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Institucional - 18 de outubro de 2025

BA: Com R$ 5,4 Bi de investimentos o VLT de Salvador recebe autorização final do controle digital e avança a próxima fase

A máquina do maior projeto de mobilidade de Salvador, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), acaba de receber uma peça crucial para sua conclusão. Com $40\%$ do primeiro trecho (Calçada-Ilha de São João) concluído, o Governo da Bahia e a União autorizaram nesta sexta-feira (17) a convocação da empresa que instalará os sistemas de telecomunicações, sinalização e controle do modal. A canetada, dada pelo governador Jerônimo Rodrigues e pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, no canteiro de obras da Calçada, marca a entrada do projeto em sua fase final, mirando o início dos testes ainda este ano.

Com investimento total de R$ 5,4 bilhões, a obra, executada pela Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB/Sedur), emprega hoje mais de dois mil trabalhadores. A chegada dos sistemas digitais é um passo técnico fundamental para a operação segura e eficiente do VLT, que ligará a Calçada a Ilha de São João (Lote 1) e Paripe a Águas Claras (Lote 2, com $20\%$ de avanço). A promessa é de uma “transformação” no Subúrbio Ferroviário e na Cidade Baixa, regiões tidas como historicamente carentes de infraestrutura moderna.

O projeto é apresentado como um marco na liderança baiana em investimentos públicos. “Salvador se coloca como uma cidade moderna, com metrô, com o VLT e, em breve, com a Ponte Salvador-Itaparica. São obras que transformam o cotidiano e fortalecem a economia local”, afirmou o governador Jerônimo, ressaltando o VLT como parte de um pacote maior, que inclui a requalificação da Feira de São Joaquim e a macrodrenagem.

Mas o impacto do VLT vai além do concreto. Rui Costa destacou a articulação entre os governos e a prioridade na integração social, mencionando que a Bahia se mantém como um dos poucos estados com tarifa única, modelo que subsidia e permite o uso combinado de metrô, ônibus e VLT com uma só passagem. A política de mobilidade urbana é clara: garantir o acesso da população de baixa renda, permitindo deslocamento com “conforto e dignidade”, segundo o ministro.

O impulso tecnológico do projeto não é apenas retórico. O consórcio responsável pelos sistemas já negocia com a chinesa CRRC, gigante mundial em tecnologia ferroviária. O empresário Márcio Mizukami confirmou a visita de uma comitiva chinesa a Salvador para avaliar futuras parcerias, especialmente em sinalização e controle. A busca por expertise internacional visa garantir o nível técnico e a segurança da nova rede.

No nível do asfalto, a obra movimenta a economia local. Bianca Oliveira, pedreira de 27 anos, encontrou no VLT uma nova estabilidade profissional após sete meses de trabalho no canteiro: “Com o VLT e outras obras, não está muito complicado achar trabalho não. Eu gosto do que faço e estou buscando melhorar a cada dia”.

A expectativa se traduz em comodidade para quem vive do comércio local. Jean dos Santos Silva, que vende acarajé no Lobato e depende da Feira de São Joaquim para insumos, resume a necessidade do novo transporte: “É muito trabalho para ir até o comércio comprar as coisas, o transporte é ruim. Com o VLT, vai ser melhor para todo mundo, para o comércio e para quem vive do trabalho”.

O aval para a etapa final do controle digital é o recado: a obra avança em ritmo acelerado, mas o desafio agora é manter o cronograma e, principalmente, assegurar que a prometida integração de fato beneficie quem está na ponta – transformando bilhões em obras em dignidade cotidiana para o Subúrbio e a Cidade Baixa. Se o investimento em infraestrutura coloca a Bahia no mapa, a gestão da tarifa única será o termômetro de seu real impacto social.
Noticia10

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