
Parque Industrial Aeroespacial na Bahia ganha impulso com apoio da FAB e governo federal
Primeiro encontro do setor na Base Aérea de Salvador reuniu Ministério da Defesa, Senai Cimatec e empresas de tecnologia
A Força Aérea Brasileira (FAB) promoveu na última sexta-feira (12), na Base Aérea de Salvador, o 1º Encontro de Inovação Aeroespacial, que consolidou o Parque Industrial Tecnológico Aeroespacial da Bahia (Pita-BA) como projeto estratégico nacional. O evento reuniu representantes do Ministério da Defesa, do Senai Cimatec, universidades, centros de pesquisa e bancos de fomento para discutir o desenvolvimento tecnológico do setor fora do eixo Sudeste.
O Pita-BA foi lançado em 2024 por meio de parceria entre o Comando da Aeronáutica (COMAER) e o Senai Cimatec. A estrutura visa impulsionar a base industrial aeroespacial regional com foco no desenvolvimento de sistemas nacionais, reduzindo a dependência externa em componentes estratégicos para defesa e aviação civil.
O comandante da FAB, tenente-brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, defendeu a integração entre iniciativa privada e poder público como caminho para avanços tecnológicos. “Buscamos cada vez mais a criação de uma autonomia tecnológica nacional”, afirmou o militar durante o evento.
O ministro da Defesa, José Múcio, destacou os investimentos em descentralização do ensino técnico e superior na área. Pernambucano, ele citou a instalação do primeiro campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) no Ceará e a previsão de abertura de outra unidade no Amazonas. As ações do governo federal, segundo o ministro, “têm descentralizado o ensino, tirando o total protagonismo da região Sudeste”.
O diretor-geral do Senai Cimatec, Luís Bedra, anunciou investimentos no parque baiano e revelou projeto para desenvolvimento de combustível sustentável a partir da planta Agave. A pesquisa conta com parceria da Shell, e a instituição negocia com a Petrobras para ampliar o financiamento e a escala da iniciativa.
O encontro foi promovido pela própria FAB com o objetivo de tratar a Bahia como “novo polo de convergência estratégica nacional para o desenvolvimento de projetos tecnológicos” no setor aeroespacial. Não há ainda calendário definido para novas etapas do projeto, mas a adesão de bancos de fomento ao evento sinaliza captação de recursos nos próximos meses.
Por Redação Notícia10
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