Home Cotidiano Política Porto Seguro: Operação da PF e MP-BA mira presidente da Câmara e mais dois vereadores
Política - 11 horas ago

Porto Seguro: Operação da PF e MP-BA mira presidente da Câmara e mais dois vereadores

Esquema de lavagem de dinheiro do tráfico movimentou R$ 97,79 milhões; mandados foram cumpridos em Arraial D'Ajuda

A Polícia Federal e o Ministério Público da Bahia (MP-BA) deflagraram na manhã desta quarta-feira (17) a Operação Conexão Perigosa, que cumpre 22 mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio de R$ 97,79 milhões em bens de três vereadores de Porto Seguro, na região turística de Arraial D’Ajuda. Entre os alvos está o presidente da Câmara Municipal, Dilmo Santiago (PL), além dos parlamentares Derival Dos Santos Brito, o Pepo Da Van (União Brasil), e Evanildo Santos Lage, o Van Van da Lage (Avante).

As investigações apontam que os agentes políticos integravam uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas, com atuação no extremo sul baiano há pelo menos dez anos. Segundo o MP-BA, o grupo utilizava violência, grave ameaça e coação para exercer domínio sobre comunidades da região e intimidar a população e autoridades locais.

De acordo com o Ministério Público, o esquema de lavagem de capitais operava em três frentes: a “colocação”, com depósitos fracionados em espécie para inserir recursos no sistema financeiro sem acionar alertas automáticos; a “ocultação”, por meio de triangulação financeira entre contas de “laranjas” para apagar o rastro dos valores; e a “integração”, com a reinserção do dinheiro em empresas de fachada para conferir aparência de licitude ao patrimônio de origem ilícita.

“Os fatos revelaram que o líder da organização mantinha contatos regulares com pelo menos três agentes políticos de Porto Seguro, também alvos dos mandados”, afirmou o MP em nota. Não houve cumprimento de mandados de prisão nesta fase da operação.

Dilmo Santiago (PL) foi reeleito presidente da Câmara Municipal para o biênio 2025/2026 e está em seu sexto mandato como vereador. Ele e os outros investigados foram eleitos no pleito de 2024. Caso condenados pelos crimes imputados, as penas somadas podem ultrapassar 50 anos de reclusão. As investigações prosseguem para apurar o eventual envolvimento de outras pessoas no esquema criminoso.

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