
Itabuna: Alunos de escola pública unem robótica e matemática em semana de olimpíadas nacionais
Grupo de 19 estudantes do ensino médio realizou provas teóricas da OBR e da OBMEP no mesmo dia; fase prática da competição de robótica acontece em agosto
Os 19 alunos do Colégio Estadual de Tempo Integral Valdelice Soares Pinheiro, em Itabuna, sul da Bahia, concluíram nesta semana a etapa teórica da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). Inscritos no Nível 5 da competição, voltado para o Ensino Médio, os estudantes são orientados pelo professor de Química Adelson Menezes, que tem reunido a equipe semanalmente para preparação.
Realizada pela Robocup Brasil em parceria com o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), a OBR combina provas práticas com robôs e testes teóricos aplicados em todo o país. O objetivo é introduzir jovens ao universo da robótica educacional e estimular carreiras nas áreas científico-tecnológicas, tanto para quem nunca teve contato com o tema quanto para escolas que já trabalham com a disciplina.
No mesmo dia da prova da OBR, os estudantes também participaram da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), promovida pelo Ministério da Educação e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, com realização do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA). A dupla jornada de avaliações exigiu dos alunos concentração e preparo físico, o que levou o professor a preparar um lanche especial distribuído durante os exames.
“Desde antes da Olimpíada Brasileira de Foguetes, nos reunimos semanalmente para reforçar o aprendizado nas disciplinas envolvidas nas competições”, afirmou Adelson Menezes. A fase prática da OBR ocorrerá entre 11 e 13 de agosto. Para essa etapa, a equipe já trabalha na montagem dos robôs e sistemas de automação, discutindo cada etapa do projeto e desenvolvendo a linguagem de programação.
Criada em 2005, a OBMEP tem como propósito estimular o estudo da matemática, identificar talentos e promover a inclusão social por meio da difusão do conhecimento. Medalhistas são convidados a participar do Programa de Iniciação Científica, realizado por uma rede nacional de professores em polos espalhados pelo país.
Já a OBR premia vencedores com classificações para eventos internacionais e bolsas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de oferecer vagas em instituições públicas de ensino e acesso a minicursos.
As duas competições compartilham um mesmo desafio estrutural: ampliar o acesso de estudantes da rede pública a áreas tradicionalmente dominadas por escolas particulares e centros de referência. A participação simultânea da escola de Itabuna nas duas olimpíadas nacionais indica um movimento ainda concentrado, mas crescente, de interiorização do ensino de ciência e tecnologia no país.
Por Redação Notícia10
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