento dos prazos estabelecidos no TAC pode resultar em sanções administrativas e judiciais para a gestão municipal, conforme previsto nas cláusulas do ajustamento de conduta.

A assinatura do TAC nº 185.9.512174/2025 marca o início da transição de Mucuri para as diretrizes do Sistema Único de Segurança Pública. A medida institucionaliza a segurança como prioridade da agenda municipal, exigindo planejamento estruturado e integração sistêmica de dados. O cenário atual depende agora da tramitação legislativa local para que as novas ferramentas de gestão comecem a operar efetivamente na prevenção à criminalidade.
Por Redação Notícia10

MG: A pedido do Presidente Lula, Vereador João Gabriel Prates lança pré-candidatura pra Federal

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O vereador João Gabriel Prates (PT), de Teófilo Otoni, confirmou sua pré-candidatura a deputado federal para as eleições de 2026. A decisão atende a um chamado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca renovar os quadros da legenda no Congresso Nacional com lideranças geracionais. Advogado, professor universitário e ex-diretor do Hospital Bom Samaritano, Oão Gabriel projeta sua atuação regional dos vales do Mucuri e Jequitinhonha para o cenário estadual, consolidando-se como um dos nomes da nova geração petista em Minas Gerais.

A trajetória de João Gabriel Prates combina formação acadêmica e experiência administrativa. Como advogado e professor, o parlamentar possui interlocução com o setor jurídico e educacional, enquanto sua passagem pela direção hospitalar conferiu-lhe experiência direta na gestão de saúde pública. Essa atuação plural e diversificada é vista pelos articuladores políticos do partido como um trunfo para atrair eleitores de diferentes faixas etárias e setores sociais, indo além do nicho de renovação política em que está inserido.

Um dos diferenciais da pré-candidatura de João é sua forte presença no ambiente virtual. O vereador é reconhecido por ser um dos quadros mais ativos do PT nas redes sociais de Minas Gerais, utilizando as plataformas digitais para pautar temas de relevância pública e enfrentar debates ideológicos. Essa capacidade de mobilização online é considerada estratégica pelo Partido dos Trabalhadores para dialogar com o eleitorado jovem, que foi decisivo no último pleito presidencial com 50% das intenções de voto para Lula.

A relevância de João Gabriel Prates não se limita ao âmbito municipal; o vereador ocupa uma cadeira no Diretório Nacional do PT, o que o coloca no centro das decisões estratégicas do partido. De acordo com Julia Köpf, secretária nacional de Juventude do partido, a legenda está empenhada em viabilizar candidaturas jovens que possuam preparo para o enfrentamento político. A presença de João na instância máxima partidária facilita a interlocução entre as demandas do interior de Minas Gerais e o governo federal em Brasília.

Com 2.157 votos conquistados em 2024 para a Câmara Municipal de Teófilo Otoni, João Gabriel agora inicia o trabalho de expansão de sua base eleitoral para o estado. A estratégia envolve a consolidação de sua imagem como um político jovem, porém com experiência técnica e institucional. A validação formal da candidatura à Câmara Federal deverá ocorrer nas convenções partidárias de 2026, momento em que o partido definirá a distribuição de recursos e a organização da chapa proporcional em Minas Gerais, mas João já é um consenso pro presidente Lula, pro partido e pra militância de que as Minas Gerais devem pulsar juventude nessas eleições.
Por Redação Notícia10

BA: Secretária de saúdo do Estado, Roberta Santana consolida estratégia administrativa de Jerônimo Rodrigues

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A reestruturação da saúde pública na Bahia nos últimos três anos tem como marca a escolha estratégica do governador Jerônimo Rodrigues ao alçar Roberta Santana ao comando da pasta. Considerada uma aposta direta e de confiança do chefe do Executivo, a secretária lidera um ciclo de investimentos que soma R$ 38 bilhões, voltados à expansão da rede hospitalar e à descentralização de serviços de alta complexidade. A montagem do secretariado, sob a visão de Jerônimo, buscou aliar o perfil técnico à eficiência de gestão, resultando na entrega de 12 novos hospitais e na marca de 5.500 leitos implantados em todo o território estadual.

