
“Tarifaço dos EUA é ameaça ao desenvolvimento nacional”, diz Jerônimo em reunião no Itamaraty
“Não podemos permitir que decisões unilaterais de outros países minem décadas de esforço dos produtores brasileiros.” A frase, dita por mim no Palácio do Itamaraty nesta terça-feira (5), sintetiza a urgência que vivemos: defender nossa soberania econômica enquanto construímos um país mais justo e sustentável.
Participei da 5ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social e Sustentável (CDESS) — o Conselhão — ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de ministros como Fernando Haddad (Fazenda), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Camilo Santana (Educação). O encontro reuniu governadores, especialistas e lideranças sociais para debater políticas estruturantes com foco em inclusão, inovação e justiça social.
O tema que mais me mobilizou foi o recente anúncio dos Estados Unidos de impor tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros. Uma medida que atinge diretamente cadeias produtivas do Nordeste, como a fruticultura irrigada da Bahia, o açúcar, o etanol e a indústria de base. Trata-se de um tarifaço que fere o princípio do comércio justo e pode desestruturar milhares de famílias que vivem do campo.
O presidente Lula classificou a medida como “lastimável”, e concordo plenamente. Não é com barreiras que se constrói parceria. É com diálogo, respeito e desenvolvimento justo. Por isso, defendi no Conselhão a necessidade de uma resposta coordenada entre União e estados. Não podemos agir isoladamente. A Bahia precisa do Brasil, e o Brasil precisa do Nordeste.
Além disso, aproveitei o espaço para reforçar a importância de políticas públicas que gerem renda e dignidade. Citei o Bahia Sem Fome, nosso programa de segurança alimentar que já transformou a vida de mais de 500 mil famílias. É com orgulho que digo: o Brasil está oficialmente fora do Mapa da Fome. Um avanço que não foi obra do acaso, mas de escolhas políticas corajosas, como a retomada do Bolsa Família e o fortalecimento da agricultura familiar.
O Conselhão se consolida como um dos principais fóruns de governança coletiva do país. Sua nova composição, em vigor pelos próximos dois anos, tem a missão de assessorar o presidente em temas estratégicos — desde a transição energética até a justiça climática. E os estados têm papel central nesse processo.
A Bahia, por exemplo, já investe em energias renováveis, economia azul e formação técnica. Mas só avançaremos se houver articulação entre os entes federativos. A crise climática, a desigualdade e a instabilidade internacional exigem respostas integradas. E o Conselhão é, hoje, um instrumento essencial para isso.
Saí da reunião com um sentimento claro: o Brasil está acordando. Acordando para a urgência de proteger sua economia, sua soberania e seu povo. E enquanto houver diálogo, coragem e compromisso com os mais vulneráveis, seguiremos firmes.
“O desenvolvimento sustentável começa com a coragem de enfrentar o tarifaço, proteger os trabalhadores e apostar no futuro. E nisso, o Conselhão é nosso campo de batalha e nossa esperança.”
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