
Portos da Bahia lideram crescimento logístico e impulsionam economia regional em fevereiro
Com alta de 20% em Aratu-Candeias, terminais baianos garantem escoamento estratégico e batem metas de movimentação.
A movimentação de cargas nos portos públicos da Bahia registrou um salto de 11,66% em fevereiro, consolidando o estado como um dos principais motores da logística nacional. Segundo dados da Autoridade Portuária Federal (CODEBA), o volume operado chegou a 1,4 milhão de toneladas, superando o ritmo de crescimento da média brasileira. O desempenho baiano foi puxado, sobretudo, pela operação de granéis líquidos e produtos destinados ao mercado externo, reafirmando a posição estratégica dos terminais de Aratu-Candeias, Salvador e Ilhéus no cenário de exportação e cabotagem.
Dentro do complexo portuário baiano, o Porto de Aratu-Candeias apresentou o resultado mais expressivo, com um aumento de 20,23% na movimentação, totalizando 555 mil toneladas. O terminal, essencial para o Polo Industrial de Camaçari, demonstra fôlego na operação de insumos e produtos químicos. Já o Porto de Salvador movimentou 370 mil toneladas, mantendo-se como peça-chave para a carga conteinerizada, que no cenário nacional cresceu 10,2%. No sul do estado, o Porto de Ilhéus contribuiu com 40 mil toneladas, reforçando o escoamento regional.
A que pese a relevância técnica dos índices, a eficiência dos portos reflete diretamente na economia da ponta. Não por acaso, a fluidez no escoamento de mercadorias como o óleo bruto de petróleo — que teve alta nacional de 16,2% — e produtos como sal e carvão mineral impacta a arrecadação estadual e a manutenção de empregos na cadeia logística. Do ponto de vista social, o fortalecimento da cabotagem, que cresceu 8,2% no país, permite que a produção baiana chegue a outros estados com custos reduzidos, aumentando a competitividade dos produtos locais.
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou que os números de fevereiro são fruto de um esforço para modernizar a infraestrutura aquaviária. Segundo Franca, o foco está em “atrair mais investimentos privados e promover a inovação para que o setor continue a ser um pilar para o desenvolvimento”. Trata-se, antes de uma meta burocrática, de um compromisso em integrar os modais de transporte para que a carga produzida no interior baiano encontre nos portos uma saída ágil e segura.
Ainda que os resultados sejam positivos, cabe destacar que a manutenção desse crescimento exige atenção constante à dragagem e à modernização dos berços de atracação. O cenário revela-se, portanto, promissor: com a carga de granel líquido avançando 11,2% em todo o território, os terminais da Bahia estão em posição privilegiada para captar esse fluxo. Em última análise, o desempenho de fevereiro sinaliza que o estado está preparado para sustentar o ritmo de expansão do comércio exterior brasileiro ao longo de 2026.
Por Redação Notícia10
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