A ascensão de Roberta Santana à Secretaria da Saúde (Sesab) é lida nos bastidores políticos como um movimento de renovação administrativa sob o aval do governador. O planejamento focou na capilaridade dos serviços, utilizando 26 policlínicas regionais para realizar mais de 9,6 milhões de atendimentos e reduzir a dependência da capital. A logística da rede foi renovada com a entrega de 1.571 veículos, reforçando o transporte de pacientes entre as diversas regiões do estado. Esse modelo de gestão permitiu, inclusive, dobrar o número de aceleradores lineares para tratamento oncológico, que saltou de 12 para 25 equipamentos em operação.

A escolha de Roberta Santana pelo governador Jerônimo Rodrigues para o primeiro escalão reflete-se na melhoria dos indicadores que afetam diretamente o cidadão, como o tempo de espera na regulação. Entre 2022 e 2025, o índice de pacientes que conseguem transferência em até 24 horas subiu de 49% para 71%, demonstrando uma resposta mais célere do sistema. A eficiência administrativa coordenada pela secretária permite que, diariamente, entre 800 e 900 pessoas deixem a fila de espera com destino a leitos de especialidades ou cirurgias. A visão de Jerônimo na montagem do time priorizou uma engrenagem técnica capaz de processar um alto volume de demandas com maior resolutividade.

O respaldo de Jerônimo à condução de Roberta Santana ganhou validação externa com a premiação de sete hospitais estaduais pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). As unidades foram certificadas por excelência em resultados assistenciais, demonstrando que a rede pública baiana alcançou padrões rigorosos de qualidade clínica e uso de recursos. A premiação é vista como um indicativo de que a aposta pessoal do governador resultou em uma gestão equilibrada entre o aporte financeiro e a entrega de serviços de alto padrão. O selo da AMIB avalia a mortalidade ajustada ao risco, parâmetro que confirma a eficiência das UTIs sob gestão estadual.

Com a estrutura da rede ampliada e validada tecnicamente, o foco da gestão deve se voltar agora para a sustentabilidade da assistência oncológica descentralizada. Cidades como Vitória da Conquista, Teixeira de Freitas, Barreiras, Irecê e Alagoinhas já operam com novos equipamentos, reduzindo o deslocamento de pacientes. O plano de governo prevê que a integração entre as policlínicas e os hospitais de referência continue sendo aprimorada para manter os índices de regulação em patamares elevados. A consolidação dessa equipe técnica é vista como um pilar central para os próximos anos da administração estadual.

O balanço dos últimos três anos na saúde baiana reforça a tese de que a composição do secretariado por Jerônimo Rodrigues buscou alinhar confiança política e competência operacional. O volume de entregas, que inclui desde ambulâncias até hospitais de alta complexidade, sustenta os avanços nos indicadores de atendimento e regulação. A gestão de Roberta Santana, chancelada pelo governo, chega a este período com o desafio de manter a eficiência de um sistema que agora opera com uma estrutura significativamente maior do que a encontrada no início do ciclo.
Por Redação Notícia10

Três hábitos diários te ajudam a fazer cocô direito, podem evitar prisão de ventre e riscos de hemorroidas

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Pequenas mudanças na rotina matinal, na alimentação e na postura ao sentar-se no vaso sanitário são fundamentais para garantir uma evacuação saudável e sem esforço. A gastroenterologista Trisha Pasricha, professora da Universidade de Harvard, aponta que a combinação de fibras, exercícios e o alinhamento correto do corpo previne complicações comuns como a constipação. O tema ganha relevância diante do aumento do sedentarismo e de hábitos modernos que prejudicam o funcionamento natural do trato digestivo.

O funcionamento do sistema digestivo humano depende de uma coordenação complexa entre movimentos musculares e a consistência do material processado. De acordo com Pasricha, autora de estudos sobre o tema, a saúde intestinal repousa sobre três pilares: a propulsão do cólon, a maleabilidade das fezes e o relaxamento do assoalho pélvico. Quando um desses fatores falha, surgem problemas como o inchaço abdominal e a dificuldade crônica de evacuação. A médica ressalta que o corpo possui ritmos naturais que costumam ser ignorados pela rotina acelerada.

