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Espírito Santo - 20 de dezembro de 2025

ES: Ufes planta juçara em APPs de Linhares para recuperar biodiversidade do Rio Doce

Ação integra projeto ambiental e busca repovoar espécie ameaçada, com impactos ecológicos e sociais na bacia

Uma equipe da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), campus de Alegre, realizou o plantio de sementes pré-germinadas da palmeira juçara em áreas de preservação permanente no município de Linhares. A iniciativa ocorreu no âmbito do Projeto Biodiversidade do Rio Doce, executado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, em parceria com o Incaper. A ação teve como foco a recuperação ambiental de trechos da bacia do Rio Doce. A juçara é considerada uma espécie ameaçada de extinção na Mata Atlântica. O projeto busca ampliar a presença da palmeira e fortalecer o equilíbrio ecológico local.

O plantio da juçara ocorre após um levantamento prévio realizado pela Ufes para mapear a presença da espécie ao longo da bacia do Rio Doce. O estudo identificou baixa ocorrência da palmeira na região, o que reforçou a necessidade da intervenção ambiental. A juçara desempenha papel estratégico na dinâmica da Mata Atlântica, servindo como fonte de alimento para diversas espécies da fauna. A redução de sua presença afeta cadeias ecológicas inteiras. O projeto atua justamente para reverter esse cenário de escassez.

As atividades foram realizadas em cinco propriedades rurais localizadas nas comunidades de Bagueira e Farias, em Linhares. A comunidade de Farias está situada na região do Córrego da Jacutinga, área que remete a uma ave nativa hoje encontrada em número reduzido. A diminuição da jacutinga está associada à caça predatória, ao desmatamento e à perda de fontes naturais de alimento. A escassez de palmeiras nativas, como a juçara, impacta diretamente essa espécie. O plantio busca contribuir para a recomposição desse ambiente.

Para a extensionista do Incaper em Linhares, Flávia Barreto Pinto, a expectativa do projeto vai além do plantio em si. “O desejo de todos os membros participantes, pesquisadores, extensionista e agricultores, é de que a floresta retome ao seu equilíbrio, fazendo com que a propagação da Juçara contribua com a propagação tanto da flora quanto da fauna aqui presente, além de promover um desenvolvimento rural também focado nos recursos da floresta, a partir dos frutos desta espécie”, afirmou. A declaração reforça o caráter integrado da iniciativa. O foco está na recuperação ambiental aliada ao uso sustentável. A proposta envolve ciência, extensão rural e participação comunitária.

Além da recuperação ambiental, o projeto prevê impactos diretos para as comunidades rurais envolvidas. O uso sustentável dos frutos da juçara é apontado como uma possibilidade concreta de geração de renda. Os frutos podem ser destinados à produção de polpas, cremes, sucos, pães e doces. Essa diversificação contribui para a segurança alimentar local. A iniciativa também amplia alternativas econômicas alinhadas à conservação ambiental. O projeto segue em execução nas áreas contempladas.

Com o plantio das sementes pré-germinadas, o Projeto Biodiversidade do Rio Doce avança na estratégia de repovoamento da palmeira juçara na região. A ação fortalece funções ecológicas essenciais e estimula a recomposição da fauna e da flora locais. A parceria entre universidade, fundação e órgão de extensão rural articula conhecimento técnico e atuação prática. O impacto esperado envolve ganhos ambientais e sociais. A iniciativa reforça a importância da preservação associada ao desenvolvimento sustentável. O trabalho segue como referência para ações semelhantes na Mata Atlântica.
por redação noticia10

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