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Minas Gerais - 10 de outubro de 2025

Teófilo Otoni: Prefeito “Coroné” ataca novamente e segura R$ 15 milhões do Hospital Bom Samaritano, asfixiando as finanças da entidade

O Hospital Bom Samaritano, referência em atendimento oncológico no Vale do Mucuri, vive uma crise que não é técnica nem médica — é política. Apesar de ter recebido R$ 8 milhões do Ministério da Saúde e outras emendas parlamentares, a Prefeitura de Teófilo Otoni mantém R$ 15 milhões parados em caixa, valores que, segundo determinações judiciais, pertencem ao hospital.

A retenção do recurso levou o Ministério Público a acionar a Justiça, que já ajuizou o caso e impôs multa ao município pelo atraso no repasse. Mesmo assim, o impasse persiste, colocando em risco a manutenção dos serviços e o pagamento de profissionais que atuam diretamente no tratamento de pacientes com câncer.

“Se esse dinheiro não for repassado, o hospital não terá condições de honrar a folha de pagamento nem de comprar medicamentos”, alertou um representante da direção do Bom Samaritano, que vê no bloqueio “um descaso que pode custar vidas”.

Enquanto o Hospital Bom Samaritano cumpre seu papel de garantir atendimento a quem mais precisa, a Prefeitura de Teófilo Otoni enfrenta críticas pela lentidão e falta de transparência nos repasses. “O Ministério Público já notificou, a Justiça já determinou, há multa fixada — e mesmo assim o repasse não aconteceu”, reforçou o mesmo representante.

A decisão liminar do Poder Judiciário de Teófilo Otoni determinou que o município efetue o repasse imediatamente, sob pena de multa pessoal ao gestor responsável. Até o momento, no entanto, o hospital segue sem receber os valores, e a tensão cresce entre funcionários e pacientes. Para a comunidade médica, o caso é emblemático: quando o dinheiro da saúde é retido, quem paga é o paciente.

Enquanto o impasse jurídico se arrasta, o Bom Samaritano tenta manter o atendimento com recursos próprios e doações emergenciais. Mas a conta não fecha. Sem repasses, o risco é real: interrupção de serviços essenciais e demissões.

Noticia10

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