A dificuldade em evacuar afeta diretamente a produtividade e o bem-estar emocional, podendo evoluir para quadros clínicos mais graves. Dados indicam que a vergonha social e o adiamento da ida ao banheiro ressecam as fezes, tornando o processo doloroso e ineficiente. Além disso, a dieta contemporânea rica em produtos ultraprocessados reduz a ingestão de fibras necessárias para o volume fecal. Estimular hábitos preventivos reduz a necessidade de intervenções medicamentosas ou cirúrgicas para tratar hemorroidas e outras fissuras.

A eficácia da evacuação está ligada à rotina e ao que é ingerido diariamente, com destaque para alimentos fermentados e frutas específicas. Pasricha sugere o consumo de 25g de fibras para mulheres e 38g para homens, além de dois kiwis diários para combater o inchaço. “Se eu pudesse escolher uma coisa só, seria comer menos ultraprocessados. Eles estão ocupando o espaço dos alimentos integrais”, afirma a médica. Ela reforça que ignorar os sinais do corpo prejudica a mecânica natural do intestino.

A postura no banheiro e o tempo de permanência no local são fatores críticos para evitar danos físicos a longo prazo. O uso de um banquinho para elevar os joelhos acima da cintura ajuda a alinhar o reto, permitindo que a musculatura relaxe adequadamente. “É como tentar empurrar pasta de dente para fora do tubo sem nunca tirar a tampa”, compara a especialista sobre o esforço incorreto. Um estudo publicado na revista Plos One em 2025 reforça que o uso de celulares no banheiro aumenta em 46% o risco de hemorroidas.

A frequência de idas ao banheiro varia entre os indivíduos, sendo comum evacuar de uma a três vezes ao dia, dependendo da dieta. Médicos recomendam a observação atenta das fezes, observando se há alterações de cor para tons vermelhos, negros ou pálidos, que exigem avaliação profissional. A manutenção de uma rotina de exercícios e sono, somada ao abandono do celular durante o uso do sanitário, permanece como a estratégia principal para a saúde colorretal.
Por Redação Notícia10

Brasil e Oxford assinam acordo para desenvolver vacinas contra o câncer

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O Ministério da Saúde e a Universidade de Oxford formalizaram uma cooperação científica para o desenvolvimento de vacinas terapêuticas contra o câncer. O acordo, firmado por meio de uma Carta de Intenções com o Centro de Imuno-oncologia da instituição britânica, envolve a Fiocruz, o CNPEM e hospitais brasileiros de excelência. A iniciativa busca fortalecer a capacidade tecnológica nacional em áreas de fronteira, como a inteligência artificial aplicada à descoberta científica. A integração do Instituto Nacional de Câncer (INCA) está prevista para as próximas etapas do projeto binacional.

A colaboração ocorre em um momento de avanço global nas terapias de RNA mensageiro (RNAm), tecnologia que ganhou escala durante a pandemia de Covid-19. O plano de ação estrutura-se em três eixos estratégicos: descobertas em imunologia e oncologia, uso de IA para vacinas personalizadas e a criação de um acelerador de ensaios clínicos. Além disso, o Ministério da Saúde já havia estabelecido, no início de dezembro, um pacto com o Reino Unido para aprimorar a Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS). Essas medidas visam preparar o Sistema Único de Saúde (SUS) para a incorporação de tratamentos de alta complexidade.

Para a população, o desenvolvimento conjunto de vacinas para o câncer representa um passo em direção ao acesso equitativo a terapias que hoje possuem custo elevado no mercado global. A participação de empresas e hospitais brasileiros desde as fases iniciais de pesquisa permite que o país não seja apenas um comprador, mas um desenvolvedor de inovação. A utilização de inteligência artificial para personalizar vacinas promete tratamentos mais precisos, reduzindo efeitos colaterais e aumentando as chances de remissão em pacientes oncológicos. O fortalecimento das capacidades institucionais do SUS garante que novos modelos de acesso sejam implementados de forma sustentável.

De acordo com a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, a iniciativa garante protagonismo ao Brasil na pesquisa oncológica mundial. “Esse acordo, impulsionado pelo Ministério da Saúde, abre uma janela de oportunidade muito importante pra instituições de pesquisa, hospitais de excelência e empresas brasileiras participarem, desde muito cedo, dos estudos sobre vacinas para o câncer. Isso nos coloca numa posição mais vantajosa no momento em que essas vacinas, eventualmente, chegarem ao mercado”, afirmou a secretária durante o anúncio da parceria.

