
Proposta de PEC extingue salário fixo de vereadores em cidades pequenas
Texto do deputado Amom Mandel prevê substituição de parlamentares por conselheiros remunerados apenas por sessão em municípios com até 30 mil habitantes.
O deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM) finaliza a redação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a estrutura das câmaras municipais em cidades com até 30 mil habitantes. O projeto, que deve ser apresentado à Câmara dos Deputados na próxima semana, propõe transformar vereadores em “conselheiros” sem remuneração fixa, instituindo apenas ajuda de custo por sessão. A iniciativa busca reformular o gasto público no Legislativo local e, segundo o autor, conta atualmente com o apoio articulado de cerca de 30 parlamentares.
Atualmente, a Constituição Federal define limites de remuneração para vereadores com base na receita e no tamanho populacional dos municípios, mantendo o caráter de mandato profissional remunerado em todas as instâncias. Para que a proposta de Mandel inicie sua tramitação oficial, são necessárias 171 assinaturas de deputados ou um terço do Senado. O parlamentar afirma que o texto está em ajustes finais e foca em cidades de pequeno porte para testar um modelo de representação política que minimize o peso das folhas de pagamento sobre os orçamentos municipais.
A medida impacta diretamente a gestão orçamentária de milhares de municípios brasileiros, onde a manutenção das câmaras consome parte significativa da receita corrente líquida. Além da mudança salarial, a PEC propõe a automação do repasse de recursos do Executivo para o Legislativo, eliminando a avaliação discricionária do prefeito sobre as verbas da Câmara. Segundo Mandel, essa independência financeira, aliada a novas normas regimentais, visa proteger minorias partidárias que enfrentam dificuldades para avançar com projetos devido ao controle das mesas diretoras e do Executivo.
Caso consiga o número mínimo de assinaturas para o protocolo, a PEC passará pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para análise de admissibilidade antes de seguir para uma comissão especial. O autor sinaliza a intenção de, futuramente, expandir o conceito de gratificação por produtividade para cidades maiores e propor mudanças internas no regimento da própria Câmara Federal. A viabilidade política da proposta depende da adesão de frentes parlamentares municipalistas, que tradicionalmente resistem a alterações na estrutura federativa e na autonomia dos mandatos locais.
A proposta agora aguarda a coleta de assinaturas no Congresso Nacional para sair da fase de articulação interna e entrar na pauta legislativa. O texto centraliza o debate sobre a eficiência do gasto público em câmaras municipais de pequeno porte e a autonomia técnica da oposição parlamentar. O cenário atual indica uma tentativa de reestruturar o modelo de representação proporcional em municípios que dependem majoritariamente de repasses federais e estaduais para custear suas atividades legislativas.
Por Redação Notícia10
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