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Institucional - 15 de setembro de 2025

ES: Mapeamento da pobreza no Estado revela desigualdade alarmante com polos críticos de concentração de pobreza

O estudo “Perfil da Pobreza no Espírito Santo 2024” mostra que a desigualdade social persiste, e que a vulnerabilidade econômica é muito mais presente do que a média populacional sugere. De acordo com o levantamento, quase 66% das pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) vivem em situação de pobreza. As maiores concentrações de pobreza não estão nas grandes cidades, mas em microrregiões como a Nordeste, o Caparaó e o Litoral Sul, onde os índices superam 33% da população. Municípios como Ibitirama (58%), Ponto Belo (50,5%) e Alto Rio Novo (47,3%) registram as maiores taxas.

Para o diretor-geral do IJSN, Pablo Lira, o diagnóstico é um “instrumento fundamental para orientar ações mais efetivas de combate à pobreza e redução das desigualdades sociais no Espírito Santo”. Os dados reforçam a urgência de políticas públicas focadas em regiões específicas, fugindo do modelo “tamanho único”.

O estudo vai além da renda e detalha as fragilidades sociais. Ele revela que 7,7% das famílias cadastradas não têm acesso à coleta de lixo, 26,2% não têm saneamento básico e 15,7% vivem sem abastecimento de água adequado. Na educação, a média de anos de estudo é de apenas 6,7 anos entre a população de 25 anos ou mais, o que significa que muitos não concluem sequer o ensino fundamental.

A pesquisa também traz um dado alarmante sobre a população em situação de rua, que chega a 3.643 pessoas no estado, sendo a maioria (65,5%) concentrada na Grande Vitória. A discrepância é clara: enquanto a metrópole lida com a visibilidade de uma crise social complexa, o interior enfrenta uma pobreza mais difusa, porém igualmente profunda, marcada pela falta de infraestrutura e educação.

O Perfil da Pobreza no Espírito Santo 2024 mostra um estado com duas faces. A metrópole, com seus desafios urbanos, e o interior, com uma luta silenciosa por acesso a serviços básicos e oportunidades. O retrato é um convite para o governo e a sociedade repensarem as estratégias de combate à pobreza. As soluções precisam ir além dos números gerais e mirar nas especificidades de cada município.

Noticia10

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