As próximas fases da cooperação incluem a realização de uma missão técnica de pesquisadores britânicos a laboratórios e hospitais brasileiros. Paralelamente, será formado um comitê gestor bilateral para monitorar o cumprimento das metas e a distribuição de recursos tecnológicos. Espera-se que a estruturação do acelerador de ensaios clínicos reduza o tempo de espera para o início de testes humanos em solo nacional. Instituições públicas como o INCA devem formalizar sua entrada no grupo de trabalho nos próximos meses para ampliar o alcance das pesquisas.

O acordo entre Brasil e Oxford coloca o desenvolvimento de tecnologias de RNAm e inteligência artificial como prioridades na agenda de saúde pública brasileira. A parceria binacional foca na criação de uma infraestrutura capaz de suportar desde a descoberta científica até a produção de vacinas personalizadas. O cenário atual aponta para a realização de missões técnicas e a consolidação do comitê gestor como os passos imediatos para a implementação do plano.
Por Redação Notícia10

Retrocesso: Sistema político “expulsa” mulheres da disputa pela Presidência do Brasil em 2026

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O encerramento da janela partidária para as eleições de 2026 revela um cenário de exclusão de gênero: pela primeira vez em 24 anos, a corrida ao Palácio do Planalto pode não ter nenhuma mulher na disputa. Mesmo após o pleito de 2022 ter registrado o maior número de candidatas da história, as articulações políticas atuais privilegiam oito nomes masculinos, ignorando o protagonismo feminino na política nacional. A ausência de candidatas rompe um ciclo de representatividade iniciado em 2002 e expõe a resistência dos partidos em ceder espaço às lideranças femininas nas cabeças de chapa. O fenômeno ocorre apesar de as mulheres serem maioria do eleitorado e fundamentais na construção das políticas públicas brasileiras.

O histórico da redemocratização brasileira vinha sendo marcado por uma lenta, porém progressiva, ocupação de espaços por mulheres. Desde a interrupção da candidatura de Roseana Sarney em 2002, todas as eleições presidenciais contaram com ao menos uma mulher, culminando na eleição e reeleição de Dilma Rousseff (2010 e 2014). Em 2022, nomes como Simone Tebet e Soraya Thronicke elevaram o debate de gênero ao centro da agenda nacional. No entanto, o fechamento dos quadros partidários para 2026 aponta para um represamento dessas lideranças. Atualmente, nomes como o presidente Lula, Flávio Bolsonaro, e os ex-governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema dominam a cena, sem que figuras femininas tenham sido viabilizadas por suas legendas.

O isolamento das mulheres na disputa presidencial de 2026 é um golpe na representatividade de mais de metade da população brasileira. Sem mulheres no palco dos debates presidenciais, pautas essenciais como desigualdade salarial, direitos reprodutivos e o combate à violência de gênero correm o risco de serem secundarizadas ou tratadas sob uma ótica exclusivamente masculina. Esse cenário evidencia o machismo estrutural dentro das cúpulas partidárias, que frequentemente relegam as mulheres ao papel de vices ou de apoiadoras, impedindo que disputem o protagonismo do cargo máximo da República. A ausência de diversidade de gênero no topo da política enfraquece a democracia e silencia vozes que conquistaram relevância nas últimas décadas.

A lista de pré-candidatos consolidada até o momento reflete a manutenção do status quo masculino no poder. Além das lideranças já estabelecidas no PT e no campo da direita, nomes como Aldo Rebelo, Renan Santos, Cabo Daciolo e Augusto Cury completam um quadro sem diversidade. A renúncia de governadores como Caiado e Zema para a disputa reforça como as estruturas partidárias investem recursos e capital político prioritariamente em quadros masculinos. Enquanto as mulheres seguem ocupando cargos legislativos e ministérios, o “teto de vidro” para a candidatura presidencial parece ter sido reforçado por acordos de cúpula que inviabilizaram nomes femininos de peso para 2026.

