
Bahia inicia elaboração de plano para ampliar exportações de micro e pequenas empresas
Projeto busca interiorizar o comércio exterior e fortalecer produtos como chocolate e vinhos; estado responde por metade das exportações do Nordeste.
Representantes dos governos federal e estadual reuniram-se nesta sexta-feira (13), em Salvador, para dar início à construção do Plano Estadual de Promoção da Cultura Exportadora na Bahia. O encontro, realizado na sede do Banco do Nordeste, integra a Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE), coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O objetivo central da iniciativa é estruturar estratégias que facilitem a inserção de micro, pequenas e médias empresas baianas no mercado internacional, descentralizando as vendas externas para além dos grandes players industriais.
A Bahia é a oitava unidade federativa do país a elaborar um plano customizado dentro da nova diretriz nacional de exportação, instituída em 2023 com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) atua como o ponto focal do projeto no estado, coordenando o diálogo entre mais de 30 técnicos de instituições públicas e privadas. O movimento ocorre em um momento em que a economia baiana já demonstra capilaridade internacional em nichos específicos, mas ainda enfrenta barreiras burocráticas e de capacitação para produtores de menor porte.
O fortalecimento de uma cultura exportadora tem potencial para diversificar a pauta comercial do estado e gerar renda em regiões do interior. Atualmente, a Bahia é responsável por cerca de 50% de todo o volume exportado pela região Nordeste. Ao focar em empresas de menor porte, o plano visa democratizar o acesso ao mercado global para produtos com valor agregado, como o chocolate da agricultura familiar e as bebidas produzidas na Chapada Diamantina e no Vale do São Francisco, impactando diretamente a economia de famílias e cooperativas regionais.
A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, destacou que a colaboração entre as esferas de governo é essencial para adaptar as políticas às realidades locais. “A construção colaborativa desses planos alinha esforços federais e regionais para responder às necessidades locais e interiorizar o comércio exterior, ampliando a base exportadora e levando os benefícios do comércio exterior a mais locais, empresas e famílias”, afirmou. Luciano Giudice, superintendente da SDE, reforçou a expectativa estadual: “Nosso objetivo agora é fortalecer essa cultura exportadora e ampliar ainda mais a presença dos produtos da Bahia no mercado internacional”.
A partir das discussões iniciadas nesta sexta-feira, o comitê técnico deve consolidar um cronograma de ações que inclua linhas de financiamento, promoção da imagem da produção baiana no exterior e simplificação de processos logísticos. O colegiado nacional da PNCE, que conta com a participação de ministérios como o da Agricultura e de órgãos como o Sebrae e a ApexBrasil, acompanhará a execução das metas. Espera-se que a definição desses objetivos intermediários resulte em um aumento mensurável no número de novos exportadores baianos nos próximos ciclos anuais.
Com a conclusão desta etapa de estruturação, a Bahia formaliza seu alinhamento à política federal de comércio exterior, buscando consolidar sua posição de liderança logística no Nordeste. O foco da próxima fase será a implementação prática das diretrizes discutidas, transformando o potencial de diversidade produtiva em contratos internacionais efetivos. O cenário atual aponta para uma tentativa de redução da dependência de grandes commodities, priorizando a valorização da identidade regional e a sustentabilidade financeira dos pequenos negócios.
Por Redação Notícia10
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