
Prado: Agentes de saúde recebem treinamento para combate ao racismo na atenção básica
Capacitação promovida pela Escola de Saúde Pública da Bahia em parceria com a Prefeitura de Prado visa eliminar a discriminação racial no atendimento público municipal.
A Prefeitura de Prado, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reuniu os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) para um curso de atualização voltado à formação de “Promotores de Saúde sem Racismo na Atenção Primária”. O treinamento, realizado após a adesão do município ao programa da Escola de Saúde Pública da Bahia (ESPBA), ocorreu com o objetivo de instruir os profissionais sobre práticas de cuidado inclusivas.
A atividade é considerada um marco para a gestão municipal por capacitar a linha de frente do atendimento público no enfrentamento ao racismo institucional. A iniciativa busca garantir que o acesso aos serviços de saúde em Prado ocorra de forma equânime para todos os usuários.
O curso foi estruturado pela ESPBA para oferecer abordagens de atendimento que priorizam a humanização e a equidade dentro da rede pública. A atualização dos agentes comunitários de Prado é uma etapa necessária para alinhar o trabalho de campo às diretrizes estaduais de combate à discriminação racial.
Os profissionais que participaram do encontro são os principais responsáveis pela ligação direta entre as comunidades pradenses e as unidades de saúde. Historicamente, a Atenção Primária demanda protocolos que identifiquem e corrijam disparidades no tratamento de pacientes baseadas em critérios raciais.
A capacitação impacta diretamente a qualidade do serviço prestado à população de Prado, visando reduzir barreiras de acesso geradas por preconceitos. Para a comunidade, o treinamento dos agentes significa um atendimento mais justo e pautado na dignidade do usuário, independentemente de sua cor ou etnia.
No âmbito administrativo da prefeitura, a medida foca na redução do racismo institucional, que muitas vezes se manifesta de forma velada na rotina dos serviços públicos. A qualificação também valoriza o papel do agente como mediador de conflitos e promotor de direitos sociais tanto nas áreas urbanas quanto nas comunidades rurais e litorâneas do município.
As atividades de formação foram conduzidas pelas enfermeiras facilitadoras Luana Mascarenhas e Virginia. O encontro contou ainda com a participação de Maria das Graças, convidada para compartilhar experiências e reflexões que fundamentaram as discussões teóricas.
O grupo debateu casos práticos e metodologias para tornar o ambiente de saúde de Prado mais acolhedor e livre de práticas discriminatórias. O compartilhamento dessas vivências buscou aprofundar o aprendizado coletivo dos agentes que atuam diariamente nos diversos territórios do município.
Espera-se que, após a conclusão do treinamento, as novas diretrizes sejam aplicadas imediatamente nas visitas domiciliares e nos postos de Saúde da Família de Prado. A Secretaria de Saúde deve monitorar os indicadores de atendimento para avaliar se a capacitação resultou em uma melhora na percepção dos usuários.
Outras etapas de atualização podem ser integradas ao cronograma municipal conforme a evolução das metas estabelecidas junto à ESPBA. A continuidade desse processo é vista pela gestão como fundamental para sedimentar uma cultura organizacional voltada à equidade racial na saúde pública local.
A adesão da Prefeitura de Prado ao programa coloca os agentes comunitários como peças centrais na tentativa de erradicar o racismo estrutural nas unidades de saúde locais. O foco permanece na aplicação prática de conceitos de justiça social durante o contato direto com o cidadão. O município encerrou esta etapa de atualização com a perspectiva de fortalecer a rede de proteção e atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Por Redação Notícia10
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