A confirmação deste cenário exclusivamente masculino deve gerar uma onda de críticas por parte de movimentos sociais e organizações de defesa dos direitos das mulheres. Espera-se que, até as convenções partidárias, haja uma pressão para que os partidos expliquem a falta de investimentos em lideranças femininas competitivas. Caso não surjam novas candidaturas, o debate se voltará para a composição das chapas de vice-presidência, onde as mulheres podem ser usadas como “maquiagem de gênero” para atrair o eleitorado feminino. A sociedade civil organizada já sinaliza que cobrará compromissos reais com a equidade, questionando por que, em pleno 2026, o país retrocedeu a uma configuração política do início do milênio.

A atual configuração da pré-campanha presidencial representa um revés histórico para a diversidade política no Brasil. O desaparecimento de candidaturas femininas após o auge de representatividade em 2022 acende um alerta sobre as barreiras impostas pelas estruturas partidárias às mulheres. Sem mudanças até as formalizações das chapas, o país caminhará para uma eleição onde o gênero feminino estará ausente do debate principal pela primeira vez em quase um quarto de século.
Por Redação Notícia10

Bahia registra queda de 22% em mortes violentas no primeiro trimestre de 2026

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As mortes violentas na Bahia apresentaram uma redução de 22% nos primeiros três meses de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior. O balanço, divulgado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) nesta quarta-feira (8), contabilizou 864 ocorrências contra 1.109 registradas em 2025. O recuo dos indicadores de criminalidade foi observado na capital, na região metropolitana e no interior do estado. A retração estatística é acompanhada pelo aumento na produtividade policial, com a retirada de circulação de aproximadamente 22 armas de fogo por dia no território baiano.

O cenário da segurança pública na Bahia vinha sendo marcado por desafios estruturais no combate ao crime organizado e altos índices de letalidade. No primeiro trimestre deste ano, a queda nos indicadores de violência foi distribuída de forma geográfica: Salvador liderou a redução com 29%, seguida pelo interior (20,6%) e pela Região Metropolitana (18,5%). O esforço para conter a criminalidade resultou na apreensão de 1.994 armas de fogo entre janeiro e março, um crescimento de 1,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Desse total, as autoridades destacam a localização de 24 fuzis, armamentos de alto poder de destruição geralmente utilizados por grupos criminosos.

A redução das mortes violentas impacta diretamente a sensação de segurança da população e reflete a eficácia das políticas de contenção de conflitos. A retirada de quase duas mil armas das ruas em apenas 90 dias sugere uma tentativa de asfixia logística das facções que atuam no estado. Para a sociedade, esses números representam a preservação de 245 vidas que, estatisticamente, teriam sido perdidas caso o padrão de 2025 se mantivesse. Além disso, a apreensão recorde de fuzis indica um foco em desarmar núcleos de criminalidade violenta que operam em áreas urbanas densas.

O titular da pasta de segurança atribui os resultados à integração entre as polícias e ao uso de tecnologia para monitorar grupos organizados. “São operações realizadas em toda Bahia, com alvos alcançados em outros estados e também em outros países. O combate às facções continuará de forma incansável”, enfatizou o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner. A declaração reforça a diretriz de utilizar ações de inteligência para realizar prisões estratégicas e interceptar o fluxo de armamentos.

A manutenção da tendência de queda nos próximos meses dependerá da continuidade das operações de campo e do monitoramento das manchas criminais. A Secretaria de Segurança Pública deve manter o foco em alvos localizados fora do estado para desarticular as cadeias de comando das organizações locais. Espera-se que o aumento nas apreensões de armas de fogo resulte em novos inquéritos para identificar as rotas de tráfico desses materiais. A Polícia Civil e a Polícia Militar seguirão com o cronograma de incursões integradas para estabilizar as áreas que ainda apresentam resistência criminal.

O balanço do primeiro trimestre consolida um período de retração nos crimes contra a vida na Bahia, com destaque para o desempenho da capital. O volume de apreensões de armas e a redução de 22% nas mortes violentas são os principais indicadores de um sistema de segurança que opera sob pressão por resultados. O cenário atual aponta para a intensificação do combate às facções como estratégia central para o restante do ano de 2026.
Por Redação Notícia10

Acordo entre EUA e Irã derruba preço do petróleo e impulsiona bolsas globais

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Os preços globais do petróleo registraram queda acentuada nesta quarta-feira após os Estados Unidos e o Irã selarem um acordo de cessar-fogo condicional com duração de 14 dias. A medida inclui a desinterrupção do Estreito de Ormuz, via navegável vital para o escoamento da energia mundial, que estava sob ameaça de ataques. Em resposta imediata, o barril do tipo Brent caiu 15%, sendo negociado abaixo de $92, enquanto os principais índices acionários em Nova York, Europa e Ásia fecharam em forte alta. Apesar do alívio momentâneo, o mercado permanece cauteloso, uma vez que os valores do combustível ainda superam os patamares anteriores ao início das hostilidades, em fevereiro.

