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Institucional - 3 horas ago

Safra baiana de grãos bate recorde de 13,3 milhões de toneladas em 2026, puxada pela soja

Volume representa alta de 3,2% ante 2025; estado se consolida como 2º maior produtor de algodão do país, atrás apenas do Mato Grosso

A produção baiana de cereais, oleaginosas e leguminosas deve alcançar 13,3 milhões de toneladas na safra de 2026, volume 3,2% superior ao colhido no ano passado. O dado faz parte do quinto Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do IBGE, referente a maio, com análise da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). O resultado representa um novo recorde histórico para o estado, impulsionado principalmente pelo desempenho da soja.

A área plantada com grãos na Bahia chegou a 3,71 milhões de hectares, alta de 1,8% em relação a 2025. O rendimento médio ficou em 3,57 toneladas por hectare, 1,5% superior ao da safra anterior. A soja isoladamente responde por 8,93 milhões de toneladas, crescimento de 3,8% sobre 2025, plantada em 2,18 milhões de hectares. A produtividade da oleaginosa subiu 2,1%, para 4,1 toneladas por hectare.

As chuvas volumosas e bem distribuídas ao longo do ciclo contribuíram para o bom desempenho, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em seu nono levantamento da safra 2025/2026, a Conab projeta uma colheita ainda maior de grãos no estado: 15,7 milhões de toneladas, avanço de 12,3% ante o ciclo anterior. A diferença entre as estimativas dos dois órgãos decorre de metodologias e períodos de coleta distintos.

O algodão mantém a Bahia como o maior produtor do Nordeste e o segundo do país, com participação de 20,3% da safra nacional. A estimativa de produção é de 1,84 milhão de toneladas, alta de 2,8% ante 2025, plantadas em 410 mil hectares. A produtividade, no entanto, avançou apenas 0,3%, o que sinaliza desafios para a rentabilidade da cultura. O cenário combina preços pouco competitivos, custos de produção elevados e incertezas geopolíticas e econômicas.

O milho deve somar 2,80 milhões de toneladas, aumento de 2,3% na comparação anual. A primeira safra do cereal subiu 8,1%, para 2,09 milhões de toneladas. Já a segunda safra recua 11,5%, com expectativa de 714 mil toneladas. A demanda crescente pelo grão está associada ao seu uso na produção de etanol por indústrias baianas, iniciativa recente no estado.

O café terá safra de 294 mil toneladas em 2026, alta de 12,5%. O tipo canéfora puxa o avanço: 204 mil toneladas, 18,1% acima do ano anterior. O arábica deve chegar a 90 mil toneladas, variação de 1,7%. O cacau também registra crescimento expressivo de 15,4%, com produção estimada em 137 mil toneladas.

Nem todas as culturas acompanham o movimento de alta. A cana-de-açúcar deve cair 11,9%, para 5,50 milhões de toneladas. A mandioca recua 3,8%, para 873 mil toneladas. O feijão tem leve queda de 0,3%, totalizando 187 mil toneladas. A redução na área plantada do grão foi de 2,9%, reflexo da baixa rentabilidade que levou produtores a migrar para culturas mais lucrativas.

Na fruticultura, a banana (896 mil toneladas) tem leve retração de 1%, enquanto a laranja (633 mil toneladas) mantém estabilidade com alta de 0,2%. A uva cresce 5,1%, para 107 mil toneladas.

Os números da Conab para o ciclo 2025/2026 indicam perspectiva ainda mais otimista: 15,7 milhões de toneladas de grãos, com destaque para soja (9,45 milhões de toneladas, alta de 6,9%) e milho (3,73 milhões de toneladas, expansão de 33,2%). A área plantada total deve crescer 4,6%, alcançando 4,1 milhões de hectares. O rendimento médio estimado pela Conab é de 3,82 toneladas por hectare, 7,3% acima do ciclo anterior.
Por Redação Notícia10

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