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Bahia - 20 de dezembro de 2025

Cabrália: Festival indígena de artesanato e economia solidária terá Xamã entre os participantes

vento será realizado em fevereiro de 2026, em Santa Cruz Cabrália, com programação cultural, econômica e presença do artista Xamã

Foi lançado oficialmente nesta sexta-feira (19) o I Festival do Artesanato Baiano Indígena e da Economia Solidária (FABI), que acontecerá entre os dias 6 e 8 de fevereiro de 2026, na Aldeia Indígena Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália, no Extremo Sul da Bahia. O evento reunirá povos indígenas, gestores públicos, artistas e ativistas em uma programação voltada à valorização cultural e ao fortalecimento econômico das comunidades tradicionais. Entre as atrações confirmadas está o ator e rapper Xamã, um dos destaques culturais do festival. A iniciativa busca consolidar um espaço permanente de visibilidade para o artesanato indígena e práticas de economia solidária no estado. O lançamento contou com a presença de autoridades municipais, representantes do governo estadual e lideranças indígenas. O festival surge como estratégia de integração entre cultura, renda e políticas públicas.

O FABI nasce com a proposta de promover a cultura indígena baiana a partir de uma perspectiva econômica e social, conectando tradição, geração de renda e fortalecimento comunitário. A programação inclui feira de artesanato indígena, oficinas formativas, exposição fotográfica, painéis com ativistas, cozinha show, desfile de moda artesanal e apresentações culturais. A escolha da Aldeia Coroa Vermelha como sede do evento reforça o simbolismo histórico e político do território, reconhecido como espaço de resistência indígena. A iniciativa também dialoga com políticas de economia solidária já implementadas na região, ampliando sua visibilidade. Ao reunir diferentes linguagens culturais, o festival busca atrair públicos diversos e fomentar o intercâmbio entre comunidades e visitantes. A expectativa é que o evento contribua para o reconhecimento do artesanato indígena como ativo econômico e cultural estratégico.

Para o titular da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia (Setre), Augusto Vasconcelos, o festival representa uma ferramenta concreta de desenvolvimento social. “O festival será fundamental para aumentar a geração de renda e melhorar as condições de vida das comunidades envolvidas”, afirmou o secretário durante o lançamento. A fala reforça o entendimento do FABI como política pública articulada, e não apenas como evento cultural pontual. A presença de órgãos estaduais indica o alinhamento do festival com ações estruturantes voltadas à economia solidária. O impacto esperado envolve tanto a comercialização direta dos produtos quanto a capacitação dos artesãos. A iniciativa também busca ampliar o acesso dos povos indígenas a mercados mais amplos e sustentáveis.

Representando as lideranças indígenas, o presidente da Federação Indígena das Nações Pataxó e Tupinambá do Extremo Sul da Bahia (FINPAT), Kâhu Pataxó, destacou os desafios de construir um evento que represente a diversidade dos povos indígenas baianos. Segundo ele, a proposta é que o FABI se consolide como parte do calendário anual da Bahia, respeitando identidades e especificidades culturais. Já Weslen Moreira, coordenador de Fomento ao Artesanato da Bahia, ressaltou a importância de realizar o festival em um território de forte carga simbólica. Para ele, a escolha do local valoriza os saberes ancestrais e reforça a centralidade dos povos indígenas na condução do evento. As falas evidenciam o protagonismo indígena na concepção e execução do festival. O diálogo entre tradição e política pública aparece como eixo estruturante da proposta.

O superintendente de Economia Solidária e Cooperativismo da Setre, Wenceslau Júnior, destacou o papel dos Centros Públicos de Economia Solidária (Cesol) no apoio aos empreendimentos indígenas da região. Segundo ele, essas estruturas já atuam no fortalecimento produtivo e organizacional das comunidades, potencializando os efeitos do festival. A articulação entre o FABI e os Cesol reforça a continuidade das ações para além dos dias do evento. O próximo passo envolve a mobilização das comunidades participantes e a consolidação da programação final. Também estão previstas parcerias com outras entidades e órgãos governamentais. A expectativa é ampliar o alcance do festival em futuras edições.

O lançamento do I Festival do Artesanato Baiano Indígena e da Economia Solidária reuniu gestores públicos, lideranças indígenas e autoridades municipais, como o prefeito de Santa Cruz Cabrália, Girlei Lage. A presença institucional reforçou a união em torno da valorização da cultura ancestral e da economia solidária. Previsto para fevereiro de 2026, o FABI se apresenta como uma iniciativa de longo prazo, com foco em desenvolvimento sustentável e protagonismo indígena. Ao integrar cultura, renda e políticas públicas, o festival amplia o debate sobre inclusão produtiva e reconhecimento cultural. O evento também projeta o Extremo Sul da Bahia no circuito estadual de grandes iniciativas culturais. A proposta consolida-se como instrumento de visibilidade e fortalecimento das comunidades indígenas baianas.
por redação noticia10

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