Home Cidade e Região Bahia Mucuri intensifica vigilância sanitária contra a monilíase para proteger cadeia produtiva do cacau
Bahia - 1 hora ago

Mucuri intensifica vigilância sanitária contra a monilíase para proteger cadeia produtiva do cacau

Caravana de educação sanitária percorre comunidades rurais entre 5 e 7 de maio para capacitar produtores contra praga que ameaça a economia regional.

A Secretaria Municipal de Agropecuária e Pesca de Mucuri (SEMAP), em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), concluiu nesta quinta-feira (7) uma ofensiva estratégica de educação sanitária para conter o avanço da monilíase do cacaueiro. A 5ª Caravana de Educação Sanitária mobilizou produtores rurais, técnicos e lideranças comunitárias em distritos como Itabatan e assentamentos rurais, focando na biossegurança e no manejo preventivo. A iniciativa ocorre em um momento crítico para a agricultura baiana, que busca consolidar barreiras sanitárias em suas fronteiras agrícolas para evitar que a doença desestruture a geração de emprego e renda no campo.

A monilíase é uma praga severa que ataca os frutos do cacaueiro, podendo causar perdas totais na produção se não for controlada. Diante do risco, a caravana priorizou a formação de multiplicadores capazes de identificar precocemente os sinais da doença. As atividades tiveram início oficial no dia 4 de maio, em Teixeira de Freitas, na sede da Ceplac, unindo gestores municipais e o governo estadual em um esforço de mobilização regional.

Para além do aspecto técnico, a ação em Mucuri sinaliza uma tentativa de aproximar o conhecimento científico das comunidades que historicamente possuem menor acesso à extensão rural. A programação percorreu pontos estratégicos, incluindo a Subprefeitura de Itabatan no dia 5, o Assentamento Paulo Freire e Nova Brasília no dia 6, e associações de produtores locais no dia 7 de maio.

A preservação da lavoura cacaueira não é apenas uma questão de produtividade agrícola, mas um imperativo de estabilidade social para o Extremo Sul da Bahia. A economia de Mucuri depende diretamente da capacidade dos pequenos e médios produtores de manterem suas colheitas livres de ameaças biológicas. O treinamento em práticas de biossegurança — que inclui o controle rigoroso da circulação de frutos e mudas — funciona como um seguro coletivo contra o desemprego rural.

No entanto, a eficácia dessas medidas depende da continuidade do suporte técnico. Embora a mobilização tenha superado as expectativas de alcance, o desafio estrutural reside na manutenção dessa vigilância de forma permanente, garantindo que o pequeno produtor não seja o elo mais frágil diante de crises fitossanitárias.

O secretário de Agricultura da Bahia, Vivaldo Góes, enfatizou que a capacitação é o principal instrumento de defesa das fronteiras agrícolas baianas. Em consonância, o secretário municipal de Mucuri, Jucélio Oliveira Brito, destacou a adesão dos produtores como fator determinante para a eficiência do combate às pragas.

“A grande quantidade de pessoas alcançadas demonstra o quanto temos atuado para combater essas doenças, garantindo mais eficiência e segurança para a geração de renda e de emprego em Mucuri”, afirmou o secretário municipal Jucélio Oliveira Brito.

Com o encerramento da caravana, os produtores das associações ACRABES, Pré-Orgânico e Renascer, entre outras, passam a atuar como vigilantes diretos de suas propriedades. O próximo passo confirmado pela gestão municipal é a continuidade do monitoramento em escolas e comunidades rurais, visando transformar a conscientização sanitária em uma prática cultural consolidada no município. A vigilância epidemiológica nas fronteiras do estado permanece em regime de alerta para evitar o ingresso da monilíase em território baiano.
Por Redação Notícia10

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