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Economia - 11 de setembro de 2025

ES: Um café para cada gosto. Safra capixaba em 2025 tem recorde e queda

O Espírito Santo, estado, líder na produção de café conilon e segundo maior produtor geral do país, acaba de reafirmar sua força no setor com uma safra que, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), deve atingir um recorde de 17,07 milhões de sacas em 2025. O número representa um crescimento impressionante de 23,2% em relação ao ano anterior, um desempenho que merece ser analisado. Mas, como em toda boa história, os detalhes revelam a complexidade por trás dos números.

A grande estrela desse show é o café conilon. As lavouras do grão, cultivadas principalmente no norte do estado, prometem 13,8 milhões de sacas, um aumento de 40,3% e o melhor desempenho dos últimos anos. A receita para o sucesso? A ausência do fenômeno El Niño, chuvas regulares e a recuperação das reservas hídricas, que deram às plantas as condições perfeitas para produzir frutos saudáveis. O secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, inclusive aponta que números de organizações privadas colocam a produção de conilon ainda mais alta, podendo chegar a 19 milhões de sacas.

O café arábica, cultivado principalmente nas regiões serranas e no sul do estado, segue uma lógica diferente e vive o que é conhecido como bienalidade produtiva. Isso significa que, após um ano de alta produção, a planta precisa de um período para se recuperar e, como resultado, produz menos.  Para 2025, a previsão é de uma queda de 18,8% na produção de arábica, totalizando 3,26 milhões de sacas. A vida no campo, mais do que qualquer outra, é um lembrete constante de que nem tudo pode ser controlado.

O professor de agronomia da Universidade Federal do Espírito Santo, Ricardo Oliveira, contextualiza a situação: “A bienalidade do arábica é um fator natural e esperado. A grande diferença para a safra do conilon é que a produção deste grão é menos impactada por esse fenômeno. Essa diversificação da nossa cafeicultura é o que nos dá resiliência no mercado, mas também mostra a importância de políticas de apoio que levem em conta as particularidades de cada cultura”.

A liderança do Espírito Santo na produção de café conilon não é apenas um feito estatístico. É a base da economia local, do abastecimento do mercado interno e uma peça fundamental nas exportações. O sucesso do conilon é um lembrete do potencial do agronegócio capixaba. Mesmo com a queda na produção de arábica, a balança geral é positiva. A safra recorde do conilon não apenas compensa a queda do arábica, mas também coloca o Espírito Santo em uma posição de ainda maior destaque no cenário nacional e global.

Noticia10

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