O conflito, iniciado em 28 de fevereiro, provocou uma escalada nos custos de energia após o Irã ameaçar a navegação no Golfo em retaliação a bombardeios realizados pelos EUA e Israel. A crise interrompeu severamente o fornecimento de óleo e gás do Oriente Médio, elevando o preço do barril de $70 para níveis próximos a $110 antes deste recuo. O entendimento atual foi consolidado após o presidente Donald Trump condicionar a suspensão dos ataques aéreos à “abertura completa e segura” do Estreito de Ormuz. Por outro lado, o governo iraniano, através do ministro Abbas Araghchi, confirmou a adesão ao pacto desde que as ofensivas contra o país sejam interrompidas.

A trégua oferece um fôlego temporário para a economia global, especialmente na Ásia, onde países em desenvolvimento sofrem com a escassez de combustível e o aumento nas tarifas aéreas. O reestabelecimento do fluxo de petroleiros pelo estreito pode reduzir a pressão inflacionária nas próximas semanas, embora analistas alertem que a normalização total da produção levará anos. Estima-se que os danos causados à infraestrutura industrial na região, incluindo ataques ao polo de gás de Ras Laffan, no Catar, custem mais de 25 bilhões de dólares para serem reparados. A Exxon já reportou uma queda de 6% em sua produção no Oriente Médio neste trimestre devido aos combates.

Especialistas apontam que a decisão de Trump foi influenciada pelo risco de uma recessão global causada pelos altos custos energéticos. “Isso poderia ter levado a uma ‘ferida econômica autoinfligida’ que poucos arriscariam”, afirmou Xavier Smith, diretor de pesquisa da AlphaSense. Já Saul Kavonic, da MST Marquee, ressalta que a confiança do mercado depende de um acordo de paz duradouro, não apenas temporário. “Ainda é improvável que a produção de energia seja totalmente retomada até que haja confiança em um acordo permanente”, ponderou o analista, destacando o tempo necessário para recuperar refinarias e terminais atingidos.

A estabilidade do cessar-fogo já enfrenta desafios, com relatos de ataques contínuos na quarta-feira que geraram críticas da comunidade internacional, incluindo o Paquistão. Caso a trégua se mantenha, o foco se voltará para a logística de movimentação dos navios encalhados nas proximidades do Estreito de Ormuz. Na Ásia, governos monitoram a volatilidade para decidir se mantêm ou revogam as medidas de racionamento de energia implementadas nas últimas semanas. O comitê técnico da Rystad Energy estima que a recuperação total da capacidade de exportação da região possa levar até cinco anos, mantendo o fornecimento global em estado de vulnerabilidade.

O acordo de duas semanas interrompe a escalada militar imediata, mas não resolve o déficit estrutural de energia causado pela guerra. O petróleo permanece em um patamar superior aos $70 registrados no início do ano, refletindo o prêmio de risco que ainda domina os mercados internacionais. Enquanto as bolsas de valores comemoram a redução das tensões, a infraestrutura energética do Golfo inicia um longo e custoso processo de reconstrução.
Por Redação Notícia10

Teixeira de Freitas: o Governador Jerônimo Rodrigues inaugurou unidade de radioterapia para atender o Extremo Sul da Bahia. Assista

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O Hospital Estadual Costa das Baleias (HECB), em Teixeira de Freitas, inaugurou nesta terça-feira (7) uma unidade de radioterapia para atender o Extremo Sul da Bahia. O novo serviço, que recebeu investimento de R$ 13,1 milhões em parceria com o Governo Federal, permite que pacientes oncológicos realizem todas as etapas do tratamento na região. A iniciativa é relevante por eliminar a necessidade de deslocamentos de até 800 quilômetros para cidades como Itabuna ou Salvador, integrando o atendimento em uma área que abrange 21 municípios.

