
Mudança de hábitos alimentares faz brasileiros abandonarem bares e ultraprocessados em busca de saúde
Mudança drástica de hábito faz consumo de água disparar 60% e derruba faturamento de setores tradicionais de alimentação.
O setor de bares, lanchonetes e restaurantes enfrenta um cenário de pressão econômica decorrente de uma transformação profunda no comportamento de consumo no Brasil. Entre 2022 e 2025, a substituição de itens de conveniência por opções mais saudáveis e o aumento de 59,6% na ingestão de água alteraram o fluxo financeiro do setor de serviços. Segundo dados da Scanntech, produtos pilares do faturamento desses estabelecimentos, como a cerveja, que recuou 6,8%, e ultraprocessados como hambúrgueres e massas instantâneas (com quedas de 11,2% e 16,6%, respectivamente), perdem espaço para uma dieta focada em alimentos in natura e proteínas básicas.
A redução no consumo de itens associados ao baixo valor nutricional afeta diretamente a rentabilidade de lanchonetes e redes de fast food. A queda de 10,1% no consumo de biscoitos e 14,2% no de açúcar reflete uma resistência maior do consumidor a produtos que antes dominavam as escolhas rápidas fora de casa.
Ao mesmo tempo, o crescimento do consumo doméstico de ovos (24,3%) e frango in natura (15,4%) indica que o brasileiro tem transferido parte de seus gastos para o preparo de refeições em casa ou para a compra de ingredientes brutos. O avanço da “cesta saúde”, que cresceu 17% no início de 2025, sugere que o orçamento que antes seria destinado ao lazer em bares está sendo redirecionado para suplementos e alimentos funcionais.
O setor de serviços alimentares também lida com um consumidor que passou a desvincular a escolha alimentar exclusivamente do preço. No início de 2025, mesmo com a redução de quase 9% no valor da carne bovina, a demanda pelo produto caiu 8%. Em contrapartida, o ovo, apesar da alta de 11,7% no preço, registrou aumento de 5,5% nas vendas.
Para bares e restaurantes, essa mudança de paradigma é crítica: o público não está apenas buscando o menor preço, mas sim o maior valor nutricional. A expansão de bebidas proteicas, que saltaram de 5% para 13% de presença no mercado entre 2023 e 2025, reforça que o consumo de bebidas alcoólicas e refrigerantes tem perdido a hegemonia como prioridade de gasto.
A tendência de retração no faturamento de estabelecimentos tradicionais deve se manter, dado que metade dos brasileiros declara intenção de aumentar o consumo de proteínas para o próximo ano. Estabelecimentos que não adaptarem seus cardápios para atender à demanda por alimentação preventiva e funcional podem ver uma erosão contínua de suas margens. O mercado de iogurtes funcionais e suplementos já cresce em um ritmo 110 vezes superior ao restante do varejo alimentar, sinalizando que a “dieta do bem-estar” é hoje o principal concorrente do setor de alimentação fora do lar.
Por Redação Notícia10
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