
Programa de segurança alimentar em Minas distribui 1,4 milhão de litros de leite em um ano
Iniciativa beneficia quase 50 mil famílias e fortalece agricultura familiar com pagamento acima do mercado para 424 pequenos produtores mineiros.
O programa Leite para a Primeira Infância, lançado em abril de 2025 pelo Governo de Minas, completou um ano de operação com a marca de 1,4 milhão de litros distribuídos em mais de cem municípios. A ação atende famílias com crianças de 2 a 6 anos, oferecendo três litros de leite semanais por beneficiário. Atualmente, a iniciativa alcança quase 20 mil famílias no Norte e Nordeste de Minas, além de outras 29 mil na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O projeto é gerido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) e foca no combate à insegurança alimentar.
A estruturação do programa revela um impacto direto em um dos estratos mais vulneráveis da sociedade: as mães solo em situação de insegurança financeira. Para essas mulheres, o acesso gratuito ao alimento assegura o desenvolvimento cognitivo e físico dos filhos em uma fase em que o orçamento doméstico muitas vezes não cobre as necessidades nutricionais básicas.
“Tem muitas mães que não têm condição de comprar o leite. Às vezes os filhos adoecem, não querem uma comida, mas tem um leite ali”, relata Sabrina Pereira Ferreira, auxiliar de serviços gerais em Teófilo Otoni. Relatos similares, como o de Paloma Almeida, de Sabará, reforçam que o benefício funciona como uma rede de proteção essencial em momentos de crise de saúde ou desemprego.
Para além do suporte nutricional, a política pública estabelece uma “cadeia virtuosa” ao remunerar o pequeno produtor acima da média do setor. Enquanto o mercado paga cerca de R$ 1,30 pelo litro, o programa estadual repassa R$ 2,81. Esse valor é determinante para a sustentabilidade no campo, já que o custo de produção médio gira em torno de R$ 1,80.
Ananias Soares, produtor em Montes Claros, explica que a medida evitou o encerramento de suas atividades: “Eu estava pagando para trabalhar. Com o programa, tenho tranquilidade”. Atualmente, o Estado mantém 424 produtores credenciados e já injetou aproximadamente R$ 3 milhões na economia rural em um ano, garantindo renda estável especialmente nos períodos de seca, quando os insumos para o gado encarecem.
O governador Mateus Simões defende que o modelo atua com eficiência onde a necessidade é mais aguda. Segundo o secretário interino de Desenvolvimento Social, Ricardo Alves, a meta é promover dignidade e desenvolvimento nas duas pontas do processo. Henrique Carvalho, diretor-geral do Idene, reforça que garantir o preço justo ao agricultor é o que assegura a qualidade do alimento que chega às mesas.
Com a recente chegada à Região Metropolitana de Belo Horizonte, o programa deve passar por novas etapas de cadastramento para ampliar o número de municípios atendidos. O foco permanece na manutenção do subsídio ao produtor para garantir que a oferta de leite acompanhe a demanda crescente das periferias e zonas rurais do estado.
Por Redação Notícia10
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