
Jerônimo devassa o cofre do crime, bloqueia R$ 102 milhões e caça e prende mais de 400 foragidos escondidos até na Bolívia
Força integrada da FICCO atua em articulação com outros estados e apreende lideranças na Bolívia; governo tenta reverter percepção de insegurança
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) da Bahia prendeu 406 foragidos da Justiça e bloqueou R$ 102 milhões vinculados à lavagem de dinheiro de facções criminosas desde o início de 2023. Os números foram divulgados pelo governador Jerônimo Rodrigues e pelo secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner, como contraponto à narrativa da oposição que aponta crescimento da criminalidade no estado.
Entre os capturados estão lideranças de organizações criminosas que atuavam em outros estados e até fora do país. As prisões ocorreram na Bolívia e em unidades da federação como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina, indicando o caráter interestadual das investigações conduzidas pela força-tarefa baiana.
A FICCO, criada no âmbito das ações integradas entre polícias, tem direcionado suas operações não apenas contra facções, mas também na localização de autores de crimes graves. Homicídios, feminicídios e latrocínios estão entre as tipificações que orientam as buscas. Nesta semana, um foragido por assassinato foi localizado e preso na Rodoviária de Salvador quando tentava deixar o estado.
Os números representam um aumento na capacidade de resposta do estado em relação a períodos anteriores, ainda que dados consolidados de criminalidade para 2025 e 2026 não tenham sido divulgados pelas autoridades. O bloqueio de R$ 102 milhões atinge diretamente a estrutura financeira de organizações criminosas, dificultando a manutenção de suas operações.
A atuação da força-tarefa baiana ocorre em um contexto de disputa política sobre a percepção de segurança pública no estado. A oposição tem tentado associar a gestão estadual a uma suposta ineficiência no combate ao crime, enquanto o governo aponta os números da FICCO como evidência de uma estratégia em curso.
O governo não detalhou se os R$ 102 milhões bloqueados já foram ou serão revertidos para os cofres públicos, tampouco informou o percentual desses recursos que estava sob domínio de cada facção criminosa específica. Também não há informação consolidada sobre o total de foragidos remanescentes em território baiano.
A captura de lideranças em outros estados e na Bolívia sugere articulação da FICCO com forças de segurança de diferentes entes federativos e com autoridades internacionais. A Bahia não divulgou, no entanto, detalhes sobre acordos de cooperação ou prazos para novas ações do tipo.
Por Redação Notícia10
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