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Institucional - 5 de março de 2026

MG: Governo do Estado distribui 1,2 milhão de litros de leite e expande programa para Grande BH

Iniciativa atende 20 mil famílias em 98 cidades do Norte e Nordeste mineiros; expansão alcança nove municípios da Região Metropolitana nesta terça-feira.

O Governo de Minas Gerais atingiu a marca de 1,2 milhão de litros de leite distribuídos por meio do Programa Leite para Primeira Infância (PLPI), consolidando a ação como um pilar de segurança alimentar no estado. Nesta terça-feira (3/3), a iniciativa, que já atende cerca de 20 mil famílias em 98 municípios das regiões Norte e Nordeste, foi oficialmente expandida para outras nove cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). O programa é direcionado a mães solo em situação de vulnerabilidade econômica e social que possuem filhos com idade entre 2 e 6 anos. Cada criança cadastrada tem direito ao recebimento de 3 litros de leite semanalmente, garantindo um reforço nutricional considerado essencial para o desenvolvimento infantil.

A execução do PLPI ocorre por meio de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) e o Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene). O programa oferece os tipos de leite pasteurizado e UHT integral, sendo este último estratégico para famílias em áreas remotas devido à maior durabilidade e à dispensa de refrigeração imediata. De acordo com os órgãos gestores, a escolha por alimentos ricos em cálcio, proteínas e vitamina D foca na formação mental e física completa dos beneficiários. O impacto público da medida é medido tanto pela saúde das crianças atendidas quanto pela economia direta gerada no orçamento doméstico das famílias vulneráveis.

O governador em exercício, Mateus Simões, destacou que a preocupação central do estado reside na formação de base das futuras gerações. “Estamos falando de crianças que vão ter uma saúde melhor e, daqui a alguns anos, serão melhores alunas, melhores profissionais porque tiveram a condição de ter formação mental completa. Essa é a nossa maior preocupação”, afirmou Simões durante o anúncio da expansão. Para a secretária Alê Portela, o alcance do programa é um indicativo de que políticas públicas estruturadas transformam realidades sociais. “Cada litro de leite que chega à casa de uma mãe solo é uma criança alimentada e um futuro protegido”, ressaltou a titular da Sedese.

O impacto da distribuição é relatado diretamente por beneficiárias como Sara Lopes, moradora de Teófilo Otoni, que descreve o auxílio como um privilégio para quem cria filhos sozinha. No Norte do estado, em Lontra, Cecília Pereira enfatiza a importância financeira da ação: “O programa ajuda muito porque trouxe economia aqui em casa. Quem tem criança sabe que a gente gasta bastante com leite e o programa tem ajudado a mim e a outras mães carentes”. O depoimento converge com a visão de Henrique Carvalho, diretor-geral do Idene, que aponta a nutrição reforçada como determinante para o desenvolvimento cognitivo acelerado que ocorre durante os primeiros anos de vida das crianças.

Além do aspecto social, o programa fomenta a economia rural ao utilizar exclusivamente pequenos agricultores locais como fornecedores de leite. Segundo o Idene, essa estabilidade de venda permite que os produtores invistam em melhoramento genético do gado, silagem e acompanhamento veterinário, criando um ciclo econômico sustentável no campo. O instituto é responsável por credenciar os laticínios que beneficiam o produto e garantem a entrega semanal aos municípios. A gerente de Inclusão Social do Idene, Júlia Aleixo, reforça que o processo inclui orientações técnicas aos gestores municipais sobre o armazenamento correto, assegurando que a qualidade do alimento seja preservada até o consumo final.

Com a expansão para a Região Metropolitana de Belo Horizonte, o Governo de Minas sinaliza a intenção de nacionalizar o modelo de combate à desnutrição infantil e fortalecimento da agricultura familiar. A manutenção do PLPI depende da integração logística entre produtores, laticínios e prefeituras, sob a fiscalização direta dos órgãos estaduais para evitar interrupções no fornecimento. Para as famílias atendidas, a continuidade do fluxo de entrega representa a manutenção de um direito básico garantido em um período crítico do crescimento humano. O foco das próximas etapas do programa deverá ser o monitoramento dos indicadores de saúde das crianças beneficiadas para validar a eficácia dos investimentos realizados.
por redação noticia10

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