
BA: Com saúde em colapso, Salvador é a 2ª pior capital do Brasil e o reflexo é uma população adoecida
Enquanto o grupo de ACM Neto critica segurança estadual, indicadores revelam colapso na gestão municipal com queda livre em vacinação e pré-natal.
A cidade de Salvador atravessa um cenário crítico na gestão da rede municipal, ocupando agora a penúltima colocação entre as capitais brasileiras no indicador de Acesso à Saúde, segundo o Ranking de Competitividade dos Municípios de 2025. O levantamento, que avalia 418 cidades com mais de 80 mil habitantes, coloca a capital baiana em uma alarmante 378ª posição no recorte geral deste pilar. O resultado expõe a fragilidade da administração pública local diante de serviços essenciais, tornando-se o ponto central de um debate político intenso, já que a capital é governada há 16 anos pelo grupo político de ACM Neto (União Brasil).
O desempenho pífio de Salvador contrasta drasticamente com outras capitais que lideram o eixo, como Vitória (ES), Porto Alegre (RS) e Rio de Janeiro (RJ), deixando a “Roma Negra” no Z-3 do acesso básico, à frente apenas de Belém (PA). A metodologia do estudo segmenta a análise entre acesso e qualidade para evitar que números inflados de oferta mascarem um atendimento precário, mas Salvador falha em ambos os flancos. Esse diagnóstico surge em um momento de ironia política, dado que o grupo governista municipal mantém uma retórica agressiva de cobranças sobre a segurança pública estadual, enquanto entrega indicadores de saúde que figuram entre os piores do país.
A análise técnica dos dados detalha um efeito dominó de retrocessos em áreas sensíveis: a cobertura vacinal despencou 38 posições e o atendimento pré-natal recuou outras 15 colocações. No setor de saúde suplementar, a queda foi de 14 postos, refletindo uma deterioração que atinge diferentes camadas da pirâmide social da capital baiana. Embora a cobertura da atenção primária tenha registrado um leve incremento de 12 posições em relação a 2024, o município ainda amarga a 327ª colocação nacional neste item, evidenciando que os esforços de correção ainda são insuficientes para retirar a cidade do isolamento técnico em que se encontra.
No contexto geral, Salvador ocupa hoje a 388ª colocação entre as cidades brasileiras, um dado que ratifica a precariedade da gestão direta sobre a rede de cuidados básicos. O Ranking de Competitividade ressalta que um município só cumpre sua função social quando alia ampla oferta de serviços a resultados concretos de bem-estar, critério que a capital baiana ignora sistematicamente nos últimos ciclos. A ausência de uma política pública robusta para frear a queda em indicadores vitais como a vacinação coloca em xeque o discurso de eficiência administrativa frequentemente propagandeado pela cúpula do União Brasil na Bahia.
Os desdobramentos deste levantamento devem pautar a agenda política local, pressionando a gestão por respostas sobre o abismo entre o marketing governamental e a realidade dos postos de saúde. Com a divulgação oficial dos dados, a capital agora enfrenta o desafio de reverter índices que a colocam em desvantagem competitiva frente ao restante do Brasil, prejudicando o desenvolvimento humano de sua população. O futuro da saúde em Salvador depende, segundo as métricas do estudo, de uma reestruturação que priorize a qualidade do atendimento e a recuperação da confiança nos serviços básicos, sob pena de manter a cidade no rodapé da competitividade nacional.
por redação noticia10
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