Com a nova estrutura, o HECB passa a oferecer o ciclo completo de assistência oncológica, que inclui consultas, exames, cirurgias, quimioterapia e, agora, a radioterapia. Desde sua abertura em 2024, a unidade tem funcionado como polo de alta complexidade para cerca de 900 mil habitantes. Apenas em 2025, o hospital contabilizou 370 mil exames e superou a marca de 10 mil cirurgias realizadas.

A ampliação em Teixeira de Freitas faz parte de um plano estadual que dobrou a oferta de aceleradores lineares na Bahia, passando de 12 para 25 equipamentos através de rede própria e parcerias. Nos últimos três anos, o estado destinou R$ 38 bilhões ao setor de saúde, resultando na entrega de 12 hospitais e na abertura de 5.500 novos leitos. O foco da expansão oncológica visa descentralizar serviços que historicamente se concentravam na capital ou em grandes centros regionais.

A possibilidade de realizar o tratamento perto da residência impacta diretamente o bem-estar dos pacientes e de suas famílias. A secretária de Saúde da Bahia, Roberta Santana, destacou que a unidade já realiza 15 mil procedimentos oncológicos e que a integralidade do serviço é fundamental para quem enfrenta a doença. “Quem faz um tratamento de câncer, o que quer é estar perto da família”, afirmou a secretária durante a entrega da unidade.

O prefeito de Teixeira de Freitas, Marcelo Belitardo, ressaltou que a radioterapia é essencial para combater tipos frequentes da doença, como o câncer de mama e de colo de útero. Segundo Belitardo, o serviço interrompe o fluxo de transferência de pacientes para outras cidades. “Os pacientes daqui antes eram deslocados para Itabuna. Hoje, não só os de Teixeira de Freitas, como de toda a região, vão poder fazer o tratamento aqui”, explicou.

O governador Jerônimo Rodrigues pontuou que a entrega cumpre um cronograma estabelecido durante a inauguração do hospital, em 2023. A meta era reduzir o desgaste físico de pacientes que percorriam distâncias entre 400 e 800 quilômetros para acessar o serviço de radioterapia. Com a unidade em operação, o sistema de saúde do Extremo Sul reduz a pressão sobre a regulação estadual e os custos com transporte de pacientes.

A nova unidade anexa começa a operar imediatamente, integrando-se ao fluxo de atendimento já estabelecido pelo Hospital Costa das Baleias. O monitoramento dos resultados e a capacidade de absorção da demanda regional serão acompanhados pela Secretaria de Saúde para avaliar a necessidade de futuras expansões. A consolidação deste polo de saúde em Teixeira de Freitas fixa profissionais especializados na região e fortalece a rede de assistência pública no interior baiano.
Por Redação Notícia10

Mucuri: Prefeito Robertinho participa da posse do bispo Dom Aldemiro em Teixeira de Freitas e oficializa convite para agenda ao município

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O prefeito de Mucuri, Roberto Carlos Figueiredo Costa, o “Robertinho” (UB), oficializou um convite para que o novo bispo da Diocese de Teixeira de Freitas/Caravelas, Dom Aldemiro Sena dos Santos, visite o município em sua primeira agenda oficial. O encontro ocorreu na noite desta terça-feira (7), durante a cerimônia de posse do religioso na Catedral São Pedro. Acompanhado da primeira-dama Lucimara Souto Figueiredo, o gestor ressaltou a importância de estreitar o diálogo entre a administração municipal e a nova liderança episcopal.

A iniciativa do prefeito busca destacar a relevância de Mucuri no mapa religioso da região. O município abriga a Paróquia de São José, reconhecida como a mais antiga da diocese, com registros de comunidade que remontam ao ano de 1720. A paróquia foi oficialmente instituída em 1769, período que coincide com a própria formação política da cidade, o que fundamenta o pedido de Robertinho para que o bispo priorize o município em seu cronograma inicial.

A participação do gestor mucuriense em Teixeira de Freitas ocorreu em meio a um ato cívico e religioso que reuniu nomes como o governador Jerônimo Rodrigues e o prefeito anfitrião, Marcelo Belitardo. Para Mucuri, a interlocução direta com o bispo é relevante por reforçar os laços institucionais com a Igreja Católica, instituição que desempenha papel social em toda a comarca. A presença de Robertinho no evento simboliza o reconhecimento da tradição local frente ao novo ciclo da diocese.

