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Bahia - 20 horas ago

Caminhada em Eunápolis mobiliza rede pública contra abuso e exploração de menores

Mobilização reúne setores sociais e forças de segurança no centro urbano para incentivar denúncias pelo Disque 100.

A Prefeitura de Eunápolis, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), realizou uma caminhada na manhã da última sexta-feira, 15 de maio, para marcar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, oficialmente celebrado em 18 de maio. A mobilização teve início às 9h com concentração no antigo Posto Nossa Senhora d’Ajuda, percorrendo as principais vias do centro até a Praça da Bandeira. O ato visou cobrar o engajamento coletivo no enfrentamento a crimes que frequentemente ocorrem de forma subnotificada.

A atividade integra o calendário de mobilizações em torno do 18 de maio, data instituída para dar visibilidade às redes de proteção infantojuvenil em todo o território nacional. Em Eunápolis, o percurso mobilizou servidores das secretarias de Assistência Social, Saúde e Educação, além de estudantes de escolas locais.

A caminhada também contou com o suporte institucional e operacional de corporações de segurança, incluindo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Militar, a Guarda Municipal e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), articulando o poder público e a sociedade civil organizada em vias públicas de grande circulação comercial.

As ações de conscientização de rua tentam romper o isolamento que caracteriza os crimes de violência sexual praticados contra crianças e adolescentes, que muitas vezes ocorrem no ambiente doméstico ou por pessoas próximas às vítimas. Ao deslocar o debate para o centro da cidade e divulgar canais de denúncia, como o serviço telefônico Disque 100, a mobilização joga luz sobre as falhas estruturais que impedem o acolhimento imediato de menores em situação de vulnerabilidade social.

No entanto, atos públicos e caminhadas sazonais encontram limites severos se não forem acompanhados do fortalecimento contínuo e do financiamento regular do CREAS, dos Conselhos Tutelares e dos serviços de saúde mental da região. A real efetividade da proteção social depende de repasses orçamentários permanentes para que as equipes técnicas consigam monitorar, identificar sinais de violência e dar andamento jurídico e psicológico aos casos suspeitos, evitando o silenciamento das vítimas após o encerramento do calendário de campanhas.

A necessidade de atenção permanente por parte da comunidade foi o eixo dos pronunciamentos das autoridades presentes, que incluíram as secretárias Lívia Souza (Governo) e Janis Souza (Gestão). O secretário municipal de Assistência Social, pastor Bené, alertou para o caráter silencioso dessas violações de direitos: “Essa caminhada representa a união de forças em defesa daquilo que temos de mais precioso: nossas crianças e adolescentes. O abuso e a exploração sexual muitas vezes acontecem de forma silenciosa, dentro de ambientes próximos, e por isso precisamos estar atentos aos sinais, ouvir nossas crianças e agir com responsabilidade. Proteger é dever de todos nós. Não podemos nos calar diante de qualquer suspeita de violência. Denunciar é um ato de coragem e amor.”

As próximas etapas confirmadas pelas equipes da Assistência Social e do CREAS consistem na continuidade do monitoramento e no acolhimento de denúncias encaminhadas pelos canais nacionais e locais. O município prevê a manutenção dos fluxos de atendimento integrados com as áreas de saúde e educação para acolher os casos notificados durante o período da campanha.
Por Redação Notícia10

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