
MG: Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais reduz taxas para empreendedorismo feminino em março
Linha de crédito oferece juros de 0,33% ao mês mais Selic para empresas com participação societária feminina igual ou superior a 50%.
O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) anunciou a redução das taxas de juros para linhas de crédito voltadas a mulheres empreendedoras e produtoras rurais durante o mês de março. A condição especial estabelece encargos de 0,33% ao mês somados à taxa Selic, com prazos de pagamento de até 48 meses e carência de um ano. A iniciativa visa ampliar o acesso ao capital para micro e pequenas empresas (MPEs) lideradas por mulheres, segmento que hoje representa 40% dos pequenos negócios no estado, além de oferecer consultoria técnica gratuita em parceria com o Sebrae Minas para as contratações realizadas até o dia 31.
O acesso ao crédito por empreendedoras mineiras tem registrado volume significativo nos últimos períodos. Em 2025, o BDMG liberou R$ 73,2 milhões para 1,2 mil empresárias, consolidando o uso de financiamentos para modernização de infraestrutura e capital de giro. Para estar apta à linha de crédito digital, a empresa deve possuir controle societário feminino (mínimo de 50% do capital) há pelo menos seis meses. No setor do agronegócio, a modalidade Agro Repasse também segue a política de redução de taxas, sendo operada por meio de cooperativas de crédito parceiras em todo o território mineiro.
A modernização de negócios locais é um dos principais destinos dos recursos captados. No bairro Buritis, em Belo Horizonte, a clínica odontológica Oficina do Sorriso utilizou o crédito para renovar equipamentos e manter o atendimento de 1,5 mil pacientes. De acordo com a administração da clínica, o financiamento é uma alternativa para acompanhar a evolução tecnológica do mercado sem a necessidade de imobilização imediata de capital próprio. O cenário reflete uma tendência de profissionalização e busca por competitividade entre profissionais liberais que gerem seus próprios estabelecimentos.
O impacto público dessa política de crédito está diretamente ligado à autonomia financeira e à manutenção de empregos no estado. Dados do Sebrae Minas reforçam que o empreendedorismo feminino é um pilar da economia mineira, especialmente no setor de serviços e comércio de bairro. A oferta de taxas reduzidas e carência estendida permite que as empresárias superem barreiras históricas de acesso ao sistema financeiro tradicional, onde muitas vezes encontram juros mais elevados ou exigências de garantias que dificultam a expansão das atividades produtivas e a inovação em processos.
As beneficiadas pelo crédito destacam a importância das condições diferenciadas para a sustentabilidade do negócio. “Se a gente fosse esperar juntar dinheiro para realizar tudo, não acompanharíamos a evolução do mercado”, afirma Mara Souza Brito, sócia da clínica beneficiada. Ela ressalta que as taxas praticadas pelo banco de desenvolvimento facilitam o retorno do investimento. “Na faculdade, não aprendemos a parte administrativa e, como mulheres, temos um desafio extra por nos dedicarmos ao cuidado com as famílias em casa, às vezes, e não dispomos de tanto tempo no consultório”, pontua a dentista.
Os desdobramentos da ação incluem a oferta de suporte gerencial personalizado, com o objetivo de reduzir a taxa de mortalidade das empresas beneficiadas. As empreendedoras que formalizarem os contratos este mês terão acesso a diagnósticos do Sebrae para apoiar o crescimento estruturado. A expectativa é que o volume de crédito liberado em 2026 acompanhe ou supere o desempenho do ano anterior, fortalecendo o papel das cooperativas de crédito no interior e do portal digital do banco na capital, mantendo o fluxo de investimentos em tecnologia e infraestrutura urbana e rural.
Por Redação Notícia10
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