
Bahia consolida segundo lugar em investimentos no país com R$ 50 bilhões em dez anos
Estado supera potências como Minas Gerais e Rio de Janeiro e reduz endividamento em 23 pontos percentuais.
A Bahia aportou R$ 50,02 bilhões em investimentos públicos entre 2015 e 2025, consolidando-se como o segundo estado brasileiro que mais destinou recursos para obras e infraestrutura na última década. Segundo dados da Secretaria da Fazenda (Sefaz-Ba), baseados no Tesouro Nacional, o volume financeiro superou os montantes de Minas Gerais (R$ 38,61 bilhões) e Rio de Janeiro (R$ 36,11 bilhões). O desempenho é marcado por uma eficiência proporcional, visto que o governo baiano executou quase metade do valor investido por São Paulo utilizando um orçamento cinco vezes menor que o da gestão paulista.
O levantamento realizado via Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi) revela uma trajetória de priorização do gasto público na Bahia. Enquanto São Paulo liderou o acumulado da década com R$ 118,42 bilhões, o governo baiano chegou a ocupar a liderança nacional temporariamente em 2025. O contraste com outros estados de grande peso econômico é nítido: o Rio Grande do Sul, por exemplo, investiu R$ 15,91 bilhões no mesmo período, não figurando entre os dez maiores investidores do país.
Essa capacidade de desembolso ocorreu simultaneamente a um processo de desalavancagem financeira. Em 2015, a relação entre a Dívida Consolidada Líquida e a Receita Corrente Líquida do estado era de 59,4%, patamar que recuou para 36% ao final de 2025. Somente no último ano, o estoque da dívida caiu de R$ 35,3 bilhões para R$ 34,7 bilhões, uma redução real de 6% quando ajustada pela inflação.
A alocação desses R$ 50 bilhões reflete uma estratégia de fortalecimento da rede de serviços públicos e infraestrutura produtiva. O avanço inclui a construção de hospitais, policlínicas regionais e escolas de tempo integral, além de intervenções em mobilidade e segurança hídrica. Para a administração estadual, o investimento direto funciona como um indutor de emprego e renda, preparando o território para receber grandes projetos da iniciativa privada.
De acordo com o secretário da Fazenda, Manoel Vitório, a estruturação do estado foi determinante para atrair empreendimentos inovadores, citando como exemplo a fábrica da BYD em Camaçari. A tese defendida pela gestão é que a melhoria das condições de vida e da malha rodoviária cria um ambiente de negócios mais competitivo, reduzindo custos logísticos e elevando o padrão de atendimento à população.
“Os investimentos são recursos injetados diretamente na economia, criando empregos e fomentando a renda. Além disso, reforçam a prestação de serviços e ampliam a infraestrutura”, afirma Manoel Vitório.
A redução do endividamento, mesmo com a contratação de novas operações de crédito, sugere um controle rigoroso do fluxo de caixa que permite ao estado manter o ritmo de entregas sem comprometer as contas futuras. A queda nominal de 1,5% na dívida no último exercício reforça a viabilidade desse modelo de gestão, que prioriza o investimento público como motor de desenvolvimento regional.
A continuidade dessa política dependerá da manutenção do equilíbrio entre a arrecadação e a capacidade de novos financiamentos. No cenário atual, a Bahia se posiciona não apenas como um polo receptor de recursos federais ou privados, mas como um ente federativo que utiliza recursos próprios de forma estratégica para mitigar desigualdades regionais frente ao Sul e Sudeste.
Por Redação Notícia10
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