
Mutirão da saúde em Eunápolis atende primeiros 120 moradores que sofrem com varizes
Nova ação da prefeitura pretende tratar mais de 600 pessoas de graça para aliviar dores nas pernas e melhorar a circulação.
A Secretaria Municipal de Saúde de Eunápolis iniciou o primeiro mutirão de escleroterapia do município, com a meta de atender mais de 600 pessoas que aguardam pelo tratamento de varizes na rede pública. A primeira etapa da ação ocorreu na Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Alecrim, onde foram assistidos 120 pacientes, divididos igualmente entre os turnos da manhã e da tarde. A iniciativa visa reduzir a demanda reprimida por procedimentos especializados de média complexidade, diretamente associados à qualidade de vida e à capacidade laboral de trabalhadores que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS).
O tratamento de doenças venosas crônicas, embora frequentemente associado a questões estéticas na rede privada, assume caráter de saúde pública no SUS devido ao impacto na produtividade e no bem-estar físico da população de baixa renda. A escleroterapia atua na melhora da circulação sanguínea e no alívio de dores crônicas que, em casos graves, geram afastamentos do trabalho.
A centralização do início dos serviços na UBS do Alecrim expõe a necessidade de descentralizar o acesso e estruturar a atenção básica para que a demanda não se acumule em filas de espera prolongadas. Historicamente, a falta de continuidade em mutirões e a ausência de um fluxo regular de cirurgias vasculares na região submetem os pacientes a longos períodos de restrição de mobilidade antes de conseguirem assistência especializada.
O deficit no atendimento especializado em Eunápolis reflete escolhas de gestão e descontinuidades administrativas que afetam diretamente o planejamento em saúde. De acordo com o Executivo municipal, as ações atuais tentam mitigar a perda de capacidade instalada sofrida nos últimos anos.
A secretária municipal de Saúde, Edna Alves, afirmou que o mutirão integra um calendário permanente que deve ser expandido. “Estamos falando de pessoas que convivem diariamente com dor, desconforto e limitações causadas pelas doenças venosas. Nosso compromisso é seguir avançando, reduzindo filas e ampliando o acesso da população a atendimentos especializados”, declarou.
A busca por soluções para conter a fila de espera esbarra na necessidade de infraestrutura própria para procedimentos de maior complexidade. O prefeito Robério Oliveira vinculou a resolução definitiva da demanda reprimida à reabertura e readequação de estruturas paralisadas.
“Estamos prestes a dar esse grande passo com a adequação da Policlínica Dr. Cid Gama, que foi desabilitada pela gestão anterior e que vamos transformar no Centro Municipal de Cirurgias Eletivas do município”, explicou Oliveira, evidenciando como a interrupção de serviços públicos prévios sobrecarrega o sistema atual.
Após a conclusão do atendimento do primeiro grupo de 120 pessoas na UBS do bairro Alecrim, os pacientes passam a receber o acompanhamento pós-procedimento das equipes locais de saúde. O cronograma do município prevê a realização de novas fases do mutirão ao longo do ano para atingir a meta total de 600 beneficiados, condicionando o ritmo dos atendimentos à capacidade orçamentária da secretaria e à disponibilidade de insumos da rede municipal.
Por Redação Notícia10
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