
BA: Estudantes criam solução natural para prisão de ventre a partir da casca do cacau
Projeto “Fibra +”, desenvolvido no Cetep do Baixo Sul, transforma resíduo do cacau em alternativa sustentável para tratar constipação intestinal.
A constipação intestinal, problema comum entre brasileiros de todas as idades, virou motor de inovação para três estudantes do Centro Territorial de Educação Profissional do Baixo Sul (Cetep), em Gandu. Foi diante desse cenário frequente — e pouco discutido de forma acessível — que Raquel Fernandes, Everton Gabriel e Flávia Oliveira decidiram investigar uma matéria-prima normalmente desprezada: a casca do nibs do cacau.
Com orientação da professora Delma Alves, o grupo do curso técnico de Nutrição e Dietética desenvolveu o Fibra +, produto natural que promete auxiliar no tratamento de pessoas com dificuldade no funcionamento intestinal. “Esse material normalmente é descartado, então decidimos entender seus benefícios e possibilidades de reaproveitamento. A casca é rica em fibras e antioxidantes, auxilia na digestão e ainda representa uma alternativa sustentável”, explica Raquel Fernandes.
A iniciativa chamou atenção no Bahia Tech Experience (BTX), maior evento de inovação do estado, organizado pela Secti e pelo Sebrae Bahia. A visibilidade reforçou o propósito da equipe: transformar a pesquisa em negócio. “É uma oportunidade significativa, tanto financeira quanto para a saúde e o bem-estar. Queremos nos inserir na indústria de produtos saudáveis e funcionais”, afirma Flávia Oliveira.
Para a professora Delma Alves, o projeto é exemplo do impacto que a educação científica pode gerar quando conecta juventude, tecnologia e problemas reais do cotidiano. “Estimular a participação dos estudantes em iniciativas como essa desenvolve competências essenciais e os prepara para os desafios do futuro. Vai além do conteúdo acadêmico; forma cidadãos e profissionais mais críticos e engajados”, avalia.
O grupo agora busca parceiros e investidores para aprimorar o Fibra +, certificar o produto e avançar na possibilidade de patente. A aposta está na combinação entre natureza, acessibilidade e reaproveitamento inteligente. “Nosso produto é 100% natural. A maioria dos que tratam a constipação é industrializada, cara e contém aditivos químicos. O Fibra + é mais acessível, saudável e sustentável”, destaca Raquel.
O trabalho integra o Bahia Faz Ciência, iniciativa da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), criada em 2019 para dar visibilidade a pesquisas que impactam áreas como saúde, educação e segurança. As reportagens são publicadas semanalmente no site e nas redes sociais da Secretaria. Sugestões de pauta podem ser enviadas para ascom@secti.ba.gov.br
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