Dom Aldemiro Sena, de 61 anos, assume como o 5º bispo da diocese após ser transferido de Guarabira, na Paraíba, por decisão do Papa Leão XIV. Em sua mensagem aos fiéis e autoridades, o bispo sinalizou uma gestão voltada à escuta e à proximidade com as paróquias do interior. Essa postura pastoral converge com a intenção do governo de Mucuri em integrar as celebrações religiosas e o patrimônio histórico da cidade às atividades da diocese.

A expectativa agora recai sobre a confirmação da agenda de Dom Aldemiro para o Extremo Sul. Após a posse, o bispo deve organizar o roteiro de visitas para conhecer as comunidades paroquiais. A gestão de Mucuri aguarda a formalização da data para recepcionar a liderança religiosa na Paróquia de São José, consolidando o diálogo iniciado durante a cerimônia na catedral.

O evento de posse, presidido pelo Primaz do Brasil, Dom Sérgio da Rocha, encerrou-se com o compromisso do novo bispo em atuar de forma presente nas cidades que compõem a jurisdição de Teixeira de Freitas e Caravelas.
Por Redação Notícia10

Montanha sedia encontro regional para discutir agricultura familiar e mudanças climáticas

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O município de Montanha recebeu, no último dia 26 de março, o 1º Encontro Regional de Agroecologia e Agricultura Familiar do Norte Capixaba. Realizado na Escola Família Agrícola de Vinhático, o evento reuniu cerca de 250 pessoas, entre agricultores, técnicos, estudantes e representantes de instituições públicas. O encontro é relevante por abordar a adaptação do meio rural às emergências climáticas, promovendo práticas produtivas que buscam a sustentabilidade e a preservação da biodiversidade local.

O debate central do encontro focou na interseção entre a agroecologia e os desafios impostos pelas alterações no clima. A programação priorizou o resgate de métodos tradicionais, iniciando com uma feira de troca de sementes crioulas para incentivar o cultivo de espécies adaptadas à região. O evento foi organizado pelo Comitê Municipal de Agroecologia de Montanha, com suporte técnico do Incaper e apoio de instituições de fomento e ensino, como o Ifes e o Banco do Nordeste.

A disseminação de tecnologias de baixo custo e manejo orgânico tem impacto direto na economia das propriedades rurais da região Norte. Durante as atividades, foram apresentadas técnicas como o uso de tutores vivos na cultura da pimenta-do-reino e estratégias para a comercialização de produtos sem o uso de agrotóxicos. Tais iniciativas visam aumentar a resiliência das lavouras contra extremos climáticos, garantindo a segurança alimentar e a manutenção da renda das famílias no campo.

As atividades práticas incluíram oficinas sobre a produção de bioinsumos e o uso de homeopatia na agricultura, reduzindo a dependência de insumos químicos industriais. O professor Frederico Monteiro Neves, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), palestrou sobre as experiências acumuladas no território e os entraves atuais. Os participantes também tiveram acesso a orientações sobre sistemas agroflorestais e o uso de plantas medicinais, integrando saberes acadêmicos e populares.

O fortalecimento deste fórum regional deve gerar novos fluxos de assistência técnica e fomento para projetos de agroecologia no Espírito Santo. Ao final do encontro, a distribuição de mudas nativas e sementes de leguminosas melhoradoras de solo sinalizou o início de novas áreas de recuperação e cultivo sustentável nas propriedades locais. A articulação entre prefeituras, institutos federais e órgãos de pesquisa tende a consolidar o Norte Capixaba como polo de discussão sobre agricultura resiliente.

O 1º Encontro Regional de Agroecologia estabelece um canal de diálogo técnico em um momento de pressão climática sobre a produção agrícola. A mobilização de 250 participantes e o apoio de diversas esferas institucionais reforçam a busca por alternativas ao modelo convencional de cultivo na região. O cenário atual aponta para a aplicação prática das técnicas de bioinsumos e manejo de solo distribuídas durante o evento nas comunidades rurais de Montanha e arredores.
Por Redação Notícia10