
Eunápolis: BNDES aprova financiamento de R$ 200 milhões Veracel plantar eucalipto na região
Recurso destinado à Veracel foca no cultivo de 22,7 mil hectares de eucalipto e conservação ambiental em 11 municípios baianos.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) oficializou o repasse de R$ 200 milhões para a Veracel Celulose, visando a expansão da bioeconomia no Sul e Extremo Sul da Bahia. O investimento, realizado por meio da linha BNDES Finem, será aplicado no plantio e manejo de até 22,7 mil hectares de eucaliptos ao longo dos próximos quatro anos. A operação abrange 11 municípios e vincula o crédito à manutenção de áreas de conservação, buscando equilibrar a oferta de matéria-prima com a preservação de mata nativa na região.
A Veracel Celulose, controlada pela brasileira Suzano e pela sueco-finlandesa Stora Enso, opera uma estrutura integrada que produz anualmente 1,1 milhão de toneladas de celulose. Esta é a terceira parceria ativa entre o banco público e a companhia, que já gere mais de 200 mil hectares no estado entre áreas produtivas e de proteção. O novo aporte ocorre sob as diretrizes da política federal “Nova Indústria Brasil” (NIB), que prioriza o fomento a setores exportadores e o manejo florestal sustentável para garantir a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional.
O projeto impacta diretamente a economia de cidades como Eunápolis, que concentra 8,4 mil hectares da nova área, além de Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro. O investimento alcança municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), como Potiraguá e Mascote, onde a atividade florestal atua como vetor de geração de emprego e renda local. Do ponto de vista ambiental, o financiamento condiciona a atividade industrial à salvaguarda de mais de 90 mil hectares de vegetação nativa, incluindo a RPPN Estação Veracel, a maior reserva particular de Mata Atlântica do Nordeste.
“O apoio do BNDES incentiva a produção sustentável de celulose e contribui com as empresas brasileiras em projetos sustentáveis, exportadores e voltados à economia verde. O Banco é um parceiro estratégico para o desenvolvimento da indústria de papel e celulose no país”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
A aplicação do recurso deve consolidar a cadeia produtiva de celulose na Bahia, fortalecendo o saldo da balança comercial brasileira por meio das exportações da fibra curta. Com o cronograma de quatro anos para a implementação do plantio e manejo, espera-se que a empresa cumpra metas de desenvolvimento social junto às comunidades vizinhas às plantações. O acompanhamento da operação pelo BNDES verificará se os critérios de transição ecológica e fomento econômico regional serão atingidos conforme estabelecido no contrato de financiamento.
O repasse de R$ 200 milhões assegura a continuidade da expansão florestal no Sul da Bahia sob um modelo de manejo controlado e monitorado. A iniciativa mantém o setor de papel e celulose como um dos principais pilares da bioeconomia regional, integrando a produção industrial de larga escala à conservação de remanescentes críticos da biodiversidade brasileira.
Por Redação Notícia10
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