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Economia - 23 de março de 2026

Bahia reduz área de seca e elimina registros de nível extremo em fevereiro

Chuvas acima da média favorecem recuperação de reservatórios e solo; 17 estados brasileiros também registraram abrandamento do fenômeno no último mês.

A Bahia apresentou uma redução na área afetada pela seca e a eliminação total dos registros de seca extrema em seu território durante o mês de fevereiro. Os dados, divulgados na última semana pelo Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), indicam um recuo da seca grave em diversas regiões baianas. O cenário é acompanhado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), que associa a melhora aos índices pluviométricos registrados acima da média histórica para o período em quase todo o estado.

A mudança no panorama hídrico baiano decorre diretamente de um volume de precipitações que, em determinadas áreas, chegou a ultrapassar o dobro do esperado para fevereiro. Esse fenômeno permitiu uma recuperação gradual da umidade do solo e o aumento do volume armazenado em reservatórios estratégicos. O estado integra o Monitor de Secas desde 2014, utilizando a ferramenta para subsidiar decisões de órgãos como a Defesa Civil e a Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb).

A recuperação hídrica tem relevância direta para a segurança hídrica e o planejamento agrícola da região. No contexto do Nordeste, onde 95% do território ainda sofre impactos da estiagem, a Bahia e o Piauí se destacaram por serem as unidades da federação que conseguiram extinguir a mancha de seca extrema em fevereiro. A redução da severidade do fenômeno alivia a pressão sobre o abastecimento humano e a produção rural, diminuindo a dependência de medidas emergenciais de combate à falta de água.

De acordo com Aldirio Almeida, coordenador de Estudos de Clima e Projetos Especiais do Inema, a tendência de melhora não se restringiu apenas ao mês de fevereiro. “No mês de fevereiro, as chuvas ficaram acima da média em, praticamente, todo o Estado. Essa condição de chuvas acima da média está se mantendo ao longo do mês de março. Com isso, a tendência é que o próximo mapa do Monitor de Secas apresente uma melhora ainda mais significativa nas condições de seca no estado”, explicou o especialista.

Em nível nacional, a área total afetada pela seca no Brasil recuou de 63% para 54% entre janeiro e fevereiro, o que representa uma redução de 5,4 milhões para 4,5 milhões de quilômetros quadrados. Ao todo, 17 estados brasileiros apresentaram abrandamento do fenômeno. A metodologia do Monitor, adaptada de padrões internacionais, hoje cobre todas as 26 unidades da federação e o Distrito Federal, consolidando-se como o principal balizador para políticas públicas de convivência com o semiárido e gestão sustentável de águas.

A expectativa para os próximos relatórios é de que a continuidade das chuvas em março consolide a recuperação das bacias hidrográficas baianas. O monitoramento contínuo das condições hidrometeorológicas permanece como a base para a articulação entre o estado e os municípios no fortalecimento da resiliência hídrica. A redução da intensidade da seca permite que o planejamento governamental migre de ações de resposta imediata para estratégias de prevenção e mitigação de longo prazo.
Por Redação Notícia10

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