
Teixeira de Freitas: Tecshow Melancia reúne cadeia produtiva e reforça município como polo nacional da fruta
Produção baiana integra tecnologia, alta produtividade e troca de experiências para impulsionar o setor que movimentou R$ 2,4 bilhões no Brasil em 2024.
O peso econômico da melancia no Brasil se mede em toneladas — e em território. Em 2024, o país produziu 1,978 milhão de toneladas, gerando R$ 2,425 bilhões, segundo dados consolidados do IBGE. Desse total, 231.934 toneladas saíram da Bahia, estado que cultiva quase 15 mil hectares dedicados à fruta. Mas um município em particular tem chamado atenção: Teixeira de Freitas. Aqui a melancia virou marca, identidade visual e símbolo econômico. Monumentos, pontos de ônibus e dezenas de barracas espalhadas pela cidade traduzem a força de uma cadeia produtiva que, além de tradição, investe pesado em tecnologia.
“Teixeira de Freitas é hoje um polo de produção de melancia no Brasil”, afirma Golmar Beppler, gerente nacional de vendas da BASF/Nunhems. Ele destaca que a região está entre as mais avançadas do país em produtividade e inovação. “O produtor aqui é muito tecnificado e busca novas tecnologias. A produção aproveita momentos de alto consumo, especialmente no calor do fim de ano.”
Entre esses produtores está Valter Nagao, há 25 anos na atividade. Herdou o ofício da família, já cultivou mamão, mas hoje concentra seus esforços na melancia e na abóbora. Só da fruta, colhe cerca de 60 toneladas por hectare, rendimento que considera positivo apesar dos desafios. “No momento, sim, tem sido rentável”, diz. “Toda cultura enfrenta dificuldades com preço, clima e doenças. Mas com planejamento conseguimos equilibrar. Os maiores desafios são as condições climáticas e os insetos, que podem gerar grandes perdas.”
Nagao ressalta a revolução tecnológica vivida no campo na última década: gotejamento, mulching para controle de ervas daninhas, protetores solares para os frutos e insumos adaptados às variações do ano. “A tecnologia mudou bastante. Hoje conseguimos resultados melhores, com mais controle e menos perdas”, afirma.
É exatamente nesse cenário de modernização que acontece o Tecshow Melancia, evento promovido pela BASF/Nunhems que realizou sua segunda edição em Teixeira de Freitas, após estrear em Goiás em 2024. A proposta é simples, mas ambiciosa: integrar toda a cadeia produtiva da melancia — do produtor ao varejo — para reduzir perdas, ampliar sustentabilidade e elevar o padrão da fruta entregue ao consumidor.
“Nosso objetivo é transformar a cadeia”, explica Beppler. “Trazemos produtores do Brasil inteiro, além de distribuidores, redes de varejo e consultores. Queremos promover uma produção mais sustentável e eficiente, com verticalização, packing houses e uma fruta mais doce, com menos perdas até o consumidor final.”
Nagao, além de participar, abriu sua propriedade para o evento. Para ele, essa troca direta entre diferentes regiões é um dos pontos altos. “É um prazer receber distribuidores e parceiros. É uma oportunidade para divulgar Teixeira de Freitas, que está entre as mais relevantes do país. No contato com produtores de outras regiões, sempre agregamos alguma novidade”, avalia. Ele próprio costuma visitar polos em Goiás, Norte e Mossoró (RN) para buscar referências.
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